Logicamente normal

Coluna postada em 31/08/2014 por fernando

Cruzeiro 4×2 Chapecoense.

 

No Mineirão o resultado de vitória do Cruzeiro tem sido uma constante ao longo da competição e deu a lógica de um campeonato que chega a sua metade e de forma antecipada tendo o Cruzeiro como campeão do turno, simbolicamente.

A Chapecoense saiu na frente com um gol achado, mas que vale como os gols antológicos. Teve sorte e competência na etapa inicial para além de marcar um gol, segurar o líder da Série A.

Na volta para a segunda etapa desandou a maionese.

O Cruzeiro foi avassalador, mostrou suas armas, reposicionou o time e amassou a Chapecoense em 24 minutos, virando o jogo e fazendo 3×1. Uma série de apagões, muito frequentes na Série A, na zaga da Chapecoense, ajudaram em muito.

A Chapecoense voltou a se aproximar do placar com um bonito gol de Bruno Rangel, mas foi só sair à bola e novo apagão da zaga, somado a qualidade do Cruzeiro e números finais ao jogo, 4×2.

Vitória justa do Cruzeiro, que além de melhor time do Brasil, sabe ser letal e define um jogo com rara precisão. Vacilou eles marcam mesmo.

Importante que a Chapecoense não promoveu nenhum vexame, apenas pagou por incompetências pontuais e por ter menos times mesmo. Tudo normal.

Problemas pontuais

Coluna postada em 31/08/2014 por fernando

O primeiro grande desastre do jogo foi o ala Neuton. Dos quatro gols marcados pelo Cruzeiro, três foram originados em cima de sua marcação falha. Ele se arrasta em campo. Erra passes, se vira de costas na hora de marcar, ou seja, tudo errado. Jogador inconstante e que faz um jogo mais ou menos e três ruins. Sua presença na equipe titular não se justifica mais, a não ser pela teimosia.

A zaga segue levando muitos gols. O que no ano passado era um paredão, na Série A, está sendo apenas uma zaga bem comum. Caiu muito a produção do setor que joga protegido por um batalhão de volantes. Tem algo errado.

Tiago Luiz entra e movimenta o time. Tem jogado meia hora, um pouco menos. Estamos em setembro e o cara ainda está se recuperando. Muito salário e pouco expediente.

A retenção de bola da Chapecoense praticamente não existe. É muita ligação direta. A bola queima nos pés dos jogadores e desta forma a posse de bola dos adversários tem sido maior e contra equipes de qualidade como um Cruzeiro, isso é letal.

A Chapecoense precisa contratar um técnico com experiência para a sequência do calendário. É nítido que Celso Rodrigues não escala o time sozinho. Com muita gente opinando as convicções se diluem.

Cuidado Celso

Coluna postada em 26/08/2014 por fernando

A Chapecoense anda humilde demais nesta Série A.

Ficar a todo o momento lembrando que é o menor investimento, que a ideia é apenas a manutenção na elite em 2015, isso todo o mundo sabe. Chega!

Dentro de campo o comportamento precisa mudar. Se a missão é jogar por uma bola, que quando esta bola se apresentar que ela seja aproveitada de verdade.

O técnico Celso Rodrigues (foto) está começando a se enrolar nas mesmas confusões que tiraram o emprego de Dal Pozzo. Começa o jogo com um homem de ataque e quando está perdendo coloca quatro ou cinco e desmonta o meio de campo. Querendo mostrar coragem, mostra apenas despreparo. A bola não chega por mágica aos atacantes é preciso que alguém faça a conexão.

Contra o Botafogo era possível até vencer. Perdeu por falta de mais ambição e competência.

Agora contra o Cruzeiro o furo é mais embaixo, mas mesmo assim a Chapecoense não pode simplesmente abdicar de jogar com medo de um placar elástico.

É preciso encontrar o equilíbrio.

Jogando com um atacante ele não marca gol. Jogando com quatro ou cinco acontece à mesma coisa. O que está havendo? Está faltando qualidade nas finalizações e no último passe.

A Chapecoense tem no seu elenco nomes capazes de melhorar a qualidade, basta que a diretoria de futebol exija mais e pare de passar a mão na cabeça de alguns. Ou acorda agora ou o pesadelo vem aí.

O tamanho da diferença

Coluna postada em 26/08/2014 por fernando

O Cruzeiro, próximo adversário da Chapecoense na Série A, sábado às 18h30, tem números impressionantes.

Vamos comparar. O Cruzeiro está com 39 pontos contra 19 da Chapecoense. O aproveitamento de um é 76% e do outro 37%. O Cruzeiro marcou 34 vezes e sofreu 13 e tem um belo saldo de 21 gols. A Chapecoense compareceu apenas 11 vezes, sofreu 16 e está com saldo negativo de cinco. O Cruzeiro já venceu 12 vezes, empatou três e perdeu apenas duas vezes. A Chapecoense venceu cinco, empatou quatro e perdeu oito vezes.

Os números são de uma diferença alarmante. Em apenas 17 rodadas de um total de 38, O Cruzeiro construiu uma campanha muito próxima daquela que a Chapecoense deseja e projeta realizar até o final da competição para fugir do rebaixamento.

Os números não garantem o resultado de sábado à tarde no Mineirão, mas chamam a Chapecoense para um compromisso diferente.

Vai jogar para não ser massacrada ou vai deixar o excesso de humildade de lado e encarar o melhor de todos até aqui?

Semana Mineirão

Coluna postada em 25/08/2014 por fernando

 

A Chapecoense projeta agora o seu jogo no Mineirão e contra o melhor time do campeonato, que abre uma larga vantagem sobre os demais.

Será a grande prova de fogo na Série A, em mais um estádio de Copa do Mundo e em um momento em que a Chapecoense necessita de recuperação e olha seus adversários diretos com olhos de secar pimenteira.

Contra o Botafogo a Chapecoense teve atuação fraca na primeira etapa e melhor no segundo tempo, quando foi superior técnica e fisicamente.

O problema é que o Cruzeiro não é o Botafogo. O Cruzeiro é muito, mas muito mais time e exigirá muito mais da Chapecoense.

O esquema de jogo não deve mudar. A atuação com apenas um homem no ataque será mantida, mas se a Chapecoense deseja algo de positivo neste jogo, terá de ajeitar a falha que segue sendo o grande pecado e irrita a todos, a última bola, o acabamento das jogadas, as conclusões os cruzamentos, tudo muito ruim e ineficiente.

E quanto a Bruno Rangel ou ele começa a jogar ou a contestação começará a ficar mais pesada. Hoje ele é intocável, mas com a seca de gols ele não conseguirá se manter como titular.

A rodada poderá arremessar a Chapecoense para a zona de rebaixamento o que sempre é um péssimo negócio.

 

Vitória gigante

Coluna postada em 21/08/2014 por fernando

Chapecoense 1×0 Fluminense

Foi uma vitória para lavar a alma e recolocar ordem na tabela de classificação. Três pontos, livrando quatro da zona de rebaixamento e chegando a 12ª posição.

Foi uma atuação com autoridade e maturidade, pois o gol veio cedo no segundo tempo e a Chapecoense soube se portar de maneira adequada, controlando o jogo e atuando com personalidade.

A realidade antes de a bola rolar e não mudou muito ao seu final é da Chapecoense olhando a parte debaixo da tabela e o Fluminense olhando a parte de cima.

Uma derrota seria um desastre antes de um jogo no Maracanã contra o Botafogo, pois fragilizaria a Chapecoense e poderia ser fatal para uma pretensão de busca de um resultado positivo.

A vitória veio na base da superação e o destaque é necessário, pois os problemas de acabamento das jogadas segue sendo uma tônica e é necessário corrigir com urgência este fundamento.

O que foi destacado pelo vice-presidente de futebol da Chapecoense ao final do jogo é a necessidade permanente da Chapecoense se doar o tempo inteiro o tempo todo, sem a menor condição de jogar de igual para igual e sempre calcando na superação suas atuações. A sinceridade pode até ser desconcertante, mas é a verdade afinal de contas.

Outro aspecto foi à arbitragem que foi um desastre. A Chapecoense ganhou dela também.

Uma vitória de gigantesca importância.

 

Com equilíbrio

Coluna postada em 19/08/2014 por fernando

Acredito que o melhor esquema para a Chapecoense enfrentar o Fluminense na noite de hoje, mesmo na Arena, seja aquele adotado contra São Paulo e Vitória.

Muita marcação de meio de campo, fechando os espaços, aproximando o passe, abafando a saída de bola do adversário, mas sendo mais eficiente nas conclusões.

Soltar o time pode ser fatal. Jogar com dois atacantes pode desequilibrar o balanço defensivo e criar espaços generosos que certamente serão aproveitados pela boa equipe do Fluminense.

Alguns desejam impingir ao Fluminense uma crise que não é dele. Foi desclassificado da Copa do Brasil e perdeu para o Botafogo, mas isso não quer dizer que um momento ruim está estabelecido.

O Fluminense tem uma das equipes mais equilibradas da competição e muita força ofensiva e também sabe se defender com qualidade.

A Chapecoense terá de exercer um futebol muito mais competitivo daquele que apresentou frente ao Atlético-MG. Naquele jogo o adversário dominou a segunda etapa inteira e forçou a Chapecoense a se defender até que um erro foi cometido.

Não poderá ser tão passiva, terá de buscar na atitude a sua arma, se defendendo e ocupando espaços, caso contrário o Fluminense ganha o jogo.

Não é retranca é equilíbrio. Com a palavra o Celsão.

Empate para comemorar

Coluna postada em 17/08/2014 por fernando

Vitória 0×0 Chapecoense

Apesar do resultado sem gols não foi um jogo ruim, foi um espetáculo de razoável para bom.

A Chapecoense entrou em campo com a proposta de não sofrer gol e jogar pela bola decisiva. E a Chapecoense teve três ou quatro oportunidades para definir o jogo, mas faltou a qualidade na última bola.

O Vitória passa apenas muita preocupação para seu torcedor. As brigas da semana apenas atestam que Jorginho, o técnico, está com prazo de validade vencido e não tem o comando do elenco.

Eu esperava o Vitória jogando com muito mais ímpeto, com muito mais volúpia, com mais velocidade e com vontade para definir desde o início. Jogou na verdade de forma bastante respeitosa em alguns momentos e travou em campo.

A Chapecoense jogou mais, com mais personalidade, deu mais trabalho ao goleiro adversário e poderia ter vencido, mas o ataque ficou devendo.

O clima é de total cobrança no Barradão. A imprensa local está cobrando muito e pede a cabeça do técnico Jorginho.

Gostei da capacidade de marcação da Chapecoense e da organização tática do time. Méritos do técnico Celso Rodrigues que mais uma vez soube armar bem o time, sempre levando em consideração o que pode oferecer o adversário.

A Chapecoense poderia ter desejado mais, mas ficou de bom tamanho, levando-se em consideração todo o contexto da situação. Vamos em frente.

Olhando o Z4

Coluna postada em 12/08/2014 por fernando

Hoje a zona de rebaixamento abriga quatro campeões brasileiros. Lá estão Coritiba, Flamengo, Bahia e Botafogo. Jamais, na era dos pontos corridos, quatro campeões foram rebaixados, os nomes mudarão e que a Chapecoense não se inclua entre eles.

Este é mais um alerta. No mínimo dois desses que lá estão não serão rebaixados. A concorrência com Figueirense, Vitória que é o próximo adversário, Palmeiras e Criciúma é grande. Os candidatos ao rebaixamento são entre sete ou oito nomes, não mais do que isso. É contra eles que a Chapecoense precisa jogar tudo e ainda dar uma boa secada.

A Chapecoense está hoje a dois pontos da zona de rebaixamento e a três da lanterna e terá três jogos fora de casa e dois duríssimos na Arena.

A missão é das mais espinhosas. Vejo com preocupação o futuro. Uma derrota para o Vitória e uma derrota em casa para o Fluminense obrigarão a mudanças na comissão técnica e o estabelecimento de uma nova ordem.

A manutenção de Celso Rodrigues passa obrigatoriamente pela conquista de três pontos nos próximos seis. Menos não serve.

O desafio

Coluna postada em 12/08/2014 por fernando

A Chapecoense tem o grande desafio de encerrar o turno do Campeonato Brasileiro Série A fora da zona de rebaixamento. O desafio é o mesmo para a maioria dos times, mas para a Chapecoense ele é maior.

A necessidade é chegar aos 22 pontos, sendo necessário para tanto conquistar mais sete dentre os 15 que ainda serão disputados.

Não será fácil, pois serão três jogos fora e dois em casa, sendo que aqui jogarão Fluminense e Goiás.

A derrota para o Figueirense foi um desastre! Caso tivesse vencido o jogo a Chapecoense estaria atrás de apenas mais quatro pontos, dentro da matemática, para fechar a primeira perna da competição dentro do projetado.

Eu sinceramente avalio como pouco os 22 pontos projetados. Com 44 escapa do rebaixamento, mas as equipes estão melhorando seus desempenhos e returno sempre foi mais complicado.

Chegou a hora de tirar coelhos da cartola. A mobilização terá de ser muito grande, a efetividade das decisões terá de alcançar a proximidade da perfeição e o índice de pontos conquistados terá de romper a barreira da média até então.

O desafio se entenderá até o final, já preveem os dirigentes, mas é preciso ter um pouco de gordura para suportar os resultados negativos que se apresentarão fora da projeção, como a derrota para o Figueirense.

A matemática aponta o caminho. Hoje a Chapecoense estaria com 29% de chances de rebaixamento, o que não é ruim levando-se em conta a nossa realidade.