Fim de papo na Copa do Brasil

Coluna postada em 27/07/2016 por fernando

Chapecoense 1×1 Atlético Paranaense

 

Com os resultados combinados de Curitiba e Chapecó, 0×0 e 1×1, o Atlético Paranaense segue na Copa do Brasil e a Chapecoense aguarda pela Copa Sulamericana.

A Chapecoense jogou melhor do que o Atlético Paranaense nos dois jogos, mas não foi suficiente para seguir em frente.

Faltou ataque para a Chapecoense, a verdade é essa. Coragem não faltou. O Atlético Paranaense teve uma bola no jogo com Walter e marcou e definiu o jogo. Competência deles, que tem atacantes definidores.

Ontem a dinâmica de jogo da Chapecoense foi muito interessante. Teve mais posse de bola, esteve sempre perto da área adversária, controlou bem o jogo, abriu cedo o marcador, mas faltou o acabamento em multas jogadas em que a bola esteve na cara do Weverton e não teve ninguém para concluir.

Ontem o Caio Júnior chegou a colocar em campo seus dois centroavantes, Bruno Rangel e Kempes. Teve um momento que Bruno Rangel girou e chutou para uma grande defesa do Weverton e foi só. Em outro momento o Kempes dentro da área chutou em cima de Bruno Rangel.

Os atacantes seguem em uma fase terrível e não podem reclamar de que a bola não chegou.

O Atlético Paranaense jogou com o regulamento debaixo do braço e soube ser letal na hora certa. Tem uma frase que diz que o importante é bola no barbante. Simples assim.

A Chapecoense está evoluindo sob o comando do técnico Caio Júnior. Ontem teve bom passe e posse, mas insisto na falta de qualidade nas conclusões.

Agora é esperar pela Copa Sulamericana e suas definições no mês de agosto.

Antes disso será preciso encarar a Série A e seus próximos quatro eletrizantes desafios, contra São Paulo, Palmeiras, Atlético-MG e Internacional.

Ao final do jogo o presidente Sandro Pallaoro fez uma leitura correta e entendeu que o time jogou bem, mas deixou de marcar um gol. Disse também que estão atentos ao mercado para contratar alguém para o ataque.

Vida que segue.

Noite de decisão

Coluna postada em 26/07/2016 por fernando

 

Amanhã, quarta-feira,, às 19:30, Chapecoense e Atlético Paranaense decidem vaga para a quarta fase da Copa do Brasil 2016.

No primeiro jogo houve empate em 0×0, ou seja, o mesmo resultado leva a decisão para os pênaltis, empate com gols deixa a vaga com o Atlético. Quem vencer por qualquer placar, leva.

O Atlético Paranaense tem uma boa equipe. Marca bem, tem saída de bola rápida e um ataque perigoso, principalmente pela presença do bom Walter. Na Série A, a campanha é muito boa, está na quinta colocação, a apenas dois pontos de ingressar no G4.

A Chapecoense, no jogo de ida, teve uma postura muito adequada e soube neutralizar o adversário, tendo inclusive duas ou três oportunidades para vencer o jogo.

Amanhã, se a Chapecoense jogar com a mesma aplicação, tenho a certeza que leva a vaga. Assim como tenho a expectativa de que o Atlético Paranaense deva modificar um pouco seu jeito de jogar, com base naquilo que viram da Chapecoense. Por ser jogo decisivo, é preciso criar um fato novo.

E qual será o time da Chapecoense? O normal seria repetir a escalação do jogo de ida, quando a Chapecoense teve uma formação sólida e uma atuação das mais convincentes da temporada. O problema é que as competições estão se misturando e as necessidades da mesma forma e isso pode criar outras prioridades na cabeça do treinador.

As duas equipes declaram através de suas diretorias e comissões técnicas que desejam a vaga a próxima fase e que não estariam escolhendo uma inserção na Copa Sulamericana.

O técnico Paulo Autuori diz que vai “praticamente” manter a equipe atleticana para o duelo com a Chapecoense. O zagueiro Paulo André volta após ser poupado no 1 a 0 sobre o Fluminense, domingo, pelo Brasileirão, e Wanderson deixa o time – ele não pode atuar por já ter defendido a Ferroviária na Copa do Brasil deste ano. Provável equipe do Atlético Paranaense: Weverton; Léo, Paulo André, Thiago Heleno e Sidcley; Otávio, Hernani e Vinícius; Pablo, Yago (Marcos Guilherme) e Walter.

Grande destaque para o goleiro Weverton, um dos, se não o melhor goleiro do Brasil no momento. O ala Léo é muito bom. No meio Otávio, Hernani, Vinícius e Pablo se entendem muito bem. E na frente cuidado com o Walter, pois ele sabe tratar bem a bola.

Jogo decisivo, como todos gostam.

 

FOTO – SIRLI FREITAS – CLICRBS. 

Padrão de jogo e mais futebol

Coluna postada em 25/07/2016 por fernando

 

Os desafios de Caio Júnior frente a Chapecoense não são pequenos.

Ele precisa dar ao time padrão de jogo e resgatar o futebol de qualidade que foi apresentado em alguns momentos no Campeonato Catarinense, quando time sobrou e no começo da Série A.

A Chapecoense é um time médio e por isso oscila tanto.

Com duas competições paralelas e com dois times praticamente atuando simultaneamente algumas referências se perderam e precisam ser resgatadas.

Prefiro que a Chapecoense se mantenha na Copa do Brasil do que encarar uma Sulamericana, para que seu foco fique voltado para o futebol interno e não se perca a atenção com uma competição internacional. O momento exige total concentração para a Série A. A vitória sobre o Botafogo foi de grande importância, por todos os motivos já sabidos pelo torcedor. Só que neste jogo, de triunfo, a Chapecoense apresentou um futebol de baixa qualidade, assim como o Botafogo que habita a zona de rebaixamento.

O técnico Caio Júnior ainda não tem o grupo na mão e não conhece ele com a profundidade necessária. Creio ser preciso que o departamento de futebol minucie o técnico com mais informações, pois ele ainda não pisa em solo firme.

A sequência de jogos da Chapecoense na Série A é muito forte.

Jogará contra o São Paulo no Morumbi às 11 horas da manhã de domingo. Volta para casa e no meio de semana encara o líder Palmeiras, na quinta-feira 04 de agosto às 21:30 e depois viaja para Belo Horizonte, para na segunda-feira 08 de agosto, às 20 horas jogar contra o Atlético-MG no Independência. No dia 15 de agosto volta para casa para em outra segunda-feira receber o Internacional. Ufa!

Série C é assim mesmo, mas nesta temporada os desafios contra times grandes tem se acumulado em uma mesma faixa da tabela o que ocasiona maior pressão e desgaste.

Afinal de contas, qual é o time titular da Chapecoense?

Quero saber dos 11, no máximo 13 jogadores. Mais que isso é enrolação.

Faltou apenas o gol

Coluna postada em 21/07/2016 por fernando

Atlético-PR 0×0 Chapecoense

 

O primeiro jogo entre Atlético-PR e Chapecoense pela terceira fase da Copa do Brasil foi um grande jogo apesar da falta de gols.

As oportunidades foram muitas, principalmente para a Chapecoense.

Houve por parte da diretoria do Atlético muita empáfia, pois o senhor Sallim disse que com a casa cheia seu time passaria com facilidade pela Chapecoense. Não passou e levou um calorão. Típica colocação para queimar a língua.

A primeira etapa foi bem equilibrada. Muita marcação de lado a lado, mas também com muita movimentação ofensiva.

A segunda etapa foi de total superioridade da Chapecoense, que jogou muito mais e teve cinco grandes chances para fazer um gol. Faltou qualidade nas finalizações e teve uma bola de Lucas Gomes que foi a bola do jogo. Ele já estava extenuado e faltou força na hora de concluir. Que pena.

Taticamente a Chapecoense esteve muito bem colocada em campo, consciente o tempo todo e com vibração.

Time alternativo ou não a Chapecoense teve postura coletiva e algumas afirmações individuais que devem ser destacadas.

Meu primeiro destaque vai para Matheus Biteco que foi muito bem no jogo e a equipe da Rádio Chapecó AM 1330 o escolheu como o craque do jogo.

Outro que jogou em bom nível, mais uma vez foi o Lucas Gomes. A dupla de zaga Rafael Lima e William Thiego esteve em noite de gala. Apelidado de trator pelo colega Gladir Azambuja o ontem ala Sérgio Manoel jogou muita bola. Finalmente Martinuccio começou o jogo e foi muito bem, mas muito bem, deixando a todos esperançosos de que o homem da meia cancha chegou.  Mais uma vez entrando na segunda etapa o Hyoran foi bem, mostrando que é assim que ele precisa jogar.

Coletivamente o grande destaque da Chapecoense.

Bela atuação.

As palavras de Sallim

Coluna postada em 20/07/2016 por fernando

 

O senhor Sallim Emed, dirigente de alto cargo do Atlético Paranaense, disse à Rádio Banda B de Curitiba, que a Arena precisa estar lotada na noite de quinta-feira para o jogo com a Chapecoense, pois desta forma eles passariam com facilidade para a próxima fase da Copa do Brasil.

O Atlético Paranaense está vendendo ingressos a preços promocionais para o jogo.

O dirigente mobilizou seu torcedor, mas pisou na bola ao ser prepotente e ao desvalorizar o adversário.

Dirigentes da Chapecoense tiveram acesso ontem a fala de Salim e certamente dever ter passado para o elenco.

Quem não deve ter aprovado a fala do chefe é o técnico Paulo Autuori, que além de bom técnico é um homem elegante, de fino trato e com um trabalho baseado na ética.

Provável time do Atlético Paranaense para encarar a Chapecoense: Weverton; Léo, Paulo André, Thiago Heleno e Sidcley; Otávio, Hernani e Vinícius; Nikão (Pablo), Walter e André Lima.

Um time bastante ofensivo, com forte presença de área com André Lima e Walter.

O experiente zagueiro Thiago Heleno, após o empate com o Vitória em 1×1 no domingo, foi mais comedido na sua opinião e projetou desta forma o jogo contra a Chapecoense na noite de hoje: – A gente tem que ganhar aqui dentro de casa. Tivemos um jogo difícil (empate por 1 a 1 com o Vitória, domingo), mas agora já muda a chavinha. A gente vai para um jogo decisivo, em que tem que dar a vida. Um jogo muito difícil também, em que tem que ter muita paciência. É trabalhar em cima dos erros que tivemos hoje e levar para o próximo jogo.

A Chapecoense estará modificada para este jogo, vai poupar jogadores para o encontro contra o Botafogo, mostrando como sempre mostrou que a prioridade é a Série A e nem poderia ser diferente. A situação ainda está perigosa. A Copa do Brasil é jogada pela Chapecoense com seriedade, mas sem pressão. O mesmo aconteceu com a Sulamericana no ano passado.

Tenho certeza que as palavras do dirigente do Atlético ecoaram forte dentro do vestiário verde e branco. Uma boa injeção de ânimo para o jogo de hoje à noite.

Cobranças

Coluna postada em 19/07/2016 por fernando

O Apodi foi para o Sport do Recife. Foi o anuncio ganhar espaço na imprensa e nas redes sociais e começaram as críticas sobre a diretoria da Chapecoense.

Como deixaram o Apodi escapar? É fácil criticar quando não existe um aprofundamento sobre a questão. A Chapecoense sondou o atleta, que tinha quatro possibilidades. A mais forte foi do Sport e a Chapecoense ficou na quarta colocação. O valor oferecido ao atleta está completamente fora da realidade do Verdão.

Apodi está na fase de sua carreira que o negócio é arrecadar muita grana para alcançar a independência financeira.

A Chapecoense precisa de um atacante. O Túlio de Mello está mofando no Sport, pois se desentendeu com o técnico. E daí vem a pergunta: Porque não contratam o Túlio? O cara ganha R$ 180 mil por mês. Mas daí vem outra ideia, a do Sport pagar a metade do salário e assim a Chapecoense pagaria os outros R$ 90 mil, que fica dentro da nossa realidade. A ideia não é ruim, mas e o Sport concorda?

O grande problema de contratar agora é o valor e as ofertas do mercado. Quem está à disposição normalmente não está sendo aproveitado no seu clube por deficiência técnica. Para contratar alguém de qualidade e em atividade é preciso abrir o cofre.

Em primeiro lugar é preciso reconhecer as limitações da Chapecoense na área financeira. E dentro desta realidade a Chapecoense tem montado boas equipes. Creio que o grande passo poderá ser dado a partir do momento em que as verbas de TV ganhem contratos de no mínimo dois anos, o que garante um suporte financeiro em caso de uma eventual queda.

A diretoria de futebol está sempre analisando o mercado, mas esta temporada tem sido pouco pródiga nas ofertas.

Eu ainda acredito que dentro do próprio elenco atual alguma solução possa ser encontrada.

E todo ano é assim. Quando chega o momento da instabilidade o grupo perde credibilidade perante o torcedor e as críticas se acumulam e as ideias fluem com facilidade, com boa intenção é verdade, mas muitas vezes sem conhecer a realidade do futebol e da própria Chapecoense.

A diferença é que a Chapecoense contrata e paga.

Jogo ruim e resultado bom

Coluna postada em 17/07/2016 por fernando

 

Figueirense 1×1 Chapecoense

 

Tecnicamente o jogo foi muito fraco. A primeira etapa teve todos os ingredientes de um jogo de nível ruim.

Muitos passes errados, as duas equipes não conseguiam reter a bola e as chances não apareciam. Até que aos 45 minutos da etapa inicial um pênalti infantil cometido pela Chapecoense deu ao Figueirense a sua única oportunidade até ali. Rafael Moura cobrou e fez.

Veio a segunda etapa e com ela uma pequena melhora, muito discreta. O empate da Chapecoense foi a consequência de uma jogada bem executada. O Dener marcou com qualidade.

O resultado ao final das contas foi justo. Ruim para o Figueirense e bom para a Chapecoense, que somou mais um ponto e manteve a distância da zona de rebaixamento.

A Chapecoense está sendo remontada pelo Caio Júnior e será preciso ter um pouco de paciência. As soluções estão sendo encontradas ainda de forma lenta, mas as mudanças estão acontecendo.

No Figueirense o trabalho de Argel Fucks será muito, mas muito árduo. A falta de qualidade é gritante no elenco e se não houver investimentos o rebaixamento será sempre uma ameaça.

Na Chapecoense uma reengenharia está acontecendo. Nesta semana a barca passa, dois ou três devem ir embora e alguém poderá ser anunciado.

O certo é que a Chapecoense precisa contratar pontualmente, para a ala direita, um nome para a zaga e mais um centroavante.

Com mais três boas peças eu acredito que a Chapecoense possa fechar seu elenco e desta forma encerrar a temporada com todos os objetivos alcançados.

Agora é organizar a semana para jogar na quinta-feira pela Copa do Brasil e depois reagrupar para o importantíssimo jogo contra o Botafogo, este sim, o novo jogo do ano.

Vamos lá, meio no empurrão, mas sempre acreditando que a fase de instabilidade passe logo.

Com a cara de Caio

Coluna postada em 14/07/2016 por fernando

 

Uma provável escalação da Chapecoense para enfrentar o Figueirense na tarde de domingo: Marcelo Boeck; Gil, Filipe Machado, Demerson e Dener; Josimar, Sérgio Manoel, Cleber Santana e Arthur Maia; Ananias e Kempes.

É com esta formação que o técnico Caio Júnior vem trabalhando na semana.

Uma equipe mais fechada no meio de campo, com maior agilidade pela ala com o Gil que mesmo não sendo da área é o melhor lateral que a Chapecoense possui e com o Kempes na frente para fazer ligar as baterias do Bruno Rangel e para ter um atacante mais combativo na saída de bola. Pode aparecer na zaga o Rafael Lima, mas a tendência é de uma nova dupla mesmo. Eu gostaria de ver no lugar de Ananias o Martinuccio, mas ainda existe a preocupação em dar a ele alguns limites devido a longa parada.

Se o time está sofrendo muitos gols e detém a marca de equipe com mais gols sofridos na competição, é sinal que o time está muito exposto e que precisa de mudanças urgentes. Elas estão sendo promovidas e ao que me parece em com grandes possibilidades de acerto.

O jogo contra o Figueirense carrega ingredientes interessantes. É o clássico estadual da Série A, tem a rivalidade formada ao longo dos últimos anos, tem o Argel Fucks para incendiar o vestiário deles e o jogo é em Florianópolis.

Sobre o adversário, vejo que o Argel terá muito, mas muito trabalho para fazer o time jogar com qualidade. Só no grito não vai. O Figueirense é muito limitado e não vejo no time do Estreito aquela identificação de quando o Argel o treinou pela primeira vez.

Tenho certeza que a Chapecoense tem um elenco melhor, mas isso não garante vitória.

O momento da Chapecoense exige primeiro que ela melhore em relação a ela mesma para depois ser melhor do que o Figueirense, se bem que se ela melhorar na sua própria comparação, creio ser o suficiente para voltar de Florianópolis com três pontos.

A pressão é do Figueirense. Quem está na zona do rebaixamento é o time do Argel. É preciso potencializar este momento ruim deles.

E para Caio Júnior, uma vitória nesse jogo especificamente seria um bálsamo.

Coluna postada em 10/07/2016 por fernando

O meia atacante Martinuccio finalmente entrou em campo. Imagino que um filme tenha passado na cabeça do jogador. Cerca de 18 meses sem jogar. Por ser uma reserva de qualidade técnica, mas precisando de ritmo de jogo, o que deve ser adquirido com rapidez por ser um jogador diferenciado, que entre logo e comece jogando. A Chapecoense precisa dele e a reciproca é verdadeira.

Jogar com Ananias, Silvinho e Bruno Rangel juntos, não dá mais. O time fica muito frágil.

Saem Silvinho e Ananias e um meio de campo novo deve ser formatado. Volta Josimar, para jogar com Cléber Santana, Gil e Sérgio Manoel. Na frente Martinuccio e Bruno Rangel. Cleber Santana,Gil ou Sergio Manoel ligam Martinuccio que liga Bruno Rangel. Pode ser?

Aberta para reformas

Coluna postada em 10/07/2016 por fernando

A Chapecoense foi derrotada em casa pelo Corinthians na tarde de sábado por 2×0. Perder para o Corinthians não carrega nenhuma anormalidade, mas uma análise é necessária devido ao momento da Chapecoense.

No jogo de sábado o primeiro tempo da Chapecoense foi bom. Teve o controle do jogo e poderia ter saído na frente, mas não o fez.

Veio a segunda etapa e com ela a superioridade do Corinthians que tomou conta do jogo, logo abriu o placar, teve inúmeras chances para ampliar e chegou apenas aos 2×0. Poderia ter sido uma goleada constrangedora, não fosse no mínimo umas três ou quatro defesas importantes do Marcelo Boeck e um gol mal anulado.

O sinal de alerta está acionado. A defesa da Chapecoense se transformou em uma peneira que sofreu 12 gols em quatro jogos. Continuando assim a zona de rebaixamento é uma certeza.

Some a isso a pobreza de gols marcados, que nos mesmos quatro jogos soma quatro tentos. Nos últimos 15 pontos a Chapecoense conquistou quatro.

O técnico Caio Júnior terá mais uma semana inteira para trabalhar o time e modificá-lo, pois fica evidente que a Chapecoense precisa de reformas.

Os problemas estão principalmente na zaga, frágil e instável emocionalmente. A expulsão de William Thiego, mais uma, é prova disso.

O meio de campo roda bastante a bola, mas efetivamente tem feito pouco na hora de servir os atacantes. Muita ligação direta por conta disso.

O esquema tático também está errado. Jogar com três jogadores na frente está abrindo o time e tornando-o presa fácil.

Com mais uma semana de trabalho o técnico Caio Júnior precisa acertar o time e já terá tido tempo suficiente para saber quem é quem no seu elenco.

E a Chapecoense precisa contratar no mínimo um atacante, com característica diferente dos que já estão aí, com mais imposição física.

A grande preocupação está mesmo é na defesa. O que outrora representava uma fortaleza, hoje não mais.

Se continuar assim em duas rodadas estaremos na zona de rebaixamento. O limite não pode ser ultrapassado.