Não faça como o avestruz

Coluna postada em 04/09/2015 por fernando

O jogo de domingo contra a Ponte Preta não é exatamente uma decisão, pois ele não é limite de campeonato, não decide queda, não decide vaga, não decide título, não decide nada, mas tem uma importância muito grande na caminhada da Chapecoense, que está a três jogos sem somar pontos e que está na sua fase mais aguda na relação com a tabela e principalmente com os torcedores.

Relatos dão conta que a relação entre o trabalho do técnico Vinícius Eutrópio e alguns integrantes da diretoria e colaboradores mais próximos não é mais tão tranquila como antes.

As cobranças externas apenas aumentam e negar o fato é querer brincar de avestruz. E Eutrópio tem feito questão de enfiar a cabeça em um buraco, se esquivando da realidade e negligenciando analises da imprensa e dos torcedores, com base em seu currículo profissional, ou seja, se coloca no posto de doutor da causa e no patamar de leigos, todos os demais.

A grande importância do jogo de domingo, junto com os três pontos necessários para criar uma situação mais segura, está relacionada a moral do próprio elenco.

Uma derrota pode aniquilar a confiança de muitos e certamente colocará o cargo do técnico em situação de risco e a crise estará instalada.

Vencer se tornou uma obrigação por força do planejamento do próprio técnico, que resolveu eleger este jogo como sendo o que a Chapecoense precisa ganhar.

Se vencer ele estufa o peito e enaltece suas convicções que estavam corretas. Se perder ou mesmo empatar, que se prepare para a maior saraivada de críticas e reclamações dos últimos anos na Arena Condá, inclusive internamente, pois não acha ele, Eutrópio, que é um intocável.

Derrota anunciada

Coluna postada em 03/09/2015 por fernando

Santos 3×1 Chapecoense

 

Chapecoense jogando fora de casa é garantia de derrota, impressionante!

Mais uma vez foi um time sem ambição e foi batido com muita facilidade.

Não da mais para aceitar a proposta de Vinícius Eutrópio quando a Chapecoense joga fora da Arena Condá.

São times desorganizados, sem poder de marcação, que não ataca o adversário e que muitas vezes facilita a vida do adversário, como foi ontem, contra o Santos.

A derrota de ontem foi anunciada após a derrota em casa para o Corinthians e sem nenhum constrangimento por parte de Eutrópio que foi desconcertante na sua sinceridade ao dizer que o jogo importante mesmo é o de domingo às 11 da manhã.

Pois se ele já era importante, agora ganhou contornos de drama mexicano e nada mais interessa a não ser vencer a Ponte Preta.

Foi Vinicius Eutrópio quem colocou a Chapecoense nesse momento de cobrança e de limite máximo de necessidade de vitória, pois que seja ele mesmo a retirá-la desta situação.

Na entrevista coletiva o técnico disse que montou uma equipe diferente devido à tabela, em que teve de jogar em uma quinta-feira e depois terá de atuar em um jogo domingo pela manhã.

Estou ficando sem paciência para algumas desculpas.

A verdade é que a Chapecoense não joga nada fora de casa.

Demoro a entender

Coluna postada em 01/09/2015 por fernando

Quando os jogos são realizados aos finais de semana, com um bom período de treinamentos, ouço reclamações de que é pouco jogo e muito treino.

Quando os jogos se acumulam no meio de semana e ao final dela, ouço reclamações de que a intensidade passou dos limites e que é preciso preservar.

Fica complicado assim!

Agora a reclamação recai sobre os jogos às 11 da manhã. Concordo que a temperatura alta e fora de época ocasiona perdas, mas usar o goleiro do Grêmio, Marcelo Grohe, como exemplo de desgaste, pois ele quase desmaiou no último domingo no jogo contra o Coritiba, me parece incorreto, pois goleiro não se desgasta no mesmo nível dos demais. O problema foi outro.

Os gramados da Série A são espetaculares e antes de abola rolar, eles molham a grama abundantemente para a bola correr mais e depois reclamam da intensidade dos jogos.

Dizem ser uma recomendação da CBF.

Quando o atleta não joga reclama de falta de ritmo, mas quando joga duas vezes por semana ele não suporta a carga e diz que a corda está esticada.

Pois assim anda o futebol e não é só na Chapecoense, as reclamações surgem de todos os lados.

Na atualidade, os jogadores de futebol se transformaram em atletas de alto rendimento, se utilizam de técnicas modernas para aperfeiçoamento físico e para os tratamentos de recuperação de lesões. Na parte nutricional nada por ser comparado com o passado. Tudo está melhor e mais moderno, mas os atletas parecem mais frágeis.

Será apenas impressão minha?

Olhando para frente

Coluna postada em 31/08/2015 por fernando

Hoje a Chapecoense está na metade da tabela, com a mesma pontuação lhe separando do G4 e do Z4. São seis pontos.

Não é uma posição confortável, mas também não é desesperadora como querem fazer crer alguns.

Ela pede cuidados, pois duas derrotas seguidas em uma competição tão nivelada como a Série A faz muita diferença. E a Chapecoense já foi derrotada em sequência.

Uma derrota para o Santos na quinta-feira pode determinar uma nova realidade na temporada para a Chapecoense, a de lutar verdadeiramente para não entrar na zona de rebaixamento ou colar nela, portanto, o jogo contra a Ponte Preta se transforma em uma decisão. E a situação da Ponte Preta é muita parecida com a da Chapecoense, e eles enfrentarão já na quarta-feira o Cruzeiro que está em situação ainda mais delicada. A Chapecoense jogará em Santos já sabendo o tamanho do problema na rodada.

Agora é o momento de muita sabedoria e de escolhas afinadas e bem feitas. Existe uma sinalização para que a Chapecoense atue com time misto frente ao Santos para que o elenco principal esteja inteiro para o desgastante jogo de domingo às 11 da manhã.

O tema já gera muita polêmica e se a Chapecoense for derrotada na Vila Belmiro, Vinicius Eutrópio será massacrado. Chegará para o jogo contra a Ponte Preta com a obrigação total de vencer.

Sinceramente, vejo com angústia uma possibilidade de time intermediário da Chapecoense para jogar na Vila. A não ser que a proposta seja a de se defender com unhas e dentes. Retranca ao estilo Guarani de Bagé.

Quem decide é Eutrópio e o departamento de futebol.

O jogo dos erros

Coluna postada em 30/08/2015 por fernando

Chapecoense 1×3 Corinthians

A Chapecoense errou demais, principalmente na primeira etapa. Dois gols que foram oferecidos ao adversário e com isso o Corinthians não menosprezou os presentes. O gol de Bruno Rangel ao final da primeira etapa deu novo alento.

A segunda etapa da Chapecoense foi melhor do que a do Corinthians, mas faltou a finalização e quando ela foi bem executada por Camilo o goleiro Cássio fez uma defesa gigantesca.

Errar contra time grande é fatal. Quando a Chapecoense exercia forte pressão sobre o adversário veio um pênalti infantil e o Jadson deu números finais ao jogo.

Para a Chapecoense vencer era necessário fazer um jogo de exceção, o que não aconteceu, pois os erros da etapa inicial foram fatais.

Fica o ensinamento de como não se enfrentar um time grande.

Ao final o técnico Tite  elogiou a Chapecoense, destacou a segunda etapa do time de Eutrópio e parabenizou pela boa campanha, mas disse que o resultado foi justo. O técnico do Corinthians foi correto.

Agora é o Santos na quinta-feira, lá na Vila Belmiro, jogo complicado e que terá de servir de compensação para esta derrota em casa, para evitar uma aproximação com a zona de rebaixamento.

Eutrópio na Chapecó AM 1330

Coluna postada em 28/08/2015 por fernando

Esteve participando do Debate Esportivo da Rádio Chapecó AM 1330, na quinta-feira, o técnico da Chapecoense, Vinicius Eutrópio.

Como sempre muito solícito e educado.

Duas questões ganharam destaque.

A primeira em relação às atuações da Chapecoense fora de casa e a comparação com os resultados alcançados na Arena Condá. O comandante da Chapecoense não concorda com as opiniões de que a Chapecoense joga de forma diferente quando atua fora e acredita que poucas vezes o time atuou mal, perdeu, mas jogando um bom futebol.

Outra questão está relacionada às opiniões contrárias de uma parcela significativa dos torcedores que mesmo com a boa campanha não conseguem reconhecer em Vinícius Eutrópio um bom técnico. Ele é muito criticado.

Disse que nunca ouviu nenhuma crítica, que nas abordagens na rua ele sempre foi muito bem tratado e que não consome informações de redes sociais e mesmo dos veículos de comunicação que dão espaço para as opiniões dos torcedores.

Respeito suas opiniões. Reconheço em Eutrópio um profissional bem acima da média aqui em SC e com boa projeção na carreira. Gosto do trabalho dele.

O único, porém, é que Eutrópio nega as atuações menos brilhantes da Chapecoense fora de casa e não ouve críticas em relação ao seu trabalho, mas faz parte.

Foi um debate bem interessante.

 

Tchau Macaca

Coluna postada em 27/08/2015 por fernando

Chapecoense 3×0 Ponte Preta

 

Só para lembrar que Macaca é o carinhoso apelido da Ponte Preta. Isso é coisa de antigamente, pois nos dias de hoje o politicamente não permitiria.

Em relação ao jogo, o resultado demonstra exatamente a superioridade e maior organização da Chapecoense.

O gramado molhado pelo temporal que resolveu marcar presença justamente em cima da hora e deixou o jogo com muito contato e ruim tecnicamente. O gol de pênalti veio aos 46 da etapa inicial, deixando a situação bem melhor e desequilibrando os planos da Ponte Preta.
Na segunda etapa as escolhas de Vinicius Eutrópio foram mais eficientes do que as de Doriva e desta forma a vitórias por 3×0 veio naturalmente.

A melhor troca foi à entrada de Tiago Luis. Ele entrou e já marcou um gol espetacular. Foi o gol que deu a tranqüilidade para naturalmente chegar à marca do terceiro e definitivo tento.

Agora a Chapecoense projeta o jogo contra o Corinthians no domingo e toda a seqüência importante que tem pela frente na Série A e de olho nos jogos da Sul-Americana para saber se o próximo adversário é paraguaio ou chileno.

Foi uma noite importante para a Chapecoense em sua trajetória de crescimento e realizar um jogo internacional faz parte deste novo e espetacular momento.

Mais uma etapa foi alcançada.

E hoje?

Coluna postada em 26/08/2015 por fernando

 

Logo mais a Chapecoense encara no jogo de volta pela Sul-Americana a Ponte Preta. Lá deu 1×1.

Bom lembrar que o saldo qualificado está no regulamento.

O mesmo resultado leva para os pênaltis. Sem gols, da Chape e qualquer vitória interessa para ambos.

Times mistos mais uma vez dos dois lados, mas um pouco mais turbinados em relação ao jogo de Campinas.

Vale uma vaga para a fase internacional da Sul-Americana. Para a Chapecoense é algo histórico, já para a Ponte Preta não, pois já decidiu o título e perdeu, aliás, naquele ano foi também rebaixado, o que preocupa a diretoria, pois naquele ano eles priorizaram a Sul-Americana e além de perder aquele que seria seu primeiro título, acabou perdendo o foco na Série A e se deu muito mal.

A diretoria da Chapecoense deseja muito a vaga, assim como o elenco. Já não vejo a mesma motivação em relação à Ponte Preta.

Jogo às 22 de hoje na Arena Condá.

E qual é a sua expectativa, torcedor?

Mais do mesmo

Coluna postada em 23/08/2015 por fernando

Coritiba 1×0 Chapecoense

 

A Chapecoense não mudou nada em relação ao turno e mais uma vez foi derrotada fora de casa, por placar magrinho. Não houve possibilidade de melhora do aproveitamento fora de casa, ou seja, nenhuma novidade.

O gol do Coritiba foi um acaso, uma falha da zaga da Chapecoense e uma boa conclusão de Henrique.

A posse de bola da Chapecoense foi de 62%, sim, mas e daí? Exatamente aí reside o segredo do jogo, pois ter posse de bola e não saber o que fazer com ela de nada adianta.

Tecnicamente foi um jogo fraco, com inúmeros erros de passes e lançamentos, que apenas ressalta que a zona de rebaixamento é uma realidade para o Coritiba não por acaso e que o rendimento da Chapecoense fora de casa é muito ruim.

Mais uma vez ficamos nos perguntando, questionando o porquê a Chapecoense não joga bem fora de casa.

A distância entre as apresentações da Arena Condá com as de outros estádios e arenas é tão grande, que parece que a Chapecoense joga com duas equipes diferentes.

Assim como nós não temos respostas, tenho certeza que o próprio Vinicius Eutrópio não sabe responder o questionamento.

Chamou-me a atenção a forma lenta como a Chapecoense atuou na manhã de ontem. O time esteve sem velocidade, demorado em conectar o ataque e por isso perdeu.

E segue o mesmo de sempre. Chapecoense fora de casa não empolga, mas em casa é avassaladora.

Se melhorasse um pouco apenas fora da Arena Condá, estaria no G4. Já pensaram nisso?

 

Tudo ou nada

Coluna postada em 21/08/2015 por fernando

É desta forma que o Coritiba está tratando o jogo de domingo, às 11 da manhã, no Couto Pereira, contra a Chapecoense.

A tabela de classificação mostra o momento delicado do Coxa Branca, que segue na zona de rebaixamento, ocupando a 18ª posição, com apenas 18 pontos.

Pode até sair da incômoda posição, mas para isso precisa vencer a Chapecoense, torcer por derrota de Avaí ou Figueirense e ainda aguardar pelo saldo de gols. Não é missão fácil, mas a vitória para o Coritiba representa um oxigênio importante, pois empate e derrota é asfixiante.

As limitações do Coritiba são conhecidas. O time ainda não encontrou o ponto de equilíbrio. Falta qualidade em todos os setores e não tem conseguido fazer da sua casa um diferencial, ponto que justamente faz a diferença para a Chapecoense, sem querer comparar os dois times, pois o elenco da Chape é mais qualificado.

A diferença entre Coritiba e Chapecoense ao final do turno é de 10 pontos. Uma demonstração clara e inequívoca da superioridade técnica da Chapecoense, pois todos já se enfrentaram e os rendimentos são muito diferentes.

Vencer no Couto Pereira não será missão fácil para a Chapecoense, principalmente se jogar com na maioria das vezes jogou fora de casa. Jogando o que pode e deve jogar fora da Arena Condá, tenho certeza que a Chapecoense vence o jogo.

Teoricamente a necessidade da Chapecoense aponta para seis vitórias em 19 jogos restantes. Arriscar fora de casa me parece bastante razoável, para encurtar caminho e mirar outras possibilidades.

 

OBS: Perdão pelo mando de campo invertido da ilustração, mas era o que havia para o momento.