Coluna postada em 20/12/2014 por fernando

O tom de Vinicius

Coluna postada em 12/12/2014 por fernando

A Chapecoense contratou Vinicius Eutrópio para ser o comandante técnico na temporada 2015.

É o atual campeão catarinense, na bela campanha que realizou no começo desta temporada no Figueirense.

Foi o técnico que conduziu o mesmo Figueirense da Série B para a Série A, com luxuosa colaboração da Chapecoense é preciso lembrar.

Chega como chegaram todos os outros, entre desconfianças e crenças de bom trabalho. Traz com ele seu auxiliar técnico, que vai trabalhar em conjunto com Celso Rodrigues e de resto a comissão técnica será a mesma das últimas temporadas.

Não existe garantia de sucesso. Um clube pode contratar o técnico mais caro do planeta e mesmo assim o projeto pode ser um fracasso. Agora, pode ser contratado um incompetente que aí sim a certeza da derrota estará garantida.

O novo técnico da Chapecoense, Vinicius Eutrópio, tem uma carreira ainda instável. Realizou bons trabalhos e outros nem tanto. Tem experiência internacional em Portugal e na Seleção da África do Sul, quando foi auxiliar de Parreira na Copa de 2010. Trabalhou no Atlético Paranaense e no Fluminense por várias temporadas.

Os colegas de Florianópolis o elogiam muito, pelo caráter e pela forma como trabalha. Dizem ser um cidadão de ótimo trato. Seja bem vindo e que possa realizar um grande trabalho e alçar um voo espetacular na sua carreira. O sucesso dele é o sucesso da Chapecoense e o nosso sucesso.

ATENÇÃO

Coluna postada em 11/12/2014 por fernando

Vinícius Eutrópio é o novo técnico da Chapecoense.

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Orçamento

Coluna postada em 10/12/2014 por fernando

Como anunciado, após levantamento feito junto a dirigentes, aqui na coluna, a Chapecoense terá um orçamento de R$ 40 milhões para a próxima temporada.

Na cota de TV haverá um aumento, mas não aquilo que alguns sonham.

Segundo o presidente Sandro Pallaoro haverá um incremento na ordem de 30%, o que fica bem acima dos números na nossa economia, havendo, portanto, um ganho real na capacidade de investimento.

Com as contas em dia e com dinheiro em caixa para iniciar alguns investimentos é a realidade mais positiva de todos os tempos na Chapecoense.

É bom ter na mão um orçamento como o de um Palmeiras, algo que ultrapassa os R$ 100 milhões, mas não garante sucesso, vide os resultados da atual temporada.

O que faz uma equipe ser bem montada é ter critério de escolha e conhecimento de mercado e as escolhas não podem e não serão feitas apenas pela direção de futebol, pois o novo técnico terá obrigatoriamente de participar de todo o movimento.

As Cotas de TV serão negociadas hoje. Os patrocínios máster vêm logo em seguida, depois tem as placas de publicidade do Campeonato Catarinense e outras fontes de renda menores, mas não menos importantes.

Importante também reabilitar o programa de sócios e com ele garantir uma renda importante, pois ao final de cada temporada é normal aumentar a inadimplência.

Tudo está muito bem encaminhado. A temporada 2015 promete ser muito especial.

Fabiano e Danilo

Coluna postada em 10/12/2014 por fernando

Estive na tarde de hoje na Arena Condá para a entrevista coletiva de despedida do ala Fabiano.

Vai para o Cruzeiro com cinco anos de contrato. É mais ou menos como acertar na loteria. O que difere é que precisará trabalhar bastante e buscar aprimoramento de seus fundamentos como atleta. É uma aposta a médio e longo prazo dos mineiros. O primeiro momento será de trabalho intenso para melhorar Fabiano como jogador, pois ele tem limitações que precisam ser derrubadas.

Depois ele pode até ser emprestado, vendido ou mesmo se transformar em um grande ídolo no Cruzeiro para delírio do meu amigo Mineiro da Caixa. Fabiano é sério e por isso vai longe. Cinco anos de contrato com time grande é para poucos.

O goleiro Danilo vai para o Itaquerão. Será atleta do Corinthians. Um passo impressionante para um atleta de 29 anos e que há dois anos estava jogando em Londrina. Lá ele foi escolhido duas vezes o melhor do campeonato, fato que motivou sua contratação pela Chapecoense. Foi lapidado pelo preparador de goleiros Boião e se transformou em destaque. De goleiro médio e de salário baixo, para a consagração na Chapecoense e daqui para o Corinthians. Merece. A manutenção da Chapecoense na Série A tem muito das mãos dele.

Uma Derrota esclarecedora

Coluna postada em 07/12/2014 por fernando

Goiás 4×2 Chapecoense

A Chapecoense fechou na 15ª colocação, a frente do Palmeiras, na sua primeira participação na Série A do Campeonato Brasileiro. Foi bom, mas poderia ter sido melhor. Especialmente neste último jogo, pois uma derrota e levando quatro gols não é legal.

No campo das analises o goleiro Silvio foi a grande decepção, pois estava escalado para o jogo e acabou vetado devido a uma dor nas costas muito forte, uma lesão que ele sofreu no aquecimento, Está confirmado para 2015. Jussandro foi muito mal na ala esquerda. O zagueiro Danny Moraes não fez muita força para mostrar algo positivo.

Quem teve boa atuação foi o ala Edinei, que mostrou vontade e qualidade para compor o elenco de 2015. Deve renovar.

O jogo em Goiás foi perdido devido a uma atuação defensiva ruim da Chapecoense e pela arbitragem desastrosa do Flávio de Omena de Alagoas que foi uma vergonha.

A primeira definição está relacionada à permanência de Celso Rodrigues no comando técnico. Pelo que está sendo dito ele não fica, devido à oferta salarial e a inexistência de um contrato como garantia. É o que está sendo comentado.

A semana abre a fase de renovações e despedidas.

Você decide

Coluna postada em 04/12/2014 por fernando

Há muitos anos atrás existia um programa na TV Globo que tinha este nome e foi precursor dos programas interativos. Você decidia o final.

A Chapecoense está reeditando o programa Global de grande sucesso, ao deixar para Celso Rodrigues a decisão entre ser técnico da Chapecoense ou permanecer como auxiliar técnico fixo do time, independente se houver troca de comando.

A decisão é dele, Celso Rodrigues. Que situação!

O projeto de Celso Rodrigues é ser técnico de futebol, foi à carreira que ele escolheu e se preparou para ela.

Então é só dizer sim? Não é bem assim.

Primeiro risco é ser demitido no início da temporada e depois ficar a mercê do mercado que ainda conhece pouco Celso Rodrigues.

Outro risco é dizer não, ficar como auxiliar, sem visibilidade e sem começar de fato a carreira que ele escolheu.

Eu sinceramente acredito que Celso Rodrigues precisaria de mais uma temporada como auxiliar, mas ao lado de um técnico formado, pronto, com vasta experiência, para que ele possa aprender muito, pois se for para trazer um em formação, sem experiência em Série A ou que só deu vexame, que Celso diga logo um sim e encare o desafio.

Eu, no lugar do Celso, perguntaria a diretoria: – Se eu disser não, quem vocês irão contratar?

Se a resposta for um nome com experiência, que fique como auxiliar. Se a resposta vier em forma de Gilmar ou Jorge, que Celso diga sim e encare o desafio.

Celso Rodrigues

Coluna postada em 02/12/2014 por fernando

O primeiro grande debate na Chapecoense está relacionado à efetivação ou não de Celso Rodrigues no comando técnico.

Se mais recente feito, a permanência da Chapecoense na Série A, o coloca em posição privilegiada.

Para montar um novo elenco, o técnico precisa estar presente em 100% das escolhas.

Mais um ponto favorável seria começar a temporada, ter um Campeonato Catarinense pela frente, para se ambientar com o novo elenco e para poder realizar seu trabalho desde o começo, sem remendos, imprimindo seu estilo.

Tenho informações de que a preferência do presidente Sandro Pallaoro é pela efetivação de Celso Rodrigues. Com um aliado desses parece decisão tomada.

Como técnico Celso Rodrigues está em formação. Assim como salvou a Chapecoense em duas oportunidades, também foi afastado por queda de rendimento.

A questão não é se ele merece uma chance ou não, o que pesa agora é saber se ele está pronto para uma temporada inteira. Ser amigo do presidente e do vice de futebol tem seu peso, mas não pode ser o primeiro critério.

É um profissional trabalhador, honesto, já mostrou que conhece futebol e tem a cara do time que a Chapecoense gosta de montar. Precisa ser respaldado pela diretoria, que precisará debelar eventuais crises.

A decisão é da diretoria e de ninguém mais. Creio que a decisão já esteja tomada. Celso deve ser efetivado.

Os paralelos

Coluna postada em 01/12/2014 por fernando

A Chapecoense trilhou o seu caminho na temporada 2014, mas teve muitos caminhos paralelos que colaboraram para que a manutenção na Série A acontecesse com dois jogos de antecedência.

Um misto de competência, sorte e muito sacrifício acabaram marcando esta temporada nacional.

Foi pelos gols do Flamengo que a Chapecoense carimbou sua permanência, mas foi também pelas vitórias gigantescas construídas pela Chapecoense sobre times gigantescos e que foram batidos com goleadas.

Não foi uma obra fácil de ser construída. A Chapecoense teve três técnicos na temporada, sendo que Celso Rodrigues assumiu duas vezes. Dificilmente um time obtém êxito quando troca tanto de técnico, mas com a Chapecoense foi diferente.

Problemas disciplinares também marcaram a temporada e mesmo assim a permanência está confirmada.

Erros de contratações foram marcantes, mas erra apenas quem está trabalhando, lutando por algo grande.

Agora além de comemorar será preciso planejar com muito critério a temporada de 2015, evitando erros cometidos, para que a Chapecoense possa pensar a Série A almejando algo mais que não seja apenas permanecer na elite. O projeto precisa ser obrigatoriamente uma vaga a Sulamericana.

O grande objetivo foi alcançado. A Chapecoense deu o pulo do gato.

Eleições x Série A

Coluna postada em 27/11/2014 por fernando

A discussão da política interna na Chapecoense aconteceu justamente em uma semana decisiva, reta final de Série A, com o time precisando buscar um ponto em seis.

A avaliação de muitos é de que o movimento político deveria ser postergado, acontecer apenas depois de encerrados os jogos. Concordo. Seria interessante rever a data. É o mais correto.

Porém, acredito que neste momento, mesmo com a data inadequada, o assunto não tirou foco do jogo de domingo contra o Cruzeiro. O vestiário está focado no que interessa. Não acredito em prejuízo algum, mesmo porque o processo eleitoral foi muito tranquilo. O que mais mexeu foi o não de Maringá, que por sinal, foi um dos que reclamou em relação à data do processo eleitoral, demonstrou preocupação e sugeriu mudanças.

Fosse um processo eleitoral com duas ou mais chapas, com oposição forte, aí sim, o ambiente seria afetado, mas com apenas a situação atuando e com poucas mudanças no quadro de comando, não existe nenhum prejuízo.

O atual presidente, Sandro Pallaoro (foto), foi corajoso, assim como seus pares, em aceitar mais este desafio, antes mesmo de a Chapecoense saber se permanece ou não na Série A. Com a permanência o orçamento subirá significativamente, porém, se houver rebaixamento, o orçamento despencará.

Mas, como a Chapecoense vai mesmo é ficar na Série A, que sejamos todos felizes e vamos, já na semana que vem começar a tratar dos planos para a próxima e eletrizante temporada.