Guto fora

Coluna postada em 24/06/2016 por fernando

 

A força econômica tira Guto Ferreira da Chapecoense.

Não me venham com desculpas de projeto futuro, clube de massa ou outras esfarrapadas estratégias de procuradores de profissionais da bola. Foi dinheiro e nada mais. E não existe nada de errado nisso.

Errada foi à forma como tudo foi conduzido. O técnico Guto Ferreira não soube lidar com o assunto e se atrapalhou todo. O time sentiu e dentro de campo a atuação contra o Atlético-PR foi ruim.

O presidente Sandro Pallaoro ficou muito contrariado e desejava que o assunto estivesse encerrado ainda na segunda-feira passada. Tudo se arrastou até sexta-feira.

O Departamento de Futebol agiu, mas ficou refém de um sim do Bahia, que veio.

Os valores tratados publicamente são grandes. Segundo o próprio Guto disse para os repórteres que cobrem a Chapecoense, ele pediu R$ 480 mil para toda a comissão técnica. Se o Bahia aceitou a pedida não sei, mas no mínimo ficou bem perto disso.

O profissional Guto Ferreira fez um grande trabalho aqui. No ano passado ele tirou a Chapecoense da crise após a entrada na zona de rebaixamento, retomou a campanha e manteve a Chapecoense na Série A. Realizou uma Copa Sul-americana exuberante e por muito pouco não eliminou o River Plate, na época o Campeão da América. A Chapecoense foi apontada por alguns como a campeã moral da competição.

No Campeonato Catarinense deste ano a conquista veio calcada em uma campanha impressionante. Foi muito, mas muito superior.

Entrega o time com 10 rodadas na Série A, com apenas uma derrota, com exagerados seis empates e importantes três vitórias. Está a dois pontos do G4 e a seis do Z4.

Deixa por aqui também boas amizades. Muito bom no trato pessoal, educado, inteligente, sabe tratar com a imprensa, fez amizades boas através do tênis, seu esporte nas poucas folgas e desbravou os restaurantes de Chapecó.

Fez um trabalho muito bom. Desejo a Guto Ferreira toda a sorte e que sua carreira siga na curva ascendente.

 

 

Jogo atípico, ruim e sem gols

Coluna postada em 23/06/2016 por fernando

Chapecoense 0×0 Atlético-PR

O jogo começou na noite de quarta-feira e terminou na tarde de quinta-feira, devido a neblina da noite anterior.

No primeiro tempo pouco jogo e a neblina que chegou chegando. O Atlético veio para pouco jogo, matou tempo e foi arrastando a conversa. A Chapecoense já apresentava dificuldades de conexão, muitos passes errados e poucas conclusões.

Veio o começou do segundo tempo e teve apenas um minuto de movimentação. Partida encerrada e a sequência apenas na tarde de ontem. O Atlético-PR jogou mais, foi mais efetivo até a entrada da área, mas errou muito na hora de concluir.

A Chapecoense teve dificuldade enormes ao longo do segundo tempo. A bola queimava no pé dos jogadores, o time não conseguia passar do meio de campo e lá na frente nada. Houve duas bolas. Uma com Lucas Gomes, pessoal, chute de fora da área que passou muito perto.

E a bola do jogo que esteve nos pés de Hyoran. Ele ficou cara a cara com o Weverton e não teve a capacidade de chutar por cima do goleiro, que é muito bom, mas foi mais erro do atacante do que méritos do goleiro.

O Atlético-PR teve uma bola também com Walter. Ele partiria livre para a área e o bandeira Esdras Albuquerque levantou a bandeira marcando impedimento. Nos pareceu da cabine que a posição era legal.

O importante é pontuar e a Chapecoense pontuou mais um, mas os números mostraram que a campanha é melhor fora do que em casa. Porque? O técnico Guto Ferreira disse que é normal em uma Série A.

E sobre a saída de Guto Ferreira o próprio disse que amanhã (sexta-feira) termina o prazo para uma resposta do Bahia.

Ele disse que se viajar para Recife o assunto está encerrado. Demorou muito para falar claramente sobre o assunto e acabou criando um desgaste desnecessário.

Olho agora na Ilha do Retiro para o jogo contra o Sport no começo da noite de domingo às 18:30.

Guto Ferreira na Boa Terra

Coluna postada em 20/06/2016 por fernando

A pressão é gigantesca sobre Guto Ferreira para ele assinar contrato com o Bahia.

Quando fechava o post não havia uma decisão sobre o assunto, de forma oficial.

O fato é que envolve dinheiro e no mínimo quatro pessoas, o técnico, seus dois auxiliares e o procurador deles.

Dizem que a oferta seria de R$ 300 mil mês para o trio, o que é quase o dobro do que eles ganham na Chapecoense.

O único trunfo do Bahia na oferta é a própria soma ofertada. A Chapecoense leva vantagem por pagar em dia, estar na Série A, ter ainda capacidade de investir um pouco mais nos profissionais, ter um projeto definido e por estar muito bem na competição, na sétima colocação a dois pontos do G4 e com campanha semelhante a do São Paulo e Flamengo.

A missão do Bahia é voltar para a Série A. Missão complicada em um time instável, que já mandou técnico embora e que pode sim perfeitamente fazê-lo de novo.

O Bahia não está mal na Série B. É o quinto colocado com 17 pontos, os mesmos do que abre o G4 que é o Náutico, portanto, se eles mandam embora um técnico com uma campanha dessas, imagina em três ou quatro derrapadas na sequência o que eles farão.

O dinheiro pesa e não adianta negar, mas é preciso também pensar em estabilidade, segurança, multa rescisória e seriedade dos dirigentes.

Se Guto sair será um baque, pois o conjunto está formado e tem nele o arquiteto. Contratar outro é sempre complicado e o mercado não tem ofertas muito interessantes para o patamar financeiro da Chapecoense.

Não vejo a troca da Chapecoense pelo Bahia como um avanço na carreira, vejo apenas uma oportunidade financeira que não é nada excepcional em comparação com a realidade atual. Vamos aguardar as movimentações no tabuleiro.

A volta dos três pontos

Coluna postada em 19/06/2016 por fernando

 

Vitória 1×2 Chapecoense

 

As duas equipes estavam pressionadas no jogo de ontem. Próximas da zona de rebaixamento e necessitando de três pontos para criar uma distância.

O primeiro tempo foi de um 0×0 com o goleiro Danilo trabalhando muito e o Fernando do Vitória pouco. Mesmo com mais posse de bola da Chapecoense o Vitória esteve mais perto do gol, mas não carimbou a rede.

Na segunda etapa, perto da faixa dos 30 minutos o cenário mudou. O Sérgio Manoel chamou a responsabilidade, foi pra cima e marcou com a ajuda do Fernando Miguel.

Saída de bola e o gol de empate do Vitória com o voluntarioso Marinho guardando. Não deu tempo de comemorar, nem de um lado nem do outro. Escanteio e William Thiego marcou de cabeça, mostrando a sua grande fase lá na frente.

O Vitória desperdiçou muitos gols e sofreu o famoso quem não faz leva. A Chapecoense também teve sua fase de perder oportunidades, mas foi mais time ao final.

O que pegou forte antes mesmo do jogo foi o interesse do Bahia na contratação da comissão técnica da Chapecoense.

O que ouvi em Salvador foi de que a proposta seria de R$ 300 mil mensais, quase o dobro do que recebem na Chapecoense. O técnico Guto Ferreira não quis falar sobre o assunto. Foi insistentemente indagado, mas negou-se a falar sobre o assunto, demostrando total ética profissional.

Pelo que notei ele recebeu sim uma proposta, via seu agente, mas é assunto para ser tratado na segunda-feira.

A vitória veio na hora certa. Já havia a ameaça de instalação de uma crise, as reclamações estavam se acumulando e uma vitória fora de casa, contra adversário direto tem um peso ainda maior.

O jogo foi desgastante, com viagem longa, jogo ao meio dia e com 33 graus de temperatura. O grupo sentiu. E no meio de semana tem o Atlético-PR.

Vitória de grande importância.

 

Time mais experiente

Coluna postada em 17/06/2016 por fernando

 

As indicações são de que o técnico da Chapecoense, Guto Ferreira, vai escalar uma equipe mais experiente e forte fisicamente para o jogo contra o Vitória, em Salvador, às 11 da manhã de domingo.

A provável escalação: Danilo, Gimenez, Marcelo e William Thiego, Sergio Manoel, Josimar, Moisés, Cleber Santana e Lucas Gomes, Silvinho e Bruno Rangel.

Saem do time Hyoran e Lucas Mineiro. O primeiro mais uma vez não soube aproveitar as oportunidades e o segundo está muito verde ainda para uma Série A. Na verdade Guto Ferreira está reconhecendo erros e isso é muito bom, pois a busca pelo acerto foi deflagrada.

E com este time o técnico ainda precisa conversar com o goleiro Danilo para que ele melhore a reposição de bola e saída do gol. A zaga a dupla precisa se comunicar melhor. No meio Cleber Santana (foto) precisa voltar a jogar, pois desde a suspensão pelo terceiro amarelo seu futebol decaiu. Com esta formação é muito mais conversa e ajustes do que qualquer outra coisa.

Na Série A é preciso time com imposição física. E com tal escalação a Chapecoense estará bem mais encorpada.

Havia a possibilidade de Claudio Winck aparecer pela ala direita, com Gimenez caindo pela esquerda. O problema é que Winck se mostrou inseguro para voltar agora, devido a lesão. Ao menos foi sincero. Com Alan Ruschel o técnico ainda não pode contar.

São os desafios normais dentro de uma competição longa e complicada como a Série A do Campeonato Brasileiro.

O técnico Guto Ferreira tentou apostar em alguns nomes, pois ele sabe da importância da base, mas ainda se mostra cedo para lançar alguns nomes.

A Chapecoense precisa agora de firmar na tabela. Ela está entre a cruz e a espada, entre o G4 e a zona de rebaixamento e isso ocasiona um pressão incômoda.

Perdeu apenas um jogo, mas empatou bem mais do que ganhou e isso ocasiona apenas um rendimento médio.

Pontuar é sempre importante, mas a necessidade dos três pontos é quase uma emergência.

Um jogo espetacular

Coluna postada em 15/06/2016 por fernando

Chapecoense 3×3 Grêmio

 

A Chapecoense e o Grêmio realizaram um jogo inesquecível, impressionante, grande, de seis gols, de muita doação, pegada, qualidade técnica, ou seja, tudo aquilo que faz de um jogo um evento memorável.

A Chapecoense saiu perdendo, virou o jogo, sofreu o empate, pulo na frente e cedeu o empate novamente.

Um jogo de muitas alternativas e elétrico do início ao fim.

Houve falhas? Sim. Mas é preciso enaltecer antes de mais nada as virtudes das duas equipes, que produziram futebol de qualidade.

Os dois técnicos saíram reclamando da bola parada defensiva nas suas equipes. Realmente elas foram decisivas, mas bola parada decide jogo, é normal.

Quem esperava um jogo modorrento, nivelado na marcação e por baixo, bem ao exemplo dos velhos jogos do Sul, quebrou a cara. O que vimos foi um jogo aberto o tempo todo, sem esquecer da marcação, mas verticalizado pela ação eficiente de muitas peças, dos dois lados.

Mais uma vez está provado que a Chapecoense cresce em jogos grandes.

Na entrevista coletiva o técnico do Grêmio, Roger Machado, ele valorizou o ponto conquistado.

Na entrevista coletiva de Guto Ferreira ele valorizou o fato de o Grêmio estar quase completo e a Chapecoense com desfalques e improvisações. Verdades.

Foi um baita jogo de futebol. Tem jogo que a gente diz que o torcedor merece receber a sua grana de volta. Ontem anoite dava para sair da Arena Condá a pagar mais uma vez.

A Chapecoense não jogou contra um qualquer, um timeco, jogou contra o Grêmio que luta pela ponta de cima da tabela e já liderou a competição.

Vou me lembrar por muito tempo deste jogo.

Resultado merecido.

Grandes jogos, grandes atuações

Coluna postada em 14/06/2016 por fernando

 

A Chapecoense tem marcado a sua presença na Série A do Campeonato Brasileiro por se comportar muito bem frente a times grandes e por não ter protagonizado nenhum fiasco.

Já virou jogo contra o Grêmio em plena Arena em Porto Alegre e massacrou o Inter aqui em Chapecó no inesquecível 5×0. Só para citar a dupla gaúcha.

Em jogos grandes a Chapecoense sempre se comportou bem, teve apoio do seu torcedor e soube impor respeito.

Creio será esta a mesma postura amanhã a noite (quarta-feira às 19:30) contra a boa equipe do Grêmio comandada pelo bom técnico Roger Machado.

O que aponta o noticiário gremista? Para o jogo de hoje, Roger terá uma série de problemas. O capitão Maicon está suspenso pelo terceiro cartão amarelo, e Ramiro não pode atuar por ter sido expulso contra o Fluminense. No setor, porém, o técnico deve contar com o retorno de Walace, que se reapresenta após a eliminação da seleção brasileira na Copa América. No gol, Marcelo Grohe também volta. No ataque, Luan é opção novamente e será titular. É o que escreve Eduardo Moura do globoesporte.com

Outra novidade é Negueba que foi relacionado para o jogo.

O Grêmio optou por um voo charter, que chegou ao final da tarde de ontem em Chapecó e já retorno após o jogo para Porto Alegre. Decisão mais do que correta.

O colega Douglas Dorneles aponta a seguinte escalação da Chapecoense: Danilo; Gimenez, Marcelo, Willian Thiego e Lucas Mineiro; Josimar, Cleber Santana e Hyoran; Lucas Gomes, Bruno Rangel e Silvinho. Desta forma o técnico Guto Ferreira opta pela continuidade, sem realizar nenhuma manobra ou mesmo maiores improvisações, a não ser aquelas já experimentadas.

A maior mudança mesmo deve ser de postura. A dupla de zaga precisa se comunicar melhor. Na ala esquerda o Lucas Mineiro tem a chance da vida. O meio Hyoran recebe uma oportunidade de ouro para se firmar. E Lucas Gomes e Silvinho precisam ser parceiros de Bruno Rangel e colocá-lo na frente do gol adversário o máximo de vezes possível.

A Chapecoense tem se notabilizado nos grandes jogos por grandes atuações. Que assim seja.

Rafael Bastos é o novo reforço

Coluna postada em 13/06/2016 por fernando

 

Desde a semana passada em Chapecó, Rafael Bastos foi apresentado oficialmente na tarde desta segunda-feira (13), na sala de imprensa da Arena Condá.

“Graças a Deus fui muito bem recebido aqui. Onde eu passei, sempre deixei tudo dentro de campo, sempre dei o meu máximo. Lógico que nem sempre a gente vai agradar a todos, porque no futebol é assim, muito dinâmico. Mas uma coisa o torcedor pode ter certeza, o Rafael vai dar 100% para honrar essa camisa. Vai dar o máximo para atingir os objetivos que temos aqui”, declarou o novo meia atacante da Chape.

Rafael Bastos, 31 anos, é carioca, mas foi revelado pelo Bahia, onde se profissionalizou e jogou até 2007. No Brasil, o jogador também atuou pelo Cruzeiro, Vitória e Figueirense. No exterior, Rafael Bastos jogou no Belenenses, Nacional e Braga de Portugal, no Consadole Sapporo do Japão, no Cluj da Romênia, no Al Nassr da Arábia Saudita, no Levski Sofia da Bulgária e no AL Kuwait. O último clube foi o América-MG, onde sagrou-se campeão mineiro de 2016, e estava jogando o Brasileirão desse ano, inclusive marcando um gol contra a Chapecoense na segunda rodada.

Reapresentação

Depois da derrota no último sábado (11) para a Ponte Preta, o grupo da Chapecoense retornou aos treinos nesta segunda à tarde. Os não relacionados e os jogadores que atuaram menos de 45 minutos participaram de um trabalho técnico e tático no CT. Os atletas que jogaram mais de 45 minutos fizeram apenas um trabalho de recuperação na academia.

Nesta terça (14), no período da manhã, o técnico Guto Ferreira fará o único treinamento com todo o grupo visando o jogo contra o tricolor gaúcho. O confronto entre Chapecoense e Grêmio, válido pela 8ª rodada do Brasileirão, está marcado para a quarta-feira (15), às 19h30, na Arena Condá.

 

FOTO E TEXO – ASSESSORIA DE IMPRENSA CHAPECOENSE.

A primeira derrota

Coluna postada em 12/06/2016 por fernando

Ponte Preta 2×1 Chapecoense

E a Chapecoense perdeu seu primeiro jogo na Série A 2016 ao ser derrotada pelo Ponte Preta no Moisés Lucarelli em Campinas com dois gols, um ao final da primeira etapa e outro ao final do jogo, quando parecia que um empate estava encaminhado.

A Ponte Preta mereceu vencer, foi mais efetiva, teve mais oportunidades, construiu um jogo mais qualificado, nada que possa sugerir uma grande atuação, mas na comparação foi mais eficiente.

Creio que faltou pegada para a Chapecoense. Houve mais uma vez desorganização defensiva. A primeiro gol foi de bola alta e com Felipe Azevedo livre para cabecear. Sem marcação.

O segundo gol foi constrangedor, pois Reinaldo aplicou dois lençóis antes de passar a bola. Após boa defesa de Danilo, houve rebote e William Pottker livre chuto para definir o placar.

A Chapecoense esteve abaixo de suas possibilidades e teve problemas no jogo. A lesão de Dener, um estiramento, deu lugar a Lucas Mineiro, que entrou na fogueira e improvisado pouco fez. O técnico Guto Ferreira optou pela entrada de Tiaguinho no lugar de Lucas Gomes que pouco jogou e Tiaguinho foi muito mal. No meio de campo Cleber Santana foi 20% dele mesmo e Hyoran fez uma partida apática, se brilho. O Bruno Rangel não pode fazer, pois não recebeu uma miserável bola em condições de conclusão.

O gol de Arthur Maia foi uma beleza. Chute forte, de fora da área, mostrando uma possibilidade pouco explorada pela Chapecoense. A atuação de Silvinho foi salva pelo passe para o gol. De resto, o Silvinho que conhecemos.

A primeira etapa foi muito fraca tecnicamente. A segunda etapa foi melhor, mas nada que possa elevar o jogo a categoria de bom. Foi apenas razoável.

A primeira derrota veio e com ela algumas contestações mais fortes e até exageradas. Nas vitórias e nas derrotas, nem tudo está certo e nem tudo está errado. A Chapecoense precisa aprender com esta derrota, para uma equipe média, que algumas peças não passam de opções de banco e que é preciso qualificar as alas, melhorar a defesa e acertar o último passe. Desafios normais de um time de futebol.

Após o jogo o técnico Guto Ferreira fez uma leitura muito correta do jogo e isso me deixa mais tranquilo em relação ao futuro, que já tem o Grêmio pela frente na quarta-feira.

Jogo para arriscar um pouco mais

Coluna postada em 10/06/2016 por fernando

 

Na tarde deste sábado a Chapecoense encara a Ponte Preta em Campinas. Jogo às 16 horas no Moisés Lucarelli.

É jogo para a Chapecoense arriscar mais do que o normal, pois a possibilidade de um resultado positivo é real. A Chapecoense tem mais time do que a Ponte Preta. Os números da Chapecoense são melhores e assinalam sim uma superioridade.

Os cuidados devem ser redobrados em relação à atuação da zaga. Nos últimos jogos a Chapecoense sempre saiu perdendo e teve de se esforçar muito para virar o jogo ou empata-lo.

Os retornos de Cléber Santana (foto) e Josimar darão muito mais consistência ao time e a bola vai passar com qualidade no meio de campo.

O goleiro Danilo disse na entrevista coletiva da semana:  Eu esperava esse bom começo, sim, até pelo estadual que a gente fez. Se falasse que a agente não ia perder esses jogos, não diria que ia ocorrer, mas tem que pensar em melhorar. O campeonato é longo. Vai ter oscilações. Tem que criar aquela gordurinha que a gente criou ano passado.

É exatamente isso. A Chapecoense precisa construir o mais rápido possível uma boa base de pontos que lhe possibilite tranquilidade de trabalho, aproveitando o primeiro turno, que é o momento em que as equipes ainda estão se formando, para chegar próximo à marca que evita o rebaixamento e depois ganhar o direito de pensar em passos maiores.

Olho este jogo de hoje com o mesmo olhar daquele contra o Coritiba.  O que a Chapecoense precisa evitar é a atuação inconstante da zaga e seguir firme e decisiva no ataque. Ser mais equilibrada.

Jogo para ganhar a bater na parte alta da tabela.

O momento exige arrojo e será necessários correr riscos, mesmo que calculados.