Debaixo dos paus

Coluna postada em 15/04/2014 por fernando

Um bom time começa por um bom goleiro!

Frase mais do que manjada no futebol, mas sempre verdadeira.

Então, a Chapecoense começa muito bem a Série A de 2014.

O veterano Nivaldo é ídolo eterno na Chapecoense. Goleiro de todos os acessos. Goleiro de muitas conquistas. Está há oito anos na Chapecoense e representa a personificação da Chapecoense quebrada, para fechar as portas, que virou o jogo e que hoje está na Série A. Passaram por suas defesas as mudanças que a Chapecoense viveu em menos de uma década.

O jovem Danilo foi contratato em um momento em que a Chapecoense apresentava instabilidade e a condição física de Nivaldo mostrava estar no limite. O veterano goleiro passou por uma crise, Danilo entrou e foi bem, quem sabe não o suficiente para dar a segurança para a direção de futebol de que ele estava realmente pronto para a Série A.

Chegou Lauro, goleiro de muita experiência e qualidade. Com envergadura de goleiro de Série A. Passou por suas fases ruins também, mas já mostrou que pode fazer a diferença. Não chega exatamente na condição de titular indiscutível, mas o caminho natural é esse.

Em um campeonato com 38 rodadas, em que o nível de exigência é muito elevado, ter bons goleiros é obrigação e a Chapecoense está sim muito bem servida. A concorrência é salutar. Para um técnico que foi goleiro, ter três bons exemplares da “raça” é uma benção.

 

Dignidade e covardia

Coluna postada em 13/04/2014 por fernando

A parte da dignidade cabe a Chapecoense, que jogou com seriedade o hexagonal, foi o melhor time, levou a Taça SC e uma vaga para a Copa do Brasil de 2015.

O Avaí desvalorizou a competição ao escalar uma equipe reserva e ao sofrer uma goleada de 4×1 demonstrou pouco caso até mesmo com a história da instituição.

O regulamento do Campeonato Catarinense e as péssimas arbitragens tornaram a fórmula injusta e desnivelada.

A covardia fica por conta do ato lamentável que culminou com agressão física ao presidente da Federação Catarinense de Futebol, Delfim Pádua Peixoto Filho (foto).

Quando saia do Estádio Hercílio Luz em Itajaí, foi covardemente agredido, quando já estava dentro do carro. O agressor foi detido. Nada justifica uma agressão física.

A imagem em destaque, de um senhor com a face ferida pela intolerância de um torcedor descontrolado, tem o peso de uma crônica anunciada.

Você ser contra uma situação, contra quem comanda ou em relação a uma postura ou mesmo proposta política implantada em determinada organização é uma situação, já partir para a agressão física é algo que não se justifica.

O hexagonal fechou bem para a Chapecoense, mas teve o lamentável registro de Itajaí. Retrato fiel dos altos e baixos de um campeonato lamentável em vários aspectos, quando poucos festejam e muitos reclamam.

 

A realidade dos fatos

Coluna postada em 11/04/2014 por fernando

Por não ter realizado uma primeira fase com a regularidade planejada, a Chapecoense acabou ficando fora do quadrangular.

Resta agora o último ato antes de apagar as luzes do Campeonato Catarinense de 2014, o pior das últimas temporadas, seja pela qualidade técnica em campo, pelo desastre que foi a arbitragem, pelo regulamento ridículo e pelo desempenho da Chapecoense, que foi enfadonho, por todos os enfrentamentos e acusações, muitas delas levianas, que surgiram entre diretoria/elenco e a imprensa local.

Os meses de janeiro, fevereiro e março foram duros no relacionamento profissional e pessoal. Mas passou.

A intenção da diretoria era outra, o planejamento apontava outra direção, mas o planejado ruiu e uma nova rota foi traçada e novos investimentos aconteceram e outros ainda serão realizados.

A Chapecoense do Campeonato Catarinense fecha seu ciclo na tarde de sábado frente ao Avaí no último jogo do hexagonal.

A Chapecoense planejada para a Série A ainda está sendo montada e tem pouco tempo para unir as peças e fazer o time render o mais rápido possível.

O que foi observado faz parte do passado.

O que teremos pela frente é uma grande novidade e como todas elas, chega carregada de expectativas e com um imenso ponto de interrogação.

Vai com Deus Catarinão 2014. Bem vinda Série A, sua lindona!

É decisão

Para a Chapecoense o jogo  frente ao Avaí tem clima de decisão e já está sendo encarado desta forma faz algum tempo.

Gostei da postura adotada pelo departamento de futebol, pela comissão técnica e pelo elenco, que sempre declarou ser importante conquistar a vaga para a Copa do Brasil, sem desanimar como o Avaí.

Não se trata de premio de consolação, mas sim uma autoimposição do elenco para fechar a temporada com dignidade, longe do título, mas muito mais longe ainda do rebaixamento.

A aproximação com a Série A determinou uma nova postura em vários atletas. O rendimento aumentou, alguns nomes se firmaram e outros apenas afirmaram não ter a capacidade de enfrentar uma Série A.

A decisão de hoje frente ao Avaí traz uma vaga para a Copa do Brasil, a Taça SC e uma promoção de ingressos atraente, além de ser o último jogo antes da estreia na Série A.

Os fechamentos de ciclos são sempre muito marcantes. Que este período passe a chave nos momentos ruins e que represente o inicio real do maior momento na história da Chapecoense. Na retórica e na prática.

Na imprensa do Acre

Coluna postada em 09/04/2014 por fernando

O dia seguinte à derrota do Rio Branco para a Chapecoense e sua consequente eliminação na Copa do Brasil, por ter sofrido 2×0, teve intensa repercussão na imprensa do Acre.

A maior reclamação ficou por conta das falhas defensivas e a forma como o Rio Branco atuou, mais encaixado na primeira etapa e desandando no segundo tempo, quando a Chapecoense dominou completamente o adversário.

O respeito pela Chapecoense foi grande antes, durante e depois do jogo. A imprensa do Acre sempre destacou sua condição de integrante da Série A do Campeonato Brasileiro.

As maiores críticas em relação à derrota do Rio Branco estão relacionadas a mais uma desclassificação em casa, pois perdeu também e pelo mesmo placar para o Inter na edição anterior da Copa do Brasil.

As realidades de investimentos são muito diferentes.

O Rio Branco se mantém com recursos muito reduzidos e sua realidade está mesmo voltada ao Campeonato Estadual. Uma inserção nacional está distante. Pode até lutar em uma Série D, mas a C já começa a pesar.

A Chapecoense que não tem nada a ver com isso tratou de fazer a sua parte e evitar um segundo jogo, que apenas causaria desgastes e não acrescentaria nada de positivo.

A imprensa de Rio Branco no Acre foi unanime em elogiar a Chapecoense pela vitória e não reclamou se      quer da arbitragem, fraca, mas que não teve nenhum efeito no resultado do jogo.

Assunto encerrado

Coluna postada em 09/04/2014 por fernando

Rio Branco 0×2 Chapecoense

Pela primeira vez em quatro participações a Chapecoense venceu fora de casa na Copa do Brasil e de quebra fez valer a vantagem de poder vencer por dois gols ou mais e evitar o segundo jogo.

A Chapecoense sobrou e poderia até mesmo ter goleado o Rio Branco. Venceu bem e ganha moral e tempo para se preparar para a sequência do calendário, que tem uma vaga de Copa do Brasil valendo no sábado frente ao Avaí e uma estreia de Série A dia 19 de abril contra o Coritiba.

O time do Rio Branco é fraco, mas a vitória precisa ser valorizada pela importância e pela aplicação do elenco que sempre buscou a vitória.

A eliminação do jogo em casa é importante para evitar desgaste e acima de tudo abrir espaço no calendário para preparar o time para os enormes desafios que vem por aí e para entrosar os novos contratados.

A Chapecoense jogou com uma equipe mista, mais uma vez e desta vez foi mais eficiente do que contra o Juventus.

A impressão que me passaram no jogo pelo Catarinense foi a de que estava se preservando. E a impressão se transformou em convicção após este jogo aqui no Acre.

Vitória afirmativa de um grupo que está em crescimento.

 

Apenas um jogo chato

Coluna postada em 06/04/2014 por fernando

Juventus 1×1 Chapecoense

Foi um jogo bastante fraco na parte técnica.

O gramado do estádio João Marcatto é o pior de SC e ajuda a estragar o jogo, além deixa aquele aspecto de desleixo.

O time do Juventus é apenas voluntarioso, já que tecnicamente deixa muito a desejar. A Chapecoense jogou com um time misto, quase reserva, se levarmos em consideração aquilo que é projetado para a Série A.

Tudo isso junto e misturado, formou um mingau sem gosto e sem consistência.

O Juventus saiu na frente, aproveitando-se de uma falha na zaga e de um primeiro combate não executado pelo zagueiro Rafael Lima, que está abaixo da sua capacidade.

O empate veio em jogada confusa que foi finalizada por Roni, que é esforçado, lhe falta qualidade, mas tem resolvido algumas situações. A primeira finalização da segunda etapa foi executada pela Chapecoense apenas aos 25 minutos, para que se tenha uma ideia do volume de jogo.

Nitidamente os jogadores da Chapecoense estavam com a cabeça no jogo de Rio Branco no Acre, amanhã, terça-feira. As divididas não aconteceram. Muitas vezes a bola era tocada para fazer o tempo passar. Havia um nítido interesse menor do que em jogos com outra carga de importância. Normal.

O que ficou foi um empate, com jogo fraco, com cerca de 300 torcedores no estádio e uma melancolia de final de festa chata. Falta apenas um jogo para o encerramento deste terrível Campeonato Catarinense. Será contra o Avaí, em uma espécie de decisão que vale a Taça SC e uma vaga para a Copa do Brasil. Grande oportunidade para fazer valer o início de temporada e deixar uma pequena lembrança positiva.

O último encontro

Coluna postada em 04/04/2014 por fernando

Os encontros da Chapecoense com o Moleque Travesso de Jaraguá do Sul não tem siso muito agraveis nesta temporada, aliás, tem sido assim nos últimos anos.

Este sábado reserva novo encontro, no estádio João Marcatto (foto), entre Juventus e Chapecoense.

A situação na tabela, na comparação, é bem diferente.  A Chapecoense divide liderança com 16 pontos, enquanto o Juventus está na zona de rebaixamento com apenas sete pontos conquistados, mas a dois pontos de escapar da degola, sendo este jogo a grande possibilidade de ainda pensar em Série A de Campeonato Catarinense na próxima temporada.

Esta penúltima rodada do hexagonal vai estar bem animada. Além de Juventus x Chapecoense, teremos em Ibirama o jogo contra o Brusque e o Avaí recebendo o Marcílio Dias em jogo bem interessante.

A expectativa é de que o jogo entre Chapecoense e Avaí, aqui na Arena, no próximo sábado, possa valer a Taça SC e uma vaga para a Copa do Brasil de 2015. Um ânimo no final do hexagonal que trouxe tanto debate negativo e tanto desgaste.

O Marcílio Dias luta pela vaga a Série D, sem depender de outras circunstâncias, jogando bola, como fez desde o início.

Se este campeonato tivesse sido jogado com pontos corridos, poderíamos ter uma realidade bem diferente nesta reta final, mas não, preferiram parir um monstro.

Cada um faz a sua

Coluna postada em 01/04/2014 por fernando

No futebol, quando o momento enseja cobranças, leva a críticas e quando a esperança dá lugar à incerteza, sempre aparece alguém para soltar a frase: – É hora de união, vamos dar as mãos e promover uma grande corrente em prol do projeto! Caso clássico do momento vivido pela Chapecoense.

Esse tipo de manifestação é uma baboseira sem tamanho.

Na verdade é também uma forma de bajular lideranças, de se mostrar bonzinho e de querer ser líder quando na verdade não é nada.

No caso da Chapecoense todos os setores estão desejando o mesmo final, ou seja, a Chapecoense bem colocada e se mantendo na Série A de 2015. Ninguém deseja o mal para a Chapecoense. O que precisa é cada um fazer a sua parte e entender que a parte de cada um é diferente e intrínseca a atividade, com suas peculiaridades.

No motor que move o futebol profissional, cada setor tem sua importância e representa uma engrenagem, se uma falhar o motor pode até andar menos, mas dificilmente pifa.

O coração de todo o negócio está dentro de campo. Lá estão os melhores salários, lá estão os astros, lá estão os ídolos, que num piscar de olhos se transformam em bandidos, mas é o preço que se paga pela exposição.

Quando o futebol é jogado com naturalidade e competência, fica mais fácil para todos os outros setores. É dentro de campo, na produção pública do produto final que as coisas se resolvem.

Esse negócio de “vamos dar as mãos e promover uma grande união” é coisa de político fracassado. O negócio é cada um fazer a sua e bem feito que tudo vai dar certo.

 

Preocupação desnecessária

Coluna postada em 31/03/2014 por fernando

Alguns utilizaram como parâmetro o jogo de domingo, em que a Chapecoense derrotou por 1×0 o Atlético de Ibirama, para imaginar o que pode acontecer na Série A.

Isso não tem cabimento! O time da Chapecoense que jogou e ganhou no domingo passado, não é sequer um misto para a Série A, é time reserva mesmo.

Dos que atuaram na tarde de domingo vejo como titulares o goleiro Danilo, o zagueiro Rafael Lima e o volante Wanderson. O zagueiro André Paulino não vive grande fase. O ala Edinei ainda precisa mostrar mais. E os demais são apenas reservas e podem inclusive, alguns deles, compor uma eventual lista de dispensados.

Esqueça o jogo de domingo, o resultado, a forma de jogar, a falta de vontade, a arbitragem ridícula, a cena do Anderson Paixão, esqueça tudo. Esqueça, porque foi o pior jogo do ano e não deverá ser superado.

A diretoria da Chapecoense e a comissão técnica não são idiotas para acreditar que uma formação como a de domingo possa fazer frente a algum dos rivais da Série A.

O departamento médico está lotado, os novos contratados estão chegando, o ânimo será outro já a partir da semana que vem e a vida vai se renovar, uma espécie de primavera verde em pleno outono.

O jogo de domingo teve qualidade duvidosa até para a Série D.

A Chapecoense para a Série A será outra. A pasmaceira do inicio da temporada está com os dias contados.

O ano vai começar de verdade com pré-estreia dia 08 de abril em Rio Branco no Acre e com a primeira grande apresentação dia 19 de abril, em Chapecó, no Dia do Índio, na reformulada Arena com o time de verdade da Chapecoense para 2014.

Eles querem a taça

Coluna postada em 27/03/2014 por fernando

Na entrevista coletiva após o empate em 1×1 entre Marcílio Dias e Chapecoense, o técnico Gilmar Dal Pozzo, disse que foi o empate do título.

Titulo este que representa a Taça SC e uma vaga para a Copa do Brasil de 2015. A taça pode ter pouco valor na galeria, mas no momento representa uma afirmação para o elenco e uma resposta às críticas, no melhor estilo, dentro de campo. Este é o sentimento. O que vale mesmo é a vaga para a Copa do Brasil sem nenhuma dependência de ranking ou outras fórmulas. Foi a primeira vez que Dal Pozzo tocou no assunto, deixando clara uma meta.

Internamente alguns assuntos estão sendo tratados de forma bem pontual. O mais recente esteve relacionado a Gilmar Dal Pozzo e Rodrigo Gral, já que houve um desgaste entre eles. Rodrigo chegou a cogitar um rompimento de contrato, mas houve um acerto e Rodrigo segue grupo, dizendo que “está de volta ao convívio da família”. Que assim seja.

Outra declaração que chamou a atenção na coletiva de Dal Pozzo está relacionada aos trabalhos específicos para alguns atletas que apresentam desgaste e que devem ser poupados dos próximos jogos do hexagonal. Caso de Fabiano (foto), que sentiu no jogo de Itajaí que será preparado agora para encarar a Série A.

Dentro do planejamento, sem ameaça de rebaixamento a Chapecoense trata de se organizar para a grande competição de sua história.