Chape merecia a vitória

Coluna postada em 29/05/2016 por fernando

Chapecoense 1×1 Santa Cruz

 

Não deu, ficou no empate com o cascudo time do Santa Cruz, mas o placar igual foi o mínimo que poderia se aproximar de algo justo.

No primeiro tempo um lance de menos pegada e o gol deste Santa Cruz que vai aprontar muito na Série A. Eles são rápidos e não perdoam erros. Foi assim na Arena Condá. No primeiro tempo foi isso.

Veio a segunda etapa e com ela uma nova Chapecoense, que amassou o Santa Cruz, o empurrou impiedosamente para seu campo e jogou muito mais, mas a danada da bola não entrava. Se vendo perto de levar o gol o Santa Cruz recuou seu time inteiro para o campo de defesa e mostrou a sua pior face, a de um time violento e que bate pesado no adversário. A Chapecoense não se intimidou, foi pra cima, e fez a zaga adversária trabalhar como ainda não havia trabalhado na temporada. Aos 38 minutos da etapa final o cruzamento de Silvinho, a antecipação de Lucas Gomes e a luta dele e Tiago Costa do Santa Cruz, a bola bate no defensor adversário entes de entrar, e assim estava decretado o empate.

Uma pena que o gol saiu apenas perto do final, pois e se a bola entra lá pelo 20 minutos o Santa Cruz não seguraria a Chapecoense.

Desta forma mais um ponto está na conta de cada uma das equipes, que seguem invictas na competição após quatro rodadas. Para o Santa Cruz o resultado foi melhor porque foi fora de casa, mas para a Chapecoense o ponto deve ser valorizado, pois do outro lado estava a melhor equipe da competição e não é um acaso, é que eles estão jogando muito mesmo.

O que fica também deste jogo é que a Chapecoense mostrou aos outros 18 times da Série A como se faz para amassar o Santa Cruz. O segundo tempo da Chapecoense foi de total superioridade.

Se fosse obrigado estabelecer um vencedor, este seria a Chapecoense. Jogou mais.

A vitória escapou no final

Coluna postada em 25/05/2016 por fernando

Flamengo 2×2 Chapecoense

 

O Flamengo buscou o empate na última bola do jogo, em um pênalti. Faltavam 20 segundos para o jogo encerrar, mas ainda havia uma bola.

O resultado foi muito bom, não resta a menor dúvida, mas ficou aquele gosto amargo de uma grande vitória que escapou na bola derradeira.

A arbitragem foi muito tumultuada e teve sim ingerência no resultado final.

O pênalti na última bola foi um erro de arbitragem, grave, em uma bola que bateu nas costas de Gimenez e no braço colado ao corpo, ou seja, mais um erro entre tantos que marcaram o trabalho do fraco Diego Almeida Real do RS.

Na entrevista coletiva de Guto Ferreira ele disse que a culpa pelo empate no final foi dele. Certamente ele deve ter se arrependido muito por ter colocado em campo Rodrigo Andrade, jogador que nada fez até aqui e foi dele a falta inútil e infantil que gerou na sequência o pênalti. Aí está um jogador que a Chapecoense poderia liberar. Não acrescenta nada.

A Chapecoense saiu de campo irritada, reclamando da falta de atenção, sem transferir responsabilidades e assumindo toda a situação. Isso é muito bom, pois mostra a personalidade forte do time e um elenco que não transfere responsabilidades.

Agora é olhar o jogo de sábado contra o belo time do Santa Cruz que está realizando uma bela competição e que certamente será um grande adversário na noite de sábado.

Para finalizar, destaco a pergunta do colega Douglas Dorneles para Guto Ferreira, sobre a escolha dele quando lançou mão de Rodrigo Andrade. Guto Ferreira disse: Tu és inteligente Douglas, então tu sabes a minha resposta.

O moço em tela, Rodrigo Andrade, deve passar um longo e tenebroso inverno sem sequer ser relacionado. Eu aposto.

Vamos em frente.

Os recados de Guto

Coluna postada em 23/05/2016 por fernando

A entrevista coletiva de Guto Ferreira, após a vitória sobre o América-MG por 3×1, foi muito além de uma análise do jogo.

Primeiro ele fez questão de esclarecer uma situação que ficou fora do lugar quando recentemente reclamou da atitude de alguns torcedores, que ao contrário de torcer para a Chapecoense, reclamam em demasia. Ele reclamou sim e mandou o recado, no que aliás estava muito certo. Como a repercussão foi grande e negativa, ele inteligentemente preferiu amenizar a enaltecer o torcedor e trazê-los para perto do time e justamente quando a Chapecoense está em alta. Fez o certo agora, mas não errou ao reclamar antes.

Pediu calma com Silvinho (foto). Ele marcou um gol importante no domingo, se esforçou e saiu de campo titular, pois com a lesão de Ananias, quem entra é Silvinho. O técnico Guto Ferreira fez questão de enaltecer que ele trabalha muito e faz de tudo para acertar. Acredito. Já ouvi também do assessor de imprensa, Cleberson Silva, que Silvinho é um profissional muito correto e excelente de grupo.

Perguntado, analisou a situação de Hyoran. Para o técnico falta ao atleta mais massa muscular, não é ainda jogador para tempo inteiro e por isso tem entrado tão bem com a bola rolando, como foi mais uma vez no domingo. Alguns pensam que o rapaz é um craque, um fora de série. Eu já fico com a opção que ele ainda pode vir a ser um grande jogador, mas precisará reforçar-se fisicamente para encarar as dificuldades de uma área congestionada de zagueiros muito mais fortes do que ele. Tem futebol de qualidade, mas a parte atlética está aquém.

A entrevista coletiva foi uma espécie de audiência pública para exorcizar alguns demônios, pedir apoios e enaltecer o esforço de alguns que estão sendo pouco valorizados.

As entrevistas coletivas de Guto Ferreira sempre são muito boas. Ele se expressa bem, chama repórter pelo nome, sabe quebrar o gelo, não escapa das perguntas e se impõe positivamente na bancada.

 

Uma rica de uma virada

Coluna postada em 22/05/2016 por fernando

Chapecoense 3×1 América-MG.

 

Foi sofrido, mas foi uma delícia, uma vitória de virada, com dois tempos distintos, um com a Chapecoense jogando pouco e na segunda etapa com um jogo propositivo, de controle total do campo e fazendo os três gols da vitória.

Mais uma vez o intervalo de jogo foi bem aproveitado pela Chapecoense, que soube ler o jogo e atestar seus problemas e desta forma corrigi-los.

Uma pena a lesão de Ananias, que saiu ainda na primeira etapa, e se trata de lesão muscular que vai tirá-lo de campo por algum tempo.

Silvinho entrou no seu lugar, jogou de forma confusa, mas foi dele o gol da virada e que bom que ele marcou um gol que lhe dá mais tranquilidade para trabalhar.

O atacante Bruno Rangel mais uma vez foi decisivo ao marcar dois gols e chegar aos 70 com a camiseta da Chapecoense. Um de pênalti e outro de puro oportunismo. Ele faz a diferença em campo.

O América-MG fez o gol de pênalti e se apequenou. Tratou de fazer o anti-jogo, amarrou a partida e pagou o preço, a virada.

De grande importância foi o gol logo aos 2 minutos da segunda etapa, que recolocou a Chapecoense na partida.

A partir daí foi controlar o jogo com maturidade e buscar com autoridade o resultado de virada, sem muita ansiedade, se jogando a esmo ao ataque.

O tempo foi inclemente mais uma vez com o jogo e com os torcedores. Menos de 10 graus de temperatura, chuva fina o tempo todo, pouco mais de dois mil torcedores nas arquibancadas. Faz parte desta época do ano.

Um resultado importante, que coloca a Chapecoense na segunda colocação da Série A e que valorizou o ponto ganho em Porto Alegre contra o Inter.

Agora é quarta-feira em Volta Redonda contra o Flamengo. Não tem vida fácil na Série A. Mas está bom demais para começo de conversa!

Dois campeonatos

Coluna postada em 19/05/2016 por fernando

Existem dois campeonatos dentro da Série A, isso é inegável.

Um campeonato reúne os postulantes ao título e aqueles que lutam por uma vaga na Libertadores da América.

O outro campeonato agrega os que lutam para não cair e para realizar uma campanha digna, buscado uma colocação na primeira página da classificação.

A Chapecoense está na segunda turma, junto com o América Mineiro, adversário da tarde do próximo domingo na Arena Condá.

É um daqueles jogos perigosos, que merece atenção especial, pois é adversário direto na mesma luta.

O América Mineiro surpreendeu ao vencer o Campeonato Mineiro e desta forma quebrou a hegemonia dos dois grandes das Capital.

São duas equipes parecidas, de mesmo porte, sem nada acentuado de vantagem para um dos lados e que, portanto, merece ser tratado como um adversário especial.

Quando a Chapecoense joga contra os grandes, atua quem sabe até mais a vontade do que quando encontra pelo caminho os parceiros do desafio de se manter na elite.

O ponto conquistado em Porto Alegre terá valor se a Chapecoense vencer o jogo aqui no domingo. Uma arrancada boa e sólida faz toda a diferença lá no final da corrida.

A Chapecoense tirou dos ombros a pressão da Copa do Brasil, passou pela primeira vez para a terceira fase, jogará apenas em julho novamente no torneio e desta forma se debruça exclusivamente sobre a Séria A, dando-lhe a devida e necessária atenção.

Com certeza a tarde de domingo vai reservar espaço para um bom jogo de futebol entre Chapecoense e América Mineiro, dois legítimos campeões estaduais.

Equilíbrio entre as partes

Coluna postada em 17/05/2016 por fernando

A busca pelo equilíbrio é o grande desafio da vida.

Não importa o setor, seja público ou privado, equilibrar é o desafio.

A diferença entre o veneno e o remédio é a dose.

No começo da temporada, no Campeonato Catarinense, a Chapecoense encontrou um ponto de equilíbrio muito interessante, venceu quase todos, não perdeu para ninguém, foi a que mais marcou gols e menos sofreu e foi para a decisão carregando uma vantagem que se transformou em título.

No returno desequilibrou e depois voltou a jogar melhor, mas ainda sem a hegemonia do começo, ou seja, perdeu o ponto. É preciso reencontrá-lo.

O técnico da Chapecoense, Guto Ferreira (foto), detectou a demanda e disse após o jogo contra o Internacional, no empate em 0×0, que a Chapecoense está defendendo bem, saindo para a transição, mas está pecando na hora de atacar, ou seja, precisa reequilibrar as forças.

Eis o grande desafio e que bom que o técnico reconhece isso, pois outros profissionais que passaram e passam pela mesma situação, invariavelmente evitam comentar os defeitos de suas equipes, se escondem atrás de teorias fajutas e afundam o time antes de perder o emprego. Guto Ferreira está preferindo ser verdadeiro e abriu um debate muito interessante.

Na noite de hoje, frente ao Paraná Clube, é uma grande oportunidade para executar alguns projetos de mudança de postura da equipe, pois precisa marcar ao menos um gol e não pode pensar em sofrer, senão a missão de passar para a próxima fase da Copa do Brasil ficará muito complicada.

A busca do padrão de jogo, a definição do esquema, a chegada dos novos, a análise de suas possibilidades no momento, a escalação e eventualmente uma modificação aqui e outra ali para se adaptar ao jeito de jogar do adversário.

Parece fácil, mas não é! O bom é quando o técnico reconhece as necessidades do seu time. É o começo do acerto.

Missão goleiro

Coluna postada em 16/05/2016 por fernando

Se tem no futebol alguém que não tem vida fácil esse alguém é o goleiro. Uma raça movida a superação e que sempre anda no fio da navalha, entre ser herói e bandido.

Começam os treinamentos mais cedo e sempre saem depois. E quando resolvem se especializar em algo a mais do que a profissão exige, como bater faltas e pênalti e se transformar em um diferencial, caso clássico de Rogério Ceni, o exercício diário é ainda mais árduo. O goleiro aposentado do São Paulo ficava no mínimo mais uma hora treinando exaustivamente suas perfeitas cobranças. Fez história.

Quando Danilo veio para Chapecó carregava o apelido de paredão, que ganhou em Londrina. Entrou na vaga de um ídolo do tamanho de Nivaldo e em seguida caiu nas graças dos torcedores. Profissional correto e dedicado, mas que não está livre de fases ruins e ela veio no ano passado, quando logo na largada se lesionou em uma saída de bola lá na Ressacada. O retorno demorou e ele voltou inseguro, o que é normal. Agora vive uma nova grande fase.

O mercado está de olho em Danilo, o que obrigou a Chapecoense a esticar seu contrato. Motivo de comemoração para o atleta, pois afinal de contas significa segurança financeira para ele e a família.

O que ele fez no Beira Rio no domingo é digno dos grandes goleiros. A forma como ele defendeu o pênalti e como realizou e segunda e mais difícil defesa na sequência da jogada, são uma demonstração cabal de um goleiro qualificado e de um profissional em crescimento.

Dizem do goleiro que onde ele trabalha não nasce grama. Não é uma maldição, é trabalho extenuante.

Dizem do goleiro que ele foi parar lá, debaixo da trave, porque não jogava bem na linha, pode ser, mas a verdade é que é preciso talento e coragem para exercer a função.

Sem falar na convivência com a dor, pelas pancadas sofridas pelos adversários ou dos voos diários em busca da bola. Lá em casa meu neto Victor ensaia ser goleiro. Se vai se criar não sei, mas ele está muito entusiasmado.

Quem sabe não esteja nascendo um novo grande goleiro. Nome bom ele tem.

Jogo ruim e resultado bom

Coluna postada em 15/05/2016 por fernando

 

Internacional 0×0 Chapecoense.

 

Tecnicamente o jogo foi ruim. Pouco futebol, muita marcação, bolas perdidas a vontade e nenhum gol.

O resultado foi bom para a Chapecoense que pontuou fora de casa e contra um gigante do nosso futebol.

O jogo foi muito amarrado, de pouca velocidade e inevitavelmente de pouca qualidade.

A Chapecoense teve a clara proposta de se defender com forte presença em campo, não apenas atuando atrás da linha da bola, mas também marcando mais a frente, deu certo, porque o Inter teve uma chance apenas que foi no pênalti, mal marcado pela arbitragem, que foi defendido magistralmente por Danilo.

Nota dissonante para o zagueiro William Thiego, que mais uma vez foi expulso e de forma infantil, pois no primeiro tempo ele colocou a mão na bola na tentativa de marcar um gol e na segunda etapa fez uma falta dura e foi excluído. Ele não pode mais comprometer a Chapecoense desta forma, Merece uma reprimenda da diretoria.

Taticamente a Chapecoense está jogando com mais marcação e uma linha de três volantes no meio de campo, mas segundo avaliação do técnico Guto Ferreira avalia que está sendo perdida a capacidade ofensiva. Um olhar correto do técnico.

O resultado foi muito bom, não resta a menor dúvida, mas a Chapecoense teve chance de sair do Beira Rio com uma vitória. Ele não veio porque faltou o último toque, a última bola, o acabamento.

A Chapecoense precisa sim investir em contratações.

Agora, o Inter, com uma folha de pagamentos gigantesca, não jogou nada e saiu de campo vaiado. Mereceu.

 

Novidade na Chape

Coluna postada em 13/05/2016 por fernando

 

O meia Arthur Maia está de saída do Vitória. O jogador, que perdeu espaço na reta final do Campeonato Baiano, está a caminho da Chapecoense, onde vai disputar a Série A do Campeonato Brasileiro. Ele assina com o clube de Santa Catarina por empréstimo até o fim da temporada, como contou o presidente rubro-negro, Raimundo Viana, ao GloboEsporte.com

- Sim, está confirmado. Ele vai por empréstimo – afirmou o mandatário.

Revelado pelas categorias de base do Vitória, Arthur Maia, embora fosse tratado como uma joia, nunca conseguiu emplacar no clube. Por diversas vezes, foi preterido na Toca do Leão e emprestado a outros clubes, entre eles Flamengo, Joinville e América-RN.

No início dessa temporada, Arthur Maia começou com a confiança do técnico Vagner Mancini. Ele foi titular em alguns jogos, mas, na reta final do Campeonato Baiano, perdeu espaço no elenco, principalmente depois que Leandro Domingues assumiu a criação no meio-campo. Em 2016, Maia disputou sete jogos e marcou dois gols.

 

FOTO E TEXTO  - globoesporte.com

Novas regras no mundo da bola

Coluna postada em 13/05/2016 por fernando

 

 

Com apoio do blog do Diori Vasconcelos

 

A CBF decidiu adotar as alterações nas regras do futebol para o começo do Brasileirão 2016. As mudanças, definidas pela International Football Association Board (IFAB), são consideradas as mais abrangentes em toda a história de 130 anos da entidade.

Em resumo, o livro de regras foi reorganizado e atualizado para facilitar a leitura e o entendimento pelos árbitros e por toda a comunidade do futebol. Para se ter uma ideia, cerca de 10 mil palavras foram retiradas para que o texto ficasse mais claro e objetivo.

Mesmo que em caráter simples, houve mudanças em 16 das 17 regras. A única regra que não sofreu alteração foi a de número 2 (que fala sobre a bola).

 

REGRA 3 – OS JOGADORES
- O árbitro poderá expulsar um jogador antes do começo do jogo. Desde o momento em que o juiz entra em campo para a inspeção no gramado, passa a ter esse poder.
- Caso um jogador reserva, substituído ou até um integrante da comissão técnica cause interferência no jogo, um tiro livre direto será marcado e haverá a expulsão do infrator. Exemplo: uma bola está entrando no gol e um jogador reserva que estava aquecendo na linha de fundo invade o campo e impede o gol. O árbitro marcará pênalti e aplicará cartão vermelho. Caso um gandula ou um torcedor ou um elemento externo ao jogo cometa a mesma infração, a partida seguirá sendo reiniciada com bola ao chão. Porém, se um gandula tenta evitar um gol e toca na bola, mas não consegue impedir que a bola entre, o gol será validado.

 

REGRA 4 – EQUIPAMENTO DOS JOGADORES
- O jogador pode voltar com o jogo em andamento após trocar/corrigir o equipamento, que deve ser checado (pelo árbitro, 4ºárbitro ou árbitro assistente) e o árbitro autorizar. Anteriormente, o jogo precisava estar parado, pois a verificação deveria ser feita somente pelo árbitro.

 

REGRA 5 – O ÁRBITRO
- Se ocorrer mais de uma infração ao mesmo tempo, a mais grave será a punida. Ordem de gravidade: sanção disciplinar (vermelho mais grave do que amarelo, etc…); tiro livre direto é mais grave do que tiro livre indireto; infração física (contato) é mais grave do que a não física (mão na bola, impedimento); Impacto tático. Exemplo polêmico: em um escanteio, ao mesmo tempo, dentro da grande área, um atacante puxa um zagueiro e outro zagueiro puxa outro atacante de maneira simultânea. O que o árbitro deve fazer?  Em infrações simultâneas, a mais grave será marcada. Ou seja, pênalti.

 

REGRA 6 – OUTROS ÁRBITROS DA PARTIDA
- Principal mudança foi o nome. Antes, tratava do árbitro assistente. Atualmente, com presença de árbitros reservas e adicionais, o nome da regra foi alterado.

 

REGRA 7 – A DURAÇÃO DA PARTIDA
- Apenas o detalhamento de mais motivos para tempo de acréscimo. Exemplo: pardas médicas, hidratação, etc…)

 

REGRA 8 – O INÍCIO E REINÍCIO DE JOGO
- Entendo que a principal mudança seja o fato de que a bola poderá ser chutada em qualquer direção no pontapé inicial de um jogo. Anteriormente, a bola obrigatoriamente deveria ser chutada para frente. Então, era comum a presença de dois jogadores no tiro de saída. Um deles dava um toque curto para frente e o outro dava o passe para trás. Agora, o toque para frente não é mais necessário.

 

REGRA 9 – A BOLA DENTRO E FORA DE JOGO
- Apenas o esclarecimento de que a bola continua em jogo se, ainda dentro dos limites do campo, bater em qualquer um dos árbitros. Isso inclui árbitros assistentes adicionais. Essas mudanças decorrem do ingresso da figura do árbitro assistente adicional, popularmente conhecido como árbitro de gol.

 

REGRA 10 – DETERMINANDO O RESULTADO DA PARTIDA
- Quando um jogo for decidido nos pênaltis, o árbitro realizará dois sorteios antes das cobranças. O primeiro para definir o lado e o segundo para definir quem começa batendo.

 

REGRA 11 – IMPEDIMENTO
- Houve a colocação de alguns pontos que não ficavam claros pelo texto anterior. Destaco três:
1) A linha que divide o gramado é neutra para o impedimento. Um jogador pisando na linha, portanto, é considerado como no próprio campo e não será punido com impedimento.
2) Ao julgar uma posição de impedimento não serão levados em conta os braços dos jogadores, INCLUSIVE DOS GOLEIROS. A parte referente aos goleiros não estava clara.
3) Posição de impedimento não é infração. Só será no momento em que o jogador estiver envolvido em jogo ativo.

 

REGRA 12 – FALTAS E INCORREÇÕES
- Quando a falta envolver contato físico será sempre tiro livre direto.
- Tentativa de conduta violenta é cartão vermelho, mesmo sem haver contato.
- Nem todo lance de mão na bola é motivo de cartão amarelo. A punição está vinculada ao contexto da infração. Se impede ataque promissor, amarelo. Se impede chance clara e imediata de gol, vermelho.

 

- Infração com contato físico contra o árbitro, oficial da equipe, jogadores substituídos, passa a ser punida com tiro livre direto. Exemplo: com o jogo em andamento (lógico), o defensor atinge o árbitro com um soco dentro da área. O zagueiro será expulso e o árbitro marcará pênalti para o time adversário.
- Falta fora de campo passa a ser tiro livre direto sobre a linha no ponto mais próximo de onde ocorreu a infração. Exemplo: se um jogador, que está nos limites laterais da grande área, mas está fora de campo, ou seja, além da linha de fundo, é atingido por um adversário, o árbitro marcará pênalti. No texto anterior, não haveria falta com o jogador fora de campo.

 

 

- E o mais importante: Quando um jogador impedir um gol ou uma clara oportunidade de gol da equipe adversária com falta de mão deliberada, o jogador deve ser expulso onde quer que a falta ocorra. Quando um jogador cometer uma falta contra um adversário, dentro da própria área penal, que impedir um gol ou uma clara oportunidade de gol do adversário e o árbitro conceder um tiro penal, o jogador infrator será advertido com cartão amarelo, salvo se: a falta for de segurar, puxar ou empurrar; o jogador infrator não tentar jogar a bola, ou quando não houver possibilidade de jogar a bola; a falta for punível só com cartão vermelho, independente da parte do campo em que ocorra (exemplo: falta grave, conduta violenta, etc…).

 

REGRA 14 – O TIRO PENAL
- Detalhamento de quando será aplicado amarelo e em quais casos o árbitro mandará repetir um pênalti ou quando concederá um tiro livre indireto para a equipe defensora por alguma infração cometida pela equipe atacante. Exemplo 1: o pênalti deve ser chutado para frente. Caso um jogador chute para trás, a cobrança não será repetida. O árbitro marcará tiro livre indireto para a equipe defensora e aplicará amarelo para o jogador. Exemplo 2: outro caso importante é que quando o goleiro se adiantar para uma defesa e o árbitro mandar voltar a cobrança, o goleiro deverá ser advertido com cartão amarelo.