Cadê o torcedor da Chapecoense?

Coluna postada em 29/08/2016 por fernando

Até a temporada passada a Arena Condá lotava em jogos contra Inter, Grêmio, Corinthians e Flamengo e recebia grande público contra o São Paulo.

Na temporada atual não lotou sequer na decisão do Campeonato Catarinense.

O que está acontecendo?

Pode ser um misto de crise econômica, concorrência desleal com a TV ou sei mais lá o que.

Ter o time da cidade na Série A do Campeonato Brasileiro, receber aqui times de porte e de história, com orçamento e jogadores estelares e mesmo assim a casa não lota, é porque existe um problema a ser equalizado.

O valor dos ingressos é sim um fator limitador. Ser sócio não está ao alcance de todos, pois cria uma obrigação de pagamento mensal que nem todos podem abraçar, mesmo sendo um valor considerado baixo.

As campanhas de ingressos mais baratos não tem dado o resultado esperado, porque não se cria um hábito.

Deveria ser norma que um bom volume pudesse ser comercializado a um valor mais baixo daquele que hoje é operado.

E creio que uma campanha publicitária forte deva ser realizada para dar uma mexida com os torcedores. Algo profissional, grande, que traga parceiros, pois somente a presença da Chapecoense na Séria A não tem tido a capacidade de motivar o torcedor, por incrível que pareça.

A diretoria da Chapecoense já realizou várias iniciativas. Agora mesmo, para quarta-feira, teremos uma nova e ótima promoção. Qual será a resposta?

Temos um bom time, dentro da nossa realidade de investimento. Uma diretoria correta, que presta constas e que se esforça para manter nosso time no topo. Somos os atuais campeões estaduais. A Chapecoense é nossa maior divulgadora.

Está na hora de retribuir o gesto e sermos mais parceiros da entidade, da diretoria e do time.

Eu quero a Chapecoense na Série A e não ficar relembrando o dia em que ela lá esteve.

Vamos lotar nossa Arena ao menos uma vez na temporada?

Meteram a mão, de novo

Coluna postada em 28/08/2016 por fernando

 

Chapecoense 1×3 Flamengo

 

O Flamengo não precisa ser ajudado tão descaradamente assim como foi ajudado na tarde de ontem aqui em Chapecó. Os erros de arbitragem minaram a Chape e potencializaram a força do bom time do Flamengo.

Faltas não marcadas em favor do time da casa e inventadas em favor do visitante.

Para a Chapecoense não era pênalti. Para o Flamengo, evidente que foi falta.

O árbitro enervou os jogadores, criou um clima ruim e tirou a concentração da Chapecoense.

O Flamengo tem um bom time e não precisa ser tão descaradamente ajudado.

Todas as reclamações da Chapecoense se fazem justas e precisam ser amplificadas pela imprensa e pelo departamento jurídico.

Em um jogo de muita pegada o Flamengo não recebeu nenhum cartão amarelo no jogo todo. Coincidência?

Na Chapecoense algumas peças também não funcionaram. Foi uma tarde ruim de Hyoran. O pior jogo de Martinuccio até aqui. Gil, mais uma vez esteve perdido.

Mesmo assim, com algumas atuações abaixo da média e com uma arbitragem temerária, a Chapecoense merecia um resultado mínimo de empate.

O brabo é sair da Arena Condá, mais uma vez, revoltado com a atuação da arbitragem.

Algo precisa ser feito antes que o caldo entorne de vez.

Nitidamente o Estado de SC está sendo massacrado pela arbitragem. Não pode ser por acaso. Creio que algo exista nos bastidores, pois não é possível a Chapecoense estar sendo comandada a 14 jogos por Caio Júnior e não ter sequer um pênalti marcado em seu favor, quando eles aconteceram.

Tem boi na linha!

A arbitragem de ontem foi nojenta.

O futebol em SC

Coluna postada em 22/08/2016 por fernando

No ano passado nos gabávamos de possuir quatro equipes na Série A. Hoje somos duas e com uma delas na zona de rebaixamento.

Nossa campanha na Série B é muito ruim. Um time no rebaixamento, outro muito perto e apenas uma equipe ainda pensando em acesso.

No ano passado dirigentes ligados a Federação Catarinense de Futebol posavam de competentes e desejavam passar uma imagem de poder e de influência no bom momento.

Agora, com uma realidade em que apenas a Chapecoense está em situação estável, sumiram todos.

Qual a diferença entre as praças do nosso futebol?

Começo por Joinville. A maior cidade de SC não sabe ainda canalizar as atenções para seu time de futebol de campo. Muita briga entre lideranças e pouco apoio. Vai rebaixar.

Em Criciúma a fase é de transição, mas segue sendo a cidade e o time de futebol de maior expressão em nosso Estado. Sabem fazer futebol. Precisam ainda passar pela fase de saída de Angeloni. Logo estarão fortes.

Florianópolis está quebrada em seu futebol. Tanto Avaí como Figueirense devem uma fortuna. Ficaram deitados no status de time de Capital e se esqueceram de gerir o negócio. O Avaí está mais perto de fechar as portas do que de dar a volta por cima. O Figueirense tenta vender a ideia de um clube empresa, mas ninguém compra o projeto.

A Chapecoense se planejou. Chamou gente da cidade, empresários fortes, para puxar a linha de frente. Começou com uma ação política forte e bem sucedida. Projetaram um mapa de inserção nacional e foram adiante. Como todo projeto, ele sofreu mudanças, mas chega a este momento mais maduro e fortalecido. Contas em dia e uma projeção muito boa para esta e a outra temporada.

O futebol precisa ser visto como negócio. O futebol precisa ser administrado com profissionalismo. O tempo do dirigente torcedor já passou.

Vejam o Internacional. Orçamento gigantesco, dividas do mesmo porte, diretoria perdida e futebol a beira do colapso.

Aqui em SC, hoje, uma equipe pode encarar uma Série A. É a Chapecoense. Os números provam. Todos os demais, respeitado suas histórias, precisam passar por reformas profundas. O futebol pune os erros dentro e fora de campo.

A Chapecoense, quando entrou no negócio, em nível nacional, desde o começou soube entendê-lo.

Rio 2016 lados A e B

Coluna postada em 21/08/2016 por fernando

Como se fosse um long play, a Olimpíada Rio 2016 tem dois lados e eles precisam ser analisados separadamente.

Antigamente, na época dos discos de vinil, as melhores músicas eram gravadas no lado A e no lado B as de menor apelo, acreditavam os produtores. Era preciso preencher o espaço. Até os compactos, disquinhos com duas ou quatro músicas, tinham dois lados.

A nossa Olimpíada precisa ser analisada em dois momentos. No lado A, soubemos realizar o evento no que se refere aos palcos de competições, as imagens foram lindas, o público fez a sua parte, nossa imprensa especializada deu um show de competência, na parte de segurança parece que as coisas andaram acima da média e a festa de abertura foi um espetáculo com a nossa marca, linda e bem feita.

No lado B vão o investimento de quase R$ 50 bilhões em um País quebrado pela incompetência de um governo ladrão, nossa total falta de preparação em modalidades que teriam tempo para serem potencializadas, já que entre a confirmação da Rio 2016 e sua realização foram sete anos, as reclamações em relação a recepção das delegações, mais de 30% dos voluntários desistiram de seus postos devido à falta de organização, falta de pagamentos de pessoas e empresas contratadas e outras mazelas de um evento A La Brasil como disse um dirigente do COI.

O legado para a Cidade do Rio de Janeiro poderia ter sido muito maior, mas ficou longe das promessas. Normal. Na Copa do Mundo foi a mesma coisa.

No desempenho esportivo o lado A carrega a conquista do ouro inédito do futebol masculino, a impressionante campanha do vôlei no mesmo naipe, a canoagem masculina com Isaquias de três medalhas, o salto com vara e a surpresa que foi o Thiago Braz, o boxe com o Robson, O Rafael no judô, o Alisson e o Bruno no vôlei de praia, A Rafaela e a Mayra no judô, O Zanetti nas argolas, a Poliana na maratona aquática, Nory e o Diego Hypolito na ginastica artística, o Felipe no tiro esportivo, Martine e Kahena na vela, Ágatha e Barbara no vôlei de praia e o Maicon no taekwondo.

No lado B ninguém, pois todos os atletas foram dignos e lutaram dentro de suas limitações e contra a falta de investimento. Quem chega a uma Olimpíada já é um vencedor.

A festa terminou e foi bonita. Eu quero agora ver a prestação de contas de toda a folia.

 

A bola da vez

Coluna postada em 17/08/2016 por fernando

 

O momento é de Hyoran. O jovem jogador está sendo pretendido pelo Palmeiras, que parece ser o mais próximo de uma contratação. Falam do interesse do Santos e do mercado externo.

Com formação inicial no Corinthians e complemento na Chapecoense, foi guindado a condição de titular e entre altos e baixos foi se firmando. Vive hoje o seu melhor momento com uma sequência de jogos bem sucedidos o que ocasionou um interesse imediato de clubes grandes.

Hoje o Palmeiras é o mais promissor dos clubes brasileiros no aspecto financeiro e de conquistas. Seu orçamento para a próxima temporada deve ser inflado de tal forma que será o mais rico dos clubes da Série A. Certamente terá Libertadores da América pela frente, ou seja, é o melhor lugar para se jogar futebol na atualidade na Terra Brasilis.

A multa pela rescisão de contrato para o mercado interno é de 4 milhões de euros.

Some a parte que cabe ao atleta a salário que irá receber e um contrato de no mínimo três anos, Hyoran entra para a classe de jogadores milionários.

E a Chapecoense começa a sua fase de vendedora de jogadores com recebimento de somas mais volumosas e com isso passa a incrementar seu orçamento também.

Notadamente o caminho é esse. A Chapecoense não fala em manter o atleta, não por não desejar a sua presença no elenco, mas é que bons negócios não podem ser refugados e o próprio Horam sabe da importância de um novo contrato na sua carreira e o que representará para ele jogar em um grande clube.

O rapaz deu certo graças a valorização recebida por Caio Júnior. Antes dele nenhum outro soube explorar as qualidades de Hyoran e evitar que seus defeitos fossem potencializados.

A vida é feita de oportunidades e Hyoran teve muitas, mas como está tendo agora ainda não havia acontecido.

E o futebol é assim mesmo. Uma sequência de três ou quatro jogos são suficiente para aguçar o mercado e transformar um jogador discreto em uma nova promessa.

Até o final da temporada Hyoran fica por aqui. Depois vai respirar novos ares e fazer um bom pé de meia. Merece.

Bem feito

Coluna postada em 15/08/2016 por fernando

Chapecoense 1×0 Internacional

 

O gol da Chapecoense aconteceu aos 45 minutos da etapa final com Martinuccio, em uma bola bem trabalhada com Bruno Rangel, Kempes e ele. Fim de papo.

O jogo foi medonho de ruim tecnicamente, as duas equipes não jogaram bem. O tempo todo com a bola sendo quebrada e com as duas equipes sem retenção, sem organização ofensiva e com muita bola rechaçada por parte das duas zagas.

O jogo estava se encaminhando para um 0×0 melancólico, mas veio o gol, ao final, para salvar a Chapecoense e dar-lhe três pontos de muita importância.

A verdade é uma só. O novo técnico da Chapecoense, Celso Roth, é um retranqueiro de marca maior. Adora um jogo sem gols e pagou a conta ao final mais uma vez. Quem joga para empatar perde e um time do tamanho do Internacional não pode se apequenar de tal forma.

A Chapecoense buscou o marcador dentro das suas limitações. Não jogou bem, mas teve um momento de lucidez e com um atleta com uma reserva de qualidade que se chama Martinuccio.

E desta forma a Chapecoense fechou a perna dos quatro jogos temidos, onde fez cinco pontos em 12. Os jogos foram contra São Paulo, Palmeiras, Atlético-MG e Inter. Não sei se está de bom tamanho?

O torcedor colorado que vá se preparando para sofrer em doses cavalares. O time é ruim e o técnico é o que todos sabem. Não venham me dizer que Celso Roth é um dos que mais entende de futebol no Brasil, pois se isso for verdade, justifica-se a fase medonha que vivemos.

A Chapecoense também precisa melhorar. No meio de campo as atuações de Gil andam de mal a pior. O Josimar está errando muitos passes. No ataque o Kempes não consegue reter a bola. Biteco e Martinuccio pedem passagem, mesmo sabendo que o argentino ainda não está na sua melhor forma.

Finalmente a vitória voltou e parece que tinha que ser sobre o Inter o mais novo freguês da Chapecoense.

 


A noite

Coluna postada em 14/08/2016 por fernando

 

O encontro entre Chapecoense e Internacional promete.

Não levo mais em consideração o que representa a presença do colorado aqui, pois creio ser algo ultrapassado e menos importante. Penso mas sim o jogo, o que ele representa para as partes e o fato da Chapecoense estar à frente do Inter e a necessidade do mesmo em vencer e ultrapassar o time da nossa cidade.

O Inter se remontou, chamou Roth, Carvalho e Ibsen para ver se salva a dignidade nacional de um time que está enganando faz algum tempo. Chamou bons nomes, resta saber se a resposta será tão imediata.

O desafio do Inter é gigantesco na segunda perna da Série A. Precisará se reinventar.

Caberá a Chapecoense o grande desafio de fazer o time sofrer menos gols. Ter a defesa mais vazada da competição é um sinal de que as coisas não vão bem. Tentar minimizar isso é uma infantilidade. A Chapecoense não sabe se defender e quem não sabe fazer isso apanha mais do que bate. Simples.

Não interessa para a Chapecoense quem vai estar do outro lado do campo na noite desta segunda-feira. Pode ser o Inter ou outro time qualquer, sem diminuir quem quer que seja, muito antes o contrário, valorizando ainda mais, mas destacando apenas que a necessidade de vitória é urgente.

A Chapecoense precisa somar três pontos.

A aproximação de ambos da zona do rebaixamento requer atuações acima da média do que foi apresentado até aqui.

O jeito Roth de jogar todos conhecemos. Fechado na defesa, povoando o meio de campo e jogando por uma bola. Contra uma defesa vazada como a da Chapecoense é uma preocupação.

Cabe a Chape atacar, de forma organizada e errando menos no último passe, que tem sido um pecado mortal na temporada. Erra na hora de definir e arma contra-ataques.

Os dois time precisam melhorar em relação a eles mesmos.

Quem é mais técnico? Roth ou Caio Júnior? Um bom momento para comparar.

A diferença entre as equipes da Chapecoense e do Inter é a folha de pagamento.

Mãos à obra! Sem desculpas Chapecoense.

 

FOTO – Sirli Freitas – Agência RBS. 

Deixa o guri trabalhar

Coluna postada em 12/08/2016 por fernando

O meia atacante da Chapecoense, Hyoran, está na berlinda, está sendo visto com outros olhos pelo mercado brasileiro.

Sobre Hyoran falam do interesse de grandes clubes de São Paulo. Até anteontem ele não tinha todo esse destaque, mas como recebeu boas chances e finalmente as soube aproveitar, mostrou suas qualidades e desta forma o mercado, carente de talentos, começou a analisa-lo de outra forma.

A maneira como Caio Júnior o tratou desde a sua chegada, a forma como o escalou e a valorização de seu talento e o reforço psicológico com elogios púbicos, surtiu efeito imediato.

Mas vamos com calma. Vamos deixar o rapaz trabalhar, sem criar expectativas exageradas, sem querer transforma-lo em craque, coisa que ele não é, criando apenas um ambiente de valorização, mas sem exageros.

Pais da criança começam a surgir. Normal. Quem valorizou em primeiro lugar o Hyoran foi a Chapecoense. Bancou ele, deu-lhe condições de trabalho e um contrato profissional.

Parte do seu passe foi sendo vendido, novos parceiros apareceram, a Chapecoense detém a maior parte e desta forma a sua valorização afeta a vários interessados.

O maior de todos os interesses está com Hyoran. Eles está na iminência de acertar um contrato longo e de valorização jamais sentida na sua carreira, dando retorno aos seus investidores, mas principalmente dando o salto financeiro que é sonhado por todos aqueles que ainda meninos escolheram o futebol como uma possibilidade de se profissionalizar, carregando seus sonhos e muitas vezes de toda uma família.

Pelo que sei Hyoran é um bom menino. Trabalhador e cumpridor de seus deveres. Merece ser reconhecido pelo talento nato que tem para jogar um bom futebol.

Neste momento, querer atribuir um valor ao seu passe, querer transforma-lo em patrimônio milionário, apenas atrapalha.

Fico feliz por Hyoran e por todos aqueles que acreditaram nele e investiram na sua carreira. O próximo passo será decisivo.

Pressão lá e cá

Coluna postada em 10/08/2016 por fernando

 

O jogo Chapecoense x Internacional será de pressão dupla, dos dois lados, com as duas equipes precisando vencer com urgência.

A última vitória colorada foi em 16 de junho, com um 2×0 sobre o Atlético-MG no Beira Rio. Já são 11 jogos sem vencer.

A Chapecoense venceu a última dia 24 de julho no 2×1 sobre o Botafogo, jogo aqui na nossa Arena.

São três rodadas sem vencer, ou seja, uma situação bem melhor, mas que ainda exige muitos cuidados.

Apesar da enorme diferença de jogos sem vencer em sequência, apenas dois pontos separam as equipes, com os 24 pontos da Chapecoense e os 22 do Internacional. Caso o colorado venha a vencer o jogo, ultrapassa a Chape.

Está cada vez mais estreita a vantagem em relação a zona de rebaixamento. Vencer é palavra de ordem e não interessa quem vai estar do outro lado de campo.

O Internacional realizou uma pequena revolução em seu departamento de futebol. Trouxe velhos e consagrados nomes de volta e aposta mais uma vez na velha fórmula Celso Roth. Ele anima o grupo, entra no vestiário e mostra quem manda, salva times do rebaixamento, mas tem prazo de validade e convenhamos que é uma receita muito velha.

Certamente o Inter jogará aqui em Chapecó com uma retranca gigantesca e partirá apenas nos contra-ataques. É o jeito Celso Roth de ver o futebol. Tem gente que diz que ele é um cara que entende muito de futebol. Pode ser um dos motivos que o futebol brasileiro anda nessa pindaíba danada!

Na Chapecoense é preciso corrigir as ações defensivas. Já estamos em agosto e temos a zaga mais vazada com 33 pontos. Nossas alas não defendem com qualidade, a dupla de zaga alterna bons e maus jogos e no meio de campo o Josimar erra muitos passes. O resultado está escrito na tabela. Temos a pior zaga da competição. E daí seu Caio Júnior, vai tomar providências ou vais esperar entrar na zona da degola?

O certo é que o jogo de segunda-feira entre Chapecoense e Internacional exige de ambas as equipes uma vitória. Empate para a Chapecoense é ruim. Temos pela frente mais 19 rodadas, um caminho longo e uma vitória não pode mais ser adiada com a desculpa que do outro lado tem uma grande equipe

Não teve jeito

Coluna postada em 08/08/2016 por fernando

 

Atlético-MG 3×1 Chapecoense

 

Contra times grandes todos os detalhes devem ser considerados e a Chapecoense errou muito contra o Atlético-MG e pecou a conta da derrota.

Teve um erro de arbitragem, novamente, que não marcou um pênalti para a Chapecoense no começo do jogo, quando o placar estava zerado. Pecado que pode ter sido mortal.

Em seguida o Atlético-MG abriu o marcador e fez mais um no final da etapa inicial o que deu a eles uma vantagem muito grande.

Na segunda etapa a Chapecoense até tentou, mas a falta de qualidade foi a marca, menos com Hyoran, que teve bons momentos no jogo, que pararam todos nas mãos do grande goleiro Victor.

É preciso reconhecer a qualidade do Atlético-MG. Eles estão jogando muita bola. Passes de qualidade, velocidade, um repertório de jogadas impressionante e jogando no Horto eles são quase imbatíveis. Muito bem comandado pelo Marcelo Oliveira.

Os pecados da Chapecoense se deram no setor defensivo. No segundo gol não espanaram a bola e deram um gol para o Robinho marcar.

A ala esquerda defensiva da Chapecoense foi muito mal, seja na defesa e no apoio. Jornada ruim. Pela direita, o mesmo de sempre.

Só que ao final do jogo eu tive que ouvir o técnico interino Almir Domingues, que substituiu o expulso Caio Júnior. Ele disse que o jogo foi equilibrado e que a Chapecoense teve quase a mesma posse de bola e teve até mesmo as mesmas chances. Pode até ser que no levantamento estatístico as números cotem uma história, mas a realidade do jogo é outra.

O Atlético-MG foi melhor em todos os fundamentos e o foi porque tem um elenco mais bem formado e de qualidade incontentável.

Agora é olhar uma semana de trabalho e jogar contra um Internacional que vem tentando se remontar.

Agora vencer virou uma obrigação, não interessando quem está do outro lado.

A boa notícia para a Chapecoense foi que Bruno Rangel voltou a marcar. Quem sabe a má fase tenha chegado ao final.