Merecia mais

Coluna postada em 23/07/2014 por fernando

Ceará 1×1 Chapecoense

Com resultados combinados o Ceará leva a vaga para a terceira fase da Copa do Brasil e irá enfrentar o Internacional.

No jogo de Chapecó eles mereceram vencer. No jogo do Presidente Vargas a Chapecoense mereceu devolver o resultado de 2×1. Não conseguiu.

A vaga foi perdida em casa por uma equipe totalmente diferente desta de hoje e treinada por um Gilmar Dal Pozzo com prazo de validade vencido sem coragem de fazer a sua equipe atacar.

Falta ainda para a Chapecoense mais efetividade no ataque, ser mais incisiva. Está melhorando, mais ainda tem um caminho a ser percorrido.

Foi um jogo muito interessante, de muita movimentação, faltoso em demasia em muitas oportunidades e com arbitragem fraca na parte disciplinar.

O final do jogo parecia final de campeonato, era gente rezando, gente se escabelando, era um drama frente aos olhos de todos.

A Chapecoense já pode mais na Copa do Brasil e precisa se preparar melhor, ser mais ousada nesta competição e pensar em algo mais arrojado. Mais uma Copa do Brasil que termina. Ano que vem tem mais.

O fantasma do PV

Coluna postada em 22/07/2014 por fernando

O estádio Presidente Vargas, local do jogo de quarta-feira pela Copa do Brasil entre Ceará e Chapecoense carrega fama de maldito para os mandantes. Conquistas aconteceram, mas ultimamente derrotas e desclassificações marcaram a trajetória do Ceará no PV.

O assunto foi tratado na coletiva do Ceará de ontem e matérias relembraram as recentes tragédias.

Psicologicamente existe um bloqueio e isso pode ser explorado.

Um gol cedo fará despencar todas as estratégias do Ceará.

A Chapecoense terá de jogar diferente em relação ao jogo contra o São Paulo. Terá de atacar, ser menos defensiva e mais efetiva no ataque. Não será possível jogar por uma bola.

O Ceará tem uma característica de jogo de muita movimentação no ataque. Eles jogam pra cima e não tem a característica de se fechar.

A vantagem é deles, mas não é tão grande como possa parecer.

Resta saber qual será a postura da Chapecoense. Certamente não jogará com a mesma escalação, seja por impedimento de atletas que já jogaram a Copa do Brasil ou por opção mesmo, poupando atletas para a pedreira de sábado frente ao Santos.

Especial

Coluna postada em 20/07/2014 por fernando

São Paulo 0×1 Chapecoense

O Morumbi recebeu 43 mil torcedores são-paulinos para o reencontro com o time, que já havia jogado contra o Bahia fora de casa e vencido. Uma festa foi armada. Ingressos a preços promocionais. A invasão dos torcedores aconteceu.

A Chapecoense, que não tem nada com isso, fez um jogo exuberante taticamente e venceu, com méritos, por 1×0.

Eu cheguei ao Morumbi com os dois pés atrás. Tinha muito receio deste jogo. Evitei comentários em relação a resultados e me programei para esperar e ver os 30 primeiros minutos de jogo.

A Chapecoense foi magnífica na proposta tática. Povoou o meio de campo e não deixou o São Paulo de Ganso, Rogério Ceni e Cia jogar.

Importante dizer que em nenhum momento ouvi algum tipo de declaração preconceituosa em relação a Chapecoense, seja da imprensa paulista ou do próprio São Paulo. Antes do jogo, Muricy Ramalho, disse que a Chapecoense jogaria ocupando os espaços. Não deu outra.

Uma bola, gol do Conceição e a consagração da Chapecoense em um dia que era para ser de festa para o São Paulo, mas que entrou para a galeria das grandes vitórias da Chapecoense.

Uma noite especial, para ficar gravada e com grande repercussão na imprensa esportiva e nas redes sociais.

Preocupante

Coluna postada em 17/07/2014 por fernando

O departamento médico da Chapecoense volta a ficar lotado e a liberação de Bruno Rangel (foto) é uma incógnita.

O azarado da vez foi André Paulino que ficará parado por no mínimo três meses, com problemas no tendão de Aquiles.

O caso de Bruno Rangel está atrelado a uma liberação do seu antigo clube no Catar. Caso eles não emitam o referido atestado liberatório, a espera será de 15 dias para que a liberação aconteça automaticamente.

No DM estão: Thiago Luiz, Richely, André Paulino, Fabinho Gaúcho, Alemão, Diones, Tiago Saletti e Rodrigo Gral.

O ala Neuton está suspenso. Com isso a soma pode chagar a 10 jogadores sem condição de jogo, dependendo da situação de Bruno Rangel. Nove desfalques são certos.

Para o jogo contra o São Paulo, Celso Rodrigues não terá um zagueiro reserva, já que Enrique Meza ficará em Chapecó para recuperar sua preparação física.

Para os três jogos fora de casa foram convocados 21 atletas, sendo que Neuton está fora do primeiro e Bruno Rangel pode ficar fora dos três.

Na lista de comissão técnica e dirigentes são mais 11 pessoas. O vice-presidente João Carlos Maringá acompanhará a delegação.

Dificuldades existem para serem superadas e a Chapecoense tem muitas pela frente. A união do elenco será fundamental.

Padrão CBF

Coluna postada em 17/07/2014 por fernando

Tanto falamos sobre o tal padrão FIFA que a expressão se transformou em gíria para determinar algo acima da média ou mesmo para ridicularizar algo que não funciona.

Agora vivemos sob a orientação do padrão CBF.

A Chapecoense vai jogar três jogos fora de casa. Houve três mudanças em relação às tabelas originais.

O único jogo que não sofreu alteração foi São Paulo x Chapecoense.

O jogo pela Copa do Brasil, Ceará x Chapecoense, saiu da Arena Castelão para o estádio Presidente Vargas.

O jogo pela Série A, Santos x Chapecoense, saiu do Pacaembu, foi para a Vila Belmiro e mudou de horário, antes 21 horas, agora às 18h30min.

Até a rodada 14 as datas e horários estão marcados. Dai para frente só Deus sabe e vai saber também se modificações ocorrerão naqueles que já estão definidos.

A CBF comete suas falhas, mas os clubes também ajudam bastante a tumultuar.

Pouca evolução

Coluna postada em 13/07/2014 por fernando

Acompanhei para a Rádio Chapecó AM 1330 e para o Jornal Voz do Oeste, os dois amistosos da Chapecoense, contra Caxias e Juventude, em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha. Duas vitórias, 1×0 contra o Caxias e 2×1 contra o Juventude. Dois resultados bons, mas o desempenho não pode ser mascarado.

No primeiro amistoso as duas equipes utilizaram 46 atletas. Um absurdo, que representou perda de tempo e que teve como aproveitamento apenas a primeira etapa. A vitória veio aos 44 da segunda etapa com Fabinho Alves e com duas equipes reservas em campo.

Contra o Juventude o jogo foi bem melhor e com capacidade de analise ampliada. A Chapecoense se movimentou melhor, o adversário exigiu mais, mostrando que o Juventude tem uma boa equipe para a Série C e a Chapecoense um bom time para a Série B, exatamente, Série B. Para a Chapecoense chegar ao patamar de Série A ainda falta um jogador diferencial no meio de campo e mais explosão no ataque.

Um olhar mais atento sobre Bruno Rangel era inevitável. O atacante é apenas uma sombra do que foi na Série B do ano passado. Escondido e sem explosão, não marcou e perdeu um gol incrível. Precisa evoluir muito.

A Chapecoense não evoluiu. Fisicamente sempre esteve bem, mas taticamente segue lenta, burocrática, com dificuldade para chegar ao gol adversário.

Precisaremos ter muita paciência. Temos um bom time para encarar uma Série B, faço questão de sublinhar.

Os pecados e os milagres

De bom na Chapecoense é preciso destacar que o elenco está unido.

Individualmente Wanderson e Camilo se destacaram. O primeiro pela regularidade e seriedade de sempre, mas ainda pesado pela forte preparação física. O segundo por ter emprestado ao meio de campo uma ligação importante com o ataque e por ter marcado um gol, mostrando ser um bom finalizador.

Fisicamente a Chapecoense está no patamar de sempre, muito bem, graças à capacidade do Anderson Paixão que é um craque.

Nos amistosos os pecados contados estiveram relacionados a um balanço defensivo ainda confuso, sendo em alguns momentos envolvido pelo adversário e sem a eficácia conhecida. As bolas atravessadas da direita para a esquerda, saídas dos pés de Rafael Lima são um absurdo. Resultam em nada para a Chapecoense e podem ser uma arma para os oponentes.

O meio de campo ainda está com problemas. A bola roda pouco por lá e quando roda, demora em sair e facilita o combate adversário.

E a bola parada que segue sendo muito ineficiente, apesar do gol de Ednei, que resultou na vitória sobre o Juventude. Não tenho mais esperança em possibilidade de melhora deste importante fundamento.

Os pecados são os mesmos, apesar da mudança do padre.

 Foto – Cleberson Silva/Chapecoense. 

Um amistoso de verdade

Coluna postada em 11/07/2014 por fernando

Que este Juventude x Chapecoense se transforme em um amistoso verdadeiro e não em um laboratório de experiências inúteis.

A Chapecoense necessita entrosar o time, afinar a sintonia e melhorar a comunicação e não será utilizando 22 jogadores em 90 minutos que a melhora irá acontecer.

A promessa é justamente a de utilizar o esquema de jogos oficiais e alterar apenas o permitido, três vezes. Que assim seja.

Não gostei da movimentação da Chapecoense na primeira etapa contra o Caxias. Time lento e travado, fruto da preparação física forte, mas também faltou um pouco de pegada.

Os atletas titulares ou de primeira escolha necessitam jogar 90 minutos ou o mais próximo disso, para recuperar o ritmo.

O amistoso de hoje contra o Juventude será transmitido pela Rádio Chapecó AM 1330.

Espero algo bem melhor do que acompanhei na quinta-feira.

O momento é de respostas concretas e não mais de incertezas.

O time titular da Chapecoense apenas empatou em 0×0 contra o Caxias que é time de Série C. Os reservas ganharam por 1×0 dos reservas dele, com gol de Fabinho Alves que deve ser titular.

 

A interinidade

Coluna postada em 04/07/2014 por fernando

O presidente da Chapecoense, Sandro Pallaoro, esteve no Debate Esportivo da Rádio Chapecó AM 1330 e falou sobre vários assuntos.

Um deles foi à interinidade de Celso Rodrigues no comando técnico da Chapecoense.

Perguntei a ele se não seria mais adequado tirar do crachá o termo interino e efetivar Celso no cargo. O presidente foi enfático quando disse que Celso é interino mesmo, a Chapecoense está atenta ao mercado dos técnicos e quando um profissional que se encaixa no perfil da diretoria for encontrado ele receberá um convite.

Evidente que se Celso Rodrigues colher bons resultados ele vai ficando e se firmando, mas a interinidade pode durar até o final da temporada.

Segundo o presidente todos estão cientes da situação e nada foi prometido ou prazos foram estipulados.

Outra afirmação de Sandro Pallaoro está relacionada à mudança de cargo de Cadú Gaúcho. Se a Chapecoense vier a contratar um técnico ele permanecerá como Diretor Técnico, é pré-requisito básico.

E na mesma situação, em caso da chegada de um novo técnico, Celso Rodrigues será o auxiliar, quem quer que seja o possível novo contratado.

Somente o tempo e os resultados poderão determinar se houve acerto ou um erro monumental. No futebol não existe termo de garantia de sucesso.

Programa de Aceleração do Crescimento

Coluna postada em 01/07/2014 por fernando

O PAC da Chapecoense está em andamento, na fase de projetos. Duas maquetes serão apresentadas nos dias 10 e 12 de julho, em Caxias do Sul, quando enfrenta a SER Caxias e o Juventude, pela ordem, sempre às 15 horas, em dois amistosos.

As obras mesmo começarão dia 19 de julho contra o São Paulo lá no Morumbi.

Para colocar em prática do PAC do Verdão é preciso ter dinheiro. Recursos existem em bom volume, mesmo sendo menor do que os concorrentes. Mas não falta.

Engenheiros para as obras eram esperados, mas a solução interna acabou sendo a preferida. Tem um engenheiro que é o Celso Rodrigues e um arquiteto que é o Cadú Gaúcho.

Os operários já são conhecidos, alguns até bem técnicos, que já podem até assentar um porcelanato, outros que ainda estão no aprendizado e outros que são os chamados meia colher, mas que também são importantes na execução do projeto. Alguns não servem sequer para carregar areia e outros estão sempre de laudo, machucados, encostados no INPS, como a gente dizia no século passado.

No Gabinete das Decisões o presidente, seus vices e seus colaboradores, uma espécie de colegiado.

O Presidente Sandro Pallaoro anda meio como a Dilma, às vezes ele é vaiado, outras vezes aplaudido, tem quem o critique fortemente e outros que o defendem de forma intransigente. O poder é assim mesmo.

E a imprensa fica ali, enchendo a paciência, não é mesmo presidente? Não é fácil suportar a turma da azia.

Agora ou o PAC do Verdão vai pra frente ou cai a casa.

 

Capitão Wanderson

Coluna postada em 25/06/2014 por fernando

Discreto dentro de campo, mas dono de uma regularidade impressionante, Wanderson é um dos principais nomes da Chapecoense já faz algum tempo.

Jogador de combate e de boa saída de bola, sempre jogou para o time e recentemente foi autor de duas grandes jogadas na área da comunicação.

Foram duas entrevistas. Em uma delas disse para todo o mundo ouvir que o grupo tinha problemas, que havia um foco de falta de comprometimento dentro do vestiário e que era preciso mudar.

Na outra entrevista cobrou a diretoria para efetivar Celso Rodrigues como treinador ou contratar um novo profissional com a maior rapidez possível, pois as indefinições estavam atrapalhando a preparação do elenco.

Exato e correto dentro e fora de campo. Nunca se ouviu falar de qualquer ato de indisciplina por parte de Wanderson. Sempre se mostrou voltado para o coletivo. Tem nome forte dentro do vestiário. Protege apenas colegas que merecem apoio e jamais se mostrou apoiador de malandros, muito antes o contrário, pois se voltou contra eles.

Pois aí está o perfil para um bom capitão para a Chapecoense nesta nova fase em que as coisas estão sendo solucionadas ou as apostas remetem para talentos internos.

Gosto do futebol do Wanderson, da sua postura profissional e de suas declarações equilibradas e verdadeiras.