Mais do mesmo

Coluna postada em 16/09/2014 por fernando

Com a lesão, mais uma, de Thiago Luiz, a volta de Fabinho Alves é o caminho natural. Resta saber se ele suportará a carga de jogos até a volta d colega, pois os dois têm sofrido sucessivas lesões ao longo da temporada.

Justamente no momento de recuperação técnica de Thiago Luiz uma nova lesão surgiu. Foi utilizado em um jogo inteiro e mais até 29 minutos da segunda etapa no jogo seguinte e à musculatura cobrou a conta. Lesão de grau dois e cerca de 20 dias parado.

A entrada de Fabinho Alves não me causa nenhuma expectativa. Tem demonstrado um futebol de pouca objetividade, muita firula e nada mais, mas é o que tem para o momento o técnico Jorginho, na sua concepção.

Os dois próximos jogos serão de grande visibilidade. Para um atleta, uma atuação diferenciada em um jogo contra Corinthians ou Grêmio, pode representar algo interessante no futuro, portanto, que tratem de aproveitar as oportunidades e não cometam a mesma besteira que cometeram frente ao Santos quando jogaram acreditando ter as mesmas qualidades, quando a verdade era e é outra.

Humildade com eficiência, para surpreender dois gigantes do nosso futebol.

 

Chegou chegando

Coluna postada em 14/09/2014 por fernando

O novo técnico da Chapecoense, Jorginho, como um furacão, varreu desconfianças, promoveu mudanças, fez apenas um coletivo, na sua entrevista de apresentação cutucou a imprensa e na entrevista após o final do jogo, foi muito bem nas suas colocações.

A Chapecoense precisava de um choque, de um fato novo e parece que ele aconteceu.

O primeiro tempo não foi bom. O início de jogo da Chapecoense foi bastante tímido, sofrendo com as investidas do Sport, que montou bom time. A criação de meio de campo estava ruim e os setores não se conectavam. Até que veio o belo gol de Grolli e com ele um novo momento.

À volta para o segundo tempo foi marcada pelo gol relâmpago de Thiago Luiz com 17 segundos, fazendo o Sport provar do veneno que a Chapecoense provou contra o Coritiba. Um gol com tamanha rapidez, abrindo 2×0, desmonta as pretensões do adversário.

Um pênalti mal marcado e convertido pelo Sport o recolocou no jogo, mas veio mais um gol de Grolli e com ele a consolidação do placar e de uma vitória de muita importância.

Notadamente a Chapecoense não se adaptou a proposta de jogo do técnico na primeira etapa. Normal, principalmente pelo tempo exíguo que Jorginho teve, mas o aproveitamento do intervalo foi bom e a equipe melhorou.

Os dois próximos jogos, contra Corinthians e Grêmio deverão estabelecer verdades.

O principal era ganhar e a vitória veio.

Contra a lógica

Coluna postada em 11/09/2014 por fernando

A diretoria da Chapecoense tentou subverter a lógica, no que se refere ao comando técnico da equipe.

Como um motoqueiro que fura sinas de trânsito a diretoria apostou em um comando sem experiência para encarar a elite do futebol.

O motoqueiro pode furar dezenas de sinais, mas a probabilidade dele ser colhido por outro veículo e ser arremessado no asfalto é grande, quase uma certeza.

Um comando inexperiente em Série A e como o motoqueiro que fura sinais, a probabilidade de fracasso é gigantesco.

Um técnico experiente em um time de elite pode até realizar manobras arriscadas, mas normalmente elas são calculadas, ele pode até errar e sofrer um acidente, mas os riscos são medidos e a destreza nas manobras é marcante.

O técnico inexperiente se obriga a acelerar tudo, a tentar ultrapassagens arriscadas e a ansiedade o faz burlar regras básicas. O desastre é inevitável.

Assim estava a Chapecoense. Sendo pilotada não por um, mas por muitos pilotos sem experiência em competição de alta velocidade e curvas sinuosas.

Preferiram correr o risco e se lançaram na aventura, os arranhões aí estão para comprovar o nível de dificuldade.

A elite não é local para experiências. Quando se chega à elite e não se tem a experiência necessária para conviver em ambiente tão competitivo, se contrata alguém que já esteve lá e obteve bons resultados, para aprender com ele.

O boa gente Celso Rodrigues caiu sem nunca ter sido.

ATENÇÃO: Chapecoense confirma Jorginho como técnico da Chapecoense. Junto com ele chega nesta sexta-feira, Anderson Lima, seu auxiliar técnico.

Refém de um time ruim

Coluna postada em 11/09/2014 por fernando

Coritiba 3×0 Chapecoense

 

A Chapecoense despencou de produção na Série A do Campeonato Brasileiro e flerta perigosamente com o rebaixamento. A derrota para o Coritiba foi emblemática do péssimo momento que vive a Chapecoense dentro de campo.

Infelizmente algumas certezas da diretoria se transformaram em convicções que acabaram virando teimosia e por fim a derrota de um projeto de invenção de uma junta que trataria do futebol e com várias cabeças pensantes fariam a Chapecoense revolucionar o jeito de fazer futebol. Nada disso.

A Chapecoense necessita de um comando de vestiário experiente, que conheça os caminhos da Série A e que mande, ele somente, no vestiário e ninguém mais.

As conversas com dirigentes ficam da porta do vestiário para fora, antes do jogo. Vestiário é do técnico e dos jogadores e de ninguém mais.

A Chapecoense está perdida, sem norte, sem confiança, com um emaranhado tático vergonhoso e com alguns jogadores se arrastando em campo, sem nenhuma identificação com o projeto e que apenas recebem salários e devem rir da cara dos dirigentes, pois não é possível acreditar em outra situação. Tenho pena dos profissionais sérios que estão misturados com uma turma de irresponsáveis.

Agora a diretoria que trate de resolver o enigma que ela mesma construiu.

Papo de boleiro

Coluna postada em 08/09/2014 por fernando

Quando Celso Rodrigues assumiu o comando técnico da Chapecoense a promessa do vestiário era a de fechar com o novo técnico e com ele realizar um grande trabalho. Eles não suportavam mais o Dal Pozzo e a chegada de Celso era um bálsamo.

O início foi interessante. A sequência já demonstrou perda de força de Celso Rodrigues e como muitas promessas o vestiário da Chapecoense parece ter esquecido aquele que prometia amor eterno ao projeto, ou ao menos até o final do ano, quando a Chapecoense comemoraria a permanência na Série A e eles juntos, comissão técnica, jogadores e alguns diretores jogariam na cara dos torcedores reclamões e das malas da imprensa a vitória de um projeto caseiro e inovador no futebol brasileiro.

Ainda existe tempo de resgatar a promessa. Ainda é possível reunir forçar e cumprir com o prometido. O problema é quando você promete da boca pra fora, sem alma, sem verdade no coração, tipo quando a gente era criança e prometia algo com os dedos cruzados, não funciona. Uma promessa não cumprida é uma mentira cabeluda!

Será que te aplicaram uma, Celsão?

Debates internos

Coluna postada em 08/09/2014 por fernando

 

Internamente a Chapecoense enfrenta um momento de forte debate em torno da permanência de Celso Rodrigues no comando, ou se contratam um técnico experiente.

O presidente, Sandro Pallaoro, já disse que banca a permanência de Celso e que mudanças não acontecerão.

Junto com ele está o vice-presidente de futebol, João Carlos Maringá, que também não abre mão da continuidade do projeto.

Porém, o posicionamento de ambos já foi derrubado quando da demissão de Gilmar Dal Pozzo. Presidente e vice de futebol eram contrários à demissão e acabaram sendo voto vencido.

Uma ala interna, a mesma que se posicionou favorável à demissão de Dal Pozzo, está agora clamando pela contratação de um técnico com bagagem de Série A.

Uma queda de braço está em andamento e ela tem prazo até o final de semana para terminar. Os dois jogos, contra o Coritiba no Paraná e contra o Sport aqui, serão determinantes, não passa disso. A necessidade de pontuar obriga a Chapecoense a no mínimo empatar contra o Coritiba e a vencer o Sport em casa. Produção menor representa a queda da atual comissão técnica e a contratação de um novo comandante.

Na hierarquia de poder a manutenção dos atuais nomes ganha fácil, mas correm o risco de enfrentar a solidão do poder. Faz parte do jogo.

hora de decidir

Coluna postada em 07/09/2014 por fernando

A Chapecoense fechou o turno da Série A, com uma pontuação inferior daquela que foi estabelecida como meta. Dois pontos. No ano passado o Criciúma estabeleceu sua manutenção na elite nos saldo de gols, ou seja, dois pontos representam um oceano de vantagem na comparação.

O empate contra o Goiás foi ruim, em campo ruim, com times limitados e sem vibração. O empate sem gols foi apenas uma consequência. Para o Goiás, foi bom, pois apesar da limitação foi mais competente na proposta de jogo, apenas se defender.

O momento já me levou a pensar em rupturas, em trocas e em contratações.

Um bom técnico seria bem-vindo. Novos atletas não creio mais, pois o mercado está fechado para talentos e quem contratou certo, contratou, quem corre atrás de uma boa novidade, terá de entrar em um leilão pesado.

O momento é de definições, de analises criteriosas, mas de nenhuma segregação ou qualquer atitude que posa determinar inimigos internos.

A diretoria da Chapecoense necessita do apoio do Conselho Deliberativo, dos torcedores e até da imprensa, mesmo ela, a imprensa, não tendo o papel administrativo ou de decisão direta. Somos apenas avaliadores.

O encerramento do turno apenas estabelece uma realidade que já estava clara para quem acompanha o futebol.

A Chapecoense tem um elenco limitado e que necessita de um orientador graduado e experiente,

As decisões não podem ser mais proteladas.

 

Apostando forte

Coluna postada em 05/09/2014 por fernando

Muitas mudanças e uma postura mais ofensiva. A Chapecoense jogará no sábado contra o Goiás com uma formação mais forte na frente e buscando ser protagonista, ou seja, tomando a iniciativa.

Todos os adversários merecem respeito, mas o Goiás é adversário direto da Chapecoense e faz parta do chamado campeonato paralelo para fugir do rebaixamento.

A Chapecoense necessita vencer para fechar o turno com modestos 22 pontos, que teoricamente seria a metade do necessário para escapar da degola.

O técnico Celso Rodrigues (foto) fechou o último treino tático, mas o time deverá começar com: Danilo, Fabiano, Jailton e Douglas Grolli, Rodrigo Biro, Wanderson, Diones, Zezinho e Camilo, Tiago Luiz e Bruno Rangel.

Uma boa escalação para quem precisa vencer. Bom ver desde o começo a dupla, Tiago Luiz e Bruno Rangel. O ala Rodrigo Biro recebe mais uma chance, pode ser a última, depende apenas dele. A entrada de Grolli na zaga pode dar mais firmeza ao setor que anda capenga pelo alto.

De resto é jogar com a aplicação de um time que está com a espada nas costas, que está a um passo da zona de rebaixamento e que precisa somar pontos.

O mês de agosto teve rendimento muito fraco da Chapecoese com desempenho para rebaixamento. Nos sete jogos de setembro a situação terá de mudar, caso contrário o rebaixamento pode chegar com antecedência.

Todos na Chapecoense sabem disso e estão muito mobilizados para esta vitória. É preciso agora somar a força das arquibancadas e fazer desta noite de sábado uma festa.

 

Promoção sim

Coluna postada em 02/09/2014 por fernando

A Chapecoense tem lançado promoções nos valores dos ingressos em alguns jogos. Uma iniciativa sempre válida, pois ingressos para jogos de futebol estão cada vez mais caros e sem nenhuma justificativa, pois não servem para melhorar a qualidade do espetáculo e pouco ou quase nada colaboram para a melhora nas estruturas dos estádios. Os que foram erguidos ou reformados para a Copa do Mundo, foram bancados pelo dinheiro público e por parcerias privadas que estão inviabilizando a presença dos torcedores nos locais mais bem posicionados, devido justamente ao valor dos bilhetes.

Quando a Chapecoense realiza uma promoção ela está sempre relacionada à venda antecipada. Não tem funcionado. É preciso colocar a venda nas bilheterias, no dia do jogo, com abertura das mesmas logo cedo e com um limite de ingressos e todos eles destinados a uma mesma ala, por exemplo, o espaço generoso que sobrar da ala Sul.

Do jeito que as promoções estão acontecendo elas apenas servem para proteger a diretoria de alguma reclamação.

Se a diretoria quer apenas justificar que pensa no torcedor que coloque ingressos a venda somente de forma antecipada. Se a diretoria realmente deseja a presença dos torcedores e em maior número para empurrar o time, que a venda aconteça nas bilheterias e no dia do jogo.

E se mesmo assim as vendas fracassarem, vamos todos calar nossas bocas e sossegar nossos teclados e nunca mais falamos em promoção e o torcedor que trate de se associar e pare de cobrar. Feito?

Logicamente normal

Coluna postada em 31/08/2014 por fernando

Cruzeiro 4×2 Chapecoense.

 

No Mineirão o resultado de vitória do Cruzeiro tem sido uma constante ao longo da competição e deu a lógica de um campeonato que chega a sua metade e de forma antecipada tendo o Cruzeiro como campeão do turno, simbolicamente.

A Chapecoense saiu na frente com um gol achado, mas que vale como os gols antológicos. Teve sorte e competência na etapa inicial para além de marcar um gol, segurar o líder da Série A.

Na volta para a segunda etapa desandou a maionese.

O Cruzeiro foi avassalador, mostrou suas armas, reposicionou o time e amassou a Chapecoense em 24 minutos, virando o jogo e fazendo 3×1. Uma série de apagões, muito frequentes na Série A, na zaga da Chapecoense, ajudaram em muito.

A Chapecoense voltou a se aproximar do placar com um bonito gol de Bruno Rangel, mas foi só sair à bola e novo apagão da zaga, somado a qualidade do Cruzeiro e números finais ao jogo, 4×2.

Vitória justa do Cruzeiro, que além de melhor time do Brasil, sabe ser letal e define um jogo com rara precisão. Vacilou eles marcam mesmo.

Importante que a Chapecoense não promoveu nenhum vexame, apenas pagou por incompetências pontuais e por ter menos times mesmo. Tudo normal.