Que coisa linda Verdão

Coluna postada em 20/11/2014 por fernando

Fluminense 1×4 Chapecoense

A Chapecoense nunca havia vencido no Maracanã.

Venceu e goleou um time que luta por G4 e com quase 30 mil presentes em um dos maiores estádios do mundo.

O primeiro tempo foi 0×0. O que se esperava era um Fluminense mais aguerrido, mas o que se viu foi uma Chapecoense avassaladora na segunda etapa, que venceu fácil um gigante do futebol brasileiro, saiu da zona do rebaixamento e subiu duas posições.

A volta de Celso Rodrigues fez muito bem ao time que voltou a marcar com qualidade, se posicionando com qualidade e com a pegada que havia sido perdida ao longo da tragédia que foi o comando técnico de Jorginho.

Os atletas prometeram jogar cada um por todos e foi isso que vimos na noite de ontem no Maracanã.

Agora é jogar com a mesma aplicação contra o Botafogo, em casa, sem nenhum tipo de sentimento de superioridade, tendo apenas a mesma aplicação do jogo de quinta-feira.

Quando a Chapecoense perdeu seu DNA de time marcador e guerreiro, parou de vencer. Foi somente retomar aquilo que nunca deveria ter sido abandonado e voltar a vencer, voltando a ser um time de verdade.

Foi um jogo e uma vitória histórica, que ficará marcada para sempre e que pode significar a permanência na Série A.

Quem havia jogado a toalha, pode juntá-la.

Um abraço bem apertado

Coluna postada em 17/11/2014 por fernando

O momento é desafiador!

A Chapecoense precisa ser abraçada com o carinho que dispensamos aos mais queridos. O momento exige que ela seja protegida com o máximo zelo.

Eu sei que quem decide são aqueles que entram em campo, mas a parte externa também joga.

Nós, torcedores, dirigentes, funcionários mais antigos, moramos aqui, vivemos aqui e somos quem paga as contas, que sofre com projetos que não alcançam sucesso e na iminência de um rebaixamento, ligamos o sinal de alerta em nível máximo.

Uma postura de carinho para com a instituição e de respeito com a diretoria pode sim salvar a Chapecoense do rebaixamento.

Cada jogo será uma prova e um verdadeiro exercício de paciência e doação.

Depois, se tudo der certo, poderemos extravasar nossas angústias e desejar que aqueles que não contribuíram da forma desejada, sejam marcados pela história e devidamente pulverizados da Chapecoense. Agora nós não temos este direito.

Os mais jovens precisam ser orientados pelos mais experientes. O torcedor está machucado, mas é preciso entender que salvar a Chapecoense é muito maior e mais importante do que caçar bruxas e bruxos.

Nossos sonhos e nossos orgulhos subiram no telhado! Eles não podem simplesmente despencar.

 

Cadê o respeito?

Coluna postada em 16/11/2014 por fernando

Chapecoense 0×1 Vitória.

O que Jorginho tanto tentou ele finalmente conseguiu, colocou a Chapecoense na zona de rebaixamento e a quatro rodadas do final. Agora virou drama.

A Chapecoense de Jorginho está a seis jogos sem saber o que é vencer. Todos ajudando a Chapecoense e apenas a equipe de Jorginho não se ajuda. Time sonolento, sem comprometimento e jogando um futebol para ser rebaixado.

Que temporada complicada! Desde janeiro o time da Chapecoense não se emenda. Foi mal montado e mal conduzido desde o início.

Agora será preciso encontrar forças sabe-se lá de onde.

O primeiro ato é demitir sumariamente o técnico Jorginho que não tem nada mais a oferecer a Chapecoense.

Segundo ato é trazer para o time aqueles atletas que tenham identificação com a Chapecoense, que tenham comprometimento.

A diretoria de futebol da Chapecoense está assinando embaixo de seus inúmeros erros na temporada e não está reagindo da forma que se deseja.

A entrada na zona de rebaixamento a quatro rodadas do final é terrível. Será preciso uma operação de guerra para salvar a Chapecoense.

A conta está sendo cobrada com base na incompetência. A Chapecoense chamou tanto a zona do rebaixamento que as portas se abriram.

Postura a ser comemorada

Coluna postada em 13/11/2014 por fernando

Em nome do elenco, falaram o goleiro Danilo (foto) e o atacante Bruno Rangel. Os escalados para uma das entrevistas coletivas da semana. Eles defenderam o trabalho do técnico Jorginho e falaram em vestiário unido.

Quanto à defesa de Jorginho, não que ele necessite, mas, encaro como uma postura correta dos atletas e uma forma de fortalecer o ambiente interno para a decisão de domingo frente ao Vitória.

O que não pode acontecer neste momento é um isolamento dos comandantes, ficando sozinhos e distantes dos comandados.

A semana é de forte mobilização e acima de tudo de encontros, na busca de uma unidade capaz de devolver a Chapecoense um futebol eficiente.

Uma manifestação de Danilo, hoje o maior nome da Chapecoense, tem um significado muito importante.

Esta semana também, por uma feliz coincidência, marca a comemoração de um ano da conquista do acesso para a Série A. É sim um reforço importante na parte psicológica, pois o feito alcançado pela Chapecoense foi gigantesco.

O rememorar a data e principalmente o que tudo representou e segue representando para a Chapecoense e para os atletas que participaram da conquista, reforça em muito a necessidade de vencer o jogo no domingo.

Parece que a fase turbulenta passou. Um ciclo parece ter se fechado. As dificuldades estarão presentes até o final, mas com ambiente mais calmo e com uma vitória na conta, o peso será menor.

Sem comparações

Coluna postada em 12/11/2014 por fernando

O momento é de união em torno da Chapecoense.

Minha homenagem ao torcedor fiel. Aquele que desde o início do ano está acompanhando toda a caminhada, árdua, desta temporada.

Paga sua mensalidade, muitas vezes com sacrifício. Vive e respira a Chapecoense todos os dias o dia todo.

É gente de muitas idades, mas a maior parte é jovem e tem apenas a Chapecoense no coração. É uma riqueza para um clube de futebol ter torcedores com este perfil.

Surge mais uma promoção de ingressos, agora para a decisão de domingo, quando a Chapecoense receberá o Vitória da Bahia.

Os valores: Geral R$ 10,00, com meia entrada. Sociais R$ 20,00. Cadeiras R$ 50,00.

É normal ouvir reclamações dos fieis que quando uma promoção é lançada os “modinhas” aparecem.

Porém, o momento exige dos fieis torcedores um exercício de sabedoria e compreensão, para que todos sejam muito bem vindos a Arena no começo da noite de domingo.

A Chapecoense precisa de tudo e de todos neste momento, assim como precisará contra o Botafogo, para sair desta incomoda situação de rebaixamento que aparece como uma ameaça.

Quando se clama por união, não podemos ser preconceituosos, criando comparações.

Os que são fiéis sabem de sua importância e o quão significativos são e serão na história da Chapecoense.

Os não tão frequentes podem até demorar em aparecer novamente, mas podem se transformar em ardorosos torcedores logo ali na frente.

Apoio sempre

Coluna postada em 11/11/2014 por fernando

A Chapecoense precisa de apoio.

O momento é delicado, o limite foi alcançado justamente em uma fase aguda da Série A e o jogo de domingo contra o Vitória representará muito, qualquer que seja o resultado.

O apoio não passa por juras de amor aos jogadores. Não passa por mensagens de apoio, que julgo uma iniciativa simpática, mas que vale mais para quem promove do que para o vestiário que vai receber.

O apoio não passa pela bajulação aos dirigentes ou mesmo pelo resgate do que eles fizeram no passado.

O apoio real e verdadeiro é torcedor na Arena, gritando e lutando com o time do inicio ao fim, como nunca antes foi feito, pois se subir para a Série A foi importante, permanecer nela é muito mais significativo, em todos os aspectos.

As chances estão chegando ao fim. As gorduras foram todas queimadas. As crenças e teses se esgotaram, agora é na base da raça e da superação e elas terão de emanar das arquibancadas. O jogo precisa ser contaminado positivamente por uma torrente de viração positiva, capaz de arrancar do peito dos jogadores da Chapecoense algo que ainda não apareceu e deixar o Vitória atônito frente a tanta empolgação.

Este é o jogo! O Vitória é o mais importante adversário do ano. Se os jogadores da Chapecoense não estão fazendo a sua parte, chegou a hora da torcida empurrar, na marra, no grito e no abafa. Sem violência, por favor!

Time sem motivação

Coluna postada em 09/11/2014 por fernando

Figueirense 1×0 Chapecoense

A Chapecoense enfrentou com o que tem de melhor um Figueirense desfalcado e com meninos da base no meio de campo. Mais um jogo, agora são cinco, sem vitória na Série A e mesmo assim a Chapecoense não entra na zona de rebaixamento.

O Figueirense teve uma bola e fez o gol. A Chapecoense teve uma incrível bola com Ricardo Conceição e errou bisonhamente.

Na casamata do Figueirense Argel Fucks, vibrante, transpirando e mandando para o campo fortes vibrações.

Na casamata da Chapecoense Jorginho, tímido, sem vibração e mudando mal e com um time desarrumado.

O Figueirense fez a sua parte, venceu e deu um passo importante pata fugir do rebaixamento.

A Chapecoense marcou passo e agora fez do jogo contra o Vitória algo como uma cartada decisiva, aquela que vale cerca de R$ 40 milhões. E agora?

A Chapecoense joga sem vibração, sem pegada, marca de longe, está sem articulação de meio de campo e com erros de conclusão impressionantes.

Chegou a hora extrema de decidir se a Chapecoense realmente deseja a Série A em 2015.

Jogando da mesma forma a Chapecoense será inapelavelmente rebaixada.

Apoio das arquibancadas é importante, mas sozinho não resolve, agora é preciso jogar mais e melhor, com empolgação e acima de tudo vergonha na cara.

O limite foi atingido.

 

O novo jogo do ano

Coluna postada em 07/11/2014 por fernando

É assim mesmo. Quando a luta se estabelece e se justifica pela fuga de um rebaixamento e quando o jogo reúne duas equipes na mesma condição, batizar o encontro como o jogo do ano é algo obrigatório.

Pois este Figueirense x Chapecoense no Orlando Scarpelli (foto) está carregado de importância por tudo que já foi feito e principalmente pelos pecados cometidos na caminhada, que poderia ser menos penosa, não fossem derrotas evitáveis que aconteceram como aquela em que a Chapecoense perdeu em casa, justamente para o Figueirense.

E é justamente esta vitória que determina o Figueirense uma posição a frente da Chapecoense. Os mesmos pontos, mas uma vitória a mais.

As dificuldades impostas ás duas equipes são grandes nesta reta final de competição. Maiores ainda para o Figueirense que luta contra suspensões e lesões que obrigam o técnico Argel Fucks improvisar e a promover estreias de jovens atletas.

A Chapecoense carrega quatro resultados sem vitória em sequencia e uma atuação desastrada no Maracanã que provocou uma torrente de cobranças muito grande.

Dentro de suas possibilidades, lidando com seus problemas ocasionais e suas limitações, as duas equipes terão de extrair de seus elencos, algo que possibilite superação, pois jogando apenas o que estão jogando, serão muito iguais e previsíveis.

O momento exige doação extra. Apenas ser profissional não resolverá.

 

Juntando as peças

Coluna postada em 06/11/2014 por fernando

O técnico da Chapecoense, Jorginho, junta as peças e monta sua equipe para o grande jogo de domingo contra o Figueirense no Scarpelli.

A tendência é a busca da simplificação e de colocar as peças disponíveis cada uma no seu lugar, sem improvisações.

O ala Rodrigo Biro está fora do jogo por lesão e Jussandro vai no seu lugar. No ataque existe a possibilidade de Bruno Rangel começar, pois Leandro luta contra um resfriado e pode desfalcar. No meio de campo, com a ausência de Camilo, Júnior Timbó deve ser a opção.

Quem deve perder a titularidade é Fabinho Alves e em seu lugar assume a vaga que lhe cabe de fato e de direito, Tiago Luiz.

Desta forma o técnico Jorginho monta a equipe como muitos imaginavam deveria ter sido montada para jogar no Maracanã, exceto pela falta de Leandro.

Na ala esquerda Jussandro foi muito bem contra o Inter e inexplicavelmente não jogou mais.

Sem Camilo o normal seria escalar o outro meia atacante disponível, Júnior Timbó, que o próprio técnico mandou buscar as pressas.

A saída de Fabinho Alves era imperiosa, pois seu futebol nunca apareceu. Tiago Luiz joga no seu lugar com as pernas amarradas.

No papel é uma equipe mais bem montada e equilibrada e que não deve dar os espaços que foram ofertados na segunda etapa do Maracanã.

Presidente puxando a fila

Coluna postada em 05/11/2014 por fernando

Na entrevista coletiva de hoje, quarta-feira, o presidente da Chapecoense, Sandro Pallaoro (foto), puxou a frente e falou em mobilização, cobranças e apoio nesta reta final de competição. Muito positivo.

Em um grupo grande, às vezes, tem muito índio querendo ser cacique, portanto, quando o chefe fala o peso é outro.

O presidente disse: “Conversamos com o grupo e cobramos que esse é o momento de todos nós darmos o algo mais. Esse jogo contra o Figueirense é fundamental”.

Pois aí está a palavra oficial do presidente da Chapecoense. Está coberto de razão. O momento é de deixar dores de lado, de esquecer birras e rusgas internas e tentar fazer de uma vez por todas deste vestiário uma união, o que aconteceu poucas vezes nesta temporada.

Não será uma missão fácil, mas a Chapecoense está em situação privilegiada em relação aos demais concorrentes na fuga do rebaixamento.

De agora até o final, a presença da diretoria será de fundamental importância. Eles nuca foram ausentes, mas o momento exige uma aproximação ainda maior.

Este jogo contra o Figueirense é um divisor de águas, para os dois lados.

A Chapecoense precisa focar este jogo, para somente depois pensar nos compromissos em casa, contra Vitória e Botafogo, sem esquecer que pelo caminho ainda terá o Fluminense, Cruzeiro e Goiás.

O cacique está na área, à indiada que se espiche!

 

FOTO – Assessoria de Imprensa Chapecoense-Cleberson Silva.