Mithyuê na Chapecoense

Coluna postada em 31/07/2014 por fernando

Recebi uma ligação na manhã de quinta-feira, dando conta que um grupo de torcedores da Chapecoense iniciou uma movimentação, solicitando a contratação de Mithyuê pela Chapecoense. Interessante.

Já conversei sobre este assunto com dirigentes da Chapecoense e não senti entusiasmo algum em relação à possibilidade de contratação, mas já faz algum tempo.

Acredito no potencial do Mithyuê como jogador de futebol de campo. Provou no Grêmio que pode vencer na modalidade.

O que depõe contra ele é uma série de lesões, não ter se firmado verdadeiramente e por ter se refugiado em clubes de pouca expressão, após começar justamente por um Grêmio. O caminho parece ter sido feito ao contrário.

Questões particulares, fora de campo, também atrapalham.

O lado positivo de sua contratação seria o fato de estar em casa, com acompanhamento da família, perto dos amigos de infância, na cidade em que nasceu, ou seja, os fatores de identificação são inúmeros.

Eu sou defensor da contratação de Mithyuê pela Chapecoense e já faz algum tempo.

Um contrato bem amarrado, dentro da realidade, pode fazer bem para ambas as partes.

 

Abaixo da média

Coluna postada em 31/07/2014 por fernando

Quem sabe seja o Cruzeiro a grande reserva técnica de qualidade desta temporada do futebol brasileiro.

A pontuação já remete para esta distância entre o time da Toca da Raposa para os demais.

O restante da Série A está patinando e se enroscando com times menores, caso do Inter contra o Ceará, na Copa do Brasil.

Como havia previsto aqui mesmo na coluna, a parada para a Copa do Mundo foi mal aproveitada pela maioria das equipes e quem soube racionalizar o tempo vai ter vantagem importante na sequência.

Não existe mais uma grande distância entre um Flamengo que investe R$ 9 milhões por mês no futebol, contra uma Chapecoense que não chega aos R$ 2 milhões.

Não existe hoje no futebol brasileiro a figura do grande craque ou do futebol mágico coletivo, exceto o Cruzeiro, que coletivamente está funcionando muito vem.

Para a Chapecoense, esta realidade pode ser um facilitador na luta pela manutenção na Série A.

A Chapecoense necessita encontrar na pegada forte, no coletivo de competição o seu diferencial.

Quando jogou assim contra o São Paulo foi gigante. Já contra o Santos não houve a mesma determinação e o resultado foi negativo e com três gols sofridos.

O nível de qualidade do Brasileiro Série A está deixando a desejar, parecendo mais uma Série B, tamanha a queda de alguns grandes clubes.

 

Movimento dos Sem Vergonha

Coluna postada em 29/07/2014 por fernando

Clubes de futebol do Brasil se reúnem para deliberar com o Governo Federal uma forma de buscar a equalização de uma dívida bilionária. Os 12 maiores devem algo como deve a Argentina, que está ameaçando um calote internacional que pode ter reflexos importantes nas economias de muitos países.

Uma linha de crédito com juros especiais, questões ligadas aos impostos federais, justiça trabalhista e uma série de outras medidas estão sendo solicitadas. Uma nova loteria pode surgir para substituir este fracasso que se chama Timemania.

Outra manobra quer levar a criação de uma Liga, para tirar do caminho a CBF, que ficaria apenas com a Seleção Brasileira.

Clubes gigantescos, com milhões de torcedores, devem uma fortuna bilionária. Roubaram a luz do dia. Não prestam contas para absolutamente ninguém. Assinam contratos sem limites com atletas e técnicos e agora pedem água para equalizar as contas.

Haverá fiscalização? Quem fiscalizará? Prestação de contas?

A manobra acontece em ano eleitoral e o assunto tem profundo interesse por se tratar de tema de alto impacto popular.

Estamos frente a mais uma orgia a ser bancada pelo dinheiro público.

 

Na Vila deu à lógica

Coluna postada em 27/07/2014 por fernando

Santos 3×0 Chapecoense

O Santos na sua Vila Belmiro está invicto em uma sequencia de 16 jogos, sendo 14 vitórias desde o início da temporada.

A Chapecoense resistiu 12 minutos até sofrer o primeiro. No início da segunda etapa veio o segundo tento e o terceiro foi uma consequência.

O sistema defensivo da Chapecoense não esteve bem. Os três gols tiveram participação direta dos defensores, O segundo e o terceiro foram cópias, com lançamentos longos nas costas da ala esquerda defensiva, com o atacante perto da trave, bola cruzada no meio e o atacante entrando livre para marcar.

A verdade é que Oswaldo de Oliveira teve uma perfeita leitura do jogo e do jeito da Chapecoense jogar. O técnico do Santos foi muito competente.

A Chapecoense chegou quatro vezes com muito perigo a meta do Santos. Conclui muito mal e teve pela frente um gigante chamado Aranha, goleiro do Santos que completou 100 jogos pelo time.

O jogo contra o Santos precisa ser analisado com muita cautela. O ritmo de jogo foi muito intenso, a Chapecoense suportou bem até 20 da segunda etapa e depois caiu de produção. Um dos fatores foi não ter a capacidade de cadenciar o jogo e deixou que o Santos imprimisse a velocidade. O resultado de vitória para o Santos foi justo, o placar foi dilatado demais.

Na Vila Famosa

Coluna postada em 26/07/2014 por fernando

Chegou o dia de a Chapecoense jogar na Vila Belmiro, um dos maiores caldeirões do futebol sul-americano, templo de jogos memoráveis. Solo que foi pisado e acarinhado pelo Rei do Futebol e Atleta do Século, Pelé, e por tantos outros craques respeitáveis.

O jogo de hoje é de Brasileiro Série A. O jogo de hoje é contra um adversários respeitável não apenas pela história, mas sempre pelo time que tem.

O Santos sabe jogar rápido, sabe infiltrar com agressividade e tenho certeza que será mais time do que foi o São Paulo no Morumbi.

A Chapecoense jogará da mesma forma que atuou contra o São Paulo. Fechado, ocupando espaços e jogando apenas no ataque quando realmente houver a possibilidade sem maiores riscos.

A receita de a Chapecoense jogar fora de casa foi encontrada e está perfeita, mas como toda receita elas nem sempre saem iguais. A receita não é tão complexa, mas requer desprendimento coletivo acima da média.

O Santos vai jogar pra cima, empurrado por grande público e necessitando do resultado.

Bom ouvir e ler a imprensa paulista respeitando a Chapecoense. Que o Santos é mais forte e mais bem estruturado do que a Chapecoense é uma obviedade ululante, mas eles estão sabendo enaltecer qualidades nossas que antes não eram vistas.

 

Merecia mais

Coluna postada em 23/07/2014 por fernando

Ceará 1×1 Chapecoense

Com resultados combinados o Ceará leva a vaga para a terceira fase da Copa do Brasil e irá enfrentar o Internacional.

No jogo de Chapecó eles mereceram vencer. No jogo do Presidente Vargas a Chapecoense mereceu devolver o resultado de 2×1. Não conseguiu.

A vaga foi perdida em casa por uma equipe totalmente diferente desta de hoje e treinada por um Gilmar Dal Pozzo com prazo de validade vencido sem coragem de fazer a sua equipe atacar.

Falta ainda para a Chapecoense mais efetividade no ataque, ser mais incisiva. Está melhorando, mais ainda tem um caminho a ser percorrido.

Foi um jogo muito interessante, de muita movimentação, faltoso em demasia em muitas oportunidades e com arbitragem fraca na parte disciplinar.

O final do jogo parecia final de campeonato, era gente rezando, gente se escabelando, era um drama frente aos olhos de todos.

A Chapecoense já pode mais na Copa do Brasil e precisa se preparar melhor, ser mais ousada nesta competição e pensar em algo mais arrojado. Mais uma Copa do Brasil que termina. Ano que vem tem mais.

O fantasma do PV

Coluna postada em 22/07/2014 por fernando

O estádio Presidente Vargas, local do jogo de quarta-feira pela Copa do Brasil entre Ceará e Chapecoense carrega fama de maldito para os mandantes. Conquistas aconteceram, mas ultimamente derrotas e desclassificações marcaram a trajetória do Ceará no PV.

O assunto foi tratado na coletiva do Ceará de ontem e matérias relembraram as recentes tragédias.

Psicologicamente existe um bloqueio e isso pode ser explorado.

Um gol cedo fará despencar todas as estratégias do Ceará.

A Chapecoense terá de jogar diferente em relação ao jogo contra o São Paulo. Terá de atacar, ser menos defensiva e mais efetiva no ataque. Não será possível jogar por uma bola.

O Ceará tem uma característica de jogo de muita movimentação no ataque. Eles jogam pra cima e não tem a característica de se fechar.

A vantagem é deles, mas não é tão grande como possa parecer.

Resta saber qual será a postura da Chapecoense. Certamente não jogará com a mesma escalação, seja por impedimento de atletas que já jogaram a Copa do Brasil ou por opção mesmo, poupando atletas para a pedreira de sábado frente ao Santos.

Especial

Coluna postada em 20/07/2014 por fernando

São Paulo 0×1 Chapecoense

O Morumbi recebeu 43 mil torcedores são-paulinos para o reencontro com o time, que já havia jogado contra o Bahia fora de casa e vencido. Uma festa foi armada. Ingressos a preços promocionais. A invasão dos torcedores aconteceu.

A Chapecoense, que não tem nada com isso, fez um jogo exuberante taticamente e venceu, com méritos, por 1×0.

Eu cheguei ao Morumbi com os dois pés atrás. Tinha muito receio deste jogo. Evitei comentários em relação a resultados e me programei para esperar e ver os 30 primeiros minutos de jogo.

A Chapecoense foi magnífica na proposta tática. Povoou o meio de campo e não deixou o São Paulo de Ganso, Rogério Ceni e Cia jogar.

Importante dizer que em nenhum momento ouvi algum tipo de declaração preconceituosa em relação a Chapecoense, seja da imprensa paulista ou do próprio São Paulo. Antes do jogo, Muricy Ramalho, disse que a Chapecoense jogaria ocupando os espaços. Não deu outra.

Uma bola, gol do Conceição e a consagração da Chapecoense em um dia que era para ser de festa para o São Paulo, mas que entrou para a galeria das grandes vitórias da Chapecoense.

Uma noite especial, para ficar gravada e com grande repercussão na imprensa esportiva e nas redes sociais.

Preocupante

Coluna postada em 17/07/2014 por fernando

O departamento médico da Chapecoense volta a ficar lotado e a liberação de Bruno Rangel (foto) é uma incógnita.

O azarado da vez foi André Paulino que ficará parado por no mínimo três meses, com problemas no tendão de Aquiles.

O caso de Bruno Rangel está atrelado a uma liberação do seu antigo clube no Catar. Caso eles não emitam o referido atestado liberatório, a espera será de 15 dias para que a liberação aconteça automaticamente.

No DM estão: Thiago Luiz, Richely, André Paulino, Fabinho Gaúcho, Alemão, Diones, Tiago Saletti e Rodrigo Gral.

O ala Neuton está suspenso. Com isso a soma pode chagar a 10 jogadores sem condição de jogo, dependendo da situação de Bruno Rangel. Nove desfalques são certos.

Para o jogo contra o São Paulo, Celso Rodrigues não terá um zagueiro reserva, já que Enrique Meza ficará em Chapecó para recuperar sua preparação física.

Para os três jogos fora de casa foram convocados 21 atletas, sendo que Neuton está fora do primeiro e Bruno Rangel pode ficar fora dos três.

Na lista de comissão técnica e dirigentes são mais 11 pessoas. O vice-presidente João Carlos Maringá acompanhará a delegação.

Dificuldades existem para serem superadas e a Chapecoense tem muitas pela frente. A união do elenco será fundamental.

Padrão CBF

Coluna postada em 17/07/2014 por fernando

Tanto falamos sobre o tal padrão FIFA que a expressão se transformou em gíria para determinar algo acima da média ou mesmo para ridicularizar algo que não funciona.

Agora vivemos sob a orientação do padrão CBF.

A Chapecoense vai jogar três jogos fora de casa. Houve três mudanças em relação às tabelas originais.

O único jogo que não sofreu alteração foi São Paulo x Chapecoense.

O jogo pela Copa do Brasil, Ceará x Chapecoense, saiu da Arena Castelão para o estádio Presidente Vargas.

O jogo pela Série A, Santos x Chapecoense, saiu do Pacaembu, foi para a Vila Belmiro e mudou de horário, antes 21 horas, agora às 18h30min.

Até a rodada 14 as datas e horários estão marcados. Dai para frente só Deus sabe e vai saber também se modificações ocorrerão naqueles que já estão definidos.

A CBF comete suas falhas, mas os clubes também ajudam bastante a tumultuar.