Sala de redação

Coluna postada em 30/07/2015 por fernando

Um dos mais tradicionais programas de rádio do RS é o Sala de Redação da Rádio Gaúcha.

Nomes importantes da crônica esportiva gaúcha e novos integrantes, com forte identificação com a dupla Gre-Nal, compões a mesa. O bom humor é uma marca, mas às vezes a coisa fica muito séria.

Hoje, eles falaram sobre o jogo Inter x Chapecoense e Fernando Carvalho, ex-presidente colorado, o maior de todos e integrante da mesa, analisou a Chapecoense e foi muito ponderado e elegante.

A mesma postura não teve o Wianey Carlet, que não concordou com o que dizia Carvalho, contrariando os elogios do mesmo e dizendo que ele estava aumentando a Chapecoense de tamanho.

O Cacalo, ex-presidente gremista, também diminuiu a Chapecoense. Foi infantil no comentário.

A análise de Fernando Carvalho é de que a Chapecoense é uma equipe que marca muito bem e que tem rapidez de transição e sabe contra-atacar. Destacou Apodí.

Na verdade o escritório de Fernando Carvalho tem negócios com a Chapecoense, ele conhece muito bem o elenco e desde a chegada da Chapecoense a Série A ele tem sido também uma espécie de consultor ou conselheiro, como queiram.

O final ficou por conta de João de Almeida Neto, o compositor e cantor, advogado, homem de muita cultura e gremista roxo com bolinhas tricolores, que declarou que se a Chapecoense vencer ele vai vestido de Índio Condá no Sala de Redação de segunda-feira.

Time e elenco

Coluna postada em 29/07/2015 por fernando

A Chapecoense perde para o jogo para o Inter o meia Cleber Santana. Um ou dois jogos fora. Não poderá contar ainda com Camilo, Rafael Lima e Gil. Todos são jogadores que seriam titulares nesse e em qualquer outro jogo.

Nada fora do contexto. Todos com lesões musculares, cada vez mais freqüentes, devido a intensidade dos jogos e o esquema de jogo da Chapecoense que exige mais dos atletas.

Algumas vezes os dirigentes recebem criticas devido ao tamanho do elenco de jogadores, que seria muito numeroso, mas em situações como essa é que tudo se explica.

Como a temporada é longeva, começa em janeiro e termina em dezembro, é preciso ter grupo e com qualidade o mais homogênea possível para que as mudanças sejam o menos traumáticas possíveis.

No momento a grande perda é Cleber Santana, que entrou muito bem no time, contrariando algumas expectativas, pois ele se transformou no centro do time. Ele organizou o setor.

O certo é que domingo às 16 horas tem Internacional x Chapecoense no Beira Rio.

Mais uma vergonha do nosso futebol

Coluna postada em 29/07/2015 por fernando

Ficamos sabendo que o Fluminense propôs ao Avaí a venda do seu mando de campo, no valor R$ 700 mil, para levá-lo a Brasília. Como assim?

Comprar o mando de campo me soa como crime, como suborno e não como negócio lícito.

Uma venda de um mando do próprio time tudo bem, mesmo porque é legal privilegiar os torcedores de outros Estados, principalmente para os times de grandes torcidas. Agora, propor que o adversário lhe venda o mando é uma vergonha.

Deveria ser um expediente proibido pela CBF.

Corretamente o Avaí disse não e ainda postou nas redes sociais uma mensagem muito inteligente, dizendo que havia vendido o jogo, mas para os seus torcedores e na Ressacada. Bem bolado.

Na temporada passada a Chapecoense também recebeu uma abordagem semelhante, quando lhe ofereceram R$ 500 mil. Da mesma forma, disse não.

Também na temporada passada, O Corinthians vendeu um mando seu, para empresários de Cuiabá. Está esperando até hoje pelo dinheiro.

Imagine uma diretoria vender um mando de campo e perder o jogo. Seria triturada pelos torcedores.

Está na hora da CBF, que anda com a moral mais por baixo que umbigo de cobra, tomar uma decisão para cessar investidas desmoralizantes e vergonhosas como essa.

 

Bruno Rangel não precisa de bengala

Coluna postada em 28/07/2015 por fernando

A história de Bruno Rangel na Chapecoense sempre apresentará números muito satisfatórios. O que ele fez na Série B de 2013 jamais poderá ser esquecido.

O que veio depois faz parte de uma fase que não apresentou retorno ao investimento feito no atleta, com forte aumento de remuneração e contrato longo. Faz parte do futebol.

Ele nos encantou na Série B. Foi o goleador do Brasil por muito tempo. A marca que ele alcançou é recorde. Na fase ruim, jamais poderia ser tratado como coitadinho ou mesmo ser vilipendiado pelos torcedores e crônica esportiva.

Ele apenas merecia ser criticado, repreendido, pelo momento ruim e pela produção escassa.

Bastou ele voltar a marcar que a bajulação começou. Vamos com calma. Que o deixem jogar. Deixem-no livre de pressões, deixa o Bruno Rangel viver sua vida simples e tranqüila e se com tudo isso, se ele voltar a marcar ainda mais gols, será eternamente lembrado como o maior goleador da Chapecoense, meta que publicamente deseja alcançar. Ótimo!

Ele não necessita de nenhuma interferência externa para ser o que desejamos dele. Ninguém está autorizado para ser porta-voz de suas ações.

Quando a fase é boa, o mais natural é ficar rodeado de gente bajulando. Quando a fase é ruim, é fácil olhar para os lados e não enxergar ninguém.

Deixa o Bruno Rangel em paz para trabalhar e para pagar com trabalho qualificado seu salário! Tenho absoluta certeza de que este é o seu maior desejo. E o meu também.

Palavras do presidente

Coluna postada em 28/07/2015 por fernando

Na segunda a noite o presidente da Chapecoense esteve no Debate Esportivo do Canal 26 da NET na GenTV e comentou sobre os assuntos que seguem:

 

- A diretoria da Chapecoense vai avaliar como deverá atuar na Copa Sulamericana. Se o time estiver bem colocado na segunda quinzena de agosto na Série A, jogará com o que tem de melhor ou próximo disso. Caso contrário será com equipe reserva mesmo, priorizando o Campeonato Brasileiro.

 

- Tudo vai depender do momento da Chapecoense na Série A.

A prioridade das prioridades é a manutenção. A Sulamericana é uma realidade e a Chapecoense deseja muito jogar a fase internacional, mas sem queimar etapas e sem prejudicar o projeto maior. Do jeito que a coisa anda, é time completo pra cima da Ponte Preta.

 

- A Caixa deixou acertados contratos com os clubes do nosso futebol até dezembro. No ano que vem a política de investimento deverá mudar. Segundo o presidente da Chapecoense, Sandro Pallaoro, somente equipes da Série A deverão receber investimentos. Vamos aguardar.

 

Maringá no Joinville

Coluna postada em 27/07/2015 por fernando

Ídolo no Joinville, reconhecido nas ruas pelos torcedores, João Carlos Maringá, está de volta ao futebol. Depois de ter realizado um grande e marcante trabalho na Chapecoense, o enérgico dirigente, assume a bronca de recolocar o vestiário do Joinville nos trilhos e salvá-lo do rebaixamento.

Caíram o técnico Adilson Baptista e os homens do futebol, Cesar Sampaio e Leonardo Franco. Para o comando técnico, PC Gusmão é a escolha.

No começo da temporada nacional, Maringá, quase voltou a Chapecoense. Críticas pesadas por parte de torcedores e parte da imprensa local o fizeram desistir. Conversei com o Maringá logo após o episódio e ele se mostrou muito magoado. Não era para menos. Ele se preparou para assumir novos compromissos e vai recomeçar na carreira justamente por outra equipe em que foi ídolo em campo.

O desafio é monumental, mas conhecendo a sua personalidade, é justamente nesse tipo de ambiente que ele cresce e faz a diferença.

E agora será devidamente remunerado, como merecem aqueles que trabalham integralmente em qualquer atividade. Desejo a ele boa sorte. Competência a coragem não lhe faltam.

FOTO – RedeComSC. 

Bom momento

Coluna postada em 27/07/2015 por fernando

Não foi fácil chegar ao ponto, mas hoje toda a crônica esportiva de SC e grande parte daqueles que acompanham o futebol, concordam, que a Chapecoense é o melhor time catarinense e que tem uma estrada bem pavimentada até o final da temporada.

Soberba e dinheiro fácil não ganham jogos ou mesmo constroem calendários.

A Chapecoense sempre soube se colocar em seu devido lugar e foi construindo uma história na base de muita superação.

Tem time que acreditou ser melhor ancorar sua história na fortuna de um de seus apaixonados. Deu certo até um ponto. Já caiu.

Tem outro que tenta criar um projeto semelhante para o futuro e acabou deixando de lado os investimentos no futebol.

Existe aquele que entrou por detalhe na elite, na última rodada, que vive um momento institucional e financeiro muito difícil e que se aproxima perigosamente do rebaixamento. Arrisco dizer que se entrar, não sai mais.

E finalmente aquele que não se preparou adequadamente para a Série A, mesmo sabendo com grande antecedência que estaria nela e que resolveu seguir tocando a vida como fazia aqui, internamente. O resultado é um completo desastre que necessita de um milagre.

A Chapecoense é no momento o melhor elenco de SC, com time fechado e constas em dia e uma diretoria que está fazendo escola no Brasil. O que vem pela frente é muito positivo.

Mais três na conta

Coluna postada em 26/07/2015 por fernando

Chapecoense 2×1 Fluminense

 

Todas as vitórias têm seus significados e suas importâncias. Afinal, vencer, é sempre a meta.

A de hoje contra o Fluminense teve significados ainda maiores.

Em primeiro lugar por ter deixado a Chapecoense longe da zona de rebaixamento.  Tem a importância de afastar uma crise que viria com a derrota. E a afirmação de Bruno Rangel como o nome do time. Dos dois, fez todos.

Hoje foi um daqueles jogos para perder ou no máximo empatar, em casa, mas veio uma vitória ao final das contas. Imerecida? Não. Merecida pelas circunstâncias, por aquilo que foi desenhado ao longo do jogo.

A primeira etapa foi equilibrada, com intensidade de parte a parte. O segundo tempo de jogo foi de maior domínio da Fluminense, que foi mais organizado, mais competente em campo, marcou melhor, mas teve duas deficiências que decidiram o jogo. Em primeiro plano foi uma equipe que cansou, sofreu na parte física e perdeu espaços importantes. E também, quando empatou e depois teve um gol anulado, acreditou ser o empate um resultado justo e assim criou possibilidades ao seu adversário. Perdeu justamente, portanto.

Sobre a arbitragem. Foi corajosa e jogou como um time. Errou ao não ser efetiva, mas acertou ao ser coletiva. As decisões ao final das contas foram corretas.

Já diria o Rei Roberto Carlos: Detalhes tão pequenos de nós dois, são coisas muito grandes para esquecer…

FOTO- Cleberson Silva – Assessoria Chapecoense.

Na enfermaria

Coluna postada em 23/07/2015 por fernando

A Chapecoense volta a sofrer com lesões em seus atletas. Três titulares passaram a semana sob cuidados e dois já são desfalques certos para domingo.

O caso de Bruno Rangel ainda está sendo avaliado, mas a possibilidade de jogar é muito grande.

Já os desfalques certos são Camilo, na sua terceira lesão do ano e o zagueiro e capitão Rafael Lima, que dificilmente fica fora de um jogo.

Os dois novos lesionados não passam por fases boas já faz algum tempo. O meia Camilo vem se arrastando em campo e depois que foi alvo de sondagens do mercado seu futebol caiu muito.

O zagueiro Rafael Lima está longe de seus melhores dias e tem sido alvo de muitas críticas.

Jamais uma lesão pode ser comemorada, mas as duas ausências, de titulares de primeira hora, abrirão duas vagas importantes e dois atletas terão chances de ouro para se firmarem na equipe titular.

Resta saber quais serão as escolhas de Vinicius Eutrópio, qual será a sua leitura em relação aos problemas que ele precisa resolver.

Todos nós temos as nossas opiniões e preferências, mas somente o técnico poderá decidir.

O que mais chama a atenção é a fragilidade de Camilo, que sofre muito com lesões, que atrapalham muito a sua vida profissional. Nada pode ser creditado ao azar. Ele deveria investigar as causas de lesões tão recorrentes.

Os fantasmas de Eutrópio

Coluna postada em 21/07/2015 por fernando

Vida de técnico de futebol é sempre agitada. A alternância dos períodos de tranquilidade com as crises pontuais, são normais. O que não pode é deixar a crise se instalar.

Respeito muito o trabalho de Vinicius Eutrópio. Ele tem boas intenções, se relaciona bem internamente, conhece o futebol em detalhes que a maioria dos técnicos não conhece, mas ainda precisa ter mais rapidez na hora de decidir por trocas, evitando chegar ao limite, que é quando até mesmo o atleta a ser substituído concorda, pois chegou a tal ponto que até ele mesmo reconhece o momento ruim. É preciso que Eutrópio antecipe suas decisões.

Levantamentos dão conta de que os dois alas da Chapecoense, Apodí e Dener, são hoje os alas que mais erram cruzamentos. Os números da Chapecoense no quesito gols marcados estão na faixa de times rebaixados. Fora de casa a Chapecoense tem aproveitamento quase nulo. Em casa os números são muito bons e a pontuação da Chapecoense a coloca no meio da tabela.

Vejo o futebol com simplicidade quando existe a necessidade de troca. Tendo outro para a posição, que entre o reserva e que ao menos se tente algo novo.

E finalmente o ataque da Chapecoense. Eis o maior dos pecados da temporada. Sempre a última bola da Chapecoense foi uma lástima. O técnico tentou de tudo, mas até aqui não houve resposta. O atacante Bruno Rangel deu mostras de que pode voltar a ser pelo menos uma sombra do que foi na Série B, e se isso acontecer, por favor, parem de chama-lo de Power Rangel e de fazer oba-oba nas redes sociais através de assessoria de imprensa do atleta.

O Vinícius não pode se abraçar a fantasmas, acreditando que se trocar o time será atingido por uma maldição e que o vestiário venha a se voltar contra ele. A hora é agora. Coragem e rapidez professor.