O assessor fica

Coluna postada em 22/05/2013 por fernando

A diretoria da Chapecoense optou por manter no cargo o assessor de imprensa, Diego Carvalho. O fato é que houve no domingo da decisão mais desentendimentos envolvendo o profissional e colegas de imprensa. Em um dos episódios eu mesmo estive envolvido.

No domingo um diretor disse que ele estava fora. O mesmo diretor informou ontem que “foi dada uma nova chance e que a cartilha agora é a da educação”.

Agora a cartilha é a da educação? Antes não era preciso?

Desde sua chegada, Diego Carvalho, tem colecionado desafetos, com base na sua forma rude de tratar colegas de imprensa. A cada dia uma nova reclamação. Reconheço que Diego Carvalho é trabalhador, conhece a área de atuação, melhorou em muito a qualidade do trabalho entregue a imprensa, mas na forma de se relacionar ele está completamente equivocado.

Tomara tenhamos o estabelecimento de uma nova fase. Tomara possamos conviver harmoniosamente.

A diretoria deu seu recado ao apoiar o assessor de imprensa. Se ele fica é porque está fazendo o correto e quem está errando são os cronistas esportivos.

Semânticas a parte, a vida segue. Na verdade, tem gente na Chapecoense que apenas faz de conta que respeita a imprensa. A vida é assim mesmo.

Boa sorte, Diego Carvalho.

Top da Bola

Coluna postada em 21/05/2013 por fernando

Os cronistas esportivos de SC escolheram mais uma vez os destaques do Campeonato Catarinense.

Impossível não haver distorções. Normal em qualquer escolha de quem é o melhor, pois as opiniões divergem, jamais teremos unanimidade de pensamentos. É assim mesmo, mas a promoção é válida e engrandece nosso futebol.

O craque do campeonato, por exemplo. Marquinhos do Avaí foi o escolhido, tendo Lins do Criciúma em segundo e Rafael Costa do Metropolitano em terceiro.

Entre os três, Lins foi o melhor. Nivaldo ficou atrás de Bruno, o goleiro campeão. Se Nivaldo foi o menos vazado, deveria ser ele o primeiro.

Como treinador, Vadão ganhou. Correto, pois foi o campeão, tendo Dal Pozzo em segundo e Adilson Batista em terceiro. Sem retoques.

Na arbitragem colocaria em primeiro lugar Paulo Henrique de Godoy Bezerra. Ganhou Heber Roberto Lopes, como esperado.

Na meia cancha deveriam aparecer Ivo e Neném, mas O “craque” Marquinhos tirou o lugar do bom jogador do Criciúma.

Na preparação física Anderson paixão deu um banho e levou o troféu.

Bruno do Criciúma foi à revelação, merecidamente. E Antenor Angeloni o melhor dirigente. Foi o campeão e merece o destaque pelo que fez e está fazendo no Tigre.

Festa bonita. A Chapecoense levantou 14 troféus, coroando uma linda campanha.

Perdeu lutando

Coluna postada em 19/05/2013 por fernando

Chapecoense 1×0 Criciúma.

Criciúma campeão catarinense, merecidamente, pois soube segurar a Chapecoense, na base da personalidade e da aplicação e com defesas monumentais do goleiro Bruno, do Tigre.

O torcedor da Chapecoense está triste, mas soube reconhecer a valentia do time e o aplaudiu ao final da jornada.

A Chapecoense perde seu primeiro título em casa e este sentimento inédito se mostra realmente dolorido.

Gilmar Dal Pozzo foi corajoso, colocou o time pra cima, dominou o jogo inteiro e fez a sua parte.

O Criciúma construiu uma vantagem importante em casa e soube controlar o jogo fora, de tal forma, que a Chapecoense não conseguiu fazer o segundo gol.

Existem derrotas e derrotas. Esta da Chapecoense é uma derrota que veio com luta e por isso o torcedor soube reconhecer a aplicação dos atletas.

Agora vem ai, já ao final da semana, a estreia da Chapecoense na Série B e a volta do Criciúma na Série A. Duas equipes com calendário completo.

A torcida seguirá abraçando o time, eu tenho certeza. A chegada a Serie B é de grande importância e é preciso  estar ao lado em toda a jornada, longa e desgastante.

Parabéns ao Criciúma pela conquista. Foi merecida e sem retoques.

 

O último ato

Coluna postada em 17/05/2013 por fernando

Domingo, 16 horas, Arena Condá, Chapecó, Chapecoense e Criciúma se encontram para a apresentação do último ato do Campeonato Catarinense 2013.

Como tudo, nesta vida de correrias, este campeonato passou muito rápido.

Os dois melhores, o vencedor do turno contra o vencedor do returno, que mesmo assim tiveram de passar por uma semifinal em que estavam as duas equipes da Capital, são os finalistas.

Uma semana intensa para os dois postulantes ao título de melhor da temporada estadual. A Chapecoense somente se preparando e o Criciúma jogando a Copa do Brasil e despachando mais um.

O foco agora se volta para o jogo deste domingo.

A vantagem do Criciúma existe, está sendo considerada, mas não é exatamente do tamanho que alguns acreditam ser.

A Chapecoense, apesar de estar atrás no marcador, joga em casa e com apoio incondicional do seu torcedor.

O que era para ser feito, foi feito. O que era para ser analisado, foi analisado. Agora é dentro de com os atletas.

Tenho muita curiosidade em saber sobre a postura das equipes em campo, como elas começarão o jogo. Acredito que o Criciúma não mude sua forma de jogar, já a Chapecoense, tenho comigo que vem surpresa por aí.

Com os treinos fechados, resta apenas tentar imaginar o que pode ser feito.

Vai dar certo

Coluna postada em 15/05/2013 por fernando

Impressionante a convicção que toma conta dos torcedores da Chapecoense, sobre à virada de jogo que teremos em Chapecó na tarde do próximo domingo e que teremos sim a quinta estrela na camisa do Verdão.

Não é uma falsa expectativa. É um sentimento verdadeiro.

E eu vou junto nessa trilha. Tem algo de muito forte no ar que traz com ele uma certeza de que a Chapecoense vai sim realizar seu melhor jogo do ano e que vai suplantar este grande adversário que é o Criciúma e desta forma teremos uma conquista épica!

Quando a cidade assume seu papel, quando ela abraça seu time, cria-se um ambiente muito positivo que mexe com o elenco de tal forma que a vitória vem mesmo.

Gilmar Dal Pozzo tem estrela, isso não se pode negar.

Vejo o elenco da Chapecoense extremamente identificado com o projeto e com a capacidade de aprender com os erros.

As manifestações são fortes e encontram eco, seja em redes sociais ou em iniciativas que envolvem a indústria e o comércio.

Chapecó se veste de verde e branco e está ansiosa na espera do grande jogo.

Criciúma fez sua parte, mas agora é a nossa vez e o ato final desta história é aqui, na terra dos desbravadores.

É com esta força que a Chapecoense vai pra cima do bom Criciúma. Já passamos por cima de situações muito mais complicadas. Nós acreditamos!

“Temos de fazer o melhor jogo dos 40 anos”

Coluna postada em 14/05/2013 por fernando

Foi com esta frase que Gilmar Dal Pozzo (foto) abriu a  entrevista coletiva de hoje na Arena Condá.

Falou até na possibilidade de iniciar o jogo com três homens de ataque, mas esta formação ainda está sendo avaliada.

O dilema é não levar gol, fazer o primeiro e depois resolver a equação realizando ao menos mais um para levar a decisão para os pênaltis.

Gilmar Dal Pozzo falou em jogo excepcional e de ampla superação, ou seja, o nível de exigência está no pico máximo.

E se a decisão for para a cobrança de pênaltis, ele pode trocar o goleiro? Fiz a pergunta, no sentido de que Nivaldo nunca foi um grande pegador de pênaltis. Gilmar Dal Pozzo ficou surpreso com a pergunta, pois segundo ele não possui um levantamento de aproveitamento deste fundamento nos treinos. Disse que vai observar o rendimento e não afastou a possibilidade de uma troca ao final do jogo, caso a decisão se encaminhe para tal. Achou tão interessante a observação, que ao final da entrevista voltou para conversar mais sobre o tema.

Entrevista tranquila, sem sobressaltos, sem maiores cobranças, focada realmente naquilo que interessa que é a decisão.

A frase de inicio da entrevista coletiva deixa claro de que forma a Chapecoense vai encarar este jogo.

A Chapecoense vai pra cima, buscando encurtar a vantagem imediatamente, somente depois, com equilíbrio, buscará a definição.

Faltou vibração

Coluna postada em 13/05/2013 por fernando

Criciúma 2×0 Chapecoense.

Em 30 minutos o Criciúma resolveu o primeiro jogo, em duas falhas da defesa da Chapecoense.

A vantagem é interessante, mas é possível buscar o resultado e no mínimo levar a decisão para os pênaltis.

Fiquei com a impressão de que faltou vibração para a Chapecoense dentro de campo. Ficou devendo algo ao torcedor. Parece que não encarnou o desafio de jogar no Heriberto Hulse lotado.

Antes do jogo houve a baixa de Neném, que lesionado ficou de fora. O time sentiu sua falta e a entrada de Dudu Figueiredo não somou nada. O correto seria a entrada de Athos, mas Gilmar Dal Pozzo esteve em uma tarde terrível, se enrolando nas suas escolhas. Outro equivoco foi à entrada de Ronaldo Capixaba. Este jogador mais atrapalha do que ajuda. Sua fase técnica é terrível.

Em todo o jogo a Chapecoense teve apenas uma chance viva de gol, com Fabinho Alves, que carimbou a trave. Ele foi o melhor da Chapecoense em campo.

Na segunda etapa foram apenas dois arremates ao gol de Bruno, ambos por cima, mal executados.

Ou seja, não foi uma boa apresentação da Chapecoense. Outro fundamento que esteve abaixo da média foi o passe. Muitos erros. É plenamente possível buscar o resultado, mas será preciso jogar mais, encarnar a decisão e Gilmar Dal Pozzo errar menos.

Foto: Fernando Ribeiro/Criciúma. 

A vida começa aos 40

Coluna postada em 10/05/2013 por fernando

O velho adágio popular sempre é lembrado nesta data.

Na verdade a vida não começa aos 40, mas ela se estabelece de forma mais madura. Aos 40 anos ainda carregamos algum viço da juventude e a experiência de histórias vividas.

A Chapecoense chega exatamente neste dia 10 de maio a marca histórica. Rica história, aliás.

Já são quatro títulos catarinenses conquistados. De série nenhuma para a Séria B do Campeonato Brasileiro.

História forjada com a força e a raça de uma cidade que nasceu pequena e que hoje é uma referência internacional em vários segmentos. O espírito dos desbravadores está no DNA da Chapecoense. Aqui nunca foi fácil fazer futebol profissional, segue sendo difícil, mas houve um salto de qualidade fantástico e a profissionalização de fato, hoje é uma realidade.

O velho Índio Condá foi erguido a toque de caixa, em tempo recorde, pois a Chapecoense precisa figurar no cenário nacional. Assim foi feito.

O velho indo está dando lugar a uma arena nova, moderna, em formato único no Brasil, orgulhando sua torcida e ficando do tamanho do nosso futebol.

Há oito anos a Chapecoense entrou na minha história profissional. Vivo sua história todos os dias. Cresci muito desde que aqui cheguei.

Os padrões de jogo

Coluna postada em 07/05/2013 por fernando

A Chapecoense joga fechada, formando uma verdadeira parede em frente a sua área, fecha o meio de campo com o mais eficaz ferrolho do futebol de SC na atualidade e no ataque, quando joga fora de casa, atua apenas nos contra ataques. Em casa a figura muda um pouco, mas não muito.

O meio de campo ganha em mobilidade e o ataque tem mais liberdade e marca mais perto da área adversária. A bola parada tem sido trabalhada com intensidade nos últimos dias e sempre tem uma novidade de Gilmar Dal Pozzo para os minutos inicias dos jogos. Contra o Figueirense foi assim. Contra o Criciúma nada vai mudar.

O padrão de jogo está definido e está no DNA dos jogadores.

Já o Criciúma joga bem diferente. Joga mais aberto, lança mão de seu ataque rápido, de suas jogadas pelos flancos, articula muito, joga com qualidade, mas nem de perto tem o mesmo poder de compactação na defesa e meia cancha que a Chapecoense possui.

Gilmar Dal Pozzo não vai mudar. O técnico Vadão (foto), do Criciúma, em suas entrevistas, tem deixado margem para algumas manobras táticas. Ou seja, chega à decisão com algumas dúvidas no que se refere ao jeito de jogar contra a Chapecoense e como furar o bloqueio da melhor zaga da competição.

Jogar contra a Chapecoense é uma dureza, requer aplicação total, sem poder se descuidar defensivamente.

Vadão é técnico experiente, mas queima neurônios para encontrar a melhor formatação.

Texto postado no Facebook de Rodrigo Gral

Coluna postada em 06/05/2013 por fernando

Bela segunda-feira de Sol aqui em Chapecó e a emoção que estou sentindo é indescritível. Ainda temos duas duríssimas missões, é verdade, mas chegar até a final, com um grupo que de irmãos, demonstra a certeza da escolha certa quando quis jogar no meu time do coração. Ontem, com mais de dez mil pessoas na Arena Condá, pude recordar meus momentos de criança, quando acompanhava meu pai nas arquibancadas e vendia bebidas na copa do estádio. Marcar um gol importante, numa jogada que trabalhamos durante toda a semana, focados, me deixa consciente de que podemos mais. Eu fiz minha parte, mas somente porque todo o elenco está unido. Aquela bola chegou até mim depois de tanto o professor Gilmar incentivar durante a semana, o Paulinho cobrar no primeiro pau, o Wanderson desviar. A defesa estar bem estruturada, nossos laterais apoiando, o meio-campo, todos juntos por um ideal.

Os dias que antecederam a partida semifinal foram difíceis para mim. Estou enfrentando problemas particulares e muitos não sabem, mas precisei faltar três treinamentos no início da preparação. Um dos motivos que deixei o campo também no segundo tempo. O emocional é fundamental na vida de um atleta e precisei de muita força. Deixo claro que o carinho dos verdadeiros torcedores da Chapecoense, aqueles que enviam mensagens aqui no face, no meu twitter, leem meu blog, têm orgulho como eu de ter nascido nesta terra, de ser índio, me motivaram demais para a decisão. O apoio quando feito de coração, a gente sente. Em cada local que vou da cidade e recebo uma atenção fraterna, uma palavra de incentivo, me alegram de verdade.

Estou focado agora apenas no Criciúma. Do fundo do meu coração quero mais do que ninguém ser campeão no time que torço desde criança, leva o nome da cidade onde nasci e minha família vive e trabalha. Deixo claro que tenho sim o pensamento de quem sabe, sendo campeão, encerrar a carreira. Fisicamente estou muito bem. Realizei uma excelente pré-temporada e tenho condições plenas de jogar mais uns dois anos em alto nível. Contudo, não é uma decisão fácil de ser tomada e nem definitiva. Tenho minha família como esteio e creio em Deus. Deixarei nas mãos Dele esta decisão, pedindo tranquilidade e serenidade para minha decisão, pois quero fazer o que for melhor para mim e também para a Associação Chapecoense de Futebol. Ele me comanda e me orientará, porque Deus é fiel. Vou dar mais do que o máximo possível para este título. Depois retomo este assunto.

Um forte abraço, Gral!