A hermenêutica no futebol

Entendeu? Não? Sem problemas. Esta palavra é muito mais antiga do que o próprio futebol e os começos titubeantes da Chapecoense.   

A palavra hermenêutica vem do latim e significa o que se interpreta ou se explica.

Sua origem ainda é mais antiga, pois vem da mitologia grega em referência a Hermes, o mensageiro dos deuses.

Pois como explicar esta tendência que a Chapecoense possui em entregar os jogos no último minuto cometendo um pênalti infantil?

Em Ibirama e na Ressacada a Chapecoense enterrou no mínimo dois pontos e deu aos adversários a vitória na última ação do jogo para não correr nenhum risco de ganhar. Além de irritante este fato preocupa por ser este um grupo de experientes atletas que se comportam como adolescentes com hormônios fervendo.

 Idéia de jerico

Uso a expressão popular para destacar a burrice da ação e não a falta de inteligência do autor.

A Idéia de antecipar o jogo contra o Brusque de domingo para sábado para escapar de uma pseudo concorrência como Gre-Nal é no mínimo infeliz. A reação do torcedor já é muito forte e se a diretoria der ouvidos a estes clamores desiste da idéia. Seguindo em frente teremos um racha entre uma grande ala de torcedores e a direção o que não é bom. Pegou muito mal perante o torcedor o esforço do presidente da Chapecoense, Nei Maidana, em buscar desconto em passagens aéreas para que o Brusque aceite a antecipação e chegue menos desgastado a Chapecó. Uma sucessão de erros que chama a atenção.

Parece ser esta uma decisão tomada por parte da Chapecoense e que deve ser acatada pelo Brusque. A presença de Viola, o comercio de portas abertas, o clássico gaúcho em outro horário, tudo parece ter sido esquecido. Os olhos de alguns na Chapecoense estão voltados para Erechim e o Gre-Nal. Enquanto isso ficamos aqui reclamando do site do clube que está esquecido. Ficamos chamando torcedor para o estádio e principalmente para que se aumente o numero de sócios. Ficamos com cara de idiotas.

Erros no gramado e fora dele. Preocupante.

Ressaca na Ressacada

Analisando as atuações individuais.

Nivaldo: Fez três defesas espetaculares. Só não defendeu o pênalti.O melhor de todos.

João Rodrigo: Uma sombra em campo.

Silvio Bido: Jogou muito. Se ainda estivesse em campo na haveria o pênalti.

Morisco: Ou começa a jogar ou deverá ser substituído.

Anelka: A simplicidade de sempre.

Badé: Está com menos de 50% do seu potencial.

Cadú Gaúcho: A regularidade de sempre.

Luiz André: Está afundando com o time por estar jogando na faixa de gramado errada. Deve jogar na meia com liberdade para criar.

Mazinho: Foi à pior atuação.

Waldson: Esforçado, porém isolado. Sem parceiro no ataque.

Tuto: Muito abaixo de suas possibilidades. Colocou uma na trave e foi só.

William Amaral: Está voltando após quatro meses. Faz falta.

Emerson Cris: Nada acrescentou.

Rafael Santiago: No mesmo nível de Cadú Mineiro.

Mauro Ovelha: Faltou-lhe o arrojo necessário para fazer o time jogar com a vantagem numérica. Das três substituições acertou apenas na entrada de William Amaral. Mesmo porque não dava para errar esta.  

Ficou o recado

Da derrota na Ressacada ficam alguns recados.

É preciso contratar uma atacante e um meia de ligação, situação mais antiga do que a palavra hermenêutica.

O time está lento demais o que acaba facilitando a vida dos adversários.

Fabinho e Alan Rodrigues merecem uma chance no time.

Alguns poderiam ser dispensados por absoluta falta de qualidade.

Um comentario para “A hermenêutica no futebol”

  1. Roberto disse:

    Parabéns pelo texto… perfeitas suas colocações, principalmente a análise individual de cada jogador… só faltou ressaltar a falta de qualidade do Mazinho, que definitivamente, não serve pro verdão…

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