
Fora!
A colheita das laranjas
Fosse Guilherme Macuglia um plantador de laranjas estaria muito rico lá pelo interior de São Paulo. A maneira como ele colheu as laranjas boas e separou das podres neste grupo da Chapecoense me leva a crer que aí está sua grande virtude. Do time que rebaixou a Chapecoense apenas duas peças estão na titularidade. Os outros nove e mais as primeiras substituições vieram depois. Separar aqueles que fazem mal a um grupo é sempre uma missão complicada e que exige grande poder de avaliação para que não se cometam injustiças. Guilherme foi feliz em suas escolhas e mostra que está com o grupo na mão e com isso consegue tirar dele uma produção muito interessante. A Chapecoense está jogando de forma compacta e coletiva como ainda não havia jogado neste ano. Existe a vontade coletiva de melhorar e de subir.
Estes fatores combinados fazem toda a diferença. A Chapecoense é um time sem craques, mas com um senso de união verdadeiro.
Público interessante para a copinha
Na tarde de ontem na Arena Condá, mesmo sem a divulgação oficial por parte da Chapecoense, tivemos um público próximo a três mil para ver Chapecoense 4×1 Brusque. Muito bom para a Copa SC que ainda não caiu no agrado do torcedor. Como deixar uma torcida com esta pegada fora da primeira divisão?
Em outros estádios se conta o público nos dedos.
A Chapecoense começa a reconquistar a confiança dos torcedores e com isto vai aumentar sua média de público com certeza.
Seria interessante que esta promoção nos preços dos ingressos fosse ampliada e que ao longo da semana os veículos de comunicação pudessem sortear entradas para promover o jogo. Com a palavra o departamento de marketing que anda meio escondido.
Jogadas de laboratório e bolas paradas venenosas
A mão do técnico pode ser vista quando as bolas paradas têm aproveitamento e quando existem jogas de um dois com rapidez e que deixam o jogo fluir com naturalidade.
Pois na Chapecoense, depois de muito tempo, podemos ver que a equipe está bem orientada e executa com eficácia um repertório muito bom de jogadas.
A possibilidade de repetir escalações e o bom preparo físico que já se faz\ notar tem sido decisivos para este belo momento que vive a equipe.
Guilherme Macuglia está tendo à felicidade de conseguir moldar seu esquema tático as peças que tem a disposição e não a equipe a sua maneira preferida de jogar.
Está fazendo o lógico, o chamado feijão com arroz muito bem temperado que sempre dá bons resultados.
Guilherme preparou uma série de jogadas nos treinos e elas estão sendo executadas a contento dentro de campo. Pode até parecer fácil, mas não é não! É preciso trabalhar muito e sério.
Ficha técnica: Chapecoense 4 x 1 Brusque
Local: Arena Condá, em Chapecó (SC).
Data: 23/05/2010 (domingo).
Horário: 15h (de Brasília).
Arbitragem: João Fernando da Silva, auxiliado por Kleber Gil e Sandro Rodrigues.
Cartões amarelos: Pereira e Valdo (Brusque); Groli e Vágner Rosa (Chapecoense).
Cartões vermelhos: Cris (Brusque).
Gols: Neílson, aos 15/1ºT e aos 31/2ºT, Eduardo Erê, aos 29/1ºT e Xaro, aos 35/2ºT (Chapecoense). Valmir, aos 17/1ºT (Brusque).
Chapecoense
Nivaldo; Pereira, Groli, Eduardo Erê e Sílvio Bido (Neném); Serginho, Vágner Rosa e Luciano Ratinho (Xaro); Rogério, Waldison (Valdir) e Neílson.
Técnico: Guilherme Macuglia.
Brusque
João Ricardo; João Neto (Luís Henrique), Rogélio, Cris e Valmir; Carlos Alberto, Leandro Leite (Paulinho), Diogo e Pereira; Valdo e Rafael Xavier (Lourival).
Técnico: Joceli dos Santos