Arquivo para setembro, 2010

Planejamento

segunda-feira, setembro 20th, 2010

Passado o período de festejar e agradecer ao milagre da classificação para a seqüência da Série C a Chapecoense já começou a tratar da organização em torno dos jogos contra o Ituiutaba.

Olhando os números do adversário podemos estabelecer que não será fácil a missão. O Ituiutaba somou 15 pontos, o que é o melhor aproveitamento geral da primeira fase. Marcou nove gols e sofreu apenas quatro em oito jogos.

Das quatro vitórias na fase, uma foi fora de casa. Não perdeu em casa, mas empatou duas vezes na Fazendinha. 

Se a nossa chave era considerada a mais complicada a chave do Ituiutaba também teve um nível de dificuldade grande com as presenças de Macaé que se classificou com 14 pontos, com os desclassificados Luverdense e Marilia e com o rebaixado Gama.

Bom assim

Levando em consideração o fato de que a Chapecoense não conhece o adversário será melhor jogar a primeira em casa. Com a Chapecoense construindo um resultado positivo deixará para o Ituiutaba a missão de reverter em casa. Como o saldo qualificado é critério de desempate a Chapecoense poderá tirar proveito da situação.

Equipe

Com tempo para recuperar seus lesionados a Chapecoense poderá ter em campo uma equipe mais atrevida e forte ofensivamente.

Gostaria de ver em campo Pedro Ayub e Gustavo Papa.

Até o primeiro jogo em casa serão duas semanas de preparação o que convenhamos é um belo tempo para arredondar tudo. A classificação trouxe novo ânimo ao grupo e a possibilidade de acesso mexe com todos e certamente o prêmio pela conquista não será pequeno.

Teremos de jogar muito mais daquilo que jogamos contra o Caxias aqui para alcançar o objetivo. Tomara o elenco esteja ciente disso.

A diferença

Como era de se esperar os clássicos gaúchos acabaram por determinar um rebaixamento e duas desclassificações. O numero de empates entre as equipes do RS foi determinante para o fechamento da tabela. Em SC a rivalidade existe, mas ainda não no mesmo nível.

A gauchada morreu abraçada. O grande trunfo da Chapecoense na última rodada era o fato de não existir a possibilidade de acordos. Cada um lutava por si e mais pela Chapecoense. Deu no que deu.

Estou em Brusque

terça-feira, setembro 14th, 2010

Começou mais uma missão prazerosa que é trabalhar na cobertura jornalística dos Jogos Abertos de SC. O maior evento esportivo do Sul do Brasil chega a sua 50ª edição e somente este marco já o valoriza. Cheguei junto com o Mario Tomasi, que aproveita suas férias na Prefeitura de Chapecó para trabalhar nesta cobertura, e de cara já contamos mais uma vitória da bocha feminino de Chapecó que levantou mais um ouro e um troféu de 1ª colocada e soma mais 13 pontos na contagem geral da competição. Brusque, como sempre, está belíssima e bem preparada para sediar o evento que aqui começou em 1960. Até sábado teremos muito trabalho pela frente. Esta é a sexta vez que trabalho na cobertura dos JASC e cada vez mais meu ânimo se renova. Mais de sete mil atletas estão nesta disputa. É um evento grandioso.

Azedou a maionese

domingo, setembro 12th, 2010

 

A Chapecoense até a tarde deste domingo era 100% em casa. Era. O empate em 1×1 contra o Caxias deixa a Chapecoense dependendo de uma combinação de resultados para seguir em frente na Série C. No jogo Caxias x Brasil torcemos por empate. Complicado.

A Chapecoense jogou pouco na tarde deste domingo e se enredou em seus problemas de articulação de tal forma que em muitos momentos sofreu sufoco em campo. Na verdade se era para termos um vencedor este seria o Caxias.

O meio de campo da Chapecoense não produziu nada. O ataque esteve muito apagado. Na defesa houve eficiência, mas houve um erro fatal.

Fiquei com a imagem de uma equipe cansada e apática dentro de campo contra um Caxias que soube controlar o jogo com mais eficácia.

Guilherme Macuglia tentou deixar a equipe mais ofensiva, mas as três substituições não renderam o esperado.

Outro dado a ser destacado foi mais uma vez o trabalho de baixíssima qualidade da arbitragem. Guilherme Cereta de Lima, paulista, chegou com o status de aspirante a FIFA e deixou o gramado com um trabalho que se fosse analisado como deveria ser o levaria para uma geladeira.

Deixou de marcar um pênalti no último minuto de jogo e amarrou o jogo em demasia o que acabou beneficiando o Caxias. 

Reclamar do trabalho da arbitragem faz parte do contexto, mas é preciso ressaltar que a Chapecoense perdeu o jogo para ela mesma e por ter apresentado um futebol sem vibração.

Com o espírito do povo chapecoense

sexta-feira, setembro 10th, 2010

É voz corrente entre os atletas da Chapecoense o respeito e a admiração que todos têm por Chapecó. Houve uma mudança de postura do inicio da temporada para cá que merece ser ressaltada. E é justamente com este espírito que quero ver a Chapecoense atuando no domingo frente a SER Caxias. Chapecó é diferente da maioria das cidades do Brasil por ser um município de gente empreendedora e que não deixa passar oportunidades. Chapecó se transformou de vila em uma cidade rica e generosa graças ao trabalho dos sempre destacados desbravadores que seguem a impregnar as ações dos que aqui moram nascidos ou não nesta terra, mas que a escolheram para viver, assim como eu e meus familiares. Em Chapecó as dificuldades são dribladas com ações concretas. Em Chapecó sempre se está em busca do gol. Em Chapecó todos sabem se defender e defender a história aqui escrita.

Temos nossos defeitos, claro que temos, mas nossas virtudes assombram aqueles que não vivem o dia a dia desta cidade. A Chapecoense está intimamente ligada a esta história. Basta relembrar a primeira conquista estadual de 1977. Vamos imaginar as dificuldades enfrentadas por Arthur Badalotti e seus colaboradores, com seus atletas, para chegar a esta conquista. Do aeroporto de hoje eles tinham estradas esburacadas que pareciam aumentar as distâncias. Chapecó tinha 20% quem sabe de sua força econômica. Estavam ainda mais longe do núcleo do poder do que hoje estamos. Mas eles estavam lá, os comandados de Arthur Badalotti, que fazia seus jogadores correr até o trevo para exercitarem-se, e ele seguia atrás com sua Brasília. Os tempos eram mais românticos e menos fáceis. Agora temos competições mais profissionais e muito mais dinheiro em jogo. Mas jamais poderemos perder a referência histórica que move Chapecó e a Chapecoense em busca de seus objetivos. Cada um dos diretores da atual Chapecoense tem sua história de dificuldades e seu legado construído ou sendo edificado.

Que cada um dos atletas da Chapecoense tenha em mente o que representa para a história desta cidade e da Chapecoense este jogo de domingo. Vamos todos fazer parte de mais uma página vitoriosa deste rico torrão brasileiro.

Gostei do que ouvi

quinta-feira, setembro 9th, 2010

No Debate Esportivo da Rádio Chapecó de ontem (08/09) gostei daquilo que ouvi do técnico da Chapecoense Guilherme Macuglia.

Ele disse que pretende montar uma equipe para enfrentar o Caxias no domingo com forte poder ofensivo e quer desde o primeiro minuto que a equipe ataque o adversário em busca do resultado, tudo isso claro dentro de um equilíbrio, pois o adversário tem qualidade.

Está complicada a estréia de Gustavo Papa já que sua lesão está consolidada, mas as dores atormentam o atleta.

Gostaria que a Chapecoense entrasse em campo com esta formação: Nivaldo, Eduardo Erê, Marcelo Ramos e Rodrigo, Badé, Pedro Ayub e Emerson Cris, Silvinho e Xaro, Sandro Sotilli e Gustavo Papa. Na impossibilidade de Gustavo as opções são Waldison e Rogério, aliás, duas boas opções.

Nesta quinta-feira, no coletivo da tarde, Guilherme Macuglia começa a definir a escalação, mas tenha a certeza de que ele quer uma equipe ofensiva.

Padrão Tabajara de qualidade

segunda-feira, setembro 6th, 2010

Este Juventude 2×1 Chapecoense foi de ofender quem gosta de um bom futebol. O Juventude carece naturalmente de qualidade e não por acaso está na situação que está. A Chapecoense que vinha crescendo nas últimas rodadas teve uma recaída preocupante e juntos os dois elencos proporcionaram um espetáculo de qualidade abaixo da critica.

Fio seguramente o pior jogo da Chave D nesta Série C do Campeonato Brasileiro. A Chapecoense não foi pior do que em Criciúma no jogo que dividiu as águas, mas esteve perto. A Chapecoense perdeu para este Juventude que não vencia há sete meses e que estava quase deitando na cova. A Chapecoense ressuscitou os Papos e ateou fogo nas duas últimas rodadas.

Os retornos e uma estréia

É imperioso que tenhamos as voltas de Xaro, Badé e Pedro Ayub a este time. Se possível colocar para jogar já desde o inicio o atacante Gustavo Papa. A Chapecoense se mostrou sem força de articulação, criou absolutamente nada na meia cancha, Waldison está cometendo faltas em demasia e Sandro Sotilli se mostrou perdido na área.

A Chapecoense precisará contra o Caxias da força que não teve contra o Juventude.

Condicionou e levou

Após o empate no CAJU em 2×2 o Juventude tratou de fazer seu condicionamento contra a arbitragem e deu certo.

A atuação do paranaense Nilo Neves de Souza Júnior foi uma vergonha. Caseira ao extremo. Aliás, a crise que vivemos na arbitragem brasileira não tem precedente.

O pênalti assinalado contra a Chapecoense foi um escândalo. Bronzatti estava de costas para seu adversário e sequer tocou nele. Foi só desabar, o torcedor gritar para Nilo marcar. A estratégia da direção do Juventude funcionou e mostra que eles seguem com força na CBF. É bom aprender. Mesmo com a atuação terrível da arbitragem não podemos esquecer que a Chapecoense jogou quase nada. 

Domingo para 10 mil

Não podemos aceitar menos de 10 mil na Arena no domingo contra o Caxias. Trata-se de uma obrigação do torcedor. A derrota representa o encerramento do ano.

O Caxias quase segurou o Criciúma no Sul do Estado o que dá uma dimensão do que vamos encontrar no domingo.

O novo gramado vem aí

sexta-feira, setembro 3rd, 2010

Está em fase muito adiantada o projeto de troca do gramado da Arena Condá. O investimento é alto e deve ser muito bem estudado. Custaria em torno de R$ 400 mil.

A idéia é retirar o velho gramado, tratar todo o solo, realizar o projeto de drenagem e depois implantar um novo gramado com a semeadura da nova grama e não com a utilização de grama já pronta. A grama a ser implantada é a mesma dos grandes estádios brasileiros e do mundo.

Para a contratação da empresa será necessária uma licitação já que a Arena pertence ao município.

Outra questão envolveria o Campeonato Catarinense de 2011 já que o gramado ficaria liberado apenas em meados de fevereiro. As opções hoje para jogar seriam ou em Xanxerê ou em Concórdia, podendo surgir outras cidades.

Uma semana de ajustes

sexta-feira, setembro 3rd, 2010

O técnico da Chapecoense, Guilherme Macuglia, optou para esta semana por um sistema de trabalho um pouco diferente do habitual. A parte tática está sendo privilegiada com treinamentos de posicionamento defensivo, bolas paradas e jogadas com saídas rápidas da defesa.

Como a maior responsabilidade do jogo de domingo é do Juventude me parece bastante inteligente a opção.

Outra questão é evitar os coletivos mais duros e competitivos que já ocasionaram lesões graves e que diminuíram a capacidade de opção do técnico.

Durante esta semana também está se buscando conversar bastante para focar o elenco na importância destes dois compromissos finais que definem ou não a ida da Chapecoense para o primeiro e mais importante mata-mata da Série C.

Na zaga volta Marcelo Ramos. No ataque a presença de Sandro Sotilli é uma certeza. A ala esquerda com a suspensão de Badé terá Rafael Morisco.

Gustavo Papa e Xaro estão fora da relação do jogo.

A Chapecoense terá a seguinte formação no domingo: Nivaldo, Eduardo Erê, Marcelo Ramos e Rodrigo, Morisco, Bronzatti e Emerson Cris, Silvinho e Felipe Pinto, Waldison e Sandro Sotilli.

Aos chatos e secadores de plantão

quarta-feira, setembro 1st, 2010

Quando da realização da EFAPI do ano passado tivemos o lançamento do ousado plano que visava levar a Chapecoense para a Série B do Campeonato Brasileiro.

Muitos trataram aquele anuncio como uma jogada política. Na verdade havia e ainda há no projeto uma carga política bastante forte, mas e daí?

Essa lorota de que política não pode andar junto com o esporte é uma baboseira das maiores. A política faz parte de qualquer processo do nosso dia a dia e não seria o esporte que ficaria de fora.

Pois este plano ousado está próximo de sua realização para desespero de secadores de plantão. Por ciúme de seu idealizador eles acabam por torcer pelo insucesso da própria Chapecoense.

A dobradinha entre políticos e empresários está segurando a Chapecoense e mantendo-a em pé. Não fossem eles não teríamos equipe, não teríamos uma bela arena sendo construída.

A Série B pode até não se consolidar, mas a Chapecoense já está mantida na C e com um calendário certo para a próxima temporada.

Tem muita gente que deveria aproveitar este momento de ressurgimento da Chapecoense para fazer uma auto analise de seus pensamentos e posturas para de uma vez por todas encontrar um novo jeito de encarar as coisas.

Eu simplesmente não tenho mais paciência para gente que torce para que as coisas dêem errado.

Quem sabe era bom naquele tempo em que o prefeito não dava um centavo para a Chapecoense e que deputados sequer sabiam da existência dela. É isso que querem os secadores?

Vão achar o que fazer.