Aproveitamento da base

Este assunto sempre gera polêmica na Chapecoense.

O aproveitamento de atletas da base tem se tornado tema de constantes debates entre torcedores e a própria crônica esportiva. Minha visão sobre o assunto é a de que o clube que não tiver uma base forte, uma estrutura organizada para a formação de atletas jamais será grande.  

A Chapecoense ainda peca muito neste quesito, mesmo sabendo do esforço de alguns para mudar este quadro.

Equipes de ponta do futebol brasileiro são hoje verdadeiras fábricas de bons jogadores de futebol e tem neste setor uma fonte arrecadadora de recursos considerável. O debate na Chapecoense, neste momento, gira em torno do aproveitamento, ou não, dos chamados atletas da base, na equipe principal. Alguns já estão inseridos no futebol profissional, mas Mauro Ovelha sinaliza que o aproveitamento deles deve ser tímido nesta temporada.

Minha visão sobre este assunto é a seguinte. Por ser da base um tempo de adaptação deve ser respeitado e etapas não podem ser queimadas. Para um menino da base chegar a condição de titular ele deve estar maduro física e psicologicamente e jogar um futebol diferenciado, caso contrário é melhor ficar convivendo no ambiente profissional até chegar a este patamar. Exceção somente para craques como um Neymar, e mesmo assim ele está pagando um preço alto por sua imaturidade. Na Chapecoense vejo com bons olhos três nomes: Sagaz, Marcus Vinicius e Grolli. De todos Grolli já está maduro fisicamente, os demais necessitam de um trabalho especial, tanto que sofrem lesões por ainda não terem atingido um patamar físico que exige o futebol profissional. Está mais do que na hora de a Chapecoense profissionalizar suas categorias de base, sob pena de estancar seu crescimento.

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