Saber negociar é uma arte

O futebol catarinense está longe de saber valorizar seu principal produto, o Campeonato Catarinense. Prova são os valores pagos as equipes pelos direitos de transmissão de TV. O blog Memória Avaiana fez uma comparação muito interessante e que deve ser avaliada pelos leitores do blog.

Valores de SC (2011):

- Avaí, Figueirense, Criciúma e Joinville: R$220 mil.

- Chapecoense: R$190 mil.

- Brusque, Metropolitano e Imbituba: R$126 mil e 700.

- Marcílio Dias e Concórdia: R$ 63 mil.

Valores PR (2010)

R$5 milhões. Deste valor, R$ 700.000,00 vão para Atlético, Coritiba e Paraná (individualmente). O restante é divido em partes iguais para os demais clubes, o que dará pouco mais de R$ 241.000,00 aos outros participantes. A proposta inicial de R$ 2.000.000,00 foi recusada pelo Atlético Paranaense, que impediu a transmissão de seus jogos.

Valores RS (2010)

RBS fez um investimento de R$ 13.200.000,00. Grêmio e Inter ficaram com R$ 4 milhões de reais cada um. Em 2010, cada um dos nanicos recebeu, em média, R$ 650 mil pela participação. Ou seja, praticamente TRÊS VEZES MAIS do que os maiores times de SC, incluindo os dois times de Série A.

Com estes números apresentados fica evidente a falta de talento que a Associação de Clubes de SC tem na hora de negociar com as emissoras de TV. A RBS não tem culpa neste processo, já que soube defender e muito bem o seu lado na negociação. Quando tiraram a RIC Record da briga e a transmissão retornou para a RBS, com interferência direta da Federação Catarinense de Futebol, era esperada uma valorização verdadeira. Que nada!

Estão vendendo o Campeonato Catarinense por uma ninharia. Os maiores culpados são os clubes. Por que não fazem como os paranaenses, que bateram o pé e fizeram o valor pular de dois para cinco? Incompetência pura!

Equipes de Série A em SC levam R$ 220 mil cada enquanto que qualquer time pequeno do RS, recém chegado da segunda divisão leva R$ 650 mil. Está certo isso? A mesma RBS que compra aqui compra no RS.

No RS só um dos integrantes da dupla Gre-Nal recebe quase três vezes o que todos os clubes catarinenses da 1ª divisão vão perceber juntos!

Mesmo com todos estes números que escancaram a incompetência gerencial do futebol catarinense, mesmo assim, o presidente da Associação de Clubes, João Nilson Zunino, foi reeleito por unanimidade.

Se juntarmos todas as peças e a forma como as situações estão sendo conduzidas no futebol catarinense, se brigam para escolher a empresa que vai transmitir os jogos e aceitam a ninharia que lhes é ofertada e finalmente se nomes se perpetuam no poder mesmo com esta falta de talento na busca da valorização é porque todos estão satisfeitos. E depois ainda querem fazer crer que SC hoje está à frente de PR e do RS no futebol. Conta outra.

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