Perdoar é um gesto nobre, porém…

Está em pauta a possibilidade de perdão para Marcelo Ramos e Fabrício, recentemente dispensados na Chapecoense por indisciplina, gerada por não comparecimento em um treino depois de uma noite mal dormida.

Se o perdão vai ou não se consumar é outra questão, mas é inegável que algo está acontecendo nos bastidores, já que com todos estes comentários a diretoria não se movimentou para desmentir esta possibilidade.

As dispensas aconteceram dentro das normas de uma “cartilha” que pretende normatizar o comportamento dos atletas, na tentativa de organizar a casa que andou extremamente bagunçada nesta temporada.

Não gosto de cartilhas, acredito que elas servem apenas para constranger e criar situações desnecessárias como esta.

Não protejo a indisciplina de forma alguma, mas se os dois atletas envolvidos na punição tivessem parte de seus salários descontados já estaria de bom tamanho.

Entendo o posicionamento da diretoria ao punir os dois, já que os registros de indisciplina nesta temporada foram vários e com reflexo direto dentro de campo. Porém houve excesso na visão dos atletas e desta forma, se a decisão forma mantida teremos um racha entre elenco e direção de futebol. Para que este perdão possa acontecer de forma madura e adequada será preciso que se firme um pacto dentro do vestiário, caso contrário o diretor de futebol da Chapecoense, João Carlos Maringá, sai como bandido na história, quando na verdade ele não merece sair queimado deste imbróglio. Perdoar é um gesto nobre, mas quem perdoa não pode ficar com a imagem de babaca.

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