Uma corrida contra o tempo

Jogo da Chapedoense é na Arena Condá

Até segunda-feira, dia 31 de janeiro, Chapecoense e Prefeitura de Chapecó terão obrigatoriamente de entregar o laudo estrutural da Arena Condá para a Federação Catarinense de Futebol, para que esta remeta ao Ministério Público de SC e desta forma libere a praça esportiva para a seqüência do Campeonato Catarinense, caso contrário a Arena será interditada e o jogo contra o Figueirense não será realizado em Chapecó.

Solicitações de menor porte que foram apontadas pelo Corpo de Bombeiros e por parte da Policia Militar e são de fácil resolução. Documentações que devem ser emitidas pela Prefeitura de Chapecó são mais fáceis ainda.

Porém, este laudo estrutural é bem mais complicado.

No setor de Planejamento da Prefeitura de Chapecó me disseram que a Chapecoense cuidará do laudo. Na Chapecoense me garantiram que o laudo feito no ano passado vale até o inicio de 2012. O engenheiro que é responsável pelo laudo me disse que a validade é até fevereiro deste ano. Acredito em quem?  

Na tarde de ontem (27/01) houve uma reunião entre Chapecoense e engenheiros da Prefeitura para buscar uma solução para o caso.

Com base nas exigências feitas pelo laudo de 2010 foi ampliado um contrato com uma empresa que já está prestando serviços na Arena Condá para a toque de caixa realizar as melhorias e atender as exigências de segurança nela apontadas.

 Perguntas que não calam

 Se este laudo existe desde o ano passado e nele estão apontadas necessidades sérias de segurança, porque afinal de contas já não realizaram este trabalho?

Porque deixar sempre para a última hora, criando constrangimento e custos maiores?

Não existe explicação para este tipo de comportamento.

Mais uma vez estão tentando empurrar para frente à solução de problemas crônicos e de longa data.

Se a Arena é da Prefeitura Municipal e é administrado pela Secretaria de Esportes, que este órgão municipal seja cobrado e responsabilizado por não atender as demandas do Ministério Público.

A Arena Condá foi liberada para estes primeiros dois jogos devido a uma interferência direta de Delfin Pádua Peixoto Filho, não fosse ele a Chapecoense estaria sem casa.

Ouvi alguém envolvido na resolução do problema dizer: “A maioria do que foi pedido é frescura!”.

Frescura é algo fútil, sem importância e desta forma deveria ser simples resolver, mas mesmo assim não conseguem. É incompetência ou não é?

Chaga destes discursos vazios e desta embromação e vamos partir para a solução dos problemas.

Menos política, menos conversa mole e mais trabalho.   

Virtudes administrativas

A Prefeitura de Chapecó está investindo na nova Arena de forma muito inteligente. Não é apenas um estádio de futebol. Esta obra terá múltiplas funções. Temos aí muito dinheiro do Município e do Estado sendo investido.

Não podemos esquecer o que o prefeito José Claudio Caramori está fazendo e o muito que fez o ex-prefeito João Rodrigues. Bom lembrar para não parecer que sou ingrato e que não valorizou as boas iniciativas

 Mas e o zelador como fica?

O prefeito nomeia alguém responsável por cada uma das áreas estratégicas do município. Seus secretários são pagos para resolver problemas e criar projetos.

O Secretário de Esportes de Chapecó, Ivan Carlos Agnoletto, é o administrador da Arena Condá. Como “zelador” deste patrimônio ele falha ao deixar para a última hora o atendimento destas exigências. Obra feita em cima da hora é obra mal feita e custa mais caro. Obras pagas com nosso dinheiro. Muito de bom foi feito via Secretaria de Esportes, mas esta mania crônica de deixar para a última hora questões importantes deve ser modificada.

O Secretario de Esportes é cronista esportivo. Se estivesse do outro lado do balcão também estaria cobrando providências. Não existe cunho pessoal nas criticas, apenas o desejo de que não tenhamos mais à necessidade de passar por este tipo de situação e que a diretoria da Chapecoense possa trabalhar somente com futebol.

Perguntei ao presidente da Chapecoense, Sandro Pallaoro, se em caso de interdição da Arena ele já teria um plano B.

Resposta: “Não quero nem pensar nesta possibilidade”.

Pallaoro está indignado com a situação.

E o tempo marcha!

Foto: futebolsc.com

Um comentario para “Uma corrida contra o tempo”

  1. Silvio SZ disse:

    Fernando.
    Se o problema cruxial é a parte burocratica de papelada , assinaturas de laudos de segurança da cobertura das sociais(dizem que esta em estado precario) e ja que o tempo está se esgotando, o negocio é o engenheiro dar esse aval e remeter essa papelada toda para a Federaçao, para nao deixar a Chapecoense na mão.
    Logo após entao, com o estadio legalizado, faça-se os reparos que devem ser feitos, para nao deixaro Engenheiro que assinou na reta.

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