Existe um projeto e muita vontade

Quando a Chapecoense encarou a Série C ainda sob o comando de Agenor Piccinin, logo após o sucesso de 2007, não existia vontade e tampouco projeto para acessar a Série B. O fracasso ainda na primeira fase foi apenas um reflexo de tudo aquilo. Edir de Marco, presidente na oportunidade, não escondia de ninguém que a Série C de então era um estorvo. Não estava de todo errado, pois a organização da Chapecoense enquanto clube era muito incipiente.

Já na Série C do ano passado, depois da terrível temporada no estadual, desde o inicio do certame, o discurso era permanecer na terceira divisão. Quando a possibilidade de acesso se apresentou até houve uma mobilização, mas a equipe era fraca e inconfiável. Bateu na trave.

Acredito que foi uma grande oportunidade perdida, mas será que a Chapecoense estaria preparada para este ano encarar uma Série B?

Agora, na temporada 2011, existe além da vontade toda uma preparação. A possibilidade de que a Série C deste ano seja mais complicada do que a do ano passado é grande, mas a Chapecoense parece bem mais equipada para encarar este desafio.

O negócio não é apenas chegar à segunda divisão nacional, mas sim se manter lá por algum tempo para que se adquira a experiência de conviver entre os 40 maiores clubes de futebol do Brasil e com todas as arrecadações e principalmente despesas que esta convivência vai oferecer.

Uso como exemplo o Internacional que no ano passado, mesmo ganhando uma montanha de dinheiro dos direitos de TV e vendendo jogadores fechou o ano com declarados R$ 20 milhões de prejuízo. Some a isso a divida que se acumula há décadas. É projeto para gente grande. Agora a Chapecoense quer de verdade a Série B.

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