Arquivo para abril, 2011

Seleção Top da Bola

sexta-feira, abril 29th, 2011


Através do Top da Bola e pela votação da crônica esportiva de SC temos a apresentação da lista dos melhores do returno e agora será a vez de escolher quem realmente se destacou na segunda fase da competição.

A lista:

Goleiros: Max (Joinville), Rodolpho (Chapecoense) e Wilson (Figueirense).

Laterais direitos: Bruno (Figueirense), Nequinha (Metropolitano) e Thoni (Chapecoense).

Laterais esquerdos: Aelson (Chapecoense), Julinho (Avaí) e Rafinha (Metropolitano)

Zagueiros: Cássio (Avaí), Dedimar (Concórdia), Dema (Chapecoense), Grolli (Chapecoense), João Paulo (Figueirense) e Renato Santos (Joinville).

Volantes: Diego Zanuto (Joinville), Éverton Garrone (Chapecoense), Fabinho (Brusque), Gilberto (Marcílio Dias), Henik (Criciúma), Ygor (Figueirense).

Meias atacantes: Cleverson (Chapecoense), Maicon (Figueirense), Marquinhos Santos (Avaí), Ramon (Joinville), Roni (Criciúma) e Thomaz (Imbituba).

Atacantes: Aloísio (Chapecoense), Leandrinho (Brusque), Lima (Joinville), Neilson (Chapecoense), Schwenck (Criciúma) e William (Avaí)

Treinador: Giba (Joinville), Mauro Ovelha (Chapecoense) e Silas (Avaí).

 

Como não poderia ser diferente a Chapecoense está representada em todas as categorias.

Deste universo muito interessante de jogadores pode-se montar uma equipe muito boa encarar uma Série A de Campeonato Brasileiro.

O Top da Bola tem se notabilizado pela organização e credibilidade. A fórmula encontrada para reunir os votos dos cronistas esportivos de SC é eficiente.

Minha seleção tem a seguinte configuração: Rodolpho, Dema, Grolli, Thoni, Everton Garroni e Henik (Criciúma), Aelson,  Cleverson e Roni (Criciúma), Aloísio e Lima (Joinville).

Delazzari deveria estar nesta lista. Se nela estivesse receberia meu voto e formaria a seleção com três zagueiros. O técnico é Mauro Ovelha, não resta dúvida.

 

 

Politicamente correto e blá, blá, blá…

sexta-feira, abril 29th, 2011

O futebol cada vez mais tem se transformado em palco para saracoteios políticos e como manda a nova ordem do politicamente correto um campo fértil para manifestações elegantes e muitas vezes carregadas da mais absoluta falsidade.

A rapidez com que as informações chegam hoje a todos os quadrantes obriga que fora de campo se tenha tanto ou mais atividade do que dentro das quatro linhas e o noticiário fica algumas vezes poluído com notas e opiniões que fazem parte do antes da bola rolar.

Nos momentos de decisão, quando os jogos acontecem no lapso de uma semana, com todas as longas horas que fazem a marcha do tempo, muito se ouve e muito é dito.

Graças a Deus chegamos à sexta-feira que antecede ao que realmente importa que é o jogo!

As escalações começam a se definidas e as estratégias passam pela sintonia fina dos técnicos.

Antes disso é um tal de alisa daqui e dali que chaga a dar nojo!

Eu escolhi o futebol como fonte do meu trabalho na imprensa por gostar do que acontece dentro de campo.

Uma vez um técnico espinafrou um grande comentarista de Porto Alegre que havia lhe criticado dizendo que jamais o tinha visto em um treino. O comentarista, até hoje na ativa, respondeu-lhe dizendo que ele comentava jogos e não treinos. Este é meu sentimento.

Muitas vezes jogadores ficam se adulado uma semana inteira, falam de Deus e valorizam o respeito, mas na primeira dividida tudo vai por água abaixo.

Antigamente um jogador nascia e morria dentro do mesmo clube, ou se trocava de casa era com pouca freqüência.

Hoje se bobear ele marca um gol com uma camisa e comemora com outra! Devido a este “dinamismo” a falsidade impera muitas vezes.

Eu quero é jogo de futebol. Quando o narrador grita: – Apita o árbitro! Aí sim, a verdade se estabelece.

Petulância

quarta-feira, abril 27th, 2011

A empáfia, o nariz empinado, a petulância são difíceis de serem domados. O politicamente correto começa a dar lugar às declarações mais assoberbadas pelos lados do Avaí. Acredite quem quiser neste discurso comportado de que todos são iguais ou de que a Chapecoense é o melhor time de SC que vem lá das bandas da Ressacada. Na verdade eles enxergam a Chapecoense como um timinho de Série C. Para eles o Avaí é uma força nacional da Série A e a Chapecoense um intruso na vida dos “grandes”.

Empatar com o Botafogo e vencer o Figueirense foi o suficiente para colocar o Avaí em patamar elevado.

Tem gente com o nariz tão empinado que se andar na rua em dia de chuva morre afogado.

 

 

 

Querido Mauro Ovelha

quarta-feira, abril 27th, 2011

Quando houve o anúncio da volta de Mauro Ovelha para comandar a Chapecoense nesta temporada o lamurio foi geral. Dentro da própria diretoria da Chapecoense existiram vetos ao nome. Izair Gambatto bancou Mauro Ovelha e fez com que alguns o engolissem no seco.

Gambatto jamais aceitou a forma como Ovelha caiu na temporada passada.

Feita a aposta e ouvidos todos os desaforos recorrentes recomeçou a Era Mauro Ovelha com todos os números favoráveis visíveis hoje.

Neste momento Mauro Ovelha é ídolo do torcedor e voltou a ser respeitado pela crônica esportiva.

Quero destacar mais uma vez que não existe coincidência ou sorte neste novo momento. Existe sim uma mudança acentuada de atitude profissional e um profundo exercício de concentração naquilo que interessa de verdade para Mauro Ovelha que é ser campeão estadual. O resto ele já fez! Falta-lhe o titulo de campeão, nada mais.

Todas as vaias ouvidas no ano passado foram merecidas. A troca de Ovelha por outro profissional era uma necessidade circunstancial. A troca, a saída forçada, o curso de reciclagem feito no período, mais um vice-campeonato e tudo que veio a rodo somente fizeram bem para o profissional e o ser humano Mauro Ovelha.

Ele está mais maduro e confiante no exercício da profissão e mais polido no trato pessoal. Sua conhecida teimosia na defesa de suas teses futebolísticas amainou e desta forma um técnico mais consciente e com visão ampliada ganhou o lugar de outro que apresentava severas limitações.

Por estas e outras que Mauro Ovelha e a Chapecoense merecem esta conquista. Na base da pirâmide da entidade houve uma reengenharia bem executada que deu novo norte ao projeto. As mudanças seguem. Mas houve acima de tudo uma mudança na forma de tocar o futebol. Mudar as pessoas nem sempre é a receita para o sucesso, mas quando as pessoas mudam para melhor normalmente os objetivos são alcançados.

Rádio Verdão

terça-feira, abril 26th, 2011

Estão bombando na internet algumas manifestações dos torcedores da Chapecoense que achei muito interessantes.

Algumas dizem respeito à Rádio Verdão, que nada mais é do que o sistema interno de sonorização da Arena Condá.

Uma reclamação é quanto à intensidade do som que estaria muito alto. Fácil de resolver. Meu amigo Paulinho Heck, locutor oficial, vai acertar tudo para domingo.

A outra e mais interessante reclama que a Rádio Verdão não deveria anunciar gols de outros campeonatos que não o catarinense e que jamais se anunciassem gols da dupla Gre-Nal. Rádio do Verdão somente para assuntos da paróquia.

Paulinho Heck, a rapaziada está com a razão!

 

Cada um no seu quadrado

terça-feira, abril 26th, 2011

Nem deste jeito piazada?

Já falei sobre este assunto no Debate Esportivo da Rádio Chapecó AM 1330 e faço questão de ampliar o tema neste importante espaço.

No domingo, neste jogo importantíssimo entre Chapecoense e Avaí, por favor, torcedor e torcedora, tenham a sensibilidade de deixar em suas casas as camisetas de Grêmio, Inter ou qualquer outro time de futebol deste planeta.

É uma questão de respeito para com o futebol profissional de Chapecó. A liberdade de expressão deve sempre ser respeitada e acima de tudo protegida como uma verdadeira jóia da democracia. Mas convenhamos que fica muito estranho quando alguém veste uma camiseta da dupla Gre-Nal e adentra a Arena Condá. Fica a impressão que existe um estranho no ninho.

Se você não possuir uma camiseta oficial da Chapecoense que use uma verde ou branca, pronto!

Tive pessoalmente uma experiência no ano passado relacionada a uma situação semelhante.

Participei de uma reunião de diretoria da Chapecoense no Restaurante do CRC. Na mesma tarde havia recebido de presente um casaco do Consulado do Inter em Chapecó.

Vesti o presente e fui para a reunião. Quando cheguei ao local o Dr. Davi Barella Davi da Nostra Casa, patrocinador da Chapecoense, conselheiro verde e branco e gremista, me deu uma “corneteada” com a classe que lhe é peculiar. Já era tarde. Fui criticado inclusive no Gol da Chape no outro dia. Mereci e reprimenda.

Nos dias de jogos já ecoam vaias para aqueles que vestem camisetas de outros times que não da Chapecoense.

No domingo passado até mesmo um senhor de bombacha acabou sendo alvo de manifestações contrárias, o que, aliás, achei um exagero e um desrespeito.

A questão toda é criar o hábito saudável no torcedor da Chapecoense no sentido de orgulhosamente usar as cores do Verdão. Sem traumas e sem ranço.

 

Foto – sergiobada.com.br

Será necessário aumentar a capacidade?

segunda-feira, abril 25th, 2011

Fica a pergunta. A Chapecoense acena com a possibilidade de instalação de um sistema de monitoramento por câmeras para ampliar a capacidade da Arena de 10 mil para mais de 12 mil lugares.

Segundo informações oficias da Chapecoense estiveram presentes na Arena no domingo 7.227 torcedores.

Levando em consideração a exatidão dos números, apesar de ser um jogo ainda mais importante do que frente ao Joinville, com uma capacidade de 10 mil lugares acredito que a demanda seria atendida.

Vou ainda levar em consideração que era Páscoa e que muita gente estava viajando. Visualmente me pareceu maior o numero de torcedores, mas acredito na divulgação oficial. Contra o Avaí teremos realmente um grande público? Com a palavra o torcedor.

 

 

O Jogo do Ano III

segunda-feira, abril 25th, 2011

Parte I em Brusque, sucesso. Parte II contra o Joinville, final feliz. A Parte III é neste domingo, 16 horas na Arena, contra o Avaí, sem direito e pré-estréia.

O enredo da história começou a ser escrito no final de semana com duas vitórias incontestáveis das duas melhores equipes que chegam a esta decisão com total merecimento. Chapecoense e Avaí certamente serão protagonistas a altura da importância desta decisão de turno, que dará o direito ao vencedor decidir o titulo catarinense e antecipadamente a segunda vaga a Copa do Brasil de 2012.

Olhando a classificação geral do campeonato temos o mesmo comparativo entre Chapecoense e Joinville no caso do Avaí. São 10 pontos que separam as campanhas no geral, mas com um detalhe importante. O Joinville manteve uma média entre turno e returno com pontuações quase iguais, (13 e 14 pontos respectivamente).

Já o Avaí teve um crescimento de 11 para 16 pontos entre turno e returno. Outro detalhe é que o Avaí chega carregando uma classificação importante na Copa do Brasil frente ao Botafogo e a vaga conquistada para a final do returno com uma lambada em cima do maior rival. Chega pra lá de embalado!

A possibilidade de empate, que serve para a Chapecoense, pode realmente fazer a diferença. Importante olhar com atenção a proposta apresentada por Silas para cima do Figueirense, que tinha a mesma vantagem da Chapecoense. Silas atirou seu time pra cima e logo cedo abriu o marcador, neutralizando a vantagem e fazendo o jogo ficar empatado. Abreviou seu sofrimento e transferiu para o adversário a carga de preocupação. Podem ter certeza que a estratégia será a mesma aqui. A chegada de Silas fez muito bem para o Avaí que vive seu melhor momento na temporada.

Chapecoense x Avaí será o jogo mais complicado do campeonato para as duas equipes.

Na verdade esta deveria ser a final da competição.

Tudo está no seu lugar

domingo, abril 24th, 2011

Chapecoense 2×1 Joinville. Justiça seja feita, a Chapecoense é muito mais time do que o Joinville. Em momento algum na tarde deste domingo a Chapecoense foi ameaçada na sua missão de primeiro chegar à decisão do returno. Quando o Joinville começava a pensar no que poderia fazer para a segunda etapa a Chapecoense abriu o placar e deixou o técnico Giba com uma bomba nas mãos.

O Joinville se deparou com a ampliação da vantagem do adversário e com aquela situação de ter a obrigação de se atirar para cima arriscando levar mais um. E foi o que aconteceu. O JEC até que esboçou algo com um gol de desconto, mas faltou-lhe força e qualidade para virar o jogo.

Uma das grandes virtudes da Chapecoense no jogo foi seu poder de marcação e a forma compacta como atuou o tempo inteiro. No final do jogo, e já com o resultado consolidado, ainda assim, o Verdão marcava no campo do adversário.

O Joinville esteve mais uma vez muito dependente de Ramon e Lima. Ramon pouco fez. Lima chutou uma vez com qualidade, de resto o JEC esteve enredado no seu futebol rico na folha de pagamento, mas muito pobre dentro de campo.

Já na Chapecoense tivemos uma série de destaques positivos. A começar pelos substitutos imediatos, Diogo Roque e Everton Cesar que estiveram muito bem. Aelson foi meu craque do jogo. Cleverson também se destacou. Dema e toda a zaga foram símbolos de segurança. Neílson deixou sua marca. Abaixo esteve Aloísio, parecendo não ser a sua tarde. Everton Garroni também jogou muito.

Uma vitória e uma classificação incontestáveis.

E agora é o Avaí

O Avaí será o adversário da Chapecoense na decisão do returno. No clássico deste domingo o Leão da Ilha venceu por 2×0 na casa do Figueira. Chega para esta decisão em Chapecó com moral elevada e mostrando que a chegada de Silas fez muito bem ao Avaí. É a equipe que mais cresceu na competição, mas ainda sem o poder de ser melhor que a Chapecoense na comparação das campanhas.

Na verdade o Avaí deve ser o mais poderoso adversário que a Chapecoense vai enfrentar em seus domínios nesta temporada. Já o Figueirense encerra sua participação no Campeonato Catarinense de forma melancólica. Perdeu duas vezes em casa a possibilidade de decidir o titulo, mostrando estar muito longe de ser uma equipe de Série A. O jogo de domingo vale duas vagas. Uma para a decisão e outra para a Copa do Brasil 2012.

 

Foto: Assessoria de Imprensa Chapecoense.

 

O caso Thoni

sábado, abril 23rd, 2011

Conversei hoje pela manhã com o presidente da Chapecoense, Sandro Pallaoro, que esteve na Rádio Chapecó AM 1330. Mostrei a ele a matéria do site futebolsc.com que destaca a contratação de Thoni pelo Criciúma para a Série B.

Sandro disse que a Chapecoense não foi procurada por ninguém. Lembrou ainda que o contrato de Thoni tem validade até novembro deste ano e que para Thoni sair a Chapecoense terá de ser recompensada financeiramente.

Sandro Pallaoro se mostrou muito contrariado com a notícia.

Se o acerto realmente aconteceu é mais uma prova da total falta de ética que reina no futebol.

Thoni ainda não se manifestou sobre o caso.

E no Criciúma, apesar de já ser finalista do Campeonato Catarinense, parece que não estão nada satisfeitos com o que tem em mãos.

Foto:  Sirli Freitas  /RBS