Politicamente correto e blá, blá, blá…

O futebol cada vez mais tem se transformado em palco para saracoteios políticos e como manda a nova ordem do politicamente correto um campo fértil para manifestações elegantes e muitas vezes carregadas da mais absoluta falsidade.

A rapidez com que as informações chegam hoje a todos os quadrantes obriga que fora de campo se tenha tanto ou mais atividade do que dentro das quatro linhas e o noticiário fica algumas vezes poluído com notas e opiniões que fazem parte do antes da bola rolar.

Nos momentos de decisão, quando os jogos acontecem no lapso de uma semana, com todas as longas horas que fazem a marcha do tempo, muito se ouve e muito é dito.

Graças a Deus chegamos à sexta-feira que antecede ao que realmente importa que é o jogo!

As escalações começam a se definidas e as estratégias passam pela sintonia fina dos técnicos.

Antes disso é um tal de alisa daqui e dali que chaga a dar nojo!

Eu escolhi o futebol como fonte do meu trabalho na imprensa por gostar do que acontece dentro de campo.

Uma vez um técnico espinafrou um grande comentarista de Porto Alegre que havia lhe criticado dizendo que jamais o tinha visto em um treino. O comentarista, até hoje na ativa, respondeu-lhe dizendo que ele comentava jogos e não treinos. Este é meu sentimento.

Muitas vezes jogadores ficam se adulado uma semana inteira, falam de Deus e valorizam o respeito, mas na primeira dividida tudo vai por água abaixo.

Antigamente um jogador nascia e morria dentro do mesmo clube, ou se trocava de casa era com pouca freqüência.

Hoje se bobear ele marca um gol com uma camisa e comemora com outra! Devido a este “dinamismo” a falsidade impera muitas vezes.

Eu quero é jogo de futebol. Quando o narrador grita: – Apita o árbitro! Aí sim, a verdade se estabelece.

Deixe um comentario