Arquivo para julho, 2011

Estratégia

sexta-feira, julho 29th, 2011

Lucca

Chapecoense e Joinville se enfrentam no domingo à tarde, 16 horas, na bonita Arena Joinville, no clássico catarinense da Série C de 2011.

Pelas previsões, mais um jogo abaixo de chuva e com gramado pesado na Manchester catarinense. Nenhuma novidade.

Mauro Ovelha define a equipe para encarar este bom time do JEC. Escrevo esta coluna antes da determinação final do técnico, e por isso mesmo reforço minha opinião, que pode convergir com o técnico ou ser totalmente diferente. A intenção não é de antecipar nada mesmo, e sim de opinar. Se Grolli estivesse inteiro deveria voltar. Não é o caso. Diogo Roque é caso que não se discute. Ele é titular absoluto e o grande responsável pela articulação na meia cancha. Suas jogadas em velocidade fazem toda a diferença. No gramado molhado da Arena ele pode ser decisivo. No ataque se estabelece um debate. Acredito que ainda não é à hora de colocar Jean Carlos no patamar de titular. Observando sua última atuação se nota uma evolução, mas ainda pequena pelo potencial do jogador. Ter calma neste momento me parece o mais recomendável. Estabelecer uma competição sadia entre atacantes de qualidade é sonho de muitos técnicos. Mauro Ovelha tem esta possibilidade. Acredito que iniciar o jogo com Lucca no ataque é o mais correto. Afinal de contas ele conquistou a titularidade jogando com consistência, perdê-la em um jogo apenas não é o mais correto.

Fica a expectativa se realmente Jean Carlos reagiu e começa a retomar seu futebol de qualidade e objetivo, como nos seus melhores momentos. Assim como acredito que Lucca deve começar o jogo, não tenho dúvida de que Jean Carlos deva ingressar na partida na segunda etapa. Quem sabe até fazendo uma dupla com Lucca. O jogo determinará.

O mais importante de todo este momento que a Chapecoense está vivendo, é que Mauro Ovelha encontrou um padrão de jogo que se adapta ao perfil do elenco. Outro ponto positivo é a facilidade com que administra os conflitos ao longo dos jogos e consegue mudar a forma de jogar com rapidez e eficácia. Muitas equipes da Série A do Campeonato Brasileiro não desfrutam deste privilégio.

As escolhas de Ovelha

segunda-feira, julho 25th, 2011

No comentário Esportivo do Programa Sertão em Festa da Rádio Chapecó AM 1330, o comentarista Sérgio Badá Badalotti, levantou uma questão interessante.

Mauro Ovelha está sendo festejado por efetuar mudanças na equipe, ao longo do jogo, que melhoram o desempenho e por este motivo a Chapecoense ganhou o titulo catarinense e arrancou muito bem na Série C.

A pergunta: Mauro Ovelha está trocando bem ou escalando mal a equipe?

Típica pergunta que gera longos debates e defesas acaloradas de teses variadas.

A escalação é feita com base no rendimento dos atletas nos treinamentos da semana. Com uma tabela de semana a semana, Mauro Ovelha, tem muitas possibilidades de analise e o nível de acerto aumenta.

Baseado no rendimento da semana o que vemos hoje é que a imprensa de Chapecó acerta em 100% e antecipa o time de domingo. Os repórteres e comentaristas também analisam os desempenhos dos atletas e seu efeito coletivo.

Outra questão importante é que existem jogadores que quando escalados desde o inicio não rendem o esperado.

No começo do jogo todos estão, teoricamente, com todo o gás. No mesmo nível físico alguns desaparecem. Já quando entram no transcorrer do jogo, com desgaste físico inexistente, contra adversários que já carregaram o piano, a tendência é sobressair. Seja pelo físico ou pela qualidade técnica.

Pelo tempo que este grupo está jogando, calcado no bom trabalho de organização e por saber que Mauro Ovelha conhece muito bem o material humano que tem em suas mãos, acredito que ele está escalando certo e modificando com qualidade e na hora correta.

Um time de apenas 11, ou quem sabe menos, bons jogadores não chega a lugar nenhum. Houve épocas que o técnico olhava para o banco e tinha vontade de sair correndo. Hoje as opções existem e são de qualidade.

Derrubando gente

A Chapecoense tem se notabilizado em derrubar técnicos nesta temporada. A vitória de 3×0 sobre o Santo André fez o técnico Sandro Gaúcho perder o emprego.

O Ramalhão foi rápido, pois anunciou Geime Rotta, ex-Catanduvense e que já treinou o clube em 2002.

Podem colocar no comando o técnico que quiserem. Com este elenco de qualidade reduzida o Santo André é candidato ao rebaixamento. É preciso contratar.

O clube em si me parece não estar em crise. Existem prioridades. Ao que parece o futebol está em segundo plano no Santo André. O momento parece ser de reorganização.

 

Foto: Assessoria de Imprensa Chapecoense.

Miscelânea

quinta-feira, julho 21st, 2011

Segundo informações repassadas pelo colega Rodrigo Goulart, o Santo André virá de ônibus para Chapecó.

Com as facilidades de deslocamento entre Chapecó e São Paulo por via aérea é quase uma heresia. A economia na parte financeira é pequena demais para expor um elenco de atletas ao desgaste de uma longa viagem.

Na parte que interessa que é o futebol, o clima no Santo André esquentou. O clima teria ficado mais tenso após a derrota na estréia. Tem jogador cobrando publicamente uma postura mais profissional dos companheiros. Já teria gente falando em novo rebaixamento, o que deixou os atletas mais identificados com o clube, notadamente os formados na base do Ramalhão, perturbados.

Esta cobrança poderá ter reflexos positivos na atuação do Santo André no domingo.

O técnico da Chapecoense, Mauro Ovelha, tem se mostrado muito maduro e racional perante os adversários da Chapecoense. Se os outros têm limites, a Chapecoense também os tem, e Ovelha além de saber disso, jamais escondeu.

Outra repercussão positiva trazida pelos colegas que fazem o dia a dia da Chapecoense, nossos valorosos repórteres setoristas, foi o reconhecimento por parte de Medina de que sua atuação em Caxias do Sul foi muito fraca. Reconheceu, disse que vai melhorar e reconheceu que a critica da imprensa estava correta. Já começou a acertar pela atitude profissional. Fosse outro, quem sabe, viraria a cara para a imprensa e deixaria de conceder entrevistas. Fez o certo.

E para fechar o tópico informações sobre camiseta comemorativa e ingressos.

A comunicação entre a assessoria de imprensa da Chapecoense e o Departamento de Marketing precisa melhorar. Na terça-feira recebi a informação da assessoria de imprensa de que apenas 30 camisetas teriam sido vendidas. Hoje o marketing fez contato para dizer que a venda está excelente e que restam poucos exemplares.

Quanto aos ingressos para menores veio à informação de que menores de 12 anos pagariam R$ 15,00. Agora está no site que até oito anos não paga e que o valor seria para os menores de nove a 12 anos. Melhor assim, mas as informações estão chegando truncadas. Cuidado gente.

E viva a ganância

quarta-feira, julho 20th, 2011

A Desembargadora Salete Silva Sommariva, através de uma medida cautelar, suspendeu a gratuidade dos ingressos para os menores até 12 anos em estádios e ginásios no estado de SC, conforme previa a lei 15.440/2011, amparado na lei 12.069/2001.

Ou seja, a ferramenta que servia para incentivar a presença de crianças nos estádios e ginásios de esporte, facilitando a presença da família nas praças esportivas e desta forma criando em meninos e meninas o gosto pelo esporte, foi derrubada. A referida Desembargadora julgou o tema com base na legalidade, sem uma analise mais prática no que se refere aos benefícios da medida.

Não precisou muito tempo para que a Chapecoense imediatamente colocasse a noticia em seu site. Tratou também de salientar que a decisão não era da Chapecoense, mas sim da Justiça de SC. Mentira!

Foi através da Associação de Clubes de SC que a ação aconteceu e foi com base nesta movimentação que a Desembargadora decidiu. Ou seja, a Chapecoense faz parte sim da ação que determinou pelo fim da gratuidade.

Em Chapecó existe uma Lei Municipal que trata da gratuidade de ingressos em eventos esportivos, beneficiando as crianças, de autoria do Presidente do Legislativo, Itamar Agnoleto. Porém, acredito que a decisão Judicial atinge também a iniciativa local.

A Chapecoense aproveitou para imediatamente lançar a nota com os valores dos ingressos. E na listagem aparece o valor de R$ 15,00 para menores e aposentados. Sim, os aposentados entram na barca!

Desculpem-me os diretores da Chapecoense, mas os senhores estão fazendo tudo errado. Sou sabedor das dificuldades financeiras e das fortes exigências para que um clube de futebol profissional possa ficar de pé, mas certamente não serão os ingressos das crianças e dos aposentados que irão fazer a diferença. Aos aposentados é uma questão de respeito. Para as crianças a gratuidade representa um investimento no torcedor do futuro.

Cobrar ingressos da terceira idade e das crianças é tiro no pé. Lamento pela decisão e pelo apoio dado a causa por parte da Chapecoense.

Esforço concentrado

segunda-feira, julho 18th, 2011

A Chapecoense terá de cuidar com muita atenção da condição do gramado para o jogo de domingo na Arena contra o Santo André. Os homens de criação, as alas e os atacantes da Chapecoense, despencam de produção quando o gramado não ajuda. Esta é uma característica do time e ela deve ser respeitada e observada com atenção especial.

Mesmo a Arena sendo um patrimônio público e com todos os investimentos feitos através da Prefeitura Municipal, a Chapecoense deverá acompanhar muito de perto o fechamento do trabalho de recuperação do gramado.

Os exemplos de Caxias do Sul devem ser lembrados. Quando a Chapecoense atuou na Serra Gaúcha contra o Juventude, em gramado seco e de excelentes condições, os jogadores mais leves e técnicos foram os destaques. Notadamente Lucca, que neste jogo determinou sua condição de titular do time e Medina que foi espetacular.

Já contra a SER Caxias, com gramado encharcado e em condições adversas, quem se destacou foi o sistema defensivo, principalmente Dema e o volante Diogo Roque. Os mais técnicos e leves tiveram uma acentuada queda de rendimento.

O fator local tem sido preponderante para o sucesso da temporada da Chapecoense. No Campeonato Catarinense, com um gramado melhorado e com a força do torcedor, não houve adversários aqui.

Um gramado ruim, como aquele que tivemos no amistoso contra o Juventude em Chapecó, cheio de areia e muito irregular, servirá apenas para nivelar o jogo por baixo e ajudar os adversários.

Naquela oportunidade o gramado ainda não estava pronto, mas agora não há mais o que esperar. Um gramado em condições é o que se espera. Os esforços estão acontecendo, mas será necessário mais do que isso para devolver a Arena às condições idéias de jogo. Com a palavra a empresa contratada para realizar o serviço.

Competência eles tem. Tomara não lhes falte tempo.

Quanto ao time…

Não existe mistério ou testes a serem feitos. Hoje a escalação é aquele que iniciou o jogo em Caxias do Sul. Para começar o formato 3-5-2, podendo variar para formatações mais ofensivas, assim como aconteceu na Serra Gaúcha.

Mas é importante frisar que existem peças de reposição e que algumas posições podem sofrer alterações por deficiência técnica.

Meia de criação, parceiro de Lucca no ataque e as duas alas estão sob observação e terão de ter um rendimento mais efetivo no domingo. Bom saber que as peças que estão hoje na titularidade tem futebol para se manter e sobressair e que no banco tem sobra para muitos deles.

 

 

Os urubus da Arena

quinta-feira, julho 14th, 2011

Estou preocupado com algumas situações na Chapecoense. No ano do rebaixamento havia verdadeira ojeriza de alguns integrantes da diretoria com a imprensa esportiva, que segundo eles não entende nada de futebol e somente sabe criticar. Quem rebaixou a Chapecoense naquela temporada foram estes mesmos diretores, não a imprensa. A imprensa esportiva não joga, não manda, mas fiscaliza e cobra atitudes.

A cerca de uns 10 dias para cá é nítido o comportamento mais agressivo de alguns colegas de imprensa. Quanto isso acontece não é de graça, algo aconteceu.

Conversei com alguns colegas que se mostram mais irritados e ouvi aquilo que já esperava.

Alguns integrantes da atual diretoria, ou colaboradores, têm travado batalhas individuais com alguns colegas.

Em um caso um dirigente, que sei o nome e o cargo, mas prefiro não citar, ligou para um chefe de equipe esportiva para cobrar algumas opiniões de um de seus comandados.

Evidentemente que o fato gerou uma nova discussão e um enrijecimento da relação.

Em outro caso um diretor teria acusado outro colega de ser uma espécie de leva e traz daquilo que acontece dentro do clube para deixar um ex-dirigente a par da situação. Conhecendo este colega como eu conheço e sabendo de sua retidão de caráter e da forma simples e direta como ele leva sua profissão, fiquei eu profundamente ofendido com o acontecimento, assim como fiquei magoado com a ação daquele que tentou um cala boca com outro colega.

Muito cuidado senhores diretores da Chapecoense. Este expediente de tentar domar a imprensa já foi tentado e conflitos nesta área não levam a absolutamente lugar nenhum. Estes dois colegas que foram alvo da mesquinharia de alguns são pessoas corretas e ótimos profissionais. Eles vivem o dia a dia da Chapecoense e somente querem o bem da instituição.

E apenas mais um recado de um cronista que torce pelo bem e pelo sucesso. Cuidado com alguns urubus que começaram a circundar a Arena. Além de incompetentes eles dão até azar. Te benze com a canhota presidente!

 

Castigo?

terça-feira, julho 12th, 2011

É de fazer pensar esta situação do ala Thoni, que hoje, foi dispensado do Criciúma por deficiência técnica. Na sua volta para a Chapecoense, Thoni, tentou estabelecer um leilão em torno de seu passe. E conseguiu. Foi muito trabalhoso para a Chapecoense trazê-lo para o Campeonato Catarinense. Ficou mais caro também, e desta forma, houve a necessidade de investimento externo. Ele veio e pouco fez, perante o futebol de qualidade que tem e sobre aquilo que se esperava dele. Ou tinha um bom futebol? Na reta final da competição veio a noticia que ele já havia assinado um pré-contrato com o Criciúma, adversário da decisão, nos mesmos moldes de Adriano em 2007. Um misto de provocação e falta de ética das partes envolvidas. Thoni negava veementemente a existência do acerto. Ele tanto existia como foi levado a efeito. Thoni jogou quase nada nos dois jogos finais, mas mesmo assim a Chapecoense triunfou. Foi jogar no Criciúma, foi recebido com pompa e circunstância e repetiu o que havia feito aqui, ,ou seja, nada fez. Precocemente vê seu contrato encerrado e seu valor de mercado diminuído. Lembram-se de Adriano? Foi muito parecido. Após jogar uma barbaridade com a camisa 10 da Chapecoense em 2007 e ser diretamente responsável pela campanha memorável, o excelente meia acertou com o Criciúma antes da decisão. Não jogou nada na final. Foi para o Tigre e de depois disso sumiu. Praga? Maldição? Castigo? Sei lá! Mas que existem fatos que assemelham as histórias é inegável. Thoni saiu da Chapecoense com sua imagem muito arranhada. Não se pode recriminar um profissional que deseja jogar em uma equipe de divisão superior, mas tudo deve ser acertado no seu devido tempo. Olhou apenas a Série B e um salário maior. Esqueceu da casa em que era ídolo e um salário que se não era tudo aquilo era muito atraente. Foi embora. Se deu mal e deve estar arrependido até a raiz dos cabelos. Fica aí mais um exemplo.

Foto: Sirli Freitas/RBS.

Acredite se Quiser

domingo, julho 10th, 2011

Acredite, esta é a Chapecoense

A história de uma entidade é escrita com acertos e erros.

Os acertos ficarão notáveis na história, mas alguns erros também podem ganhar a notoriedade de um grande feito.

Na tarde do último sábado, na Arena Condá, fui testemunha de um amistoso que tinha tudo para ser mais um. Principalmente pelo péssimo futebol apresentado por Chapecoense e Juventude de Caxias do Sul.

Mas assistimos a muito mais do que apenas um amistoso chato e desanimado.

Primeiro a tal da camiseta comemorativa.

Quando a Chapecoense entrou em campo fomos surpreendidos por uma deformação inexplicável. A Chapecoense vestiu preto. Exatamente, preto!

Esta mania de mudar as cores do time em nome de uma novidade ou para criar um fato é inaceitável. A Chapecoense se veste de verde e branco. Cobramos quando ela entra em campo toda de branco, imagine vê-la de preto. Sem cabimento.

No segundo ato tivemos o desentendimento de Mauro Ovelha com o árbitro Evandro Bender. Dizem que Ovelha mandou o árbitro tomar naquele lugar. Bender reagiu com a expulsão do técnico. Ovelha não admitiu sair e foi ameaçado de ser retirado a força pela PM, que acabou ficando na saia justa, devido ao desentendimento de dois profissionais que deveriam ter tido uma postura diferente.

Técnico não tem nada que estar batendo boca com árbitro. Árbitro em jogo amistoso deve saber relevar certas situações e saber que se trata de um jogo de preparação e nada mais do que isso.

Exageros de todas as partes. A arbitragem anulou um gol de Grolli que foi legitimo. Foi, portanto, responsável direta pelo resultado de 0X0.

Aliás, para um jogo zero, uma camiseta comemorativa zero, uma arbitragem zero, uma placar de 0×0. Tudo certo.

O gramado da Arena preocupa. Existe tempo para que sua recuperação se consolide, porém, o que temos hoje é algo semelhante a um campo de futebol. A Prefeitura de Chapecó, administradora da Arena, terá de cobrar da empresa responsável pelo trabalho uma garantia de resultado.

Esta mesma empresa já fez recentemente um bom trabalho. Tomara se repita o sucesso.

Pouco mais de mil pessoas devem ter estado na Arena na tarde de sábado. Ingressos caros para um amistoso certamente afastaram muita gente. Ao menos houve a valorização dos sócios, o que é sempre importante.

Para fechar à tarde dos atos estranhos tivemos a entrega das faixas de campeões estaduais aos atletas, comissão técnica e diretoria.

Atletas que chegaram depois da conquista ganharam faixa e foram para a foto oficial. E daí?

Em uma tarde de sábado, com jogo às 14 horas, amistoso, com ingressos a R$ 30,00, com árbitro de Chapecó expulsando o técnico da casa, com gol mal anulado pela mesma arbitragem, com a Chapecoense jogando de preto, jogador que não fez parte da campanha campeã receber a faixa é apenas mais um evento dentre tantos acontecidos em uma tarde do tipo:

- Acredite se Quiser! -

Está mais do que na hora

quinta-feira, julho 7th, 2011

Ainda bem que a bola vai rolar em seguida e as atenções ficarão voltas para os jogos e as atuações da Chapecoense dentro de campo na Série C.

Impressionante o que já pipocou de informação torta neste período de entressafra entre o Campeonato Catarinense e a Série C. Sob este aspecto teria sido interessante a Chapecoense ter jogado a Copa SC. Quem sabe se com a bola rolando não teríamos deixado de presenciar uma série de crises.

Neste período qualquer pé de galinha dá uma sopa gorda.

Na imprensa repercute até latido de cachorro. Impressionante!

Quando os assuntos ficam raros, os debates mais antigos voltam à tona. Um deles diz respeito ao Centro de Treinamentos. E é muito bom que este assunto ganhe um espaço, porém, exageros devem ser evitados.

A Chapecoense não tem hoje dinheiro para comprar uma área de terra, que em Chapecó, vale uma fortuna.

A Chapecoense hoje não pode investir em futebol e em C.T. ao mesmo tempo. Se comprar uma área com a mesma fonte que mantém o futebol, quebra o time. É preciso, portanto, criar um mecanismo de captação de recursos para investimento nesta área. Seria interessante que este complexo estivesse disponível não apenas para a equipe principal, mas também para a base e sua formação. Este dinheiro obrigatoriamente deve vir de fontes externas, notadamente de órgãos governamentais. Por isso a necessidade de garantir espaço para a base.

Um comodato poderia ser feito neste primeiro momento. Com o aluguel de uma área e conseqüentemente a manutenção da mesma por parte da Chapecoense, ficaria mais próximo da realidade financeira atual.

Na verdade entra diretoria e sai diretoria, e sempre tratam do assunto com distância. Na hora de lançar projetos é tudo uma beleza! Está faltando na Chapecoense alguém que assuma esta parte como uma meta verdadeira.

É muito cômodo para a Chapecoense viver de favor no que se refere a campos de treino. Mas a verdade é que está ficando difícil de conciliar interesses na área. Sem falar que é uma vergonha uma equipe que é quatro vezes campeã estadual e que sonha com a Série B não ter sequer uma horta para regar.

 

Com a faixa no peito

quarta-feira, julho 6th, 2011

Sábado à tarde, em horário pouco usual para o futebol, às 14 horas, a Chapecoense receberá o Juventude de Caxias do Sul/RS, para um amistoso e para a colocação de faixas de Campeão Catarinense de 2011.

A Chapecoense tentou levar este jogo para domingo, mas o Juventude não aceitou devido, segundo eles, a uma programação que já estabelecida, um cronograma montado.

O jogo vai para as 14 horas para fugir da concorrência com o jogo da seleção brasileira às 16 horas pela Copa América. Some mais um entrave para a presença de público devido ao Sábado D. E mesmo que não tivéssemos um sábado D o comercio local, em sua grande maioria, abre portas durante o final de semana. Mas enfim, o momento é importante e merece a participação de um público numeroso.

Os ingressos custarão: R$ 30,00 nas cadeiras. Cobertas e geral R$ 15,00. Sócios em dia têm acesso mais do que garantido. O valor de R$ 15,00 já corresponde ao meio ingresso, segundo a Chapecoense.

Será mais um bom teste antes da bola rolar de verdade para a Série C do Campeonato Brasileiro. Já foi assim em Caxias. Mauro Ovelha mostra nos treinos da semana que deve promover a entrada de Lucca no lugar de Jean Carlos no comando de ataque.

Pelo que os dois mostraram em Caxias do Sul, nada mais natural.

De resto à equipe está equilibrada e jogando de forma mais objetiva e solidaria em uma comparação com a forma de jogar do Campeonato Catarinense.

O gramado da Arena é outra preocupação. Certamente ele ainda não estará no patamar de qualidade máximo para este jogo. Em Caxias do Sul o jogo foi realizado em um gramado muito bom e de dimensão superior.

Sábado, 14 horas na Arena, dia e hora para a Chapecoense colocar oficialmente a faixa no peito.

Por que não de graça?

Alguns pensam que a Chapecoense deveria abrir os portões para este jogo de sábado e desta forma dar ao torcedor um presente. Não seria uma idéia ruim.

Porém, fatores devem ser considerados.

Primeiro são os sócios. Se quem não é sócio entra sem pagar, quem paga o ano todo deveria receber algo em troca. Um exemplo, Outra. Sem presença de fiscais da Federação Catarinense não tem arbitragem oficial. É necessária a presença da Policia Militar e dos Bombeiros.

Custos e exigências que inviabilizam a alegria dos torcedores que gostariam de participar da boca livre.

Os valores dos ingressos, altos para um amistoso, se explicam pela valorização dos sócios. A diretoria está correta neste aspecto. Em Caxias do Sul os ingressos custavam R$ 20,00.