Devagar nas pedras

Na quarta-feira a Chapecoense deu de cara no portão na Água Amarela e o treino acabou sendo realizado na Arena.

O motivo é a preparação do campo para o torneio de veteranos que acontecerá dentro da programação do aniversário de Chapecó. Tudo isso já é de domínio público.

As dificuldades que a Chapecoense tem em acertar os locais de treinamentos não são de hoje. São de sempre, aliás.

Acompanho a Chapecoense há seis anos, desde que aqui cheguei. Sinceramente não me lembro de um episódio semelhante ter acontecido.

Portanto, criticar os responsáveis pela organização do calendário de treinos não me parece justo e correto.

Todo mundo sabe que a Chapecoense necessita de um Centro de Treinamentos. Para alguns parece fácil a sua concretização. Tipo mágica.

As áreas de terra em Chapecó são extremamente valorizadas. Um campo somente não resolve. Três ou quatro seriam necessários. Quanto custa isso?

Então está na hora de sairmos deste bate-boca interminável e partirmos para a ação.

Uma possibilidade é fazer como o Flamengo e comercializar um tijolo por determinado valor que seria repassado à entidade mantenedora da Chapecoense para a sua construção. Obrigatoriamente terá de passar pelo torcedor e pelas empresas a construção do CT da Chapecoense. Vamos começar então?

Enquanto isso e ainda por um período longo, o relacionamento entre a Chapecoense e os proprietários de campos terá de ser o melhor possível. Fechar portas é errado e burro.

Quantas vezes a Água Amarela esteve disponível? Sempre! Uma única vez em que o local se fechou para a preparação para um evento ser realizado se cria toda esta celeuma? As coisas não funcionam deste jeito não.

Muita critica e humor azedo somente atrapalha.

Está na hora de ação. Opinião, sugestão, idéias muitos já deram. Alguém terá de tomar a frente e dar a largada.

Os números

Cobrar ações da diretoria da Chapecoense seja pela imprensa ou pelo torcedor é muito fácil.

Todos nós queremos uma Chapecoense grande, forte e organizada. Porém, alguns números limitam uma série de ações. A Chapecoense está com muita dificuldade para alcançar os cinco mil sócios. As rendas da Série C estão fracas e o público tem batido em pouco mais de 1/3 da capacidade do estádio.

É possível ser forte deste jeito? É claro que não.

Investimentos do porte da construção de um Centro de Treinamentos exigem uma engenharia financeira capitaneada por gente grande. Investimento se faz com dinheiro. Exigir é moleza. Duro é meter a mão no bolso e encontrar nele um escorpião. Muita coisa precisa mudar.

Nós temos que ajudar a pagar esta conta. E conta se paga com dinheiro, não com conversa fiada.

 

 

6 comentarios para “Devagar nas pedras”

  1. Carlos disse:

    Enquanto isso.. Avai demite Gallo e vem atrás do Ovelha… e dái?

  2. A Chapecoense será tão grande quanto seus torcedores quiserem. Concordo com todos aqueles que dizem que hoje não vale a pena ser sócio devido as vantagens (ou desvantagens) financeiras.

    Espero pelo dia que todos entendam que nesse momento, temos mais é que pensar no futuro do clube do que obter vantagens no bolso. A chance de mudar a história está nas mãos (ou no bolso) do torcedor, e somente ele pode mudar isso.

    Mas dai até fazer o pessoal entender isso, vai longe, pois para a maioria a Chape deve voltar a ser um clube de três meses, pois é mais cômodo.

    Fica aí o desafio. Eu estou fazendo minha parte. Sou sócio.

  3. fernando disse:

    Geninho, Carpeggianni e Ovelha estão cotados, segundo fontes da Capital.
    O brabo é encarar este desafio com todos os problemas que o Avaí apresenta.

  4. ACHO que não precisamos temer. O Ovelha seria uma aposta para eles, e o momento deles não é de aposta. Mas vai que…

  5. Caio Cesar disse:

    Não quero nem pensar na hipótese do Ovelha sair, seria o caos, seria o fim do sonho do acesso à série B do Brasileirão, só o Ovelha para entender e extrair futebol desse time do Verdão.

    Mas, na eventual saída do Ovelha, há um bom nome no mercado, porém já empregado: o técnico GILBERTO PEREIRA, que vem fazendo um belo trabalho na série D, com o Cianorte. Ele também foi bem no Paranaense 2011, levando o Cianorte para a Série D.

  6. Diego disse:

    O ideal mesmo seria uma acesso para a série B, dai sim teríamos mais dinheiro para investimento, e mais sócios também.

    Eu acho que estão fazendo tempestade em copo d’água, é a primeira vez que o time não pode treinar lá, claro que seria bom um CT, mas não que isso seja caso de vida ou morte.

    É melhor nós se concentrar no time e no acesso, caso subirmos de série, dai sim construir um CT, que seria bom para os jogadores, comissão técnica e até para futuras contratações, que jogadores valorizariam mais nosso clube pela estrutura que ele vai ter.

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