Arquivo para setembro, 2011

FutMarcas SC

quarta-feira, setembro 14th, 2011

Esta será a denominação de uma entidade que vai reunir os principais clubes de futebol profissional de SC em torno do licenciamento de suas marcas para que elas apareçam no maior numero de produtos possíveis.

Trata-se de uma iniciativa conjunta e inédita em SC.

Esta nova empresa vai gerenciar todo o negócio e procurar parceiros para a criação de produtos e para colocá-los no mercado.

Não se trata de uma especulação e sim uma noticia. O blog  já havia antecipado a iniciativa há mais de dois meses.

Funcionará da seguinte forma. Cada clube terá a sua loja, com maior ênfase para a sua marca, mas dentro desta mesma loja os produtos dos outros clubes parceiros também estarão à venda.

Os produtos estarão disponíveis para que se mostrar interessado em vendê-los.

Desta forma o que se pretende é realmente vender a marca dos clubes de SC, aproximar estes clubes dos torcedores e do mercado consumidor e criar uma receita importante para os clubes que sempre enfrentam dificuldades nesta área.

É a mais promissora iniciativa na área de licenciamento de marcas do esporte catarinense em todos os tempos. A Chapecoense, através do departamento de marketing, é parceira de primeira hora e está colaborando ma concepção e formatação do projeto. No Gol da Chape está postado um VT que já faz uma chamada para criar uma expectativa em torno do projeto.

Cansamos de ver produtos de outros clubes, sem citar Grêmio e Inter, sendo vendidos no comércio catarinense.

No Litoral de SC o que mais se encontra são produtos com marcas de times do RJ e SP, até os argentinos aparecem, mas nada dos nossos.

Este projeto tem tudo para dar certo e para mudar o cenário na área de marketing do futebol catarinense.

 

A Chapecoense faz coisa

segunda-feira, setembro 12th, 2011

Parafraseando famoso manézinho da Ilha da Magia eu inicio a coluna de hoje.

Quando cheguei aqui em 2005 a Chapecoense era um barco pronto para afundar. Hoje, graças a Deus e aos corajosos que trataram de salvá-la, a realidade é muito diferente.

Durante a viagem para São Paulo recordávamos outras que fizemos neste período. Estive em todas. Afora desbravar as estradas de SC a cada Campeonato Catarinense, as incursões pelas Séries C e D, mais a Copa do Brasil rendem histórias e lembranças.

Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Paraná adentro. Distrito Federal. São Paulo. Minas Gerais, enfim.

Quantos quilômetros andamos e quantas milhas voamos atrás deste time em espaço de tempo tão reduzido.

Pois é este momento que a Chapecoense vive. Neste período foram conquistados dois estaduais e um vice.

Houve também o pseudo-rebaixamento, mas deixa pra lá.

Hoje a Chapecoense faz coisas que muitos ainda duvidam.

Classificada com uma rodada de antecedência no Grupo da Morte e com a possibilidade real de ser a primeira da chave no próximo domingo. Os números impressionam.

De orçamento nenhum em 2005 para os mais de R$ 5 milhões de hoje, demonstram o potencial desta entidade e como ela é importante para nossas forças vivas.

E um detalhe muito importante. Sem a necessidade de importações ou parcerias externas de aproveitadores do futebol. Tudo feito por mãos de chapecoenses. Sejam eles de nascimento ou por adoção. Muito bom.

Além do trevo

Houve um tempo, no passado recente, que parecia infrutífera a saída da Chapecoense de sua base. Passar o trevo e perder o jogo era exatamente a mesma coisa. As cobranças eram muitas e justas. Tudo mudou.

Hoje a Chapecoense sai de casa, ganha jogos em SC e fora daqui e partiu de divisão nenhuma para entrar na sua mais importante batalha pela Série B. E chega a este momento com reais condições de conquista. A batalha será duríssima, mais complicada do que na primeira fase, mas existe a possibilidade de acesso.

A Chapecoense criou uma identidade forte, nutre o respeito em seus adversários e segue em frente.

A segunda fase da Série C é o momento mais importante de toda a história da Chapecoense. É o pulo do gato.

 

Foto: Rodrigo Goulart/Diario do Iguaçu.

Peladão Barriga Verde

segunda-feira, setembro 5th, 2011

Se este era para ser o cartão de visitas do futebol de SC na Série C para tentar alavancar maior visibilidade, certamente Chapecoense e Joinville queimaram o filme.

A baixíssima qualidade do futebol desenvolvido pelas duas equipes beirou o ridículo. Foi uma pelada de oitava divisão e que não mereceu mais do que as ruidosas vaias ouvidas ao final do jogo.

Neste momento deixo de lado tudo de bom que a Chapecoense construiu na Série C para abrir os olhos para situações muito complicadas que podem começar a virar noticia.

Primeiro que a Chapecoense deixou escapar a classificação antecipada. Tem mais dois jogos pela frente, mas vai pegar um Santo André, que estava morto, mais vivo do que nunca após a vitória de 3×1 em Caxias do Sul.

Vai jogar a última contra o Caxias que estará desesperado na última rodada. Perdeu os dois jogos para o Joinville que é adversário direto.

Segundo lugar. As finanças da Chapecoense estão abaladas e este jogo de ontem era para fazer uma base para a jornada de SP. O público não correspondeu da forma como todos esperavam.

Sem querer ofender, mas perguntando: Os prêmios e salários estão todos em dia?

E para finalizar. Porque a Chapecoense jogou da forma como jogou ontem? Morta em campo. Desanimada. Sem pegada. Nitidamente jogando de salto alto e com a empáfia de que poderia resolver o jogo à hora que bem estendesse.

A encruzilhada do campeonato se apresenta e as duas últimas rodadas estão aí. Vai a Chapecoense rasgar a seqüência da temporada?

A hora é de reunir este grupo e perguntar para todos, em conjunto, se eles realmente querem algo a mais.

O futebol da Chapecoense frente ao Joinville foi vergonhoso e passível de cobranças fortes.

Adianta a imprensa lutar a semana inteira para animar o torcedor a ir para o estádio para apresentar um futebol desta qualidade? É de tirar o sono. O Joinville ganhou por 2×0 com folga.

As oportunidades que a vida oferece

sexta-feira, setembro 2nd, 2011

A vida é feita de oportunidades, poucas, mas elas se apresentam. Algumas vezes não percebemos ou apenas muito tempo depois conseguimos traduzir que aquele acontecimento era uma oportunidade imperdível, mas que a perdemos.

A Chapecoense soube aproveitar muitas das oportunidades que se apresentaram. A mais emblemática do passado recente foi à permanência na primeira divisão após a queda em campo. Uma manobra amparada pela lei e executada com maestria devolveu a Chapecoense para a elite. A oportunidade foi tão bem aproveitada que mesmo enfrentando ameaças de ações na justiça comum a operação foi em frente. Deu tudo certo. Oportunidade que se apresentou e que foi devidamente aproveitada.

No ano passado a Série B se ofereceu para a Chapecoense com a languidez de uma moça que se entrega aos braços do seu amado. Por falta de qualidade e por escolhas equivocadas a vaga se perdeu e ficou com uma equipe que sequer tinha um estádio e que teve de trocar de cidade e de nome para pode encarar os desafios desta temporada.

Oportunidade desperdiçada.

Agora os caminhos novamente estão abertos para a Chapecoense buscar o que realmente lhe falta que é uma visibilidade maior em termos de País e desta forma entrar definitivamente na roda dos 40 maiores do Brasil e iniciar um aprendizado fundamental sobre o que realmente representa ser uma equipe inserida em uma realidade totalmente diferente da vivida no Campeonato Catarinense e na própria Série C. Não existe mais a possibilidade de espera. É impossível deixar para depois. A Chapecoense, obrigatoriamente, em nome do futuro e da consolidação da entidade, terá de estar na Série B de 2012.

A Chapecoense não é menor do que o Duque de Caxias, Salgueiro, Icasa, Boa Esporte, Bragantino, Grêmio/SP, Americana e o próprio Criciúma. Só aí já temos oito equipes de um total de 20.

Chegou à hora de decidir pelo futuro. O salto de qualidade que a Chapecoense necessita é subir para a B. Nada mais é tão importante como este acesso neste momento da história.

As lições da bola

quinta-feira, setembro 1st, 2011

O futebol nos ensina em tempo real. Ao vivo para um país inteiro ou mesmo para o mundo pela internet, jogos de futebol nos fazem aprender como é importante exercitar a humildade e a respeitar seus adversários, quem quer que ele seja.

Outra lição notável que o futebol nos mostra é a importância do verdadeiro jogo em equipe. Sim, porque equipe e uma situação, um amontoado de pessoas é bem outra.

Trabalho na imprensa a mais de 20 anos. Este é um ambiente muito interessante também. Assim como no futebol, o trabalho de imprensa necessita de um senso de coletividade muito apurado para que os objetivos sejam alcançados. O problema é que nesta área que escolhi como profissão os egos se inflam com muita facilidade e muitas vezes as maiores brigas se dão dentro dos veículos de comunicação, que são uma espécie de time, até com maior intensidade do que entre prefixos e bandeiras antagônicas.

Neste meio de semana assistimos ao Inter aplicar com muita tranqüilidade um placar de 3×0 no Santos.

Passeava em campo e parecia ser o dono do mundo. O Santos não concordou com a situação e buscou o empate. Por muito pouco não virou o jogo. Nitidamente o Inter perdeu o foco e desta forma deixou de respeitar as potencialidades do qualificado adversário.

Este episódio pode e deve ser utilizado como instrumento didático para a Chapecoense. Este jogo de domingo frente ao Joinville, chega carregado de importância. A Chapecoense, além de líder da chave, tem um jogo a menos do que seus pares. A situação é boa, mas não pode ser encarada como confortável. A missão maior neste momento é justamente criar na mente dos jogadores o tamanho da importância deste encontro e ao que ele pode conduzir de forma antecipada. A bola ensina aos inteligentes e aos observadores. A bola pune sem piedade os indolentes e sem humildade. Todos estão livres para escolher o caminho. Inclusive a Chapecoense.