Arquivo para outubro, 2011

Fim de papo

segunda-feira, outubro 31st, 2011

Termina a temporada 2011 para a Chapecoense.

Encontro marcado com o torcedor na segunda quinzena de janeiro de 2012.

Foi uma longa e produtiva temporada. Uma pena que o capitulo final deixou a desejar.

Mas reclamar de 2011 seria uma injustiça.

A organização para 2012 já começou. Primeira providência foi manter Mauro Ovelha, e acredito que os demais integrantes da comissão técnica também permaneçam, que se mostra acertada, pois existe da parte de Mauro Ovelha um comprometimento com o projeto.

Com a chegada do final de ano deveremos ter alguns posicionamentos relacionados a nomes de diretores da Chapecoense. O vice-presidente, João Piazza, deve deixar o cargo e se afasta da diretoria com um ano de antecedência.

Quem volta a se aproximar do presidente Sandro Pallaoro são seus amigos Nei Maidana e Jandir Bordignon. O trio viveu bons e maus momentos na Chapecoense.

Os três levaram a Chapecoense ao vice-campeonato de 2009 e ao rebaixamento virtual de 2010.

Nei Maidana renunciou a presidência, depois de demitir os diretores de futebol Jandir e Sandro. Os retornos de Jandir e Nei poderão ocasionar o afastamento de mais um colaborador da diretoria, o empresário Gelson Dallacosta.

Ouvi da boca de Nei Maidana, quando de sua renúncia, reclames quanto à posição do empresário no episódio que causou sua saída.

Mas como águas passadas não movem moinhos o negócio é seguirem frente. Sandro Pallaoroacredita em seus amigos e é com eles que trata de planejar e montar a próxima temporada.

Qualquer um de nós teria o mesmo posicionamento.

Se o ano de 2012 for igual a este 2011 já será muito bom, mas todos sabem que o que está bom pode ficar espetacular.

Os dois lados da moeda

quinta-feira, outubro 27th, 2011

Este jogo entre Chapecoense e Brasiliense vale apenas a lanterna da chave. Efeito prático não carrega nenhum. Não tem influência sobre outros resultados e não tem a capacidade de comprometer a vida de outros clubes. Não vale nada.

O bom senso recomendaria seu cancelamento. Milhares de reais seriam economizados.

Mas existe um estatuto a ser respeitado, existe a ética do esporte para ser protegida.

E serve também como uma forma de castigo para as duas equipes que foram incompetentes na segunda fase da competição e desta forma terão de atuar, mesmo o jogo não valendo nada.

Será além de um jogo de final de temporada, um daqueles que jogador algum vai entrar em dividida, se expor, ou seja, rezar para o tempo passar rápido.

Este Chapecoense e Brasiliense servirá apenas para remunerar a arbitragem, para a CBF e FCF receberem suas taxas e mais os encargos sociais inerentes ao evento.

Nas arquibancadas teremos quantos abnegados torcedores? Tenho curiosidade em ver.

De resto será uma tarde de melancolia na Arena Condá.

Aplaca este gosto amargo o resumo final da temporada que foi bastante positivo. A garantia de calendário e a conquista estadual valem muito e muitos queriam estar no lugar da Chapecoense.

A turbulência enfrentada após o conquista do Campeonato Catarinense foi determinante para uma perda de foco. Como este parece ser um caso superado, a busca ou manutenção da unidade entre os diretores será de vital importância.

Os encaminhamentos já estão em fase adiantada e a base para o novo ano já está bem próxima do anúncio oficial.

Em outros tempos a Chapecoense já estaria de portas fechadas há muitos meses. A realidade hoje é diferente.

A Chapecoense precisa avançar, mas é inegável que já subiu muitos degraus de 2005 até hoje.

 

Os pila do Gambatto

segunda-feira, outubro 24th, 2011

Izair Gambatto anunciou que estaria retornando a investir na Chapecoense na temporada de 2012. Fez isso via imprensa. Fonte me disse que o presidente da Chapecoense, Sandro Pallaoro, não teria gostado da forma como foi anunciado este retorno. Na visão do presidente o empresário deveria ter comunicado o interesse para a diretoria e depois, se fosse o caso, a imprensa seria comunicada. Teria dito ainda que mesmo uma empresa mostrando interesse a diretoria teria de analisar se ele se encaixa no contexto e se não haveria sobreposição de um mesmo segmento nos patrocinadores.

A verdade é uma só. Izair Gambatto e Sandro Pallaoro se respeitam, mas são ex-amigos. E quando este sentimento de perda de identificação de estabelece não existe parceria que possa dar certo. Acredito que os bons pilas do Gambatto ficam para uma próxima oportunidade.

 

 

No balanço do Busão

quinta-feira, outubro 20th, 2011

Só pra constar.

Fui tomado pela curiosidade e resolvi ligar para a Chapecoense.

Pergunta básica para o momento: – Carlinhos Almeida, a Chapecoense viaja para Joinville de avião ou de ônibus?

Resposta rápida como um trovão: – De ônibus.

Agradeci a resposta e desejei uma boa tarde.

Nada de castigo é claro. É uma questão de economia, mas que esta viagem vai ser mais longa do que deveria ser, não resta à menor dúvida.

É no balanço do Busão e no compasso da sanfona.

Tempo suficiente para muita reflexão e várias rodadas de truco.

Falecimentos

segunda-feira, outubro 17th, 2011

Comunico com pesar os falecimentos precoces de Chapecoense e Brasiliense na Série C do Campeonato Brasileiro de 2011.

Com duas rodadas de antecedência, ambos foram atropelados por dois bólidos com placas de Ipatinga/MG e Joinville/SC, na estrada do futebol brasileiro.

Este atropelamento deu-se por desatenção das vitimas, jamais por imprudência dos algozes.

Em uma estrada cheia de curvas, buracos, chuva e piso escorregadio, dormir ao volante é fatal.

Chapecoense e Brasiliense protagonizaram um vexame nesta segunda fase da Série C.

Tudo bem, o Campeonato Catarinense foi conquistado, na primeira fase do nacional, chegou à frente, mas quando valia tivemos de amargar decepções no Oeste Catarinense e no Planalto Central.

As vagas estão em muito boas mãos.

O Joinville provou sua maturidade ao sapecar uma sonora goleada de 4×1 sobre o Brasiliense,em plena Bocado Jacaré, simplesmente não tomando conhecimento de quem esteve do outro lado do gramado. Oito anos depois o Joinville volta a segunda divisão nacional, pelas mãos do técnico Arturzinho, que mostrou personalidade para encarar um vestiário que estava conturbado, soube domar a ansiedade dos dirigentes, que também souberam ler com exatidão a mensagem do comandante.

A fama de cavalo paraguaio foi banida em grande estilo.

No jogo de domingo contra a Chapecoense, que terá de jogar já eliminada, eles estão prometendo uma grande festa. Imagine o que será a Arena!

Resta a Chapecoense jogar com dignidade. Reclamar de uma arbitragem não adianta mais. Chorar as oportunidades perdidas é desnecessário. É preciso refletir sobre os erros cometidos, que foram muitos na segunda fase, e jogar com o respeito que a camiseta da Chapecoense merece. Perder o jogo é quase uma certeza, mas que a derrota aconteça dentro de um padrão de profissionalismo e respeito à história da instituição.

É vergonhoso sim ser desclassificado com duas rodadas de antecedência em uma estrutura de apenas seis jogos. Esta situação coloca a verdade em seu devido e merecido lugar. Ipatinga e Joinville estão prontos para a Série B. Chapecoense e Brasiliense precisam ainda crescer e amadurecer.

Parabéns Joinville! O time do coração da maior cidade de SC está no lugar que merece.

 

 

Ipatingaço

domingo, outubro 16th, 2011

Volto pra casa, cansado como poucas vezes, após uma jornada longa para transmitir um jogo da Chapecoense.

Esta viagem para Ipatinga/MG foi especificamente especial sob este aspecto.

Andamos de carro, avião, ônibus e de carona. Nada que não tenhamos vivido antes, mas o sentimento da volta me deixa triste.

Não me quero por no lugar de vitima, jamais. Mas me encontrei de um jeito contundente com aquilo que sente o torcedor. Em uma tarde de calor infernal, no final da temporada, cansado que estou pelos milhares de quilômetros percorridos nesta temporada, tive de narrar um brilhante primeiro tempo da Chapecoense e uma segunda etapa terrível!

O Verdão saiu de um positivo 2×0 para um irritante e decepcionante 3×2 de derrota.

As tuas forças de fé e de esperança vão sendo minadas por estes acontecimentos. Tuas convicções se acabam em minutos. Tua visão de que eles podem virar o jogo fica turva.

Antes do jogo, foi mostrado ao elenco um vídeo motivacional. Acredito nesta ferramenta, mas ela jamais será decisiva.

Poderia o elenco da Chapecoense gravar um novo vídeo. Desta vez com um profundo e verdadeiro pedido de desculpas para aqueles que acreditaram no potencial de todos.

A este cronista esportivo resta um cansaço enorme, um pesar profundo pela falta de habilidade da Chapecoense em manter um resultado e ainda a crença de que a matemática permite sonhar.

Sempre fui assim e não me desgarro do poder da esperança. De origem alemã, carrego a mania pela organização, alguma chatice, o prazer de sorver goles generosos de cerveja e o sentimento de jamais desistir.

Em síntese, uma teimosia. Me nego a entregar as armas.

Ao menos até saber o resultado do jogo desta segunda-feira entre Brasiliense e Joinville.

Eu sou assim mesmo. Antecipadamente peço desculpas.

Coluna do Final de Semana

sábado, outubro 15th, 2011

Tarde de decisão

Na tarde deste sábado, às 17 horas, em Ipatinga, Minas Gerais, a Chapecoense decide o seu futuro na Série C do Campeonato Brasileiro. Dezoito jogadores e onze dirigentes e integrantes da Comissão técnica fazem parte da delegação da Chapecoense que já está aqui em Ipatinga desde a sexta-feira a noite.

O compromisso da Chapecoense é vencer e nada mais do que isso, já que não aproveitou os jogos em casa. Um dos ingredientes que ajuda a motivar o elenco para este jogo é o aumento do prêmio pelo acesso a Série B de 200 mil reais para 300 mil reais. Esta foi uma estratégia encontrada pela diretoria para motivar os jogadores. Na verdade uma espécie de última tentativa, já que com a chegada do final de ano as contas estão mais do que no limite.

O adversário, Ipatinga, está extremamente confiante na vitória e na classificação antecipada. Este time já esteve na elite do futebol brasileiro e Mineiro, hoje sua realidade é uma terceira divisão nacional e neste ano caiu para a segunda divisão estadual. A diretoria precisa dar uma resposta ao torcedor, e quis o destino que a Chapecoense cruzasse o seu caminho.

A cidade de Ipatinga conta hoje com 245 mil habitantes e a região é  conhecida como vale do aço de Minas Gerais.

Novidade na telinha

O prefeito de Chapecó José Claudio Caramori recebeu a visita na Efapi do diretor presidente da TV Barriga Verde – Bandeirantes, Saul Brandalise, que confirmou ao prefeito que em caso de vitória da Chapecoense em Ipatinga a TVBV estará transmitindo ao vivo para todo o estado de Santa Catarina os dois jogos restantes da Chapecoense na Série C.

Importe frisar, só em caso de vitória.
Sobe

Ipatinga versus Chapecoense: o grande jogo da rodada.
Desce

Derrota da Chapecoense significa o final de ano antecipado.

Fúria presidencial

terça-feira, outubro 11th, 2011

Sandro Pallaoro

O presidente da Chapecoense, Sandro Pallaoro, está indignado com atitudes diversas e as criticas recebidas pelo momento ruim da equipe na Série C.

Compreendo o sentimento do presidente e me coloco em seu lugar. Teria, quem sabe, reação semelhante.

Cronologicamente é bom lembrar que a Chapecoense é atualmente a campeã catarinense de futebol. Em meio a este turbilhão de resultados ruins e frustração pelo acesso a Série B que está escapando, parece que muitos esqueceram a glória recente.

A Chapecoense vem de uma primeira fase na Série C, que se não foi brilhante, terminou com a equipe em primeiro lugar. O momento ruim apagou esta marca.

Veio a segunda e decisiva fase e a crise que está estabelecida.

O torcedor reclama com veemência.

A cada ação temos uma reação correspondente.

O torcedor grita na arquibancada e o atleta faz gestos obscenos. Neste momento está quebrado o pacto de confiança e admiração. Assim como em um relacionamento de amizade, quando a primeira briga acontece, o sentimento muda, ou ao menos começamos a ver a pessoa com outros olhos.

Sandro Pallaoro critica abertamente a atuação dos torcedores que reclamam, que vaiam e que gritaram olé contra o time. O presidente comparou a presença de público em Chapecó e em Joinville. Sandro Pallaoro reclama da imprensa esportiva por estar criticando uma equipe que até pouco tempo esta mesma imprensa elogiava, segundo ele.

O ranço presidencial é forte e característico da personalidade do presidente que não é afeito a levar desaforos para casa.

As palavras são duras, mas fazem parte do contexto. Recebo-as com a mais absoluta tranqüilidade, concordando em parte com as várias analises.

Assim como disse Sandro Pallaoro recentemente, destacando que a imprensa esportiva de Chapecó está amadurecendo, ele mesmo passa por este processo.

Como dirigente de futebol ele ainda não está maduro, está em fase de consolidação como dirigente. Esta explosão de descontentamento faz parte do amadurecimento.

Perfil de torcedor

Nas arquibancadas dos estádios de futebol habita um ser que se chama torcedor. Várias são as raças que compõe esta fauna. Tem torcedor que vibra com o sucesso, mas também tem aquele que se encanta pelo fracasso. É incrível, mas existe sim aquele que é torcedor de determinado time, mas que se sente mais feliz com a desgraça do mesmo, pois somente assim consegue despachar as agruras da vida que ele se esqueceu de deixar do lado de fora. Uma floresta não se faz apenas de uma espécie. É preciso uma multiplicidade de seres para compor um ecossistema. Nos estádios de futebol vale a mesma regra. Querer um comportamento linear é impossível. Esta variedade de sentimentos e reações é que faz do futebol um tema palpitante e recheado de pormenores que o enriquecem.

Os dirigentes e a imprensa precisam saber lidar com esta riqueza de figuras tão interessantes.

Não merece a Série B

segunda-feira, outubro 10th, 2011

Dói no coração reconhecer que a Chapecoense não merece a Série B do Campeonato Brasileiro.

Com o futebol que está apresentando na fase quente, na fase do acesso, a Chapecoense está muito distante de uma realidade que lhe possibilite figurar entre as 40 melhores equipes de futebol do Brasil.

Dentro de campo, na segunda fase, a Chapecoense ganhou apenas dois pontos em nove. Muito pouco para pensar em Série B.

A Chapecoense parece estar sem alma. Falta comprometimento coletivo. A primeira fase foi uma barbada. Na hora do vamos ver a Chapecoense está mostrando uma série de falhas que estão comprometendo.

A perda de Dema por lesão aniquilou a Chapecoense.

Na meia cancha a perda, também por lesão, de Diogo Roque, desestabilizou o setor que perdeu a pegada.

Sinceramente eu ainda não joguei a toalha. Acredito ainda na possibilidade de classificação. O que terá de acontecer é uma mudança radical de postura e a criação de um sentimento verdadeiro de querer vencer.

Agora é um jogo de cada vez. Se ganhar do Ipatinga a vida segue. Se perder terminou. E será assim em cada um dos três jogos.

O que preocupa também é a perda da autoridade da Arena Condá. Poucos temem jogar aqui. É preciso mudar.

Ainda há tempo e possibilidade de virar o jogo, porém, o time terá de jogar o que ainda não jogou.

Complicado, mas possível. Eu ainda acredito.

Foto: Daniel Cavagnoli
Assessor de Imprensa – Departamento de Comunicação da ACF

Ou vai ou racha

sexta-feira, outubro 7th, 2011

Domingo às 16 horas a Chapecoense decide se o ano termina ou se ainda vai caminhar mais um pouco e fechar 2011 como o melhor ano de sua história.

Este jogo contra o Ipatinga/MG será determinante sob o aspecto de ter ainda a chance de galgar o acesso.

Bom ver que a diretoria da Chapecoense está realmente empenhada em fazer deste jogo uma decisão.

Bom ver o elenco tratando deste jogo como sendo ele o mais importante do ano. Não foi assim contra o Joinville.

Mauro Ovelha define a equipe com duas mudanças na zaga. Rodolpho, Kleber Goiano, Grolli, Neguetti, Nequinha, Everton Cezar, Diego Felipe, Neném, Aelson, Jean Carlos e Neílson. Esta deve ser a formação para domingo.

A zaga precisava mudar após dois jogos em que comprometeu. Nequinha terá a chance de mostrar que veio realmente para resolver. Na estréia em Brasília jogou pouco e na semana passada foi um desastre.

A volta da dupla Jean Carlos e Neílson é uma esperança de gols. Eles vivem grande fase.

Coletivamente a Chapecoense precisa se reposicionar.

Compactar o meio de campo, explorar mais a ala esquerda, pois desde a chegada de Nequinha parece que esqueceram que o Aelson existe. Marcar a saída de bola faz tempo que a Chapecoense não faz. Aproveitamento das bolas paradas beira a nota zero. Mais solidariedade na hora do acabamento das jogadas. São pontos que acredito que deveriam ser analisados e reorganizados por Mauro Ovelha.

De resto é jogar com a vontade e a determinação de quem realmente quer alcançar seus objetivos.