Arquivo para novembro, 2011

Um verdadeiro show

sexta-feira, novembro 11th, 2011

Impressionante a festa promovida por Criciúma para a abertura dos Jogos Abertos. Um evento sem comparação no esporte catarinense. Todos os detalhes foram cuidadosamente trabalhados para realizar uma apresentação de alto nível. O show de fogos foi digno de Copacabana no final de ano, tudo sincronizado com o sistema de som. O mestre de cerimônias foi Celso Freitas, criciumense famoso pelos anos de Globo e agora na Record. Um craque. Depois um show como sambista Jorge Aragão. Vai ser difícil superar Criciúma neste quesito. Foram aplicados R$ 300 mil neste evento, mas valeu à pena. O homenageado da noite foi o Guga, maior nome do esporte catarinense. Merece, pois nasceu nos JASC.

Criciúma também está mexendo na funcionalidade das disputas, reunindo em locais amplos, várias modalidades.

Esta modificação facilita a cobertura jornalística e possibilita ao público acompanhar uma variedade maior de modalidades que, quem sabe, jamais tenha visto.

Quanto aos órgãos de imprensa, houve um aumento em relação a edições passadas, pois neste quesito os JASC estavam afundando.

Criciúma está fazendo o papel que Chapecó fez com maestria em 2005, está oxigenando, recuperando o evento.

OS JASC estão apenas no começo, mas já deixa claro que Criciúma encarou com seriedade o evento e quer sim marcar época.

 

Foto: Fesporte.

Gramado da Arena x Legislação

segunda-feira, novembro 7th, 2011

Rumo ao futuro

Houve uma mobilização pública por parte da diretoria da Chapecoense em torno da troca do gramado da Arena Condá. O torcedor cobra a mudança. A imprensa esportiva avalia da mesma forma, ou seja, todos têm a mesma visão sobre a questão que envolve o surrado gramado do nosso templo do futebol.

Sua condição precária está atrapalhando o bom andamento dos jogos e nivelando por baixo a qualidade técnica.

Sem falar nas lesões decorrentes da condição ruim do piso.

Até aí tudo certo, existe uma quase unanimidade.

A troca já passou pela análise de uma empresa especializada que veio de Minas Gerais. A mesma que implantou o belíssimo gramado do Ipatingão. Já existe até mesmo um orçamento prévio que estabelece o tamanho do investimento.

Mas existe um entrave legal para que a obra comece imediatamente como se quer e como está sendo recomendado.

Por ser a Arena Condá um patrimônio público, muitos ritos legais devem ser respeitados.

Se a Prefeitura de Chapecó pagar a conta da obra, deverá passar por licitação pública, respeitar longos prazos, aguardar recursos e apenas depois autorizar a realização da mesma. Com este modelo ficaria inviável a troca neste momento. Seria possível apenas para o final de 2012.

Sob este aspecto e com toda a responsabilidade que cabe ao agente público, o departamento jurídico da Prefeitura de Chapecó está debruçado sobre o tema para justamente encontrar a forma legal de viabilizar uma doação para este investimento, uma Parceria Público Privada ou até mesmo a concretização de um comodato entre a Prefeitura de Chapecó e a associação que hoje toca o futebol da Chapecoense. Outra possibilidade seria um termo de doação.

Não é tão simples assim. O advento da Lei de Responsabilidade Fiscal criou uma série de barreiras para os gestores do dinheiro público, o que, aliás, é muito bom, pois imagine este País sem esta lei.

O entrave é de ordem legal e está sendo tratado com a seriedade que o assunto merece.

Não se pode mexer no gramado, sem antes ter a garantia de que a iniciativa não criará um ilícito logo na frente e que poderá comprometer carreiras políticas ou colocar empresários frente ao Juiz para dar explicações.

Quanto ao Ministério Público

Busquei informações se existe alguma movimentação do Ministério Público, de forma antecipada, sobre a troca do gramado da Arena Condá. Fui informado na Prefeitura de Chapecó que nada existe neste sentido.

O Ministério Público se movimenta através de uma ação popular, ou mesmo com base em uma percepção da promotoria que determinada que determinada situação possa estar colocando em risco o bem público ou a vida do cidadão.

O Ministério Público é uma das mais importantes ferramentas da democracia.

É através dele que o cidadão encontra guarida para buscar o amparo da lei em sua plenitude.

Imagine começar a obra e o Ministério Público embargá-la! É justamente isso que o Prefeito José Caramori e Sua assessoria jurídica querem evitar. Questão de bom sendo e de responsabilidade.

 Foto: Ilustração?Prefeitura Chapecó.

Celeuma futebolística

sexta-feira, novembro 4th, 2011

João Nilson Zunino

O debate em torno da mudança de fórmula do Campeonato Catarinense volta à tona e promete discussões acaloradas para movimentar este final de temporada.

Leia a matéria que está no site futebolsc.com para entender melhor a proposta.

 

Com o fim do Campeonato Brasileiro se aproximando, os estaduais começam a ser lembrados por torcedores e clubes. O Catarinense de 2012, diferente de outros anos, pode ter mudanças na sua fórmula de disputa. O objetivo é colocar 12 clubes para disputar a primeira divisão do estadual.

 

Segundo o presidente da Associação de Clube, João Nilson Zunino, existe uma possibilidade que isso aconteça. “É possível alguma mudança, sim. Defendemos a democracia dos clubes. Não pode se tomar uma decisão sem o apoio da maioria”, afirmou o dirigente em entrevista à Rádio Eldorado.

 

Para ter 12 clubes, será preciso que os dois times que foram rebaixados em 2011, Imbituba e Concórdia, joguem a primeira divisão de 2012, ou suba quatro times da segunda divisão do Catarinense.

 

“Quem cai tem que cumprir uma temporada na segunda divisão. Quem sabe poderiam subir quatro da Divisão Especial então”, especula o dirigente.

 

O novo formato do campeonato teria três chaves de grupo: os quatro primeiros disputariam o título; do quinto ao oitavo colocado estariam brigando por uma vaga na Série D; e os quatro últimos brigariam para não serem rebaixados para a Divisão Especial.

 

“Entendo que o mata-mata deve ser em ida e volta, e não apenas um confronto como é hoje”, deseja Zunino. A reunião com os clubes acontece na próxima semana para definir o rumo da competição.

É muito formulismo

Eu sou defensor da idéia de termos 12 clubes na principal divisão do futebol catarinense. Assim como defendo que a terceira divisão deveria ser extinta.

Quanto a esta fórmula de chaves eu sou frontalmente contrário. Que se tenha 12 clubes jogando todos contra todos em turno e returno. Cada campeão de turno já está na decisão. Se um mesmo ganhar os dois é o campeão.

Encaixar mais dois e compor chaves é retrocesso.

Engraçado que agora o João Nilson Zunino admite debater a matéria. Quando a Chapecoense propôs a mesma saída para não ser rebaixada, ele foi voto contrário. Depois querem me fazer crer que o Zunino é amigo da Chapecoense.

O debate vai esquentar. E mais uma vez deixaram para a última hora a decisão sobre um assunto de tamanha importância.

Está na hora do Zunino passar o bastão.

 

Foto: futebolsc.com

Andrei Copetti faz contato

sexta-feira, novembro 4th, 2011

O diretor de marketing da Chapecoense, Andrei Copetti, enviou e-mail interessante sobre a questão dos sócios.

 

Prezado Doesse,

 

Li em tua coluna de hoje a nota sobre os valores dos planos de sócios da ACF. Confesso que, nos últimos tempos, este talvez seja o tema que mais tem me tirado o sono (e também do Presidente Sandro Pallaoro). Isso por que, sem sacrificar o bolso do associado, temos de criar condições financeiras para um salto de qualidade em relação ao clube como um todo. O associado, nesse sentido, é, atualmente, uma das principais fontes de receita do clube. Segue abaixo a reprodução de um e-mail que mandei para o Picolé, com alguns esclarecimentos sobre o número de associados atual e a receita deles decorrente, bem como algumas projeções que temos para esta área. Passada esta semana, onde estamos concentrados na questão da camisa e das placas, o marketing passará a centrar esforços na busca intensa por novos associados, com algumas ações interessantes, como pacotes empresariais e o cadastramento (na condição de sócio) de todas as crianças (até 12 anos) da rede de ensino de Chapecó. Fico a tua disposição para qualquer esclarecimento que seja necessário nessa seara.

 

Grande abraço,

 

Andrei Copetti

 

PS: dos novos sócios mirins (ou Kids, como preferem alguns clubes), que passarão a concorrer em sorteios, promoções etc., não será cobrada mensalidade alguma. Trata-se de uma ação que, através do cadastramento e da distribuição de carteiras personalizadas para todos, visa o torcedor do futuro, no qual o único time do coração seja o verdão.

 

PS2: segue abaixo o e-mail que mandei para o Picolé.

 

 

Prezado Picolé,

 

li tua coluna no SB de hoje e, após conversar com o Presidente Sandro Pallaoro, achei importante repassar algumas informações a respeito do quadro de sócios da ACF. Atualmente, temos um total de 4013 sócios ativos, embora, até o momento, somente 2.980 tenham se recadastrado (o que não significa que os demais não estejam com a mensalidade em dia). Se considerarmos as mensalidades atuais, e mantendo uma média de 50 reais por sócio, isso representaria uma entrada mensal na ordem de, aproximadamente, 200 mil reais para os cofres do clube, o que, diga-se de passagem, seria excelente para o projeto que temos para o próximo ano. Esta, no entanto, não é a realidade. Por razões diversas, há sócios pagando mensalidades de toda ordem, com alguns pagando cerca de 10 reais por mês. Os motivos que geraram esta discrepância nos números são muitos, e, pouco a pouco, estamos trazendo estes valores para um valor presente, em consonância com as reais necessidades financeiras do clube.

 

De qualquer maneira, o quadro social atual é responsável por uma entrada que oscila entre80 a100 mil reais mensais, valor que, se ainda distante do potencial de faturamento com sócios, ainda assim representa uma importante fonte de receita para a ACF. O grande problema, no entanto, é que, com esta variedade de valores pagos pelos sócios, nosso tíquete médio é muito baixo, algo em torno de21 a25 reais por sócio, muito pouco para o potencial econômico da cidade e da região. Diante deste quadro, não há outra alternativa que não seja elevar imediatamente o número de sócios. O maior desafio, porém, e como pode ser visto pelos números  que apresentei acima, é elevar o tíquete médio. Sem medo de errar, temos que trabalhar para que este número chegue a, no mínimo, 40 reais por sócio. O resultado disso é uma equação muito simples. Vamos supor que, para o próximo ano, consigamos elevar o número de sócios para 5 mil e 500 sócios, e que nosso tíquete médio passe para 40 reais. Estaríamos, com isso, tendo uma entrada de receita na ordem de 220 mil reais mensais, ou, na prática, mais do que o dobro da média atual.

 

Para tanto, embora em uma semana onde o assunto predominante para o marketing seja a camisa e as placas, estamos trabalhando intensamente para aumentar nosso quadro social. Acredito que é por estes três fatores (camisa, placas e sócios) que passará o “pulo do gato” que sonhamos para o nosso verdão.

 

Grande abraço,

 

Andrei Copetti

Diretor de Marketing da ACF

 

PS: apenas para ter uma ideia do que o quadro social pode representar para o futebol, basta dizer que o JEC, classificado para a série B do campeonato brasileiro de 2012, arrecada, mensalmente, aproximadamente 240 mil reais com mensalidades de sócios, além de ter seu estádio sempre lotado. Um futebol competitivo passa, portanto, por um clube estruturado e uma grande parcela de colaboração dos torcedores.