A nova tese definitiva, do momento

O jeito de jogar do Barcelona encantou a crônica esportiva brasileira. A maioria se mostra inebriada pela mecânica de jogo do elenco mais fantástico da atualidade.

E é bonito mesmo ver um time jogar como joga este Barcelona. A Laranja Mecânica, seleção holandesa de 1974, jogava de forma semelhante, porém foi vice-campeão na Copa da Alemanha. A seleção brasileira de Telê Santana, 1982, não era tão efetiva, mas jogava lindo demais. Sequer chegou a semifinais. A deslumbrante seleção nacional de 1970 antecipou um jeito de jogar e encantou a todos. Ganhou fácil, pois o resto era o resto.

O Barcelona vive a maturidade de um projeto que veio da base. Nove dos 11 foram formados no clube. Mas, sobretudo, existe um segredo neste encantador time Catalão. Eles jogam simples e enaltecem a coletividade.

Não reclamam. Não se jogam na área. Três ficam na defesa e sete se revezam entre armação, defesa e ataque.

É como se o esquema tático fosse uma roda de bobo.

Quando o adversário pensa em roubar a bola ela já está com outro jogador. Quando o adversário pensa em marcar o atacante, ele se transforma em armador e o ala já está dentro da área para concluir.

Não se monta um esquema deste porte e eficiência com qualquer grupo. É preciso existir uma compreensão fabulosa de que existem os mais e os menos talentosos, mas que todos são importantes.

O Barcelona evita as firulas, as passadas de pé em cima da bola, deixa de lado aquele toque a mais que os habilidosos aplicam pra cima dos menos dotados de técnica. Fica bonito, mas é pouco eficiente na maioria das vezes.

Porque Messi é o melhor do Mundo? Por que é completo. Arranca como nenhum outro. Passa com precisão. Conclui com maestria. Mas nem por isso o Barcelona joga apenas em função dele. Em vários momentos do jogo ele deixa de ser protagonista para ser um coadjuvante.

Querer estudar este time é perda de tempo. A simplicidade norteia o sucesso do Barcelona. É o futebol total!

Todos atacam e defendem com a mesma intensidade.

No Barcelona o jogador se adapta as exigências do clube e não contrário, como na imensa maioria das vezes.

 

 

 

 

2 comentarios para “A nova tese definitiva, do momento”

  1. Jean Sandrini disse:

    Ótima analise Fernando..é exatamente isto. Acho que em favor do futebol “de resultados”, perdeu-se a beleza do esporte. Por outro lado ficamos com a idéia de que “firula” é “futebol arte”,,e entre Não dá pra copiar o Barcelona como foi bem dito. Mas colocar os jogadores meia-boca em seus devidos lugares já seria um ótimo começo. Sem salários de milhões, com um teto máximo…

  2. Jader disse:

    Perfeita a análise Fernando…Abração

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