Arquivo para fevereiro, 2012

Ressacada quente

terça-feira, fevereiro 28th, 2012

Os mais recentes resultados negativos do Avaí, de Mauro Ovelha, instalaram um ambiente de cobranças sobre o técnico. Absolutamente natural. Em qualquer outro clube esta cobrança existiria.

O fato é que o Avaí tem suas particularidades. Após o fim de uma parceria entre o clube e um empresário do futebol, fruto do rebaixamento nacional, o que existe hoje é uma situação hibrida, ou seja, a parceria terminou, mas ainda existem jogadores atrelados com este empresário. Caso de Cleverson.

Nitidamente o ambiente não anda dos melhores no vestiário da Ressacada. Quando Ovelha declarou que ele não poderia cuidar de tudo, houve uma revolta por parte de alguns jogadores, que encararam a declaração como uma transferência de responsabilidade.

Mauro Ovelha terá de exercer sua autoridade imediatamente, caso contrário ele cai do comando.

O que conta a favor dele é a presença de muitos jogadores de sua confiança, que ele levou para o Avaí. Agora é a hora deste contingente representativo fechar com o técnico e criar um ambiente salutar para que o trabalho possa ser realizado com mais serenidade.

Este jogo de quarta-feira contra a Chapecoense carrega uma série de significados e exacerba ainda mais a necessidade que o Avaí tem de vencer.

A história de Mauro Ovelha está ainda muito próxima da Chapecoense. Aqui ele foi derrotado na estréia. O Avaí precisa voltar a vencer, pois no returno jogará cinco das nove fora de casa e logo após este jogo serão duas em seqüência longe da Ressacada. Complicado.

Será este o ambiente que a Chapecoense irá encontrar em Florianópolis. Jogo as 19:30 horas.

Sem é bom ou ruim pouco importa. A Chapecoense não pode é se contaminar com este ambiente de cobranças. Deve sim jogar toda a responsabilidade pra cima do Avaí.

Inevitavelmente o adversário estará carregando um fardo pesado. O que não pode é a Chapecoense levar um gol logo de cara e desta forma animar o adversário, como andou acontecendo algumas vezes nesta temporada.

Gilberto Pereira terá de mexer na equipe novamente. Será a décima escalação em 10 jogos. Nada muito profundo e que obrigue a improvisar, mas são sempre modificações que não ajudam na criação de uma unidade, uma identidade.

A diretoria do Avaí enaltece que Mauro Ovelha está firme no cargo. Justamente aí mora o perigo.

Jogo para a Chapecoense jogar com calma e tranqüilidade, com alma, com vontade, mas sem clima de guerra.

Um olho no horizonte e outro no retrovisor

segunda-feira, fevereiro 27th, 2012

A Chapecoense começa amanhã, quarta-feira, sua decisiva caminhada no returno do Campeonato Catarinense de 2012. Mais um jogo fora de casa, de três em seqüência, desta vez na pressionada Ressacada contra o Avaí de Mauro Ovelha que está balançando no cargo.

O jogo será dos mais complicados, nada daquela moleza que foi na abertura do campeonato do ano passado quando a Chapecoense enfrentou uma equipe de segunda linha.

Agora é olhar o horizonte, mas sem esquecer do que já foi bem e mal feito até aqui. Um olhar no passado é importante sim, pois a vaga pode ser decidida no índice técnico e a carga acumulada até aqui é decisiva.

A campanha da Chapecoense é muito boa, uma segunda colocação com 18 pontos, mas não é irrepreensível.

Dos nove jogos até aqui foram quatro em casa, com três vitórias suadas e um empate, uma derrota fora para o Joinville, duas vitórias fora e mais dois empates longe de casa. Uma campanha fabulosa, mas que não garantiu o turno e que ainda suscita criticas pontuais quanto ao futebol apresentado.

Importante apontar que tanto a crônica esportiva quanto os torcedores estão na mesma média de pensamento.

Seguimos cobrando soluções para as alas, o meio de campo e no ataque.

Investimentos estão sendo realizados, mas ainda passiveis de aprovação.

Credito as cobranças a um amadurecimento na analise do futebol. Analisando apenas com o coração, deixando a razão de lado, seria normal enaltecer esta campanha que é realmente exuberante nos números. Diria que é uma campanha de primeiro turno histórica, uma arrancada poderosa do atual campeão. Mas fica impossível acobertar com números, mesmo com esta magnitude, as deficiências da equipe.

A própria diretoria analisa desta forma. A direção de futebol olha o hoje, mas fita o futuro do calendário com preocupação. O presidente cobra vitórias. Existe pressão? É claro que existe e sempre deverá existir. No dia a dia convivemos com pressão em todos os setores, no futebol não é diferente. Se você está em baixa à cobrança acontece em busca da melhora. Se a equipe está no topo à pressão é pela permanência na parte de cima da tabela.

O que não pode existir é relaxamento.

A campanha é muito boa, mas todos querem mais.

Quebrem a bola de cristal

sexta-feira, fevereiro 24th, 2012

Lembram do Herculano Quintanilha?

Querer determinar de forma antecipada qualquer tipo de situação no futebol é um risco, para não estabelecer como burrice.

Alguns cronistas utilizam este expediente para polemizar, ou arriscam para depois posar como um médium da bola, um ser superior, um Herculano Quintanilha dos gramados.

Existem tendências e elas devem ser analisadas. Mas a tendência nada mais é do que uma possibilidade que momentaneamente reflete uma superioridade, que logo ali na frente pode ser desmanchada. Seja ela por desleixo de quem carregava a vantagem e desta forma sentiu-se superior e acabou tropeçando na sua empáfia, ou mesmo porque do outro lado existia um adversário, que alguns julgavam mosto, mas que na verdade tinha sim seu interesse na batalha.

Um episódio recente envolveu um ótimo jornalista de Porto Alegre, que declarou em sua emissora, que o Inter ganharia o Gre-Nal, que este Inter era o melhor time da América e que seu meio de campo era comparado com o do Barcelona. Nem mesmo seus colegas de bancada o acompanharam na analise, na verdade riram dele. Não deu outra, quebrou a cara. Infantilidade total!

A declaração foi usada como motivação no vestiário gremista e logo depois do jogo o elenco tricolor tripudiou em cima do comentarista.

Para esta rodada decisiva do primeiro turno do Campeonato Catarinense existe uma tendência para o Figueirense, que enfrentará o Camboriú na casa do adversário. Os torcedores do Estreito já adquiriram todos os ingressos disponíveis. O Figueirense encara com muita seriedade o desafio, pois sabe que não existe jogo jogado.

A Chapecoense deve se desligar deste jogo e tratar de vencer o seu desafio sobre o sempre complicado e competitivo Criciúma. O mesmo vale para o desafio do Avaí, que necessita de dois resultados cruzados.

A fórmula do campeonato na extingue a pontuação, ela seguirá valendo até a formatação da semifinal, portanto, ganhar pontos agora é de suma importância, tanto quanto vencer o primeiro turno. Se o Figueirense vencer e conquistar o turno e da mesma forma a Chapecoense vencer, ela não terá levado a vaga direta para a semifinal, mas estará colada no líder, com a mesma pontuação e já dentro da zona de classificação pelo índice técnico.

É assim que este jogo deve ser encarado.

Ganhar o returno será apenas uma possibilidade em caso de resultados combinados. E para que eles se combinem é primordial que a Chapecoense vença o Criciúma.

 

 

Foi pra geladeira

quinta-feira, fevereiro 23rd, 2012

Coincidência ou não, Rodrigo D’alonso Ferreira, desastrado árbitro de Ibirama 2×2 Chapecoense, que desagradou até o pároco da pacata cidade do Alto Vale, não figurou no sorteio para a rodada final do turno, neste domingo. Para Criciúma e Chapecoense o experiente, Paulo Henrique de Godoy Bezerra foi escalado, com Kleber Lúcio Gil e Helton Nunes como assistentes. Participou do sorteio José Acácio da Rocha. Comemorar antecipadamente uma escala de arbitragem é complicado em qualquer parte, mais ainda em SC, pois o nível de qualidade está abaixo do subsolo. Os novos não estão dando conta e os mais experientes estão desgastados. Até o final da competição teremos muita gritaria. E como era de se esperar os jogos passaram para as 16 horas. Pois na virada de sábado para domingo termina o horário de verão. Já poderiam ter previsto que a agrade da TV seria alterada. Apenas Brusque e Joinville ficou para as 18:30. Todos no domingo, como manda o regulamento.

Ataque de nervos

quinta-feira, fevereiro 23rd, 2012

A Chapecoense perdeu para a inoperância de um ataque que não da mais para suportar tamanha falta de produtividade ou mesmo o balaio de oportunidades perdidas.
A Chapecoense teve tudo e mais um pouco para vencer o Ibirama. Jogou grande parte do jogo com um homem a mais, posse de bola em proporções gigantescas, mas não soube aproveitar uma oportunidade de ouro.
Bom lembrar que o Ibirama tinha cinco desfalques para o jogo.
Com este ataque não da mais! Ou contrata de uma vez ou vamos afundar na competição.
Nos últimos nove pontos a Chapecoense conquistou apenas dois. Algo está errado? É claro que sim!
Chega de passar a mão na cabeça de alguns jogadores.
Este expediente de proteger em demasia alguns nomes para preservar a união do grupo está fazendo mal.
Cobranças urgentes são necessárias para colocar as coisas em seu devido lugar.
Agora vou escrever sobre a arbitragem. O que fez na noite de ontem o senhor Rodrigo Dalonso Ferreira é digno de produção de um DVD para ser distribuído pelo mundo para que se mostre como não se deve arbitrar um jogo de futebol.
Geladeira nele! É o mínimo que ele merece.
Validou gol de mão. Errou em todos os fundamentos. Amarrou o jogo. Destruiu um jogo que tinha tudo para ser muito bom.
O segundo gol da Chapecoense quem validou foi o seu auxiliar, já que por ele a vitória seria do Ibirama.
Há muito tempo não narrava um jogo tão maluco como este.
Gilberto Pereira analisou que faltou pegada e poder de definição para o time. Falou a verdade. Então trate de tomar as providências necessárias.
É preciso contratar com urgência.

 

Foto – Daniel Cavagnolli/ACF.

Uma rodada de definições

segunda-feira, fevereiro 20th, 2012

O Marcílio Dias já tratou de perder seu jogo em casa e se afundou na lanterna dando um fôlego ao Camboriu.

O Metropolitano vai receber o Criciúma. O Metro vive um bom momento e o Criciúma está em fase de reformas, ainda sem novo técnico. Jogo para o time de Blumenau confirmar a boa fase.

O Joinville pega o Avaí. Jogo em que a Chapecoense fica de olho, pois tem interesse direto na vitória do JEC. O Joinville não leva mais o turno, mas precisa de pontos para o índice técnico e para aliviar a pressão.

O Figueirense pega o Brusque. Só Jesus salva a equipe do Berço da Fiação. Porém, não existe jogo jogado. Brusque no desespero e Figueirense se mostrando folgado. Aí mora o único perigo deste jogo. Se jogar o que sabe o Figueirense aplica uma goleada.  

E a Chapecoense joga fora contra o Atlético de Ibirama que mais uma vez montou um bom time e que está cheio de nomes que passaram por aqui e que foram dispensados e desta forma, certamente, pretendem provar que aqui estavam errados. É forte fator de motivação.

Deixando o jogo da Chapecoense de lado a normalidade para o momento teria os seguintes resultados: Vitória do Metropolitano que subiria para 16 pontos. Vitória do Joinville que subiria para nove.

Vitória do Figueirense que iria para 17 pontos.

Resultados que apenas reforçam a necessidade de vitória da Chapecoense em Ibirama para manter a liderança e desta forma chegar à última rodada com chances reais de levar o turno. A Chapecoense subiria para 19 pontos.  

Este jogo para o Atlético de Ibirama também é Copa do Mundo. Depois deste vai enfrentar o lanterna Marcílio Dias fora de casa, ou seja, é passo decisivo para este surpreendente time.

Chegamos à penúltima rodada e nada mais nada menos do que cinco dos 10 participantes tem chances de levar a primeira fase e com ela a vaga para a semifinal da competição e decidindo vaga para a final em casa.

Agora é a hora de fazer valer o grupo mais experiente, os investimentos mais arrojados e a qualidade dos técnicos e seus poderes para neutralizar as estratégias dos demais colegas de profissão. É a chamada “Hora da Verdade”.

A Chapecoense tratou de deixar de lado o carnaval e trabalhou muito. O grupo deu uma relaxada na maratona de jogos e fixou a concentração em melhorar pontos falhos. As esperadas contratações não vieram o que deu ânimo novo para alguns nomes que estão sendo alvo de cobranças.

Uma quarta-feira espetacular no futebol catarinense, a chamada Super-quarta.  

 

 

No ritmo de Mestre Pereirão

sexta-feira, fevereiro 17th, 2012

 

 

 

 

 

O carnaval na Chapecoense é de muito trabalho.

Mestre Pereirão está colocando a rapaziada na avenida sem a menor folga.

Uma demonstração inequívoca de profissionalismo e foco naquilo que todos desejam que é a conquista do turno e a vaga para a semifinal.

Pode acontecer de a vaga não ser consolidada agora, mas trabalho e dedicação não estão faltando.

Gilberto Pereira se encaixou muito bem no estilo de jogar dos melhores times da Chapecoense e o grupo tem correspondido ao menos nos resultados.

O melhor expediente para não atravessar o samba e para que a harmonia não fique comprometida é muito treino, muito ensaio.

Futebol e escola de samba têm muito para ser comparado.

Em ambas, quando uma ala ou um setor não correspondem, todo o conjunto da obra se recente, se desequilibra.

Muitas vezes são pequenos detalhes que comprometem, mas que na soma da campanha ou do desfile, o adversário pode estar melhor e desta forma leva o troféu.

Uma escola de samba ou uma equipe de futebol treinam durante um longo período para uma apresentação final, apoteótica, nesta caminhada os ajustes são necessários.

Comprometimento é uma palavra obrigatória, não apenas na sua existência, mas muito mais na sua essência.

O técnico é o mestre da bateria, os jogadores os ritmistas, a direção de futebol e a diretoria executiva a comissão de frente, os demais departamentos forma as alas, e todo este complexo caleidoscópio forma um produto final, que pode ser belo e vencedor, como pode ser um imenso e desafinado desastre.

O futebol e os desfiles das escolas de samba são exemplos para muitos setores. Quando os projetos se mostram eficientes se transformam em pura magia.

Ver um aglomerado humano de quatro mil pessoas desfilando na passarela, organizado, pulsando energia, segurando o ritmo com competência é algo espetacular.

Ver um time de futebol atuando de forma organizada, com um futebol vertical e envolvente é apaixonante.

O futebol e as escolas de samba busca beirar a perfeição, ou no mínimo a máxima eficiência. Para se chegar a este nível de excelência é preciso muito ensaio.

Bom trabalho neste carnaval, Mestre Pereirão e seus ritmistas.

Pedido de apoio

quarta-feira, fevereiro 15th, 2012

Gilberto Pereira, técnico da Chapecoense

O técnico da Chapecoense, Gilberto Pereira, solicitou publicamente apoio ao grupo de jogadores e uma maior valorização da liderança no Campeonato Catarinense.

É a primeira vez que ele tem este tipo de atitude.

Gilberto Pereira mostra-se incomodado com as criticas pontuais sobre o elenco, e com este gesto saiu em defesa de seus comandados.

Uma atitude digna e que promove ainda mais a união de todos em prol do objetivo comum.

Porém, não se pode esquecer que a Chapecoense ainda não está apresentando um futebol homogêneo, que existem sim problemas pontuais a serem resolvidos e que as cobranças são justas, dentro de uma realidade que se apresenta.

Futebol não é apenas momento como pregam alguns. Futebol se faz a base de planejamento e de projeções futuras para que se possam antever dificuldades que virão, e desta forma quando elas surgirem, já se tem uma maneira de contorná-las.

A critica pela critica, como fórmula para polemizar o noticiário tem vida curta. A critica pontual, bem colocada, deve ser valorizada e analisada com a frieza que requer o momento.

É verdade que a Chapecoense é líder, mas também é verdade que ela ainda não está atuando de forma equilibrada.

Tanto é verdade que a diretoria está em busca de reforços. Fosse hoje a Chapecoense um grupo pronto às contratações estariam fechadas.

Mas reitero como muito positiva esta atitude do Gilberto Pereira em pedir maior valorização do momento e dos resultados até aqui alcançados.

Demonstra que o técnico está ambientado e mais a vontade no seu ambiente de trabalho, o que já lhe possibilita atitudes como esta.

Outra vantagem de Gilberto Pereira é a forma como se relaciona com a imprensa. Este bom relacionamento, baseado na boa educação e no respeito às opiniões possibilita a construção de uma via de duas mãos, que permite que a crítica ou a sugestão venha também de parte da comissão técnica e seja assimilada com naturalidade.

Gilberto Pereira é boa gente, trabalhador e conhece do ofício. Com mais algumas peças terá uma equipe de muita qualidade.

 

Diretoria se movimenta

terça-feira, fevereiro 14th, 2012

Aproveitando uma parada mais longa até o jogo da quarta-feira de cinzas a Chapecoense se movimenta dentro e fora do gramado.

Dentro das quatro linhas o trabalho segue sendo realizado com forte carga nas áreas tática e física.

Nada de muita folga, o negócio é ajustar os setores que estão devendo.

Gilberto Pereira está muito consciente das carências da equipe e trata de encontrar soluções com o que já tem a sua disposição.

Enquanto isso a diretoria se reúne e busca nomes no mercado para suprir carências na ala direita e no comando do ataque.

Com as novidades para esta temporada na Série C o lastro para investiu se fortaleceu e desta forma ameniza a carga financeira da entidade.

Estes movimentos organizados e que acontecem de forma concomitante mostram que a Chapecoense está sim trabalhando na busca de melhorar, e mesmo líder do Campeonato Catarinense, não estão satisfeitos e reconhecem o clamor da crônica esportiva e dos torcedores.

Felizmente não temos uma diretoria e uma comissão técnica surda e cega.

Na trajetória da Chapecoense e de outras tantas equipes quantas vezes já se viu diretores e técnicos morrerem abraçados com suas convicções e desta forma comprometer todo um projeto.

Nada mais normal que em determinado momento ajustes sejam realizados.

Nada mais normal do quem um determinado percentual de contratações não corresponda ao investimento.

O que não pode ser verificado é a acomodação.

Quando se erra se corrige o erro e não se varre para debaixo do tapete a sujeira.

Falta pouco para a Chapecoense encontrar um ponto de equilíbrio.

A escalação proposta no último domingo é o que de melhor se tem para o momento, ou seja, este melhor ainda não está bom o suficiente.

Futebol não é uma ciência exata, não é matemática pura, neste mundo o risco do investimento dar errado sempre existe, mesmo ele carregando um histórico recente de sucesso.

O bom de tudo é que a Chapecoense é líder e mesmo assim quem comanda o espetáculo não está satisfeito e quer mais. É por aí.

 

Chapecoense 1×1 Metropolitano

segunda-feira, fevereiro 13th, 2012

A Chapecoense não fez a sua parte e empatou em casa.

O Metropolitano poderia ter vencido o jogo, aliás, se teria

de haver um vencedor este seria o Metropolitano.

Faltou finalização para a Chapecoense.

É urgente a contratação de um ala pela direita e mais dois

atacantes para que se reverta esta inércia na parte ofensiva.

 

Com sete jogos é impossível creditar apenas a fase dos

jogadores de ataque esta falta de precisão e de presença, é

preciso contratar alguém que possa realmente resolver.

A campanha da Chapecoense segue sendo muito positiva,

porém, na seqüência perdeu uma fora e empatou em casa.

Jean Carlos voltou a jogar e pelo que mostrou deve

iniciar o próximo compromisso, mesmo não tendo ainda a

plenitude de suas condições físicas.

Dentro do planejamento da Chapecoense a pontuação é

boa, mas este empate merece cobranças, não por ter sido

contra o bom Metropolitano, mas por ter sido em casa.

A imprensa alertou para o bom momento vivido pelo

Metropolitano e realmente acabou se confirmando, se vai

ter gás para seguir com este bom momento eu não sei, mas

que se credencia para vôos maiores não resta dúvida.

Neste momento deixo de lado a posição de tabela da

Chapecoense e todo o contexto do geral da competição

para analisar o Verdão de forma isolada. A Chapecoense

arrancou de forma espetacular e fez valer sua melhor

preparação. Ponto altamente positivo. Porém, as demais

equipes começam a deslanchar e a Chapecoense parece ter

estagnada. Enquanto os demais crescem O Verdão parece

ter chegado a um momento em que alguns nomes não tem

mais para dar.

Reitero minha preocupação relacionada a contratações.

Falta efetividade na criação e no acabamento das jogadas.

Insistir na espera de melhora de alguns nomes me parece

improdutivo e perigoso.

A Chapecoense segue líder, mas sem consolidar esta condição.