Um olho no horizonte e outro no retrovisor

A Chapecoense começa amanhã, quarta-feira, sua decisiva caminhada no returno do Campeonato Catarinense de 2012. Mais um jogo fora de casa, de três em seqüência, desta vez na pressionada Ressacada contra o Avaí de Mauro Ovelha que está balançando no cargo.

O jogo será dos mais complicados, nada daquela moleza que foi na abertura do campeonato do ano passado quando a Chapecoense enfrentou uma equipe de segunda linha.

Agora é olhar o horizonte, mas sem esquecer do que já foi bem e mal feito até aqui. Um olhar no passado é importante sim, pois a vaga pode ser decidida no índice técnico e a carga acumulada até aqui é decisiva.

A campanha da Chapecoense é muito boa, uma segunda colocação com 18 pontos, mas não é irrepreensível.

Dos nove jogos até aqui foram quatro em casa, com três vitórias suadas e um empate, uma derrota fora para o Joinville, duas vitórias fora e mais dois empates longe de casa. Uma campanha fabulosa, mas que não garantiu o turno e que ainda suscita criticas pontuais quanto ao futebol apresentado.

Importante apontar que tanto a crônica esportiva quanto os torcedores estão na mesma média de pensamento.

Seguimos cobrando soluções para as alas, o meio de campo e no ataque.

Investimentos estão sendo realizados, mas ainda passiveis de aprovação.

Credito as cobranças a um amadurecimento na analise do futebol. Analisando apenas com o coração, deixando a razão de lado, seria normal enaltecer esta campanha que é realmente exuberante nos números. Diria que é uma campanha de primeiro turno histórica, uma arrancada poderosa do atual campeão. Mas fica impossível acobertar com números, mesmo com esta magnitude, as deficiências da equipe.

A própria diretoria analisa desta forma. A direção de futebol olha o hoje, mas fita o futuro do calendário com preocupação. O presidente cobra vitórias. Existe pressão? É claro que existe e sempre deverá existir. No dia a dia convivemos com pressão em todos os setores, no futebol não é diferente. Se você está em baixa à cobrança acontece em busca da melhora. Se a equipe está no topo à pressão é pela permanência na parte de cima da tabela.

O que não pode existir é relaxamento.

A campanha é muito boa, mas todos querem mais.

6 comentarios para “Um olho no horizonte e outro no retrovisor”

  1. Filipe de Conto disse:

    concordo com tudo…
    um olho no peixe e otro no gato

  2. Silvio SZ disse:

    Blz Fernando.

  3. Fabricio (timbo) disse:

    Fernando!
    Foram 2 vitórias fora de casa e 2 empates.

  4. fernando disse:

    Duas vitórias fora, três em casa, dois empates fora e um em casa. Somando 18 pontos. Esta a conta certa. Obrigado.

  5. Rodrigo disse:

    Agora é hora de investir nas posições que faltam tendo como horizonte o fim do returno. Desta foram o time já estará pronto e entrosado nas semifinais e para o início da série C.

  6. Bertoldi - Xaxim disse:

    Nobre amigo Fernando, gostaria de saber a sua confiável opinião sobre o atacante Mendez, ex-Juventude-RS e atualmente no Novo Hamburgo-RS, se o mesmo teria condições de vestir a camisa da Chape na Serie C? Sabemos que o campeonato gaúcho é sempre um bom $$$ atrativo para os atletas, sem esquecer da visibilidade que a TV proporciona(e tambem as generosas cotas de transmissão que os clubes gauchos recebem). Diante disto teria a Chapecoense cacife para “tirar” um jogador como o Mendez de um time como o Novo Hamburgo(supondo é claro que após o fim do gauchão o time não consiga vaga para a serie D)? E o nosso ataque hein? Simplesmente uma lástima! Um grande abraço!!!

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