Ressacada quente

Os mais recentes resultados negativos do Avaí, de Mauro Ovelha, instalaram um ambiente de cobranças sobre o técnico. Absolutamente natural. Em qualquer outro clube esta cobrança existiria.

O fato é que o Avaí tem suas particularidades. Após o fim de uma parceria entre o clube e um empresário do futebol, fruto do rebaixamento nacional, o que existe hoje é uma situação hibrida, ou seja, a parceria terminou, mas ainda existem jogadores atrelados com este empresário. Caso de Cleverson.

Nitidamente o ambiente não anda dos melhores no vestiário da Ressacada. Quando Ovelha declarou que ele não poderia cuidar de tudo, houve uma revolta por parte de alguns jogadores, que encararam a declaração como uma transferência de responsabilidade.

Mauro Ovelha terá de exercer sua autoridade imediatamente, caso contrário ele cai do comando.

O que conta a favor dele é a presença de muitos jogadores de sua confiança, que ele levou para o Avaí. Agora é a hora deste contingente representativo fechar com o técnico e criar um ambiente salutar para que o trabalho possa ser realizado com mais serenidade.

Este jogo de quarta-feira contra a Chapecoense carrega uma série de significados e exacerba ainda mais a necessidade que o Avaí tem de vencer.

A história de Mauro Ovelha está ainda muito próxima da Chapecoense. Aqui ele foi derrotado na estréia. O Avaí precisa voltar a vencer, pois no returno jogará cinco das nove fora de casa e logo após este jogo serão duas em seqüência longe da Ressacada. Complicado.

Será este o ambiente que a Chapecoense irá encontrar em Florianópolis. Jogo as 19:30 horas.

Sem é bom ou ruim pouco importa. A Chapecoense não pode é se contaminar com este ambiente de cobranças. Deve sim jogar toda a responsabilidade pra cima do Avaí.

Inevitavelmente o adversário estará carregando um fardo pesado. O que não pode é a Chapecoense levar um gol logo de cara e desta forma animar o adversário, como andou acontecendo algumas vezes nesta temporada.

Gilberto Pereira terá de mexer na equipe novamente. Será a décima escalação em 10 jogos. Nada muito profundo e que obrigue a improvisar, mas são sempre modificações que não ajudam na criação de uma unidade, uma identidade.

A diretoria do Avaí enaltece que Mauro Ovelha está firme no cargo. Justamente aí mora o perigo.

Jogo para a Chapecoense jogar com calma e tranqüilidade, com alma, com vontade, mas sem clima de guerra.

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