Arquivo para fevereiro, 2012

De onde menos se esperava saiu algo de bom

quinta-feira, fevereiro 9th, 2012

A Confederação Brasileira de Futebol é alvo de críticas e denuncias no Brasil e em vários países do mundo.

Renato Teixeira, todo poderoso senhor das decisões do futebol brasileiro é personagem principal de dossiês que acumulam as mais cabeludas histórias de mandos, desmandos e desvios milionários.

Apesar de todo este bombardeio ele tem se mantido impávido no cargo e exerce seu poder com mão de ferro.

Mesmo com a saúde debilitada, sua energia e sede pelo poder parece não ter fim.

Mas é necessário reconhecer algumas iniciativas de forte impacto positivo sobre o futebol nacional.

A organização dos calendários salvou os campeonatos regionais.

A Séria A com 20 equipes e com disputa em pontos corridos mostrou-se acertada, mesmo sendo uma cópia dos campeonatos europeus.

A CBF valorizou o produto perante as transmissões de TV e hoje arrecada uma montanha de dinheiro.

Veio depois o fortalecimento da Série B, que foi transformada, deixando de ser um certame deficitário para se tornar um evento rentável e desejado.

Pois agora a CBF deu um passo decisivo para transformar a Série C, a malfadada terceira divisão do futebol brasileiro, em um verdadeiro campeonato.

A Série C deixa de ser um torneio miserável e deficitário para chegar ao patamar da viabilidade e de uma verdadeira valorização.

Alguns defendiam a idéia de colocar na terceira divisão no mínimo 40 equipes, juntando a C e a D. Queriam ressuscitar um Frankenstein.

A CBF teve a sabedoria de se unir ao clamor de clubes do Norte do Brasil e reformulou a Série C.

Nesta temporada teremos dois grupos de 10 equipes. Jogos apenas nos finais de semana com 18 datas no mínimo. Transmissão pela TV fechada, E principalmente o custeio de despesas como transporte, hospedagem e arbitragem.

Do quase nada foi dado um passo gigantesco em busca da abertura de um sólido mercado de trabalho.

Este conjunto de mudanças viabiliza a exposição nacional de clubes importantes que se viam sufocados pelos custos gigantescos de uma empreitada nacional.

É muito bom poder elogiar um projeto de vem de uma entidade que sofre tantas criticas.

Deixa no ar a esperança de que nem tudo está perdido.

Todo este empreendimento se faz possível também pelo momento espetacular que vive a economia brasileira.

Salvaram a Série C.

O projeto é tão grande que hoje é mais viável jogar a Série C do que o Campeonato Catarinense.

Fica a dica

 

Ricardo Teixeira, presidente da CBF e Delfin Pádua Peixoto Filho, presidente da Federação Catarinense de Futebol são amigos íntimos, de longa data.

Delfin já chefiou delegações da Seleção Brasileira em amistosos.

Quem sabe esta proximidade possa contaminar positivamente nosso comandante estadual a iniciar um processo de valorização do Campeonato Catarinense.

Melhores cotas de TV, patrocínios para bancar a arbitragem e, quem sabe, como se faz há anos no RS, investir diretamente nas equipes com aportes financeiros pesados que revertam em aumento da qualidade técnica e consequentemente em valorização do seu principal produto.

Não somente a FCF deveria evoluir neste aspecto. A fraca Associação dos Clubes Profissionais também deveria passar por uma modernização e deixa de ser apenas uma junção de dirigentes para se transforma em um escritório de negócios, uma empresa, assim como fez Fabio Koff nos tempos de ouro do Clube dos 13.

Se o Teixeira conseguiu o Delfin também consegue. Eles são berbigões da mesma lagoa.

 

Foi mal

quinta-feira, fevereiro 9th, 2012

Joinville 3×1 Chapecoense.

Foi o pior primeiro tempo de jogo da Chapecoense em todo o campeonato.

Gilberto Pereira teve a sua pior jornada quando optou pelo famigerado 3-6-1 e se deu muito mal.

Obrigou-se a mexer no time ainda na primeira etapa, pois em 18 minutos já estava 2×0.

O Joinville não tomou conhecimento da Chapecoense e simplesmente atropelou.

Houve ainda uma reação, mas o gol de pênalti de Lima enterrou o Verdão.

Após a sexta rodada já se tem a condição de avaliar que William não tem a menor condição de ser titular.

Gilberto Matuto está muito mal na ala direita.

Souza fez muita falta na zaga, seja por sua postura ou liderança.

Mesmo quando a Chapecoense teve dois atacantes eles foram muito ineficientes.

Do outro lado vimos um Joinville mais animado com a chegada de Argel Fucks e começa a retomar seu caminho.

A derrota não compromete a possibilidade de a Chapecoense chegar à conquista do turno, mas anima o Avaí para seu jogo de hoje à noite.

Esta derrota deixa ensinamentos importantes. Um deles é abandonar a estratégia de adotar uma forma de jogar em casa e outra fora. Atuar com apenas um atacante não é possível. O time fica torto e sem forças. Gilberto Pereira terá de adotar um único esquema de jogo, até dois quem sabe, mas que não seja este 3-6-1 que chama derrota.

Gilberto Pereira assimilou o erro e chamou a responsabilidade.

Arbitragem comprometedora

Não sou de reclamar da arbitragem quando a Chapecoense perde. Ela não foi responsável direta pelo jogo perdido, mas foi de péssima qualidade.

O árbitro Bráulio da Silva Machado foi caseiro, apresentou cartões indevidos e marcou mais faltas para o Joinville em detrimento da Chapecoense.

O assistente José Roberto Larroyd errou no mínimo duas vezes ao marcar impedimentos de forma errônea.

A Chapecoense reclama um pênalti sonegado.

Novamente a arbitragem catarinense está sendo contestada por sua baixa qualidade.

A renovação acontece, mas não carrega qualidade.

Agora começam os jogos decisivos e isso preocupa muito.

Tomara as avaliações tenham um critério adequado para levar para a geladeira quem não faz um bom trabalho.

 

Foto – Daniel Cavagnolli/ACF

Um jogo para ficar na história,

segunda-feira, fevereiro 6th, 2012

Chapecoense 3×1 Figueirense.

 

Um jogo simplesmente espetacular. Foram dois gols da

Chapecoense em16 minutos, com João Paulo e Thiago

Cavalcanti. Os atacantes marcando, muito bom.

 

Veio à segunda etapa e com ela uma mudança no

panorama do jogo com o Figueirense melhorando e logo

cedo encostando no marcador. O jogo ganhou contornos

dramáticos. Mas no finalzinho, Esquerdinha fez um belo

gol e deu números finais.

 

Foi disparada a melhor apresentação da Chapecoense

no campeonato. Do outro lado também esteve o melhor

adversário da temporada. Todo este somatório deu a este

encontro muita qualidade e certamente quem esteve no

estádio, ouviu pelo rádio ou viu na TV foi recompensado.

Menos o torcedor do Figueirense, é claro.

 

Foi uma vitória com autoridade. Gilberto Pereira foi mais

técnico do que Branco, soube contornar as dificuldades e

mais, escalou muito bem a equipe.

 

A Chapecoense deu um passo gigantesco em direção a

vaga para a semifinal e conseqüentemente a conquista do

turno. Derrubou mais um grande que é adversário direto.

 

A Chapecoense está encontrando sua identidade e seu

ponto de equilíbrio, e o melhor de tudo isso é que está

empilhando cinco vitórias em seqüência.

 

Gilberto Pereira destacava que o futebol não era vistoso,

 

mas era de resultados. Pois agora ele começa a ganhar

uma forma mais vistosa e uma mecânica de jogo muito

competitiva.

 

O Figueirense valorizou sobremaneira esta vitória ao

passo que foi uma equipe que jamais abdicou do jogo.

Sempre esteve rondando a área da Chapecoense.

 

Esta vitória foi construída em cima da melhor equipe de

SC no papel, sobre o maior orçamento e sobre um clube se

Série A.

 

Foi uma vitória histórica, sem medo de exagerar.

 

Sensacional, esta é a palavra.

 

Personagens de um jogo

 

Começo por João Paulo, autor do primeiro gol. Pivô de

uma crise com a imprensa durante a semana soube pedir

desculpas e foi para o jogo de alma limpa. Além de fazer

o primeiro deu o passe para o segundo. Reaviva sua

presença no time.

 

Outro é Aloísio, que gosta de Chapecó e da Chapecoense.

Atuação apagada, quando conheceu com a camisa verde

os zagueiros Souza e Fabiano.

 

Branco esteve na casamata. Um nome histórico do futebol

O grande jogo da rodada

sexta-feira, fevereiro 3rd, 2012

Assim fica bonito

O Figueirense, adversário da Chapecoense na Arena, neste domingo, vive uma fase espetacular. Após levar um choque e cair para a Série B, soube se reerguer e com iniciativas profissionais se organizou de tal forma que conquistou uma posição de destaque entre os 20 maiores do nosso futebol. Todos temos muito a aprender com o Figueirense. Hoje o clube do Estreito fica atrás apenas da dupla Gre-Nal, no Sul do Brasil, e rivaliza com um Coritiba. Em estrutura física perde para o Atlético Paranaense, mas vive um momento melhor.

Pois é este Figueirense que jogará aqui no domingo. Com Branco como técnico. Homem de três Copas do Mundo, campeão em 1994, diretor de categorias de base da CBF, um histórico como jogador invejável, mas acima de tudo um ser humano espetacular. Pensa grande!

Hoje o Figueirense é um orgulho para o futebol catarinense.

Enalteço as qualidades do adversário para dar a exata dimensão do tamanho e da importância deste jogo.

A Chapecoense construiu até aqui uma campanha espetacular. Líder com 100% de aproveitamento, ou seja, é o time a ser batido. O Figueirense quer e precisa da vitória para não ficar distante da conquista do turno.

Muito estará em jogo no domingo.

O Figueirense, por força do investimento, da qualidade na hora de escolher, tem hoje o melhor elenco e o melhor time titular de SC.

A Chapecoense detém a melhor campanha, mas ainda não encontrou um futebol organizado e harmônico.

Existem fatores que beneficiam a Chapecoense. Em primeiro lugar o jogo éem Chapecó. Otorcedor pode sim fazer a diferença.

Será este o jogo da TV aberta e qualquer jogador sabe o tamanho da vitrine que se abre.

O jogo é contra time de Série A e as avaliações são mais aprofundadas sobre as possibilidades deste ou daquele jogador.

O Figueirense, logo na frente, jogará uma Série A. Atuar bem contra uma equipe deste calibre pode representar um contrato logo ali na frente. É um verdadeiro coquetel de situações motivadoras. Um doping do bem!

Chapecoense e Figueirense, por circunstancias de classificação, realizarão o jogo que pode definir ou desequilibrar o turno. Vitória da Chapecoense lhe encaminha para a conquista da primeira fase com mais de 80% de certeza. Vitória do Figueirense coloca o Furacão na roda e anima todos os grandes, menos o Joinville que anda mal neste inicio. É o jogo!

 

 

Na base da bola parada a da individualidade

quinta-feira, fevereiro 2nd, 2012

A comissão técnica da Chapecoense e a direção de futebol trabalham para dar a Chapecoense um padrão de jogo mais competitivo.

Na verdade o padrão de jogo já existe, mas é deficiente.

A Chapecoense jogou exatamente igual nos quatro jogos em que venceu e construiu este espetacular retrospecto de 100% de aproveitamento em 12 pontos disputados.

O padrão é de jogar muito mal o primeiro tempo, melhorar na segunda etapa e deslanchar após os 20 minutos finais.

A boa preparação física tem sido preponderante para alcançar estas vitórias.

A individualidade de Nivaldo tem sido um marco neste momento de vitórias. As defesas espetaculares do goleiro da Chapecoense e a fase de sorte que o acompanha, livraram o Verdão de situações constrangedoras.

É possível sim reclamar de uma equipe que atinge em quatro jogos rendimento de pontuação plena.

O que se quer é ver a Chapecoense jogando um futebol coletivo e bem distribuído, o que ainda não aconteceu.

Da equipe que atuou em Itajaí na quarta-feira, avalio individualmente da seguinte forma: Nivaldo foi espetacular, Leonardo falhou em uma oportunidade, mas foi mais uma fez uma referência, Souza fez um belo gol, Fabiano atuou bem na primeira etapa e mesmo sentindo uma lesão sua estrela brilhou ao dar lugar para Diogo Roque que foi o homem que abriu o placar, Gilberto Matuto, Diego Teles e Gustavo estiveram mais uma vez enrolados e pouco produtivos, está faltando sintonia, Neném foi mais uma fez esforçado, deu o passe para o primeiro gol, mas errou demais nas bolas paradas, Instável, William mais uma fez apoiou pouco e nada fez defensivamente, Tiago Cavalcanti lutou bastante, apenas isso, João Paulo mostrou iniciativa no inicio do jogo, mas depois foi o mesmo e ineficiente de sempre e agora resolveu brigar com repórter. Finalizando com Nicolas que corre muito, mas está produzindo pouco.

As soluções individuais estão se sobrepondo à fórmula coletiva. Os atacantes marcaram apenas um gol, os demais foram de homens de zaga ou de contensão.

Contra o Figueirense o nível de exigência vai subir consideravelmente. Será com certeza o adversário mais bem preparado, seja física ou tecnicamente, que a Chapecoense vai encontrar em sua caminhada.

Fatores importantes devem se somar neste momento.

Primeiro o futebol coletivo deverá aparecer, Mudanças são obrigatórias neste momento e o torcedor terá de fazer a diferença. Encontro de gente grande na Arena neste domingo.

Menos, João Paulo…

O atacante João Paulo da Chapecoense é neste momento o alvo das maiores criticas e o centro de atenção da comissão técnica e da diretoria de futebol.

Dentro de campo ele não rendeu. Não marcou um gol sequer, desperdiçou várias oportunidades e criou um clima de animosidade ao responder de forma ríspida a imprensa ou simplesmente não responder e empurrar microfone de repórter. Não é por aí!

Aqui ninguém torce contra quem quer que seja, mas também a imprensa não leva ninguém de compadre e relava atitudes de indisciplina.

Dentro de campo ele reclama acintosamente com seus colegas, o que acaba por criar um clima ruim e desequilibra emocionalmente à equipe.

Não sei se é falta de adaptação ou mesmo a necessidade de fazer valer a hierarquia no comando, mas do jeito que está não da mais. Ou jogo bem e sem reclamar, ou sai do time.

Problema para Gilberto Pereira resolver.

 

Foto – Daniel Cavagnolli/ACF.