Arquivo para março, 2012

Chapecoense leve mordida do Pitbull

quarta-feira, março 14th, 2012

Direto de Colatina/ES

São Mateus 2×1 Chapecoense.

O gol marcado por João Paulo aos 46 da segunda etapa amenizou, e muito, a situação da Chapecoense.

Se ficasse no 2×0 a missão seria vencer por 3×0. Agora um 1×0 resolve a parada em Chapecó.

O futebol apresentado pela Chapecoense nesta largada de Copa do Brasil foi muito fraco.

É o tal do desarranjo tático que parece não ter mais fim.

A Chapecoense está sem forças e jogando um futebol feio e desarrumado. Itamar Schulle terá muito trabalho para dar a este elenco um padrão de jogo.

Está faltando um choque de auto-estima. Os problemas seguem exatamente os mesmos. As alas não produzem nada. No meio de campo é um deserto de criação. O ataque produz muito pouco. E preocupa que estes fatores negativos começam a contaminar a zaga que está sobrecarregada.

O São Mateus é uma equipe muito limitada, mas que fez valer com sua garra e aplicação uma força que o fez melhor do que a Chapecoense.

Alguns atletas da Chapecoense avaliaram que a Chapecoense jogou bem. Mentira descarada! Com este futebol a Chapecoense não chega a lugar nenhum e corre risco de perder a vaga na Copa do Brasil em casa.

Houve duas bolas na trave protagonizadas por Neném, mas bola na trave não conta. Houve um pênalti duvidoso em favor do São Mateus, mas e daí? Pelo investimento a Chapecoense teria de ter resolvido a situação passando por cima de todos os obstáculos.

Dos males o menor. A derrota fora de casa por 2×1 na estrutura de regulamento da Copa do Brasil é melhor que perder por 1×0. É o saldo qualificado que faz a diferença nesta hora.

A meta era resolver a classificação já neste jogo. Não foi possível e esteve longe disso.

Não adiante reclamar da arbitragem e da falta de sorte. O que resta é trabalhar e muito para mudar este marasmo de jogos sem vitórias.

Vai ser um parto

Sem contratações a trajetória da Chapecoense nesta temporada será um parto de ouriço.

Para chegar às semifinais do Campeonato Catarinense uma melhora muito acentuada terá de acontecer.

Nem avalio neste momento a Série C do Campeonato Brasileiro, que certamente seria um desastre.

O fato é que é preciso contratar. Bom que a diretoria sabe disso e está tomando suas providências. Haverá uma reunião com o novo técnico Itamar Schulle e ele deverá apresentar suas pedidas. Não existe a menor possibilidade de se chegar a algum lugar com este elenco.

Não estou pessimista demais, apenas estou sendo realista.

Força diretoria! E mãos a obra.

As aventuras com o Verdão

terça-feira, março 13th, 2012

Direto de Colatina/ES 

A imprensa esportiva de Chapecó está com a Chapecoense no Espírito Santo. Amanhã a noite começa a caminhada na Copa do Brasil frente ao São Mateus na cidade de Colatina. O jogo seria na cidade da equipe que carrega seu nome, mas devido à perda de mando de campo o jogo acabou sendo transferido.

Saímos de Chapecó as 07:00 com vôo da empresa Passaredo que está prestando serviço a Gol devido as limitações temporárias do nosso aeroporto. Chegando a Florianópolis e trocamos de avião com destino a São Paulo. Em São Paulo nova troca de aeronave para chegarmos a Vitória, Capital do Espírito Santo. Chegamos perto das 13:00. Taxi até o terminal de ônibus e mais 130 quilômetros até Colatina. Ônibus lotado, sem ar condicionado e com 38 graus de calor. Para completar cerca de 40 minutos parados na estrada devido a um grave acidente, com vítimas fatais.

E assim segue a aventura na missão de contar mais uma história na vida da Chapecoense.

O jogo de amanhã a noite, 20:30, terá uma novidade temporária. Cadú Gaúcho será o técnico interino.

Encontramos na área de embarque do aeroporto de Florianópolis o ex-técnico da Chapecoense, Gilberto Pereira, e seu auxiliar, China, que retornavam a Chapecó para o acerto de contas. Gilberto se mostrou magoado pela forma como recebeu a notícia da demissão. Disse ainda que um determinado diretor do clube o teria alertado que seria bom não ser tão amigo da imprensa de Chapecó, pois esta mesma iria criticá-lo em caso de insucesso.

Bom que este diretor não identificado saiba que manter um relacionamento de respeito e cordialidade não garante que somente receberá elogios. Uma pena que Gilberto não tenha revelado o nome. Mas a colocação vale para todos os dirigentes, técnicos e jogadores.

Esperar o que da Chapecoense hoje à noite? No mínimo pegada e vontade de jogar. A saída de Gilberto Pereira poderá animar o elenco? Alguns certamente estarão mais felizes. Resta saber quem. Este jogo é uma grande interrogação.

Chegamos a Colatina passado das 18 horas. Ufa!

 

O nome é Itamar Schulle

A Chapecoense agiu rápido e contratou novo técnico. A lista era grande e finalmente, mas tamar foi o escolhido.

Realizou bons trabalhos em algumas equipes e fracassou em outras, como qualquer técnico médio do nosso futebol.

É nome que busca afirmação no mercado. Conhece bem o futebol de SC e este fator conta pontos neste momento em que se busca a recuperação. Não agrada a todos, mas tem um índice de aceitação bem interessante.

Agora é a hora de o grupo dar sua resposta. Jogadores que estão devendo terão de mostrar a cara e desta forma responder positivamente ao investimento feito.

Itamar Schulle tem tudo para dar certo e levar a Chapecoense a semifinal do Campeonato Catarinense.

Resta saber se terá a experiência necessária para encarar a longa e desgastante jornada da Série C.

Certamente o calendário da Chapecoense pesou na hora de aceitar o convite. Seja bem vindo e que faça um bom trabalho. É profissional sério, sem dúvida.

A queda de Gilberto Pereira

segunda-feira, março 12th, 2012

Gilberto pereira não é mais técnico da Chapecoense. A queda anunciada foi confirmada no final da manhã de ontem pelo presidente Sandro Pallaoro.

Os números de Gilberto Pereira não são tão ruins assim, mas o clima de vestiário e os sete jogos em seqüência sem vencer, sendo seis deles com empates, o último no domingo no 3×3 frente ao Camboriú, foram fatais.

Os números mostram a Chapecoense na terceira colocação no geral, com 21 pontos em 12 jogos, cinco vitórias, seis empates e uma derrota apenas. O que preocupa é o distanciamento do Metropolitano que chegou aos 25 pontos no geral e a proximidade com o Avaí e o Joinville que tem 19 e do Criciúma que está com 18 pontos. Uma rodada pode tirar a Chapecoense da zona de classificação.

O clima no vestiário estava insustentável.

Havia jogador que não fazia mais nenhuma questão de esconder sua contrariedade em relação às opções de Gilberto Pereira.

Ao final do jogo em Camboriú houve relatos de forte discussão entre atletas e uma declaração atribuída a Jean Carlos que não suportava mais a forma com que Pereira estava escalando o time e principalmente seu posicionamento dentro de campo.

Relatos de repórteres que cobrem o dia a dia da Chapecoense davam conta de que era comum ouvir o técnico reclamando de alguns jogadores e a recíproca era verdadeira. Deste jeito não poderia dar certo mesmo.

A convivência da imprensa com Gilberto Pereira foi à melhor possível. Fácil no trato pessoal ele sempre abria as portas para uma boa conversa. Quase sempre concedia boas entrevistas. No derradeiro jogo de Camboriú ele concedeu a pior entrevista de todas, quando preferiu mascarar a realidade ao dizer que a equipe havia atuado com qualidade, quando todos que lá estiveram, inclusive a diretoria de futebol, avaliaram de forma contrária.

A arrancada fulminante, com cinco vitórias em seqüência, foi fruto da novidade, da melhor preparação física e de uma boa dose de sorte.

Quando a novidade acabou e os relacionamentos começaram a deteriorar a situação ficou fora de controle.

Tenho certeza de que haverá uma melhora imediata. Uma nuvem carregada foi dissipada e desta forma o ambiente deve se acalmar. Mesmo assim a culpa não pode ser depositada apenas na conta de Gilberto Pereira. Tem jogador na Chapecoense que está muito longe daquilo que se espera. Tem mais gente que pode perder o emprego.

 Troca na hora certa

Não era mais possível esperar pela troca de comando técnico na Chapecoense. A queda de Gilberto Pereira era mais do que anunciada. Uma chance lhe foi dada e não houve aproveitamento. Para o jogo de domingo frente ao Marcílio Dias a Chapecoense já terá um novo comandante.

Esperar pelo jogo da Copa do Brasil, na quarta-feira no Espírito Santo, seria um erro monumental.

Gilberto Pereira estava naquela fase de solicitar publicamente reforços, de afastar atletas que a diretoria apostava caso clássico do zagueiro Fabiano, goleador do time e patrimônio da Chapecoense. Ele estava batendo de frente. Quando ele afastou João Paulo e a diretoria confirmou que ele viajaria para o Espírito Santo, ficou clara a decisão do chefe.

A decisão está tomada e de forma muito acertada.

Teremos o terceiro nome chegando para a temporada 2012. Antes de Gilberto Pereira já havia o acerto com Mauro Ovelha que foi para o Avaí. Não existe mais espaço para erros. Agora terá de ser contratado o nome que pode levar a Chapecoense a Série B do Campeonato Brasileiro.

Caiu Gilberto Pereira

segunda-feira, março 12th, 2012

Confirmada no final da manhã a demissão do técnico da Chapecoense Gilberto Pereira.

Qual a sua opinião sobre esta decisão da diretoria?

 

Segue a sina dos empates

segunda-feira, março 12th, 2012

Camboriú 3×3 Chapecoense.

Segue esta irritante sina de empates deste time

desarrumado, desorganizado e sem qualidade da

Chapecoense.

 

Mais uma vez vimos uma Chapecoense correndo atrás da

bola sem efetividade. Os atacantes passaram mais uma vez

em branco. Gols marcados, dois, pelo zagueiro Fabiano e

o outro pelo atrapalhado Eliomar, que fez um bonito gol.

 

Nivaldo falhou no segundo gol dos donos da casa.

 

A Chapecoense está amontoada dentro de campo.

Não existe esquema tático. Gilberto Pereira está

completamente sem convicção, enrolado em suas

tentativas e deixa muito a desejar.

 

Levar três gols em um jogo sempre merece uma reflexão,

mas quando se leva três de uma equipe muito limitada à

avaliação deve ser muito mais profunda.

 

A Chapecoense está despencando de qualidade jogo a

jogo, sinal que o trabalho de preparação está errado e deve

sim mudar.

 

Após este jogo ficou muito claro que não existe motim

para derrubar o técnico, o que temos é um conjunto ruim

e um técnico que desconhece o futebol de SC e que está

todo atrapalhado.

 

Em outras jornadas ruins o técnico e a direção de futebol

sempre foram francos em analisar que a equipe jogou mal.

 

Preocupa que desta vez ouvimos que o time jogou bem.

 

Nitidamente Gilberto Pereira está se protegendo e a

direção de futebol está acuada e não sabe o que fazer.

 

Gilberto Pereira pede reforços e mais reforços e desta

forma expõe seu elenco e repassa para ele os resultados de

vitória que a sete jornadas não acontecem.

 

Está na hora de alguém chamar a responsabilidade, dar um

soco na mesa e definir o que se quer para o futuro.

 

A Chapecoense se transformou em um time peladeiro.

Marketing da Chapecoense esclarece sobre novo site

quinta-feira, março 8th, 2012

Prezado Doesse,

 

Como você bem sabe, sou leitor assíduo de tua coluna e dos textos que você publica habitualmente no teu blog. Com isso, embora a ótima repercussão do novo site da Associação Chapecoense de Futebol junto à nossa torcida, fui surpreendido por um comentário assinado por um internauta identificado como Gilliardi, sugerindo que alguém dentro do Departamento de Marketing do clube deveria ter recebido, para usar as palavras do internauta, “pelo menos uns três ou quatro mil pelo abuso do valor”.

Sobre esta infeliz e irresponsável afirmação, cabem, no mínimo, algumas considerações. Primeiro, é bom que se diga que, antes de optarmos pela empresa que confeccionou o novo site da ACF, solicitamos alguns orçamentos para empresas locais. Destes, considerando as funcionalidades do site (loja, customização, utilização de linguagem HTML 5 para total compatibilidade com tablets e um aplicativo para smartphones que ainda será lançado, mas já incluso no pacote, dentre outras questões), dois eram em valor correspondente ao dobro do valor pago à empresa escolhida e outro, também em valor maior, não possuía tecnologia  e suporte para e-Commerce. Por estes motivos, a escolha recaiu sobre a empresa em questão, que, diga-se de passagem, mantém estrutura de atendimento em Chapecó. Conclui-se, portanto, que o valor do site, dada sua estrutura e funcionalidade, não é, em hipótese alguma, abusivo, como sugere o irresponsável comentarista de teu post. Quem conhece um pouco de programação para web sabe que isto é a mais pura verdade. Além disso, dado o trabalho de valorização da marca que estamos buscando, jamais aprovaríamos um site que não viesse a atender todas nossas expectativas, e isso, certamente, um site de dois ou três mil não teria condições.

Por outro lado, a atual Diretoria da ACF, desde sua posse, adotou umapolítica de total transparência em relação às finanças do clube, e a prestação de contas ocorrida no final do ano passado é prova disso. A acusação de que alguém estaria recebendo propina, como afirma o irresponsável autor do comentário em questão, além de cretina, é algo que demonstra um total desconhecimento do mercado por quem a formulou, e não mereceria maior atenção nossa se não estivesse imputando a prática de um crime a alguém. Sobre isso, já repassamos todos os dados do autor do comentário para nosso departamento jurídico, que deverá tomar as atitudes cabíveis, e o mesmo será feito pelo jurídico da empresa responsável pelo site.

Mas para falar de coisa boa, nosso site está, como dizem por aí, “bombando”. Desde as 20 horas do dia 7 de março, quando entrou no ar, já são mais de 2 mil acessos, aproximadamente 20 vendas da loja on-line e mais de 15 pedidos para novos sócios.O mesmo fenômeno ocorre com nosso blog oficial.Só hoje (são 16h de quinta feira, quando escrevo), já são mais de 580 acessos no www.chapecoenseoficial.wordpress.com.Isso para não falar dos mais de 4 mil e 500 sócios e de um plano de comercialização de placas como nunca houve na história do clube. Talvez o senhor Gilliardi não saiba, mas além de sermos remunerados pelo clube, somos apaixonados pelo nosso Verdão, e sabemos o valor de cada centavo que entra e que sai do nosso caixa.

Para finalizar, esse episódio me faz lembrar aquela história que afirma que só existem três tipos de pessoas: as que fazem, as que não fazem e as que não querem que façam. Felizmente, assim como você, meu caro Doesse, pertenço à primeira categoria. Queiram ou não, reclamem ou não, vamos continuar fazendo, e contribuindo para engrandecer cada vez mais o nosso Verdão.

 

Grande abraço,

 

Andrei Copetti

Gerente de Marketing ACF

 

Site da Chapecoense gera acusação

quinta-feira, março 8th, 2012

Recebi através do meu blog uma mensagem que reproduzo na integra, relativa ao novo site da Chapecoense – chapecoense.com – que entrou no ar no início da noite de quarta-feira.

O leitor sugere a publicação neste espaço. O tema certamente vai gerar polêmica, terá seus defensores e seus críticos. Desde já o espaço da coluna no Voz do Oeste e do blog estão à disposição do marketing da Chapecoense para qualquer esclarecimento, se assim julgarem necessário.

Vai então o comentário enviado pelo leitor Gilliardi.

 

Olá Fernando,

 

Entre encontros, desencontros e discussões nossas, tenho que discordar, a Chapecoense deve ter muito dinheiro em caixa: Gastaram R$ 9.000,00 em um site com uma empresa de Curitiba.

Pois bem, primeiramente achei esse valor muito exagerado e gostaria de saber quantas pessoas do marketing ganharam com isso? Imagino que para algum dos responsáveis deve ter sobrado pelo menos uns três a quatro mil pelo abuso do valor.

Outro detalhe, uma empresa que leva o nome de uma cidade deveria ser a primeira a valorizar e priorizar as empresas daqui, afinal na hora de buscar patrocínio é aqui que o clube ataca, logo na hora de contratar alguém, o mínimo que o Verdão poderia fazer era retribuir, afinal ele é sustentado pelas nossas empresas.

Sempre fui muito regionalista, creio que somos os responsáveis pelo crescimento e desenvolvimento local valorizando empresas locais e desta opinião imagino que compartilhamos, acho que esse assunto renderia uma ótima coluna.

 

Nota do colunista: Este comentário foi postado após a publicação de um comentário que versava sobre as limitações de caixa da Chapecoense na hora de contratar.

O leitor aproveitou e traçou um paralelo sobre a realidade financeira e o investimento feito no novo site.

Reitero que o espaço está inteiramente à disposição do marketing da Chapecoense para qualquer esclarecimento, pois no comentário do leitor está inserida uma acusação, gravíssima, de que houve beneficiamento financeiro de algum integrante da equipe de marketing, relativo ao valor pago pelo serviço.

O leitor Gilliardi é freqüentador assíduo do blog fernandodoesse.com.br e leitor desta coluna. Seu e-mail e IP do computador estão em meus registros e apenas foram preservados neste espaço por uma questão de ética, mas estão à disposição do marketing da Chapecoense.

Aguardo retorno.

 

 

 

Ainda sobre o site

 

O site chapecoense.com está “no ar” desde o inicio da noite de quarta-feira. A empresa que elaborou o novo projeto se chama E-MID agência digital, com escritórios em Curitiba, Ampére, Cascavel, todas no Paraná e Rio de Janeiro.

O portfólio de clientes é bem interessante.

O site da empresa, aliás, muito bem feito, é o emidgroup.com.br, acesse.

O conteúdo do chapecoense.com está bastante interessante, com espaços para noticias, um blog, história do clube, elenco, muitas fotos, espaços para novos sócios, contato com o clube e a loja virtual tão aguardada.

Na parte estética ficou muito bom. Na funcionalidade encontrei muita facilidade para navegar. Resta agora que a equipe abasteça o site com muitas informações e fotos para torná-lo uma ferramenta de comunicação viável e útil.

Limitações de caixa

quarta-feira, março 7th, 2012

Muitos se perguntam por que a Chapecoense tem tanta dificuldade em contratar jogadores, ao passo que outras equipes, como o Criciúma, contratam e mandam embora com uma facilidade incrível.

Tudo se resume as limitações financeiras e a forma séria de trabalhar.

No Criciúma brotou uma cascata de dinheiro que se chama Antenor Angeloni que não mede limites, ao menos neste momento, para movimentar seu departamento de futebol. Angeloni já andou reclamando publicamente que já havia colocado mais dinheiro do que imaginava no projeto e que era urgente que o negócio começasse a dar resultados positivos. Foi um caminhão de dinheiro e do jeito que a coisa vai vem aí mais uma frota. Ao menos estão honrando seus compromissos. Angerloni é rico e sério, fatores que nem sempre andam juntos.

Em outros clubes a seriedade anda distante e parece ser a menos importante das virtudes. Assim como contratam, mandam embora, para acertar as contas alguns elegem o judiciário como a mais correta das esferas. Que se dane quem tem para receber!

Na Chapecoense a ordem é impor limites financeiros e cumprir compromissos. Não se trata de uma exceção, mas é sim um fator relevante para o bem, sempre.

Este limite, corretamente estabelecido pela diretoria e seus colaboradores, acarreta em demora para as contratações e até mesmo um limite de qualidade. Esta é a realidade que se vive no momento. A Chapecoense experimentará um crescimento verdadeiro ao passo que tivermos um aumento substancial de sócios, com o fechamento de contratos publicitários externos de vulto e com as cotas de TV que virão com o crescimento da Série C, que já começou a mudar, ou o acesso para a Série B que duplicaria a capacidade de investimento da Chapecoense imediatamente.

Licenciamento de marca e outros itens de marketing também vem ao encontro de uma nova fonte de renda para financiar investidas mais pesadas.

Mesmo com todos estes limites que a realidade apresenta e que a Chapecoense se impõe o que se vê é um projeto vencedor, calcado em sacrifícios, mas também em muitas conquistas. Todos nós devemos saber lidar com esta realidade e tentar buscar na compreensão a capacidade de analise equilibrada.

Os torcedores estão em terreno livre. Eles são a caixa de ressonância, necessária para que se crie o ambiente de apoio ou de cobranças, para que o marasmo não se estabeleça, para evitar a criação de uma zona de conforto.

Hoje a realidade da Chapecoense é esta e não adianta querer inventar fórmulas mágicas para transformá-la.

Para mudar será preciso crescer no cenário nacional.

Politicamente falando

Algumas vezes cobrei que a inexistência de uma ala de oposição na Chapecoense poderia deflagrar um desinteresse na entidade, poderia criar a permanência de um mesmo grupo, um feudo e desta forma, com o envelhecimento de seus integrantes, uma fadiga, uma falta de articulação e vontade, um afastamento de novos lideres e novas idéias.

Pois a Chapecoense tem hoje sim uma ala oposicionista, que trabalha discretamente, mas que trabalha e projeta para o futuro próximo, quando dezembro chegar.

Dos dois lados temos pessoas maduras e com nomes a zelar. O processo se estabelece de forma silenciosa, como deve ser, com diferenças até pessoais, mas em alto nível.

As eleições da Chapecoense, ao final do ano, servirão também para passar um filtro no Conselho Deliberativo, para determinar realmente quem quer viver a entidade e fazê-la crescer, ou quem está lá dentro apenas para bajular este ou aquele, olhando apenas as benesses que suas empresas ou cargos podem receber.

A existência da oposição, da concorrência é a essência do crescimento.

 

La barca

segunda-feira, março 5th, 2012

E ela passou, timidamente, mas passou pela Arena Condá.

Na tarde de ontem foram afastados Thiago Cavalcanti, Marcelinho e Gilberto Matuto.

João Paulo, de iminente demitido, está mantido e foi bancado pela direção de futebol. Recebe desta forma uma nova chance para tentar ser aquilo que foi no interior de SP, ou seja, um goleador.

O atacante Tatá que estava para chegar não vem mais. Seu procurador se sentiu no direito, legitimo por sinal, de pedir certa soma em dinheiro para que seu atleta assinasse o novo contrato. Depois veio a informação de que ele havia assinado com outra equipe por R$ 30 mil mensais.

Bom lembrar que Tatá foi dispensado do Lajeadense do RS por deficiência técnica, por ter marcado apenas um gol em nove jogos. Este era o reforço? Graças ao bom Deus que apareceu um clube para levá-lo.

Gilberto Pereira segue como técnico, mas me parece que com prazo de validade. Este prazo é de jogo a jogo, a começar pelo compromisso de Comburiu no próximo domingo. Pode até perder, mas terá de ser jogando, com garra e vontade. Se perder jogando o que jogou contra o Brusque, Gilberto Pereira será demitido. Esta é uma opinião e não uma informação. E assim será até o final. Gilberto Pereira terá de provar a cada jogo que pode sim fazer este grupo render ao nível de seu custo mensal, que é bastante elevado.

Tenho a impressão que Gilberto Pereira permanece para comandar a Chapecoense na Série C somente se levar este time a decisão do Campeonato Catarinense.

Outra impressão que tive é a de que o presidente Sandro Pallaoro queria algo maior no quesito dispensas. O departamento de futebol levou em consideração a falta de opções para contratar e a falta de recursos financeiros para as indenizações. Tanto é que os três atletas citados estão afastados, treinando em separado.

Em caso de demissão de Gilberto Pereira, fato que sinceramente torço que não aconteça, pois desta forma verei a ascensão de um profissional correto e teremos a Chapecoense novamente no topo, Cadú Gaúcho deve assumir a interinidade do comando, já que possui registro profissional para exercer a função. Não será ainda à hora de lançá-lo como técnico, pois é cedo demais para dar este passo.

Tanto Gilberto Pereira como os diretores de futebol, Cadú Gaúcho e Maurinho Stumpf, declararam em alto e bom som que não existe racha no vestiário da Chapecoense. Todos declaram que o ambiente é bom e que as cobranças são as normais de um grupo grande de profissionais.

O que resta para o momento é reagir e fazer com que este elenco caro, quem sabe o mais caro de toda a história da Chapecoense, tenha o rendimento desejado.

 

Mobilização

Muito bem, se não existe racha no vestiário da Chapecoense, se o preparador físico é de qualidade, se todos tem o mesmo objetivo de crescer profissionalmente e fazer da Chapecoense um time campeão, que se faça a partir de agora uma mobilização interna para que todo este conjunto de desejos se transforme em realidade. Sim, realidade, pois o que acompanhamos até aqui é um grupo que teve uma arrancada sensacional e depois caiu vertiginosamente de produção, escancarando deficiências e dando margem a toda sorte de comentários e analises.

Se este grupo é tudo isso, se os objetivos são comuns e existe uma convergência para um mesmo caminho de sucesso, que se faça deste momento cobranças um remédio para os males que assolam Gilberto Pereira e seus comandados.

A hora é de mobilização. Que ela aconteça, então.

 

 

Que baita fiasco

segunda-feira, março 5th, 2012

Chapecoense 2×2 Brusque.

A Chapecoense não jogou absolutamente nada na tarde de ontem, fato que esgotou a paciência dos torcedores e também do presidente Sandro Pallaoro, que disse ao final do jogo que já havia uma lista de dispensas e que esta lista aumentou após o vexame protagonizado pela Chapecoense.

Foi uma tarde desastrosa. Do técnico, passando por todos os jogadores, ninguém se salvou.

O time está sem alma, sem vontade, sem atitude e sem orgulho de vestir uma camisa de quem é campeão.

Sandro Pallaoro disse que o técnico Gilberto Pereira permanece no cargo, mas será cobrado como deve ser.

O que passa de dentro para fora do gramado é que existem problemas de vestiário. Nitidamente tem atletas que querem derrubar a comissão técnica.

O que está  acontecendo?

A Chapecoense não apresenta uma jogada ensaiada sequer, o que reforça a impressão de este time é enganador.

Segundo os colegas de Brusque a equipe do Berço da Fiação fez seu melhor jogo em toda a competição, fato que não justifica o empate, mesmo porque a Chapecoense facilitou muito as coisas, quando não jogou absolutamente nada.

A Chapecoense começou o jogo com três volantes e mesmo assim sofreu um gol com menos de quatro minutos. Inaceitável!

O que é definitivo é  que este time da Chapecoense enganou a todos na arrancada e é  ruim mesmo.

A barca das dispensas passa nesta segunda-feira, um novo atacante chega e a Chapecoense começa a ser reconstruída.

No último mês este time custou R$ 500 mil. Muito dinheiro para uma produção pífia, ridícula.

Menos mal que a diretoria está  atenta e revoltada com a falta de qualidade e de respeito pelo salário que estão recebendo,

 

Todo mundo vê

A Chapecoense não tem meio de campo. A Chapecoense não tem alas. A Chapecoense não tem atacantes. Nenhuma novidade. Todos sabem disso.

O que pega neste momento é  a demora em aceitar estas deficiências e em realizar mudanças.

Concordo que existe dificuldade em contratar neste momento, mas se a dificuldade existe para a Chapecoense ela existe também para a maioria dos clubes.

Nada está perdido, mas o limite se apresentou de forma muito veemente.
Quando o presidente Sandro Pallaoro declarou que faltou vontade ao time, a declaração ganha contornos de mudança radical.
Quando você soma a falta de qualidade com a falta de vontade temos a receita certa para a derrocada, para o fracasso.
Atenção Cadú Gaúcho e demais diretores do futebol da Chapecoense, o rojão está nas mãos dos senhores.