Arquivo para abril, 2012

Não empolgou

segunda-feira, abril 30th, 2012

A Chapecoense realmente não animou o torcedor neste Campeonato Catarinense.

Desde o inicio da competição houve o registro de públicos apenas regulares, muito aquém daquilo que era esperado.

O aumento no número de sócios se deu graças a ações especificas do marketing que através do “Sócio Empresa” alavancou este incremento.

A confirmação veio no último domingo com a presença decepcionante de menos de oito mil torcedores e uma renda de jogo comum, quando tivemos um evento que valeu vaga para uma decisão e uma Copa do Brasil.

Como explicar este comportamento do torcedor?

O nível de exigência aumentou nos últimos anos com o acesso aos mais variados jogos e campeonatos. O torcedor quer ver time jogando com qualidade.

Chapecó é formada por torcedores de inúmeros clubes que rivalizam sim com a Chapecoense. Acreditar que um Gre-Nal em mesmo dia e horário não tira público da Arena Condá é muita ingenuidade.

Bom lembrar que o clássico gaúcho passou na TV aberta e o sinal que era para ser do pacote pago esteve liberado para assinantes de TV a cabo sem a necessidade de nenhum pagamento extra.

Certamente a detentora do contrato não abriu sinal a revelia, no mínimo tem a proteção de um contrato.

E finalmente a equipe, que em momento algum empolgou o torcedor. O carinho pela associação estava lá, mas não com a força de uma paixão desenfreada.

Várias vezes tentaram mobilizar a cidade em torno do time e a resposta foi pequena. Para um jogo de semifinal a venda de ingressos antecipadas não alcançou três mil bilhetes, ou seja, não deu liga!

O Campeonato Catarinense sempre foi o grande atrativo para os torcedores. Vem aí o Campeonato Brasileiro da Série C e sabidamente a resposta tem sido menor do que no regional. Mudará esta realidade?

Será preciso montar um elenco de maior qualidade e que obtenha resultados positivos em série para tirar de casa o torcedor. O desafio está posto, menos mal que a ajuda de custo para encarar a Série C é muito interessante, sendo ela economicamente mais viável hoje do que o próprio Campeonato Catarinense.

Foi à vaga e um bom dinheiro

segunda-feira, abril 30th, 2012

Os cálculos são sempre aproximados, mas com a perda da vaga para a decisão e mais a vaga para a Copa do Brasil de 2013 a Chapecoense abdicou de uma arrecadação bem interessante. Ousaria calcular em cerca de R$ 800 mil o pacote todo.

Não se pode ganhar sempre, mas é preciso analisar este fato.

Sem esquecer-se de toda a visibilidade inerente a uma decisão e o impacto político interno que uma jornada vitoriosa ocasionaria.

No quesito política interna um acesso para a Série B impactaria fortemente o quadro atual ao ponto de garantir a manutenção do atual grupo. Caso não se consolide o acesso à troca será inevitável. Mesmo com a manifestação do atual presidente, Sandro Pallaoro, ressaltando que ao final do ano deixa o cargo, já existe um movimento para que ele permaneça, movimento este silencioso, mas que está em andamento. O atual projeto se mantém com o acesso para a B, caso contrário à oposição entra mesmo alguns negando que ela exista.

Ficou a tristeza

domingo, abril 29th, 2012

Chapecoense 1×2 Avaí

A Chapecoense não encarnou o momento de decisão, mas o Avaí sim, e este foi o diferencial.

Sendo bastante honesto, a Chapecoense jogou muito pouco para chegar à decisão e as limitações do elenco ficaram evidentes e desta forma o castigo foi merecido.

Optaram por deixar o gramado alto e erraram.

Os atacantes da Chapecoense, João Paulo e Eber mais uma vez deixaram a desejar, mostrando severas limitações e foram absolutamente nada dentro de campo.

A zaga da Chapecoense, nesta reta final, vazou e esteve muito abaixo da média de outras jornadas.

O goleiro Rodolpho não retornou com a segurança do ano anterior e esteve sim abaixo de suas possibilidades.

A meia cancha da Chapecoense foi salva por Athos. Quando este cansou a criação ficou sem efetividade e é preciso somar a saída precoce de Neném, que lesionado deixou o campo.

As alas foram um problema crônico ao longo de todo o campeonato e mais uma vez estiveram enroladas na falta de maior qualificação.

Mas então não sobrou nada? Sobrou sim!

Sobrou um trabalho de recuperação do técnico Itamar Schulle que conseguiu dar algo a mais a este limitado elenco.

Sobrou a vinda de Athos e seu futebol refinado.

Sobrou a composição de uma zaga de sabe fazer gols.

Nada para ser comemorado de forma mais explicita, mas nem sempre está tudo errado.

É preciso repensar uma série de situações e a presença de atletas que nada tem a somar para a sequencia do calendário.

Tarde de tristeza, mas também de muitos ensinamentos.

 

 

Agora é com a diretoria

A Chapecoense terá menos de um mês até o inicio do Campeonato Brasileiro da Série C. Tempo reduzido, mas é o tempo que se tem, para remontar um elenco que deixou a desejar e que apenas confirmou limitações que há muito já eram apontadas.

A diretoria terá muito trabalho para recompor o grupo e dar a Chapecoense qualificação e opções que não teve no Campeonato Catarinense.

Além de avaliações bem executadas a diretoria terá que dispor de dinheiro para qualificar o grupo, pois dinheiro não se contrata com qualidade.

A mesma diretoria que acertou em muitas oportunidades acabou errando muito neste inicio de temporada e esta avaliação deverá ser feita com muita clareza e tranquilidade, sem caça as bruxas, sem perseguições, apenas com o profissionalismo que se exige neste momento.

A hora é de criticas inteligentes, de analises ponderadas e nada de terra arrasada.

É preciso ser claro e objetivo neste momento para não errar novamente nas contratações.

Agora é Série C e ponto final.

Resposta sobre compra de ingressos com cartão de crédito

quinta-feira, abril 26th, 2012

Olá Doesse,

li teu comentário na coluna de hoje sobre a possibilidade de compra de ingressos com cartões de crédito e gostaria de tecer algumas considerações sobre o tema, que, diga-se de passagem, por solicitação dos que estavam assistindo o programa, já havia sido pauta no Debate Esportivo do último domingo.

Nesse aspecto, o uso do cartão de crédito para facilitar a vida dos torcedores já foi assunto em muitas de nossas reuniões. Entretanto, em razão dos repasses para federação, gastos com o  jogo e arbitragem, entre outras despesas, para que esta facilidade se tornasse possível teríamos de ter um capital de giro suficiente para bancar toda a operação de venda, utilizando os pagamentos dos usuários dos cartões como previsões de entradas futuras em nosso caixa.

Como você tem acompanhado, depois de muito esforço da atual diretoria, o clube está com suas finanças equilibradas, o que não significa que tenhamos, no entanto, dinheiro sobrando em caixa para financiar outras coisas que não estejam direta e imediatamente relacionadas ao futebol. Por esse motivo, embora seja uma possibilidade futura, neste momento não temos como disponibilizar este benefício, que, concordo, seria uma imensa facilidade para jogos realizados em final de mês.

Diferentemente dos ingressos, é muito grande a possibilidade de que passemos a vender pacotes de sócios em 12 vezes no cartão, oferecendo como benefício um desconto bastante significativo para o sócio que desejar utilizar esta modalidade de pagamento. Desde já, fico à disposição do amigo para qualquer esclarecimento adicional que se faça necessário sobre o assunto.

Grande Abraço,

Andrei Copetti

A sala de espera

quinta-feira, abril 26th, 2012

Um dos pontos que mais aprecio nos momentos de decisão do futebol se relaciona as estratégias adotadas pelas equipes envolvidas, pela malandragem da bola, as noticias plantadas e todo o circo que se arma.

Este movimento todo é muito interessante. Aqui em SC o que se planta de noticia de contratações de atletas entre as equipes que chegam à reta final é uma grandeza. Faz parte.

Até reclamo da falta de ética que recobre este tipo de atitude, mas inevitavelmente elas estão dentro do contexto.

É período de treinos secretos e de colocar nomes importantes no departamento médico na ânsia de criar um clima de dificuldades quando ele não existe.

É período fértil para repórteres e comentaristas exercitarem todo seu cartel de sugestões e aquela vontade às vezes reprimida de ser um técnico de futebol.

Treinos secretos, portões fechados, como se hoje em dia fosse possível esconder algo por mais de 10 segundos.

Momento de forte exercício de humildade, época em que elogiar o adversário é quase uma obrigação. É  o tal de repassar a responsabilidade.

Quem entra e quem sai. Quem está pendurado. Quem sente dores. A necessidade de se levantar uma série de informações deixa a semana pequena para os bons repórteres. Para os bons, pois alguns apenas fazem questão de ser o segundo ou o terceiro a informar. Admiro muito os que antecipam a informação com a exatidão dos grandes farejadores de notícia.

O futebol é realmente um carrossel de emoções.

O jogo em si é apenas o último ato de muitos acontecimentos que o antecedem. E se perdem e se ganham jogos também nestes momentos.

Uma palavra mal colocada basta para incendiar um elenco que parecia estar morto. Um gesto mal calculado pode mudar o rumo de tudo.

Analisar todos estes momentos e ouvi-los, vê-los em sua plenitude me agrada muito.

Terreno fértil para bons comentários, textos mais caprichados e para garimpar personagens e histórias hilariantes que se bem contadas entram para a história.

 

É preciso modernizar

 

Ouvi com atenção a sugestão de um amigo, O Roger dos Anjos, e concordo com ele totalmente.

Sua sugestão diz respeito à venda de ingressos para os jogos da Chapecoense com a possibilidade de pagamento por cartão de crédito.

Este jogo de domingo acontece em um final de mês logo após a Páscoa e muitos bolsos estão vazios.

A possibilidade de pagamento com cartão de crédito seria uma saída para aqueles que querem ir ao jogo, mas ficam impossibilitados devido à falta de dinheiro.

Sem falar na comodidade, mesmo daqueles que tem dinheiro, mas que se utilizam do dinheiro de plástico para tudo. E é muita gente!

É preciso pensar com urgência na criação desta ferramenta ou na abertura de uma parceria com uma empresa especializada na venda de ingressos para grandes eventos.

Fica a sugestão e a coluna fica no aguardo de uma manifestação da Chapecoense em relação a este assunto.

Presidente sangue quente

terça-feira, abril 24th, 2012

Sandro Pallaoro, presidente da Chapecoense, tem um estilo latino de se relacionar com o mundo do futebol, ou seja, tem sangue quente.

Quando criticado ou quando alguém critica alguma estrutura da Chapecoense ele reage com energia, às vezes até demasiada, mas sempre reage.

A última analise mais contundente se deu em relação aos reclames sobre a preparação física da Chapecoense.

Em alguns jogos parte da crônica esportiva analisou o desempenho de forma desfavorável, cobrando um algo a mais neste quesito.

Pallaoro saiu em defesa dos profissionais da área e disse que quem critica não entende nada, pois a maratona de jogos teria sido muito desgastante.

Eu mesmo critiquei e mostrei preocupação em relação a este quesito. Sigo avaliando a preparação física da Chapecoense melhor no ano passado do que nesta temporada, mas sempre com um olhar de cabine de transmissão e sempre comparando com a equipe que está do outro lado do campo.

Por exemplo, contra o Avaí elogiei a preparação física da Chapecoense em detrimento do Avaí que se mostrou aos pedaços ao final do jogo.

Assim como não tenho a capacidade técnica de uma avaliação mais aprofundada, por ser um cronista esportivo e ter apenas a impressão comparativa, o presidente por ser um comerciante na sua profissão, deve ter as mesmas limitações que eu.

Mesmo com alguns exageros gosto deste estilo do Sandro Pallaoro. Ele reage quando criticam a entidade que representa e defende. Pior seria se nada fizesse.

A própria juventude de Sandro Pallaoro, contemporâneo deste colunista, ainda nos propicia alguns arroubos de energia que o tempo e a razão vão dando conta de acalmar e equilibrar.

Cada estilo deve ser respeitado como um traço de personalidade, uma forma de se relacionar. Sandro Pallaoro é assim, sangue quente e sem papas na língua.

Dou-me o direito de aceitar ou não suas colocações, assim como ele a tem, e desta forma vamos construindo esta convivência que sempre deve primar pelo respeito, mesmo quando divergimos.

 

Foto – Sirli Freitas/RBS. 

Resgate histórico

terça-feira, abril 24th, 2012

Fiquei sabendo que a Chapecoense está tratando de resgatar sua história. Faz isso na véspera de completar 39 anos. A Chapecoense sequer tem registros de quem foram todos os seus presidentes. A história está aos pedaços e nas mãos de vários admiradores. É preciso reunir e montar este quebra cabeça.

Não é exercício para apenas uma pessoa, a não ser que se pague e bem para que um apenas o faça. Caso contrário que se faça um exercício de cooperação, com uma coordenação central, para que a história possa ser conhecida com a maior fidelidade possível.

É trabalho para profissionais e abnegados seguidores.

Hoje, se alguém for à sede da associação em busca da história da entidade quase nada vai encontrar.

Mas o positivo é o que o movimento começou, o que não pode é parar como em outras oportunidades.

Um grande passo

domingo, abril 22nd, 2012

Avaí 1×1 Chapecoense

O resultado mostrou que a Chapecoense é realmente uma equipe melhor neste momento do que o Avaí.

Os resultados de todo o campeonato mostram esta superioridade e o resultado de ontem fez justiça a esta campanha.

Outro show a parte foi à presença do torcedor chapecoense na Ressacada que fez a festa e teve voz mais alta do que os milhares de avaianos que lá estiveram.

A Chapecoense mostrou mais uma vez uma maturidade importante para saber absorver a pressão imposta pelo Avaí. Jogar com esta postura é determinante para se chegar à decisão.

A Chapecoense está a um empate da decisão e da Copa do Brasil de 2013, que terá um calendário diferente na próxima temporada, com mais equipes e mais extensa.

Athos deu um show à parte. Dizem que o Figueirense tem interesse em contratá-lo. Se este jogo serviu de base para uma avaliação mais detalhada certamente ele se muda em breve para Florianópolis. Mais um atleta que a Chapecoense resgata, pois de dispensado do Juventude ele se transforma em nome vital aqui em Chapecó.

Neste jogo se houvesse a obrigação de se ter um vencedor este time seria a Chapecoense.

Não tivemos um grande jogo na parte técnica, mas ele serviu para mostrar que apesar de todo o desgaste do jogo pela Copa do Brasil na quarta-feira em Minas Gerais a Chapecoense chegou bem para o jogo e terminou mais inteira, apesar de o Avaí não ter tido o desgaste que a Chapecoense teve.

Méritos para Itamar Schulle que soube com muita competência e inteligência moldar o time e transforma-lo em um grupo equilibrado e realmente competitivo.

O mínimo que a Chapecoense merece é chegar a mais uma decisão.

sexta-feira, abril 20th, 2012

Não creio em bruxas, porém…

sexta-feira, abril 20th, 2012

Escalas de arbitragem para a fase semifinal do Campeonato Catarinense. Rapidez do TJD de SC em julgar os efeitos suspensivos de dois atletas do Avaí. A negativa do mesmo Tribunal para um atleta da Chapecoense. A briga pública do presidente da Chapecoense, Sandro Pallaoro, com a Federação Catarinense de Futebol e o Departamento de Arbitragem.

O adversário da Chapecoense é o Avaí, O Leão da Ilha, sediado no Bairro de Carianos em Florianópolis.

Todos estes ingredientes podem conduzir para a criação de fantasmas gigantescos, de manobras extra-campo, de mandingas de bastidores para que o Avaí chegue à decisão, seja com o Figueirense ou o Joinville, pois neste caso o gigantismo e a importância das praças seriam equivalentes aos interesses de audiência e exposição de patrocinadores.

Se tudo isso se traduzir em verdade é melhor fechar as portas da Chapecoense. Chega de futebol profissional em Chapecó!

Esta mania asquerosa de se fazer de coitado e esta insistência em se distanciar mais do que a geografia de Florianópolis me deixa particularmente irritado.

Em 2009 a Chapecoense decidiu um titulo contra este mesmo Avaí, primeiro jogo aqui com vitória da Chapecoense e um banho de bola. Segundo jogo lá e dois banhos de bola do Avaí. Tudo certo! Tudo dentro do futebol! Ou teve algum acerto?

A liberação por efeito suspensivo dos atletas do Avaí se justifica justamente por esta proximidade. Esta situação é muito diferente da vivida pela Chapecoense, pois o resultado final foi outro. Sempre enaltecendo que existe toda a base para a condenação dos atletas do Avaí.

Quanto ao restante e todas as manobras possíveis e imagináveis para tirar a Chapecoense da competição, somente terão sucesso se a Chapecoense deixar que aconteça. Se jogar futebol de qualidade passa por cima de tudo e de todos, mesmo de uma possível arbitragem tendenciosa.

Um árbitro mal intencionado se identifica em poucos minutos e com toda a cobertura de TV ele se enterra mais do que o desclassificado.

Então meus amigos e amigas, o negócio é jogar futebol de qualidade e fazer valer a vantagem vigente.

Neste encontro com o Avaí a Chapecoense só pode perder para ela mesma ou para estes equivocados pensamentos de perseguição contra os “coitadinhos do Oeste”.

Futebol se ganha e se perde dentro de campo, fora dele rolam as maracutais de dinheiro e outros favorecimentos.

O que salva o futebol é o que negócio de decide no 11 contra 11. Quem é mais competente ganha e ponto final.

Ou um time inteiro se vende?