Presidente sangue quente

Sandro Pallaoro, presidente da Chapecoense, tem um estilo latino de se relacionar com o mundo do futebol, ou seja, tem sangue quente.

Quando criticado ou quando alguém critica alguma estrutura da Chapecoense ele reage com energia, às vezes até demasiada, mas sempre reage.

A última analise mais contundente se deu em relação aos reclames sobre a preparação física da Chapecoense.

Em alguns jogos parte da crônica esportiva analisou o desempenho de forma desfavorável, cobrando um algo a mais neste quesito.

Pallaoro saiu em defesa dos profissionais da área e disse que quem critica não entende nada, pois a maratona de jogos teria sido muito desgastante.

Eu mesmo critiquei e mostrei preocupação em relação a este quesito. Sigo avaliando a preparação física da Chapecoense melhor no ano passado do que nesta temporada, mas sempre com um olhar de cabine de transmissão e sempre comparando com a equipe que está do outro lado do campo.

Por exemplo, contra o Avaí elogiei a preparação física da Chapecoense em detrimento do Avaí que se mostrou aos pedaços ao final do jogo.

Assim como não tenho a capacidade técnica de uma avaliação mais aprofundada, por ser um cronista esportivo e ter apenas a impressão comparativa, o presidente por ser um comerciante na sua profissão, deve ter as mesmas limitações que eu.

Mesmo com alguns exageros gosto deste estilo do Sandro Pallaoro. Ele reage quando criticam a entidade que representa e defende. Pior seria se nada fizesse.

A própria juventude de Sandro Pallaoro, contemporâneo deste colunista, ainda nos propicia alguns arroubos de energia que o tempo e a razão vão dando conta de acalmar e equilibrar.

Cada estilo deve ser respeitado como um traço de personalidade, uma forma de se relacionar. Sandro Pallaoro é assim, sangue quente e sem papas na língua.

Dou-me o direito de aceitar ou não suas colocações, assim como ele a tem, e desta forma vamos construindo esta convivência que sempre deve primar pelo respeito, mesmo quando divergimos.

 

Foto – Sirli Freitas/RBS. 

4 comentarios para “Presidente sangue quente”

  1. Torcedor disse:

    Só tem sangue doce quando passa a mão na cabeça desta pseudo-torcida Jovem. Está esperando que alguém morra, porque o que fizeram até agora já seria para terem sido banidos do estádio. Mas seguem entrando com apoio da diretoria(leia-se ingressos). Para benefício de uns baderneiros que não vão para o estádio com outra finalidade que não seja baderna, outros tantos são obrigados a aguentar isto.
    VERGONHA Sr. SANDRO PALLAORO, falar grosso qualquer um fala, tem é que ter peito para agir.

  2. Roberto disse:

    No geral, temos que dar os parabéns pela conduta do presidente… principalmente por ter peitado e exorcizado o “Sangue Suga” todo poderoso que dizia ser apoiador do verdão… enfim, pelo que tem feito merece sim todo o nosso respeito… porém, duas situações apenas ele deveria reconsiderar, uma é o que o colega acima bem descreveu, essa VERGONHA de “Torcida Jovem” que deveria ser banida do estádio e ainda tem o apoio da diretoria, outra é a insistência com a Marca UMBRO, que consegue nos fornecer uma camisa que de bonita só tem nosso escudo, além de não dar ao clube todo o retorno que uma marca inferior poderia dar… se bem que aí, todos sabemos que tem treta né?

  3. Mateus disse:

    Parabéns Fernando, tu escreves muito bem. Ótimo texto! Abraços

  4. fernando disse:

    Muito obrigado Mateus. Fiquei muito feliz com teu comentário.

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