Oposição, ter ou não ter

Oposição inteligente e concorrência aguçada e competente obrigam aquele que está no poder ou no topo a se mexer, inovar, inquieta o dia e não deixa espaço para a monotonia.

Algumas cidades optam pelo consenso na administração pública como forma buscar a união de seus munícipes. Na verdade, atrás desta estratégia, existe apenas o sentimento de eliminar oposicionistas e desta forma governar sem cobranças e uma fiscalização maior.

Em clubes de futebol funciona da mesma forma. Alguns clubes controlam hoje orçamentos maiores do que muitos municípios pequenos e médios espalhados pelo Brasil.

O futebol se transformou em um mega negócio.

Abre portas, estreita relacionamentos e possibilita conhecer um mercado em expansão.

Dentro dos clubes de futebol de grande porte existem várias alas, organizadas de tal forma que mantém seus integrantes permanentemente informados através de sites e outros veículos de comunicação.

Dentro dos clubes organizados a oposição trabalha forte e sempre de forma aberta e muita clara, deixando sempre a vista suas intenções e seus planos.

O que não pode existir é oposição burra e sistemática. Aquele tipo de oposição que não vê nada certo, que critica por criticar, com denúncias vazias e sem consistência.

Oposição inteligente e concorrência leal são extremamente saudáveis para o processo evolutivo.

Vejo com bons olhos os movimentos que se organizam para cobrar uma nova postura ou mesmo apresentar uma proposta inovadora. Quem julga é o eleitor seja ele em que âmbito for.

Reclamar da existência da oposição é um sintoma de que a presença da mesma preocupa. O melhor remédio é criar situações positivas para que esta oposição enfraqueça, para que o concorrente não alcance seus passos.

O dispositivo democrático da escolha livre é uma ferramenta que deve ser protegida a todo o custo, valorizada ao extremo e acima de tudo saber respeitar o resultado da escolha feita.

Ninguém é tão bom que não possa ser julgado ou mesmo deposto do poder. Ninguém é tão bom que um dia não possa perder a coroa.

Encarar os julgamentos do processo democrático e livre é para os fortes. Neste terreno os fracos não se criam.

Um passo a frente

A Chapecoense tem hoje um Conselho Deliberativo formado e atuando. Foi um passo e tanto na direção da organização da entidade.

Agora é preciso dar mais um passo importante. Dar ao sócio torcedor o direito ao voto, o poder de contribuir na escolha do presidente da Chapecoense.

Este passo representaria a verdadeira valorização deste contingente de mais de cinco mil associados que hoje formam este quadro.

Este passo representará um amadurecimento importante para a entidade. Bons exemplos estão aí e podem ser adaptados a realidade local.

Envolver verdadeiramente o sócio torcedor no dia a dia da Chapecoense é um caminho sem volta. Passa por esta estrada o engrandecimento da entidade.

Com a palavra o Conselho Deliberativo da Chapecoense.

 

2 comentarios para “Oposição, ter ou não ter”

  1. silvio sz disse:

    Post perfeito .
    A diretoria atual ou seja da situaçao ta trabalhando muito bem, as pessoas tem visao do que é necessario para o futuro do clube. Os mesmos estao na parte mais dificil do processo, ou seja, no momento da estruturaçao, da quebra de alguns paradigmas, mudança de mentalidade etc, o que convenhamos nao é tao facil assim.
    Por outro lado, se houver a oposiçao eles terao que vir muito fortes, desde a parte administrativa bem como no futebol.
    Nao basta apenas ter dinheiro, tem que haver consenso, uniao, se apenas dinheiro fosse o bastante o Criciuma nao teria passado pelo que passou na era Angeloni.
    O salto de qualidade pela atual diretoria será o acesso para a serie B, o que convenhamos será bom para todos, situacionistas e oposicionistas.

  2. Luiz disse:

    Bom dia, sou torcedor da Chapecoense/SC, time que será adverário do VIla na Série C, acompanhem meu blog com notícias e publicações dos times do grupo B.

    http://velhooestecco.blogspot.com.br/2012/05/espiao-envia-noticias-de-macaerj.html

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