Os fujões

Desta vez foi do atacante Juba que resolveu se arrancar de Chapecó, mesmo tendo acertado verbalmente com a Chapecoense e resolveu no meio da conversa avaliar como mais interessante à proposta do Caxias, adversário da Chapecoense na Série C.

Ética no futebol é um tema sempre em voga. Palavra e fio de bigode é artigo de luxo. Enquanto que o contrato não estiver assinado, sempre paira uma dúvida.

No caso de Juba o erro teria sido do seu procurador que o obrigou a trocar de equipe em nome de um salário maior e consequentemente de uma comissão maior.

Certamente o atleta deve ter assinado um contrato com seu procurador que lhe possibilita determinar todos os seus passos.

Não é a primeira vez que isso acontece. E a cada vez que um fato deste tipo vem à tona o nome da Chapecoense aparece de forma muito negativa no noticiário.

Perder atleta para time de Série B e A até se justifica, seja pelo poderio econômico ou pela exposição maior que o atleta vai ganhar, mas perder para time de mesma divisão e ainda concorrente de chave é complicado.

Fica o exemplo positivo de Athos que soube honrar a palavra dada e desta forma se mostrou integro na sua forma de negociar.

Este negócio de jogador de futebol beijar escudo de time, cantar amores pela agremiação e se dizer apaixonado pela entidade é mais falso do que nota de três reais.

O negócio e simples e profissional. Recebe em dia, entra em campo, joga bola e resolve o que tem para ser resolvido e ponto final.

Para Juba a Chapecoense era a grande oportunidade para a sequência da temporada. Bastou um telefonema e uma ordem e tudo mudou.

Reitero que a Chapecoense não pode mais passar por este tipo de vexame de ser desvalorizada publicamente.

O mico cresce e vira um King Kong.

Caso Brasil de Pelotas

Hoje à tarde a Chapecoense havia recebido da agência de viagens que controla os deslocamentos das equipes da Série C que as passagens para São Paulo estavam reservadas. Tomei conhecimento disso às 15 horas.

O Brasil de Pelotas ainda não havia se pronunciado oficialmente sobre a proposta que recebeu para abrir mão da possibilidade de acessar a Série C e desta forma receber um determinado valor em dinheiro e mais uma vaga para a Série C de 2013.

A rádio corredor fervia na CBF na tarde de ontem, segundo informações do correspondente da Rádio Chapecó AM 1330 no Rio de Janeiro, Alex Lourenço, que foi mais além e ouviu o advogado contratado pelo Santo André para ingressar com uma ação no STJD visando paralisar as Série C e D caso seu pleito não venha a ser atendido. Noticia em absoluta primeira mão dada pela Rádio Chapecó hoje no Debate Esportivo.

O sorteio da arbitragem está marcado para esta terça-feira, ou seja, o limite é amanhã.

Este acordo proposto pelo TJ do RS que pretende dar ao Brasil de Pelotas uma vaga na Série C do ano que vem e mais o pagamento de uma indenização é um absurdo.

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