Arquivo para junho, 2012

No geral foi bom

sábado, junho 30th, 2012

Santo André 0×0 Chapecoense.

Empate fora de casa na Série C é sempre um bom negócio, porém, quando a vitória escapa com um pênalti perdido no último minuto fica impossível não ficar com um sentimento de que poderia ter sido melhor.

Athos errou uma cobrança no último lance do jogo. Faz parte.

No geral a Chapecoense jogou bem. A distribuição dentro de campo esteve satisfatória e a criação de meio de campo funcionou a contento.

As alas tem uma função diferente com Itamar Schulle. Poderiam atuar de forma mais efetiva, mas dentro da proposta está adequado.

Os atacantes seguem sendo o ponto falho da estrutura. Com jogos treino, amistosos e um jogo oficial já se pode chegar à conclusão de que o setor segue sem criatividade, ou pior, segue sem efetividade. O ataque da Chapecoense vive de apostas, não existe no setor uma certeza ou ao menos um atacante em que se possam depositar esperanças.

Contra o Santo André a Chapecoense criou muito, mas sempre esteve mal posicionada na hora da definição. É mais ou menos como um pedreiro que sabe fazer tudo certo, mas que na hora de fazer os acabamentos erra em tudo. As paredes podem ser fortes, mas o visual compromete e desvaloriza o imóvel.

É preciso contratar no mínimo dois homens de ataque para que a Chapecoense tenha condições de encarar a competição.

Quando se erra muitos gols os homens de criação se desgastam o triplo. Pois com o gol não saindo o volume de jogo aumenta, a equipe se expõe mais, corre mais riscos e se cansa muito.

Não gosto da crítica gratuita e é justamente com base sólida que aponto mais uma vez este pecado cometido pela Chapecoense.

Chega a ser uma injustiça ter armadores criativos e um ataque que não marca. Sem contratar não vai dar.

Falta empolgação

Não é critica, mas sim uma constatação com espaço para sugestão. O momento financeiro da Chapecoense não é bom e o discurso está ainda pior.

Ouço a diretoria reclamando bastante e deixando de lado uma palavra mais otimista e que motive o torcedor a ir para a Arena.

A Chapecoense está precisando de um choque de motivação. Uma jogo acima da média frente ao Vila Nova no domingo será de grande importância para que o astral se eleve e que os reclames fiquem mais guardados para as reuniões de diretoria.

Quando a queixa é grande a falta de confiança se espalha e com ela vem um momento de dúvidas e falta de crença.

Investir em atacantes é necessário, mas investir em motivação me parece ser importante também nesse momento.

Sorrir na hora da crise pode ser fundamental.

 

Nada mais brasileiro

quinta-feira, junho 28th, 2012

Não adianta negar a nossa aptidão para correr riscos e para desvendar as brechas da lei. Nós, brasileiros e brasileiras, temos no nosso DNA uma capacidade enorme para encontrar caminhos alternativos, diferentes para encontrar uma saída para as mais diversas situações.

Brasileiro que ganha um salário mínimo ou de fome e que consegue, sabe-se lá de que forma, chegar ao final do mês com alguma dignidade.

Brasileiro sem carteira de trabalho, sem profissão fixa e que se equilibra no dia que se apresenta a nas oportunidades que surgem para fazer desse dia mais um a ser vencido.

Brasileiro que se vira do jeito que pode para garantir uma formação acadêmica, com cursos caros, sem dinheiro, que financia, negocia, mas que chega lá.

Brasileiro que se sujeita a uma saúde pública deficiente, que muitas vezes tomba nos corredores das estruturas que deveriam salvá-lo.

Brasileiro que lota os ônibus e os trens e que aguarda pela boa vontade dos políticos para seguir com mais qualidade para seus afazeres, gente que faz deste País uma nova potência mundial.

Brasileiro que vê seus professores ganhando uma migalha, logo eles que tem a responsabilidade de formar o futuro da nação.

Brasileiro que acompanha a cada dia uma ou outra ação que rasga a Constituição Brasileira, conjunto de leis que foi editada justamente para protegê-lo.

Brasileiro que assiste envergonhado os saracoteios os mensaleiros e cachoeiros da vida que dilapidam a qualidade de vida sem nenhuma cerimônia.

Brasileiro que morre as pencas nas deficientes estradas desse Brasil continental.

Somos muitos, de várias cores e procedências, mas ao mesmo tempo somos muito iguais.

A saída encontrada para que a Série C do Campeonato Brasileiro pudesse iniciar é brasileira até os ossos.

Atende um lado. O outro atende só até a metade. Ordenam que as equipes despenquem para as estradas e aeroportos, mesmo sem um pronunciamento oficial e público.

Somos o País das soluções não clássicas. Uma gambiarra imensa! Ao menos somos muito, mas muito criativos.

O que realmente me preocupa

terça-feira, junho 26th, 2012

No final de semana que passou tivemos o registro de um episódio lamentável envolvendo integrantes de duas torcidas organizadas da Chapecoense, que resolveram marcar, via redes sociais, um encontro em que os convites eram pedras, sarrafos de madeira e muita bebida alcoólica.

Os dois “exércitos” vestiam verde e branco, ambos “amam” a Chapecoense, mas curiosamente se “odeiam” no exercício desse amor desvairado. Nada de novo. O mundo já assistiu episódios semelhantes e que não terminaram nada bem. Explicar um acontecimento assim é impossível para este cronista esportivo. Eu não penso da mesma forma e minha capacidade intelectual não alcança a linha de pensamento desses jovens.

Utilizar os espaços em que exerço minha profissão para tentar demovê-los da ideia é infrutífero. Os meninos recebem uma reprimenda minha dizendo: – O que este m**** do Fernando Doesse está achando? O que este B**** do Fernando pensa que é? É assim que os meninos avaliam a situação. São eles os caras. São eles os guerreiros. São eles os fortes.

O que realmente me preocupa é a situação daqueles que ficam em casa, pais e mãos. Irmãos e irmãs, que ficam em casa e que acreditam que os meninos estão a curtir a vida em uma tarde de final de semana, enquanto na verdade estão armados de paus e pedras, utilizando a rua como campo de batalha, obrigando a Policia Militar a intervir na ação de mais de 100 jovens e que resultou na apreensão de cerca de 32 “justiceiros”.

A justiça foi acionada. Responsáveis legais assinaram Termos Circunstanciados e dentro de casa se estabelece um momento de desunião familiar.

O pesado mesmo será o dia em que uma família receber a informação de que um menino morreu em uma batalha campal em plena rua. Morto a pauladas e pedradas, motivado por não se sabe o que.

A dor de uma mãe e de um pai que sepulta um filho não se iguala ao ato de arrancar uma perna ou um braço, sem anestesia. A dor transcende a alma. Seria melhor arrancar-lhes o coração, pois ao menos eles morreriam junto.

Se é isso que você quer para sua vida e para a vida dos que te amam, siga em frente com a tua “luta”, mas tenha a consciência que ao final desse “jogo” todos perdem.

 

Foto – Diário do Iguaçu. Portal RedeComSC. 

Parabéns Chapecoense Futsal

domingo, junho 24th, 2012

Estive em Rio do Sul para a transmissão, através da Rádio Chapecó AM 1330, da decisão da Copa SC de Futsal, na noite do último sábado. Junto com o colega Rodrigo Goulart contamos a história de um jogo fantástico e da primeira conquista estadual da Chapecoense Futsal, desde que a equipe foi assim denominada.

Começo pelo placar, 4×4. Vitória em Chapecó por 5×2 + empate em Rio do Sul = Copa SC no armário e faixa no peito.

A construção do placar é que deixa a exata dimensão de como tudo aconteceu.

O primeiro tempo foi de superioridade de Rio do Sul, que venceu por 2×0, com uma Chapecoense Futsal desencontrada em quadra e errando em demasia.

Veio o segundo tempo e com ele uma sensível melhora da Chapecoense. Demorou um pouco, mas com a maior qualidade da equipe verde e branca e um esgotamento físico dos adversários a Chapecoense Futsal empatou.

Tudo parecia encaminhado para o titulo, com empate ou mesmo a virada, pois a Chapecoense estava mais inteira e carimbando duas vezes a trave adversária. Um erro, uma recolhida de bola de Rio do Sul e o gol, para marcar 3×2. Logo veio o 4×2 e uma quase certeza de que a prorrogação aconteceria. Uma quase certeza. Intimamente algo me dizia que não teríamos a prorrogação e cheguei a externar este sentimento na transmissão da Rádio Chapecó.

Esta espécie de premonição, se é que podemos avaliar um sentimento como este com tamanho potencial, se confirmou com os gols de Neto aos 39minutos e 28 segundos e Duio aos 39 minutos e 46segundos, e o que parecia impossível para alguns aconteceu, o empate se confirmou.

A última bola seria da Chapecoense. Seria. O cronômetro estava zerado e mesmo assim a arbitragem achou milésimos de segundo que possibilitaram a bola chegar ao gol da Chapecoense Futsal para mais uma defesa do goleiro Maisena. Não havia mais espaço para jogo apenas para uma festa repleta de em emoção que foi realmente contagiante. Chapecoense Futsal – Campeã da Copa SC de 2012! Mais do que merecido.

O renascer de uma modalidade

O momento vivido pelo futsal masculino de Chapecó é intenso, feliz e importante.

A conquista da Copa SC é um prêmio para aqueles que conduzem este projeto com muitas dificuldades.

O crescimento da modalidade não passava obrigatoriamente por uma conquista de Copa SC, mas que ela veio em boa hora e anima ainda mais a todos, não resta a menor dúvida.

A Copa SC garante a participação em outros certames de boa visibilidade e valoriza os bons parceiros que acreditam na seriedade daqueles que mantém o projeto.

Antes mesmo da conquista o empresário Sixtilio Hans e seu filho Júnior, proprietários na NIJU Câmaras Frigoríficas, revelaram que estão negociando a compra de uma vaga na Liga Nacional Futsal para que Chapecó e a Chapecoense Futsal tenham seu reingresso no principal certame da categoria e desta vez sem vaga emprestada, mas sim através de uma parceria verdadeira.

A fase é muito boa para o futsal masculino de Chapecó.

O que mais cresceu

sexta-feira, junho 22nd, 2012

O presidente da Chapecoense, Sandro Pallaoro, disse na noite de quarta-feira, quando da homenagem oferecida pelos vereadores à entidade, que a Chapecoense foi o clube que mais cresceu nos últimos cinco anos em todo o Brasil.

Uma declaração que não pode passar sem uma analise.

Em primeiro lugar acredito ser exagerada a analise, mas é inegável que houve um crescimento acentuado da Chapecoense em todos os terrenos.

Desde 2005 a Chapecoense passa por um período de reposicionamento nos cenários de Santa Catarina e do Brasil. Antes sequer estava inserida em uma divisão nacional. Copa do Brasil era somente pela TV. Hoje a realidade é bem diferente. A Chapecoense não está hoje na Série B por dois amargos resultados contra clubes mineiros e por sua absoluta e exclusiva culpa.

Houve um aumento considerável no que se refere ao número de sócios. Internamente houve ganho de qualidade na estruturação.

Mas eu preciso voltar a analisar a declaração do presidente Sandro Pallaoro que declarou que nos últimos cinco anos a Chapecoense foi a que mais cresceu no Brasil.

A Chapecoense não tem ainda um Centro de Treinamentos. Financeiramente sua saúde é frágil e não possibilita grandes exercícios neste segmento.

Quanto aos sócios, mesmo sendo registrado um crescimento interessante, o volume ainda é pequeno em comparação ao potencial da cidade e da região. A bola parou de rolar e mais de dois mil deixaram de pagar. Não pode.

No aspecto de formação de atletas e nas categorias de base a Chapecoense ainda é muito precária.

Produtos com a marca da Chapecoense estão licenciados aos montes e muitos já prontos para a venda, mas eles não chegam às lojas e a Loja do Verdão segue sendo um projeto.

Reitero e comemoro o crescimento promovido na Chapecoense pelas diretorias que atuam de 2005 para cá. Reconhecer o esforço de todos é muito importante, uma questão de justiça até.

Porém, não posso concordar que a Chapecoense foi o clube de futebol que mais cresceu nos últimos cinco anos em todo o Brasil.

Tem muito para ser feito para que esta declaração se torne uma realidade.

 

 

Série D começa e a C fica na espera

quarta-feira, junho 20th, 2012

Na tarde de hoje a CBF confirmou o inicio da Série D para este final de semana. Com a retirada da ação por parte do São André a competição pode ser confirmada.

O que trava a Série C é a ação que tramita na justiça paraibana, movida pelo Treze de Campina Grande, fato que obriga a CBF a buscar a derrubada da liminar na justiça comum. Por questões de logística de descolamentos e hospedagens o inicio neste final de semana fica inviabilizado.

Depois de muito tempo o STJD conseguiu encontrar uma razão para derrubar a liminar. Simplesmente o Treze da Paraíba não pode requer a vaga pelo simples fato de estar querendo furar a fila. Se houvesse uma saída forçada do Rio Branco do Acre, não seria o Treze que ganharia a vaga e sim o Mirassol de São Paulo. Ou seja, o Treze da Paraíba é um time de divisão nenhuma que quer pular do nada para a terceira divisão. Este fato já foi amplamente comentado no Debate Esportivo da Rádio Chapecó AM 1330.

Por que afinal, com base neste ponto, a CBF simplesmente não ordena o inicio da competição? Pelo simples fato de não poder desobedecer a uma determinação judicial.

É preciso sensibilizar o clube a retirar a demanda ou derruba-la com base em argumentos como este que certamente será apresentado.

O Treze da Paraíba está dando uma demonstração lamentável de falta de desportividade e sua diretoria está levando este caso para um terreno muito perigoso.

Alguns atribuem à falta de coragem da CBF o não inicio da Série C. É uma visão equivocada. Ser macho contra a justiça não funciona. As leis e as instâncias jurídicas devem ser respeitadas. Assim está fazendo a CBF.

A Série D somente vai começar porque uma ação que impedia seu começo foi retirada.

A saída mais rápida é o Treze retirar a ação, caso contrário teremos que aguardar os trâmites da justiça comum para que tudo volte ao normal. É assim e não adianta espernear.

O vilão é o Treze e não a CBF.

Não estou entendendo

As paralisações das Séries C e D do Campeonato Brasileiro estão rendendo uma avalanche de criticas ao presidente da CBF, José Maria Marin.

Todos depositam nele a culpa pela paralisação. Não creio ser justa esta saraivada de reclamações sobre ele.

É preciso lembrar que foi Marin que fez a Série C crescer nesta temporada no que se refere à mudança no regulamento e na ajuda de custo que a tornou viável.

O vilão desta bagunça não é o Marin! Ele tem sim seus defeitos, seus erros e um passado que pode ser analisado e criticado, mas este rolo da Série C está na atuação de diretorias de clubes que de forma equivocada reclamam sem nenhuma razão. Criticar o presidente da CBF é um esporte nacional. Os clubes devem ser menos corporativistas e realizarem uma autoanalise, olhando também os seus defeitos. Vilões são os clubes que reclamam na justiça comum, afrontando as normas esportivas e a justiça comum que deu uma demonstração de incompetência na analise das leis do esporte.

E somente por todo imbróglio jurídico é que a CBF está se vendo obrigada a lutar fora do ambiente do desporto

 

 

Não dá mais!

segunda-feira, junho 18th, 2012

Dão dá báis cobandante Marin!!!

Em mais uma rodada de negociações visando dar o start para as Séries C e D do Campeonato Brasileiro, desta vez no STJD no Rio de Janeiro, as duas divisões seguem paralisadas. O Treze da Paraíba não abriu mão das ações na justiça comum e disse que vai levar o caso para seu Conselho Deliberativo.

O STJD já disse que dará ao Treze mais uma chance, caso contrário, vai encaminhar nesta terça-feira os trâmites para uma pesada punição ao clube paraibano, que inicialmente seria um afastamento de dois anos de todas as competições e de quebra pode levar junto toda a Federação Paraibana de Futebol.

Nitidamente a CBF e o STJD estão fazendo de tudo para evitar o desgaste de uma punição máxima, mas alguns clubes estão obstruindo o bom diálogo com uma série de atos intransigentes.

O Brasil de Pelotas não esteve representado nesta rodada de negociação e para o STJD este caso estaria encerado. Esta postura não vai de encontro ao que deliberou na sexta-feira em reunião do Conselho Deliberativo Xavante, em conjunto com alguns sócios torcedores, que através de voto autorizaram a diretoria a seguir até as últimas consequências para garantir vaga na Série C.

Hoje (18/06), no final da tarde, o procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt, mediador escalado pela CBF para desenrolar o caso, disse que com esta pendência do Treze da Paraíba ainda não poderia garantir o inicio das competições.

O desgaste é monumental. A CBF atua politicamente e não de forma executiva. E quando a atuação política entra em campo é sempre mais demorado.

É preciso entender também que toda a negociação, por mais demorada e traumática que seja é sempre melhor do que um embate na justiça e a necessidade de punições severas.

A tendência é de finalização da pendenga ainda nesta semana, com a autorização de inicio para o final de semana, mas para que isso aconteça, existe a necessidade de que as ações entrem ainda nesta terça-feira, para que procedam a escala das arbitragens e a autorização de logística de viagem de todas as equipes envolvidas.

Este assunto está mais para o Datena do que para a crônica esportiva. Se bem que o Datenão foi um grande repórter esportivo. Não dá mais!

E segue a confusão

segunda-feira, junho 18th, 2012
18/06/2012 – 17h15
Treze/PB emperra negociações e Séries C e D seguem paralisadas
Em reunião, Araguaína/TO e Rio Branco/AC decidem tirar ações da Justiça Comum, mas clube paraibano reluta
DANIELE CARVALHO Daniele Carvalho Alterar o tamanho da letra
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A confusão para o início das competições das Séries C e D do Campeonato Brasileiro ganhou um novo capitulo na tarde desta segunda-feira, dia 18 de junho. Em reunião no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no Rio de Janeiro, representantes de Rio Branco/AC e Araguaína/TO entraram em acordo com a CBF para retirar as ações em que obtiveram liminares na Justiça Comum. O único relutante foi o Treze/PB, que levará a conversa ao Conselho Deliberativo e, por enquanto, permanecerá com o processo, mas sob risco de punição pesada.

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O procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt, foi o mediador da reunião e falou sobre o encontro e suas decisões. “O Araguaína e o Rio Branco irão retirar a ação, e o Treze, em princípio, permanece com a ação judicial. Nós vamos garantir imunidade de responsabilização aos clubes que retirarem a ação e o mesmo não vai acontecer aos que estão, por hora, descumprindo o regulamento e as normas internacionais”, explicou.

Portanto, apesar de Araguaína e Rio Branco terem garantido que irão retirar suas ações judiciais, ainda não há previsão para os jogos começarem, já que o Treze não aceitou o acordo. “Pela Justiça Comum, ele (o Treze) ainda está com a liminar. Não sei se ainda haveria cenário possível para já iniciar as competições de Séries C e D com essa pendência judicial a favor do Treze. Portanto, o que se pode dizer neste momento é o que o Treze é o único clube que está obstando, na via judicial, o início das Séries C e D”, explicou Paulo Schmitt.

Assim, Rio Branco e Araguaína se livraram de um possível julgamento na Justiça Desportiva. Já Treze e Brasil de Pelotas/RS – que, mesmo tendo a liminar negada pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, não desistirá da briga na Justiça Comum por uma vaga na Série C – devem entrar na pauta do STJD, com risco de serem punidos com multa de até R$ 100 mil. Além disso, podem sofrer sanções com bases nos estatutos da CBF e da Fifa.

“A Procuradoria promoverá essa responsabilização essa semana, através de ação disciplinar por violação ao artigo 191 do CBJD, sem prejuízo de recomendar à CBF a possibilidade de suspensão e aplicação de sansão que lhe couber, por dentro de seus estatutos, a esses clubes que permanecerem com as ações na Justiça Comum”, explicou o procurador.
Assim que a Procuradoria for comunicada oficialmente da retirada das ações por parte de Rio Branco e Araguaína – o que deve ocorrer até terça-feira –, ofertará denúncia aos outros clubes. Se eles voltarem atrás até lá, não haverá julgamentos e assim o imbróglio terminará e a CBF poderá autorizar o início das competições.

Os esquemas de Itamar Schulle

sexta-feira, junho 15th, 2012

O técnico da Chapecoense vinha treinando com o esquema 4-4-2, mas ao que consta, em cima da hora da estreia na Série C, ele deve adotar uma espécie de 3-4-3.

Uma linha de três na zaga, um losango no meio de campo e na frente um atacante como se fosse um ala e os dois tradicionais homens de ataque.

Resta saber se o grupo terá a capacidade de entender aquilo que deseja o técnico.

Itamar é muito trabalhador e detalhista e certamente cobrará muito empenho dos atletas.

O primeiro teste do novo esquema será na tarde deste sábado frente ao Metropolitano no amistoso que será jogado em Blumenau. Tomara seja este o último teste antes da esperada Série C começar.

Enchendo linguiça no clássico

quinta-feira, junho 14th, 2012

Na noite de ontem Chapecoense e Concórdia voltaram a se encontrar nas suas preparações para seus compromissos que vem por aí. Chapecoense na Série C e Concórdia na segunda divisão catarinense. O Galo do Oeste começa sua caminhada dia 1º de julho, já a Chapecoense aguarda as decisões desta quinta-feira no Rio de Janeiro.

Foi um amistoso válido, pois são duas equipes com calendário, que buscam rendimento de competição. Falar em rivalidade é bobagem neste momento.

O público foi apenas razoável, mas é preciso levar em consideração que amistosos realmente não empolgam.

O técnico da Chapecoense, Itamar Schulle está realmente convicto na utilização do esquema 4-4-2, tem trabalhado bastante, já há 45 dias, e desta forma vai encarar o grande desafio da temporada.

Com muitos treinos o que vimos na noite de ontem foi uma Chapecoense ainda travada. Absolutamente normal.

Quanto ao Concórdia, o que vi foi uma equipe que pode sim realizar uma campanha vitoriosa na segunda divisão catarinense. Tem um bom técnico, Nestor Simionatto, jogadores de alguma qualidade, com média boa para a realidade a ser enfrentada. Torço muito pelo sucesso dos nossos vizinhos. O acesso do Concórdia vai fortalecer o futebol oestino.

O primeiro tempo terminou empatado em 0×0 com um futebol que deixou bastante a desejar. Mas é preciso compreender que este foi um amistoso no sentido mais completo da palavra. Sequer o campo de jogo recebeu uma marcação especial.

Ficou bastante claro que os atletas da Chapecoense se dosaram e evitaram confrontos mais fortes. Itamar Schulle já definiu a equipe e este fator pode criar uma tranquilidade, relaxando a equipe neste que foi o último amistoso. No primeiro tempo o futebol da Chapecoense foi apenas burocrático.

Com as mudanças efetuadas na Chapecoense para a segunda etapa a equipe ganhou um pouco mais na frente, houve mais movimentação, mas nada que gerasse empolgação.

Utilizar o jogo de ontem como fonte de avaliação das possibilidades da Chapecoense na Série C fica complicado. Os jogadores estavam nitidamente cumprindo uma obrigação, não houve disputa de vaga no time.

Resumindo tivemos uma Chapecoense com zaga bem postada, meio de campo apenas com as criações do Athos e um ataque com pouca produtividade.

No jogo de Itá, quando a Chapecoense venceu por 4x1o time esteve bem mais aplicado e com vontade. Ontem não foi o caso.

Para salvar a noite, Eliomar, mandou uma pancada de fora da área, aos 45 da etapa final e o Segala chamou o gol.

Resultado final Chapecoense 1×0 Concórdia.