Arquivo para julho, 2012

Novidade na Boca do Jacaré

terça-feira, julho 31st, 2012

O Brasiliense trocou de técnico. Não é a primeira vez que isso acontece na véspera de um jogo contra a Chapecoense.

Argel Fucks já foi chamando na mesma situação.

Agora é a vez de Ney da Mata, que já foi pretendido pela Chapecoense após a eliminação para o Ipatinga no ano passado.

Técnico de qualidade e de experiência na complicada Série C, apesar dos apenas 45 anos.  Não sei se ele terá tempo de mudar a equipe de forma eficiente, mas vai dar uma sacudida no time Candango que anda mal das pernas.

Fato novo para o jogo de sábado no Distrito Federal.

Ele tem dois acessos para a B, ambos com o Ipatinga.

 

 

As reclamações da Chapecoense

terça-feira, julho 31st, 2012

A imprensa não pode reclamar de que Itamar Shulle não fala.

E quando fala sempre tem uma frase forte.

A mais recente diz respeito ao apoio dos torcedores e da comunidade em torno da Chapecoense. Segundo ele, sem apoio, jamais a Chapecoense poderá contratar um atleta de maior envergadura, na faixa salarial acima dos R$ 30 mil/mês. Declaração forte e que merece uma analise.

Itamar está falando a linguagem da diretoria. Recentemente declarações do presidente Sandro Pallaoro escancararam sua contrariedade em torno da falta de investimentos por parte de alguns empresários e empresas, que segundo ele, sequer receberam o representante da Chapecoense para a entrega de uma proposta.

Dois alvos ele sequer fez questão de esconder. Shopping Pátio e Havan. Duas empresas de grande porte e que poderiam sim alavancar bons patrocínios.

A frase de Itamar Schulle contém o exagero de quem conhece pouco a realidade de Chapecó. Ele apenas fez eco daquilo que ouviu e cometeu o pecado da generalização. Hoje, a Chapecoense não tem nada a reclamar dos empresários de Chapecó e do apoio político que recebe. O momento pode ser complicado financeiramente, mas a realidade é de apoio muito acima da média de grande parte das praças esportivas de SC e da realidade da Série C.

Quanto a Havan e o Shopping Pátio tenho uma visão. Este não é o momento de concretizar projetos. Eles devem ser pensados agora visando à próxima temporada. E será que está sendo escalada a pessoa certa para fazer estes contatos?

Recentemente o episódio BMG deixou muito claro que a linguagem utilizada no acerto não era a mesma. O contrato não foi fechado e mesmo assim a Chapecoense jogou duas partidas com o patrocínio do banco. Quem errou?

Reclamar de apoio para a Chapecoense em Chapecó chega a ser um desaforo! Compreendo o momento financeiro delicado, mas não é na base da briga e do desabafo que a situação vai mudar. Muita calma na hora das avaliações.

 

Vitória de contrastes

domingo, julho 29th, 2012

Duque de Caxias 0×1 Chapecoense.

Com base naquilo que ouvi dos colegas da Rádio Chapecó AM 1330 o jogo foi muito fraco tecnicamente e se arrastou até os 45 minutos da etapa final até que Jô definisse o placar. A novidade foi o gol de atacante, sempre tão cobrado na Chapecoense.

O time da vitória: Nivaldo; Fabiano, Souza e André Paulino; Eliomar, Wanderson, Paulinho Dias, Athos, Dudu Figueiredo (Neném) e Esquerdinha; Lê (Jô).

Meia dúzia de modificações e a equipe não rendeu o esperado.

A vitória teve uma importância ímpar na manutenção da comissão técnica e deixa a Chapecoense em boa situação na tabela de classificação, além de dar ânimo novo ao elenco.

O que não pode ficar mascarado com a vitória é o fato que a equipe não rendeu o que deve render.

Durante a transmissão ouvi o tempo todo reclamações dos colegas no que se refere ao acabamento das jogadas e o sempre presente defeito nas finalizações e nos cruzamentos. A bola parada também foi alvo de críticas.

O Duque de Caxias é limitado tecnicamente e isso fica comprovado pela campanha. Em cinco jogos foram quatro derrotas e apenas uma vitória, aliás, o nível técnico da Série C está realmente baixo e muito menor do que as últimas duas edições que acompanhei.

O próximo adversário será o Brasiliense na cidade satélite de Taguatinga. Outro adversário com limitações técnicas e que está namorando a zona de rebaixamento. São apenas quatro pontos até aqui e a metade do rendimento da Chapecoense. Jogando com aplicação é possível vencer e encaminhar um futuro bem mais promissor.

Uma boa vitória pode ajeitar a casa. Que esta do Rio de Janeiro tenha este poder.

 

Foto – chapecoense.com

Em nome da paz

sexta-feira, julho 27th, 2012

O jogo deste sábado entre Duque de Caxias e Chapecoense na Baixada Fluminense, em Xerém, na terra de Zeca Pagodinho, pode representar a paz ou a guerra para a Chapecoense.

A diretoria fez mais um esforço grande para deixar os salários em dia, mais um exercício de colocar a mão no bolso e cumprir os compromissos salariais.

Viajam com dinheiro no bolso. Nada mais do que a obrigação, mas é importante este fator e reconhecer o esforço da diretoria.

Itamar Schulle fez todas as experiências possíveis e imagináveis para testar de tudo e mais um pouco.

Quem perguntou ao técnico Itamar Schulle recebeu a resposta de que a equipe começa contra o Duque com a seguinte formação:

Nivaldo, Galliardo, Fabiano, Souza e William, Wanderson, Paulinho Dias e Nénem, Eliomar, Lê e Jô.

Quando a mesma pergunta foi feita aos diretores de futebol a resposta foi a seguinte:

Nivaldo, Fabiano, André Paulino e Souza, Eliomar, Wanderson, Paulinnho Dias, Athos, Dudu Figueiredo e Esquerdinha e Lê.

Choque de ideias? Pressão da diretoria para escalar o time que ela deseja? Ou as duas coisas juntas?

O fato é que a equipe será mais uma vez modificada.

O técnico deseja um 4-3-3, já a diretoria acredita ser mais conveniente um 3-5-2.

Em nenhum momento no último coletivo antes da viagem Itamar Schulle atuou no esquema desejado pela diretoria, ele sempre optou pelo 4-3-3.

Não acredito ser uma questão de esconder o jogo, mas sim um desencontro de posições.

Tenho a opinião de que com o 3-5-2 a equipe se adapta melhor e rende muito mais.

Este 4-3-3 de Itamar nunca funcionou. Ele vai pagar para ver?

Amanhã à tarde saberemos.

Chamando a responsabilidade

quarta-feira, julho 25th, 2012

Itamar Schulle assumiu toda a responsabilidade sobre o momento ruim vivido pela Chapecoense e pelo retrospecto inferior a 50% de aproveitamento desde que assumiu o comando técnico.

Uma demonstração de personalidade, Mas não é este o caminho.

Futebol é esporte coletivo e deve ser encarado desta forma, tanto na hora boa como na ruim.

Técnico não erra pênalti. Técnico não falha no gol. Técnico não manda a zaga falhar coletivamente. Técnico não tropeça na bola na hora de fazer o gol.

Técnico escala errado. Técnico muda de forma equivocada. Técnico deixa no banco quem pode render mais e deixa em campo quem não rende. Técnico indica jogador errado. Técnico improvisa quando tem no grupo um jogador da posição.

Ou seja, os acertos e os erros são coletivos.

O ato de chamar a responsabilidade é apenas um ato político do comandante. Quando vem o erro ele é meu, quando vem o acerto ele é nosso. Balela! Conversa fiada!

Estes episódios servem apenas para ficar passando a mão na cabeça de jogador, para criar vínculos de amizade, que são importantes, mas dentro de campo é o coletivo que deve funcionar.

Seria interessante ver o técnico chamando a responsabilidade para ele, mas também ouvir uma declaração coletiva do elenco dividindo o momento ruim.

Típica conversa mole de vestiário e discurso de união para enrolar a crônica esportiva e para amolecer o coração dos torcedores.

O torcedor da Chapecoense e a crônica querem vitória, time ganhando, ponta de cima da tabela.

Não interessa o expediente utilizado, vestiário tem que borbulhar, jogador deve entrar em campo comendo a grama, batendo no peito e fazendo gol, seja aqui em Chapecó ou no raio que o parta!

Retaliação

terça-feira, julho 24th, 2012

Chapecoense e Federação Catarinense de Futebol estão em rota de colisão.

O episódio envolvendo a Copa SC é o mais novo evento neste relacionamento desgastado.

Durante o Campeonato Catarinense o presidente da Chapecoense, Sandro Pallaoro, por várias vezes reclamou da atuação da arbitragem e chegou a tecer comentário de que algo estava encomendado e vinha de dentro da entidade maior do futebol catarinense para prejudicar a Chapecoense.

O presidente da FCF, Delfim Pádua Peixoto Filho, chegou a pedir mais comedimento nas declarações de Sandro.

O ambiente não é bom desde o início da temporada.

A Copa SC necessita de quatro equipes da 1ª divisão para valer vaga para a Série D e para a Copa do Brasil de 2013.

Com a saída da Chapecoense parecia que a solução seria dar a vaga para o Verdão, 3ª colocado no Catarinão.

Pois havia uma carta na manga. O Camboriú foi convidado, aceitou e votaram todos pelo fechamento de outras vagas, impossibilitando qualquer chance de participação da Chapecoense que poderia voltar atrás na sua decisão. A Chapecoense primeiro disse que participaria, depois desistiu e agora está definitivamente sem vaga.

A retaliação, a vingança é clara e cristalina. Trazer da inatividade o Camboriú foi muito fácil. A sede da FCF de futebol é quase vizinha do simpático clube do nosso litoral. Houve uma clara ação política de represália a Chapecoense.

Foi um golpe de mestre das raposas do nosso futebol, não resta dúvida.

O custo para a Chapecoense seria alto para tentar uma vaga para a Copa do Brasil. Poderia representar uma ação nefasta sob a ótica financeira, mas a entidade perde para a próxima temporada um apelo forte para a comercialização de patrocínios. São os dois lados da moeda.

A Federação Catarinense de Futebol deu um tapa na cara da diretoria da Chapecoense com esta manobra.

Retaliações e vinganças não levam a lugar nenhum. Lastimável.

O melhor posicionamento

Sempre o diálogo é a melhor solução para que se chegue ao final de uma discussão.

O pior acordo é sempre melhor do que uma ação na justiça, dizem alguns advogados.

Neste episódio envolvendo a Chapecoense e a Federação Catarinense de Futebol vale o mesmo expediente.

O debate de ideias é relevante, mas sempre no mais alto nível. O poder está nas mãos da Federação. É politicamente incorreto bater de frente com a entidade que comanda as ações. Ser oposição já é complicado no âmbito do futebol, pois a estrutura política é de longevidade no comando. Para mudar o rumo é preciso muita articulação e de forma silenciosa, sem ofensas.

O panorama pode mudar no relacionamento entre Chapecoense e Federação Catarinense de Futebol, mas vai depender de mudanças, seja de pessoas ou de atitudes.

A terceira chance

segunda-feira, julho 23rd, 2012

Itamar Schulle está ganhando a chance de permanecer no comando técnico da Chapecoense. Na verdade é mais uma chance, já que não podemos esquecer a forma com que a Chapecoense foi eliminada na semifinal do Campeonato Catarinense deste ano. Se naquele momento ele fosse demitido a direção não poderia ser acusada de exagero.

Pelas palavras do diretor de futebol, Cadú Gaúcho, Itamar permanece no comando.

A chance foi oferecida, mas o momento é muito complicado.

Serão dois jogos fora de casa, um em Duque de Caxias e outro em Taguatinga, no entorno de Brasília.

O elenco terá bastante tempo para refletir longe da pressão de jogar em casa. Este quem sabe pode ser um fator positivo nesta crise que está estabelecida.

Itamar Schulle está completamente perdido no comando técnico da Chapecoense.

Sua falta de convicção está enterrando seu trabalho. Muitas trocas na equipe e muitas mudanças na parte tática criaram uma confusão que se transformou em um labirinto que deixou a Chapecoense sem rumo.

Tem de tudo nesta montanha de falta de convicção. Tem atleta com potencial para ser titular que sequer está sendo relacionado. Tem jogador improvisado enquanto existe outro específico do setor que não ganha uma chance.

A zaga da Chapecoense, que representava a grande reserva de qualidade, está levando gols infantis e comprometendo jogo a jogo.

E acima de tudo a falta de vontade salta aos olhos.

Afinal de contas o que está errado com este time?

Para o público a diretoria e a comissão técnica passam o discurso de união e de grupo fechado.

Imagine se o grupo estivesse rachado.

Sem pegada

segunda-feira, julho 23rd, 2012

Definitivamente a Chapecoense está sem pegada, sem

brilho, sem alma.

 

O empate em 1×1 com o Macaé mostrou toda a fragilidade

de uma equipe que tem severas limitações.

 

A Série C já não empolga o torcedor e quando a

Chapecoense atua se arrastando a mediocridade se

estabelece.

 

E mediocridade foi à palavra para definir a atuação da

Chapecoense e foi dita pelo diretor de futebol, Mauro

Stumpf, que foi além ao dizer que Itamar Schulle mexeu

muita mal na equipe. Quando um diretor de futebol fala

isso à frase ganha um peso diferenciado.

 

Itamar sacou do time Athos e Neném, O time chegou a

atuar alguns minutos sem meias de ligações. Errou feio!

 

Ficaram dois blocos dentro de campo, com a zaga dando

balão e os atacantes correndo sem noção.

 

Os erros de passes se avolumaram, mostrando falta de

qualidade e de atenção.

 

O gol sofrido pela Chapecoense foi uma demonstração

inequívoca deste momento de falta de pegada que vive a

equipe.

 

Foi uma falta batida para alçar a bola na boca do gol e que

entrou sem que ninguém tocasse na bola. Falha coletiva

da defesa e mais uma vez sem uma saída eficiente de

 

Rodolpho.

 

Quanto à imprensa fala que a equipe está sem ânimo ela

não está inventando.

 

A Chapecoense corre risco sim de fazer uma Série C que

pode entrar para a história pelo lado negativo.

 

Quanto à permanência de Itamar Schulle no cargo ela

estará sendo analisada pela diretoria. O presidente Sandro

Pallaoro disse ao final do jogo que vai haver uma conversa

séria em relação a este assunto.

 

Itamar Schulle está sim balançando no cargo e deve cair.

 

O fator local

 

Esta Chapecoense não faz valer o fator de jogar em casa.

Os adversários não sentem mais a pressão de jogar na

Arena.

 

Não faz mais a menor diferença para os adversários jogar

aqui, a não ser pelo gramado péssimo.

 

Time sem vontade e que não passa ânimo nenhum para o

torcedor vibrar.

 

Jogo de Série C é sempre jogo complicado e na maioria

das vezes fraco tecnicamente, mas a Chapecoense anda se

superando e tornando o espetáculo ainda mais enfadonho.

 

A Chapecoense não motiva o torcedor a vir para a Arena

e aqueles que vêm estão sendo aniquilados pela falta de

quase tudo neste time.

 

É preciso tomar atitudes drásticas. E somente a troca do

técnico não vai resolver. É preciso passar uma barca para

moralizar a situação.

 

Muito trabalho para a diretoria nesta semana.

Medida mais do que acertada

sexta-feira, julho 20th, 2012

A diretoria da Chapecoense baixou uma norma, que já entra em vigor neste final de semana, que não mais permitirá a entrada dos inadimplentes na Arena Condá.

No sistema antigo o torcedor tinha acesso, mas sua carteira de sócio ficava retida e somente depois de quitadas as mensalidades ela era devolvida.

Agora não mais. Pode ficar com sua carteira, mas sem pagar o que deve não entra, a  não ser que pague o ingresso como os demais.

Medida moralizadora e que valoriza verdadeiramente aqueles que mantêm em dia suas contribuições.

Atitude correta da diretoria, que visa colocar um ponto final neste universo de torcedores que não estão contribuindo como devem para o engrandecimento da Chapecoense. Ninguém é obrigado a se associar, mas quando decide adquirir um plano, deve mantê-lo em dia.

 

Culpando a imprensa

quinta-feira, julho 19th, 2012

Recentes declarações do presidente da Chapecoense, Sandro Pallaoro, endereçaram críticas à imprensa esportiva de Chapecó.

Acredita o presidente que a imprensa esportiva local está pegando pesado com o time e que as críticas acabam afastando o torcedor da Arena e desta forma, nem mesmo uma promoção no preço dos ingressos, teria efeito.

Novamente a imprensa leva a culpa!

O que sustenta um profissional de imprensa na sua atividade por longos anos é sua credibilidade.

O torcedor está cada vez mais exigente e crítico em relação ao futebol. A massificação do esporte, com generosos espaços na TV, deixa o torcedor frente a frente com um leque variado e com a possibilidade de acompanhar os mais importantes campeonatos do mundo. O nível de exigência cresceu.

A maioria da nossa imprensa esportiva tem critérios saudáveis para analisar as atuações da Chapecoense. Sabemos respeitar o ser humano, o pai de família que veste a camiseta verde e branca, criticando apenas a atuação dentro de campo e muitas vezes elogiando quando assim é merecido.

Os espaços destinados a Chapecoense na imprensa local são extremamente generosos. Se fossem somados os valores de todos estes espaços a soma seria gigantesca.

A Chapecoense é um produto de ponta para os órgãos de comunicação social de Chapecó. Tratamos com carinho a instituição, mas ela não está blindada para as críticas relacionadas às ações de campo e também fora dele.

Na imprensa também erramos, mas os equívocos acontecem por força de um olhar não tão atento, mas jamais por força da maldade ou mesmo para agradar dirigentes ou jogadores. Existem exceções, mas a grande maioria é do bem.

Buscamos falar a verdade e se não falamos os torcedores nos cobram e desta forma perdemos nossa credibilidade.

Não existe perseguição. Existe apenas o exercício livre da imprensa e incansável manutenção da credibilidade de nossas opiniões.

Ingressos e sócios

Muitos sócios deixaram de pagar suas mensalidades.

Em recente jogo apenas 20 ingressos foram vendidos antecipadamente.

Culpa da imprensa? É sempre mais fácil culpar os outros do que assumir nossos erros. Importante salientar que para se chegar ao acerto é primordial reconhecer os pontos falhos.

Façam uma pesquisa perguntando aos torcedores o porquê da inadimplência e terão a resposta. Certamente a imprensa não será responsabilizada.

A imprensa esportiva de Chapecó e os veículos de comunicação são parceiros da Chapecoense. Só que a opinião não está no pacote. Divulgação é uma situação e opinião é outra.

Tem muito de certo na administração da Chapecoense, mas existem os erros.

Não somos inimigos, caro presidente Sandro Pallaoro, apenas estamos em posições diferentes.