O vestiário

Quando uma fase menos produtiva se estabelece no futebol é normal surgirem comentários em relação a problemas de vestiário. Na Chapecoense não é diferente. É normal e uma obrigação para os repórteres questionar sobre o tema. E assim foi feito. As respostas que vem de todos os setores da Chapecoense são uníssonas e afirmam de forma veemente que o ambiente é bom, chegando ao ponto de avaliá-lo como “espetacular”.

Acredito nas palavras que emanam do vestiário da Chapecoense.

Sendo o ambiente de trabalho tão positivo, um reflexo dentro de campo, também positivo, redunda em cobranças ainda maiores.

O elenco é bom. Se não é tudo aquilo que se deseja para a Série B, para o Campeonato Catarinense ele está bem acima da média.

As condições de trabalho são excepcionais.   

As ferramentas para o exercício de um bom trabalho existem, apenas foram mal utilizadas nos últimos quatro jogos. A questão não é abraçar ou deixar de abraçar a Chapecoense. Levo em consideração que os profissionais envolvidos no projeto merecem um voto de confiança.

Como cronista esportivo faço minhas cobraças, coletivas e pontuais, não deixarei jamais de fazê-las, mas a boa vontade também deve fazer parte do exercício da minha profissão, senão posso passar do limite, do ideal da critica.

A entrevista coletiva da Chapecoense, após o empate contra o Metropolitano, esteve carregada de sinceridade. Não maquiaram a atuação deficiente e de forma positiva defenderam suas teses. Houve reconhecimento de que o momento deixa a desejar, mas com ressalvas positivas relacionadas à campanha geral que segue sendo de liderança. Reconheço o esforço e a forma profissional na execução do trabalho na Chapecoense.

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