Arquivo para julho, 2013

Jogo ruim e atuação deficiente

terça-feira, julho 30th, 2013

Ceará 3×1 Chapecoense

Um dia a primeira derrota iria acontecer. Veio contra o Ceará em uma noite de pouco futebol da Chapecoense.

Nada deu certo. Os erros foram muitos e dentro e fora de campo. A Chapecoense lembrou o returno do Campeonato Catarinense. Sem brilho e travada dentro de campo.

Em 10 jogos apenas uma derrota, uma marca espetacular.

O zagueiro Dão teve sua grande chance de se firmar como  titular e naufragou lamentavelmente. Vai voltar para o banco.

Toda a criatividade de meio de campo simplesmente não apareceu e com isso o futebol não fluiu.

Gilmar Dal Pozzo demorou demais para substituir e quando o fez, realizou o trabalho com equívocos nas suas escolhas.

Analiso apenas o jogo de forma isolada. A campanha segue sendo maravilhosa e merece reconhecimento, mas o jogo de ontem foi muito ruim.

A tendência é de que o jogo de sábado contra o Sport seja ainda mais complicado, pois é reconhecidamente melhor do que o Ceará.

É assim mesmo. Nada fora do normal, nada fora do contexto, mas é preciso reconhecer que contra o Ceará a Chapecoense jogou pouco e por isso perdeu.

O pior setor da Chapecoense foi à zaga. Desequilibrada, com falas de comunicação e demonstrando insegurança.

Levar três gols em 10 minutos é a prova cabal da baixa qualidade da apresentação.

As analises de Dal Pozzo

Mais uma vez gostei da entrevista coletiva do técnico da Chapecoense.

Reconheceu que a desatenção foi fatal para a Chapecoense no jogo de derrota para o Ceará.

Até fez menções sobre a logística de viagem errada que levou a Chapecoense a viajar na véspera do jogo, o calor senegalês da noite de Fortaleza, reconheceu que faz parte do pacote, mas o fato maior foi realmente a falta de sintonia.

Quanto ao adversário, Dal Pozzo reconheceu que houve poder de reação e a personalidade com que o Ceará jogou.

Dal Pozzo espera para hoje uma definição sobre o caso Alan e uma possível liberação do jogador. Se a Chapecoense receber um documento liberatório ele viaja imediatamente para Recife.

Surgiu uma noticia de que Anderson Pico poderia estar se transferindo para o Náutico, assunto que foi negado pelo gerente de futebol, Cadú Gaúcho.

Dal Pozzo vai, como sempre faz, assistir a gravação do jogo com todos os atletas, para que todos os erros sejam assimilados e desta forma não se repitam.

E segue a vida.

segunda-feira, julho 29th, 2013

Direto de Fortaleza – CE

 

Noite de Arena Castelão

Amanhã, às 19:30, a Chapecoense joga contra o Ceará em Fortaleza, em estádio de Copa do Mundo, a bonita Arena Castelão (foto).

Mais um ingrediente a temperar a campanha espetacular da grande sensação da Série B que é a Chapecoense, líder e invicta, chegando a 11ª rodada e com um jogo atrasado.

O Ceará aparece apenas na 16ª colocação e está a um ponto da zona de rebaixamento, vindo de derrota para o Paraná Clube, em Curitiba, por 3×0. Está no compromisso de vencer e se afastar da zona de rebaixamento.

Bom para a Chapecoense, pois jogará contra mais um adversário pressionado.

Tem jogador do Ceará falando publicamente que as últimas exibições do time foram uma vergonha, só para se ter uma ideia de como eles estão se cobrando.

A novidade no Ceará é a contratação de Léo Gamalho, aquele mesmo do ASA de Arapiraca.

Serão dois jogos em sequencia no Nordeste, amanhã contra o Ceará e no sábado contra o Sport em Recife. Bom para a Chapecoense que já realiza dois jogos longe de casa e faz uma ponte aérea mais curta e evita o desgaste dos longos deslocamentos da região Sul para o Norte e Nordeste do Brasil.

Com todo o respeito ao Ceará, mas este jogo tem tudo para colocá-los na zona de rebaixamento e instalar de vez a crise no Vovô do futebol brasileiro.

 

O mesmo ou o diferente

sexta-feira, julho 26th, 2013

Gilmar Dal Pozzo ensaia uma mudança de esquema tático e abre a possibilidade de jogar com três atacantes na tarde deste sábado frente ao Avaí, pela Série B, de forma mais ofensiva. Interessante, seja pela proposta nova e pontual ou mesmo para criar um problema para o Hemerson Maria, técnico do Avaí.

A possibilidade é à saída do volante Augusto e a entrada do atacante Soares (foto).

Uma linha de quatro na defesa, mas com um ala mais agudo, que é o caso de Anderson Pico, dois volantes de contenção, um mais contido, Wanderson, e outro mais a frente, Paulinho Dias, o articulador do time, Athos. E três na frente, Soares na frente da área, Fabinho Alves abrindo mais na ala direita e Bruno Rangel, o mais adiantado.

Uma formação bastante aguda e que certamente deixa Hemerson Maria preocupado com a força ofensiva que a Chapecoense pode e deve exercer em caso de confirmação desta escalação.

Se Gilmar Dal Pozzo já testou a formação com Soares e sem Augusto, ou ele começa ou certamente adotará a mesma no decorrer do jogo. Pode também começar com três atacantes e em caso de sucesso ele pode recompor uma formação mais fechada no meio de campo com a entrada de Augusto.

Interessante à visão de Gilmar Dal Pozzo. Como ele pensa jogo a jogo, certamente identificou no adversário a possibilidade de adotar um esquema mais ofensivo, obrigando o bom meio de campo do Avaí e voltar para marcar. Seria a máxima de que a melhor defesa é o ataque? Vamos saber neste sábado.

Foto – globoesporte.com 

Amanhã Dal Pozzo fecha a conta

quinta-feira, julho 25th, 2013

Com algumas indefinições em torno da escalação da equipe da Chapecoense que irá enfrentar no sábado o Avaí pela Série B, o técnico Gilmar Dal Pozzo (foto), fecha o treino de sexta-feira para fechar a escalação. Esquema tático não muda.

A provável escalação: Nivaldo ou Juliano, Glaydson, André Paulino e Dão, Anderson Pico, Wanderson, Augusto e Paulinho Dias, Athos, Fabinho Alves e Bruno Rangel.

Nivaldo faz um último teste. Com dores lombares somente irá para o jogo com 100% de certeza, já que uma substituição não pode ser queimada e mesmo o risco de um goleiro atuando pela metade não pode acontecer.

A escalação de Fabiano na direita está cada vez mais inviável, pelo fato de ter treinado em separado a maior parte do tempo. Sem ritmo de jogo fica complicado.

Será um jogo de grande exigência, já que o Avaí vem para Chapecó na busca imediata de sair da zona de rebaixamento. Uma derrota agrava severamente a crise.

Para a Chapecoense é reencontro com os torcedores, após uma longa parada de jogos em casa, seja pela Copa das Confederações ou pelo adiamento do jogo contra o América/MG.

Vale também a retomada da ponta da tabela, a manutenção do espetacular rendimento e sempre a afirmação do projeto, com suas metas bem claras.

Será também o primeiro jogo da Chapecoense carregando o novo patrocinador, a Caixa, que já estará estampada nos fardamentos.

Publicado no Diário Oficial

quarta-feira, julho 24th, 2013

O patrocínio da Caixa com a Chapecoense já está publicado no Diário Oficial da União.

Desde o ano passado as conversações haviam iniciado, mas houve uma série de contratempos, inclusive um que envolveu o Corinthians, que acabou paralisando todas as negociações. Retomado o ritmo normal do processo, as negociações fluíram e chegam agora no momento da assinatura do contrato. Ato simbólico apenas.

A Chapecoense pensava em R$ 3 milhões. A Caixa ofereceu R$ 1 milhão. A Chapecoense tentou levantar R$ 2 milhões, mas ficou naquilo que a Caixa ofertou.

Um bom patrocínio. Pelo poder de fogo do banco, poderia ser maior, mas para começo de conversa fica de bom tamanho.

Foi importante o posicionamento da Chapecoense frente a Caixa, no que se refere à valorização dos que já estão investindo. A Caixa queria mais espaço, a Chapecoense mais dinheiro, cada um cedeu um pouco e o negócio está fechado.

Veja na foto a publicação do Diário Oficial da União.

Assunto encerrado e em grande estilo.

 

Foto – Facebook Rodrigo Goulart. 

A força da política mineira

domingo, julho 21st, 2013

Minas Gerais sempre foi um Estado muito forte na política. Grandes movimentos iniciaram neste importante ente da nossa República. A Inconfidência Mineira é notadamente o mais importante.

No futebol, Minas Gerais exerce forte influência na CBF e tem poderes que podem sim conduzir questões para rumos que venham a beneficiar seus clubes.

O episódio envolvendo o jogo entre Chapecoense e América/MG é emblemático. O aeroporto esteve fechado, mas as estradas estavam livres para ir e vir. O América se negou a encarar uma viagem por terra, errou feio na logística ao sair de casa na véspera do jogo, criou uma história de que por pouco não houve um acidente aéreo na hora em que a aeronave da Gol arremeteu e de que a Polícia Rodoviária teria alertado para o perigo que seria pegar a estrada de Florianópolis e Chapecó. Usando de sua influência o América/MG conseguiu adiar o jogo e desta forma escapou de um compromisso justamente em uma semana que teve forte desgaste, quando foi eliminado pelo Inter na Copa do Brasil.

Ou seja, nada mais adequado para o América do que uma boa folga para recuperar suas forças.

O site do clube apresenta notas em que o elenco lamenta o cancelamento do jogo e que Paulo Comelli está muito preocupado com a mudança no calendário. Deve estar muito preocupado e triste mesmo com a não realização do jogo!

Um precedente está aberto. Não foi a primeira e não será a última vez que nosso aeroporto ficará fechado devido às intempéries. Quando isso acontecer, a Chapecoense terá o mesmo tratamento? Veremos.

Mais um radialista apanha em SC

sexta-feira, julho 19th, 2013

Parece que virou moda.

Depois das agressões contra o assessor de imprensa da Chapecoense, Diego Carvalho, sofridas em Joinville envolvendo a Polícia Militar e toda a confusão gerada, agora foi à vez de Zélio Prado (foto), 62 anos e com sérios problemas de saúde enfrentados recentemente, ser agredido após o jogo do Marcilio Dias, em Itajaí, pelo assessor especial da Federação Catarinense de Futebol, Delfin Neto, filho do presidente da instituição.

Zélio Prado relatou que após o jogo, Delfinzinho, o ameaçou de morte, cuspiu no seu rosto e lhe deu um tapa.

Delfinzinho estaria acompanhado por três seguranças.

Tudo foi motivado por uma coluna escrita por Zélio na qual criticava ações da Federação Catarinense de Futebol, presidida por seu pai. Zélio Prado registrou boletim de ocorrência e vai representar contra o agressor. Uma equipe de TV filmou tudo e foram ameaçados por Delfinzinho, caso não apagassem o material.

Delfinzinho é reincidente, pois já esteve envolvido em uma agressão ao jornalista Rodrigo Santos, de Brusque, quando teve sua cabine de transmissão invadida na Arena Joinville e foi brutalmente espancado. O fato gerou processo em que Delfinzinho foi condenado a pagar multa de R$ 15 mil, ainda não quitada, pois houve recurso da decisão.

Pai Delfim disse que não houve agressão, que Delfinzinho não estava no estádio como assessor especial e sim como mero espectador, pois sequer é torcedor do time.

Mais uma página lamentável do nosso futebol.

Se a moda pegar passaremos a trabalhar com escolta armada nos estádios ou usando armaduras medievais.

 

Dal Pozzo na linha de montagem

quinta-feira, julho 18th, 2013

Com a necessidade de montar uma equipe diferente para o jogo contra o bom América/MG, o técnico da Chapecoense, Gilmar Dal Pozzo, está muito próximo de uma definição.

Um provável time: Nivaldo, Glaydson (Paulinho Dias), Dão e André Paulino, Anderson Pico, Wanderson, Augusto, Diego Felipe (Paulinho Dias), Athos, Fabinho Alves e Bruno Rangel.

Dúvidas, na ala direita e na meia cancha. Paulinho Dias tem duas possibilidades de jogar. Não gostei de Glaydson na ala direita no jogo contra o Joinville. Falhou no gol de Lima, não se posicionou de forma adequada e ficou devendo. Por este aspecto, a escalação que me parece a ideal para começar o jogo, tem Paulinho Dias na ala direita e Diego Felipe como volante.

As opções são boas e mesmo com ausências o conjunto mantém qualidade e equilíbrio.

Será um dos jogos mais duros até aqui. O América/MG tem qualidade, imposição física e rapidez na transição das jogadas.

Resta saber quanto o jogo contra o Inter tirou do América/MG seu poder de fogo. O técnico Paulo Comelli reclamou da falta de tempo para recuperação e a necessidade de uma viagem desgastante logo em cima de uma disputa acirrada.

Será o grande jogo de Anderson Pico (foto) na temporada. A atuação de Joinville foi muito boa, dando a ele o status de melhor em campo. Começará jogando e pode sim fazer a diferença.

Foto – Bia Piva/Voz do Oeste. 

Mudanças no Catarinense

quarta-feira, julho 17th, 2013

A Associação de Clubes Profissionais de SC já se reuniu para deliberar sobre mudanças urgentes no Campeonato Catarinense de Futebol para as temporadas 2014/2015.

A principal delas é dar ao campeão do turno e do returno o título de campeão estadual, sem a necessidade esdrúxula de passar por semifinas e mesmo uma decisão. Ganhando os dois turnos é campeão, como manda o bom senso.

Outra mudança sugerida está relacionada à nomenclatura das divisões, hoje muito confusa, passando a se chamar Séries A, B e C, na esteira das competições nacionais.

Uma pauta que ganha força em todas as federações estaduais está relacionada à volta da venda de cerveja, com álcool, nos estádios. Se pode na Copa do Mundo, pode também nos demais certames. O jurídico da Federação Catarinense de Futebol, Dr. Rodrigo Capella, um dos mais respeitados na sua área, vê com bons olhos e acredita que a medida passe, trazendo mais torcedores para os estádios e aumentando o faturamento dos clubes.

Na Copa das Confederações venderam cerveja nos estádios e não deu confusão.

Já está acertado que a Série A do Campeonato Catarinense terá 10 equipes. Sugeriram 12, mas é inviável, seja por datas ou mesmo pela qualidade dos elencos que em nada somarão. Pensaram até em realizar com 11 times, mas também foi rechaçado. Serão 10 e ponto final.

Resta agora aguardar para que a CBF defina o calendário de 2014, ano de Copa do Mundo, para que se tenha a possibilidade de encaixar datas e desta forma montar a nova copetição.

As ideias são muito boas e o Campeonato Catarinense vai ficar melhor e ainda mais competitivo.

Outras ideias para o nosso futebol

Uma sugestão que vem do Avaí abre a possibilidade de realização de uma Copa SC bem diferente. A ideia é montar um calendário de junho até novembro, abrangendo as 30 equipes de todas as três séries, utilizando apenas três atletas com mais de 23 anos em cada equipe, regionalizando a primeira fase e fazendo com que o calendário estadual tenha jogos durante toda a temporada. A competição daria uma vaga para a Copa do Brasil.

Seriam captados recursos federais, junto ao Ministério dos Esportes, com base na amplitude social da Copa SC, que daria muitos empregos ao longo de toda a temporada.

Um levantamento existente cita a soma de R$ 4 milhões para sua realização, desonerando as equipes de uma série de taxas e outros custos. Interessante.

Outra sugestão é a contratação de uma empresa de marketing esportivo para a valorização das competições estaduais e desta forma, através da Associação de Clubes, promover a venda da marca das competições, tornando os eventos aos menos autossustentáveis.

Está havendo uma movimentação muito positiva, aliás, nunca antes vista, no sentido de profissionalizar nosso futebol também na sua gestão coletiva. É por aí.

Foto – Site Associação de Clubes Profissionais de SC. 

O Brasil quer conhecer

terça-feira, julho 16th, 2013

A Chapecoense é a grande curiosidade do futebol brasileiro no momento. Um time ser líder uma ou duas rodadas é uma situação, mas chegar invicto a oitava rodada e seguir na ponta e ainda ter dois jogos em sequencia em casa é outra bem diferente.

A Série B é muito competitiva e representa um ganho de qualidade em todos os setores em comparação com a Série C, que fica até complicado mensurar.

Hoje a tarde o Arena SporTV levou o técnico da Chapecoense, Gilmar Dal Pozzo, para conhecer um pouco mais sobre suas teorias e de como ele saiu de times pequenos do RS para o status de melhor técnico da Série B na atualidade.

Outro fator que chama a atenção é a construção de boas equipes com base em orçamentos apertados e que em algumas comparações não paga um salário de um jogador de ponta na Série A.

A Chapecoense está subvertendo algumas ordens estabelecidas no futebol. Uma delas está atrelada a investir muito dinheiro para que se tenha uma equipe de qualidade.

Outra está na maciça captação de dinheiro local, com uma cidade de 200 mil habitantes mantendo o projeto e com cerca de oito mil sócios ativos, realidade distante para algumas equipes de Série A.

Tudo isso gera a famosa pergunta: “Como eles conseguem”?

Não existe uma receita. Existe um projeto e a entrega de muitas pessoas para que ele realmente aconteça. Metas estabelecidas de forma clara. Acerto nas contratações, em todos os setores. O momento é ímpar e deve ser degustado com sabedoria. Tem muito pela frente ainda.

 

Foto – Giba Pace Thomaz.