Mais um radialista apanha em SC

Parece que virou moda.

Depois das agressões contra o assessor de imprensa da Chapecoense, Diego Carvalho, sofridas em Joinville envolvendo a Polícia Militar e toda a confusão gerada, agora foi à vez de Zélio Prado (foto), 62 anos e com sérios problemas de saúde enfrentados recentemente, ser agredido após o jogo do Marcilio Dias, em Itajaí, pelo assessor especial da Federação Catarinense de Futebol, Delfin Neto, filho do presidente da instituição.

Zélio Prado relatou que após o jogo, Delfinzinho, o ameaçou de morte, cuspiu no seu rosto e lhe deu um tapa.

Delfinzinho estaria acompanhado por três seguranças.

Tudo foi motivado por uma coluna escrita por Zélio na qual criticava ações da Federação Catarinense de Futebol, presidida por seu pai. Zélio Prado registrou boletim de ocorrência e vai representar contra o agressor. Uma equipe de TV filmou tudo e foram ameaçados por Delfinzinho, caso não apagassem o material.

Delfinzinho é reincidente, pois já esteve envolvido em uma agressão ao jornalista Rodrigo Santos, de Brusque, quando teve sua cabine de transmissão invadida na Arena Joinville e foi brutalmente espancado. O fato gerou processo em que Delfinzinho foi condenado a pagar multa de R$ 15 mil, ainda não quitada, pois houve recurso da decisão.

Pai Delfim disse que não houve agressão, que Delfinzinho não estava no estádio como assessor especial e sim como mero espectador, pois sequer é torcedor do time.

Mais uma página lamentável do nosso futebol.

Se a moda pegar passaremos a trabalhar com escolta armada nos estádios ou usando armaduras medievais.

 

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