A força da política mineira

Minas Gerais sempre foi um Estado muito forte na política. Grandes movimentos iniciaram neste importante ente da nossa República. A Inconfidência Mineira é notadamente o mais importante.

No futebol, Minas Gerais exerce forte influência na CBF e tem poderes que podem sim conduzir questões para rumos que venham a beneficiar seus clubes.

O episódio envolvendo o jogo entre Chapecoense e América/MG é emblemático. O aeroporto esteve fechado, mas as estradas estavam livres para ir e vir. O América se negou a encarar uma viagem por terra, errou feio na logística ao sair de casa na véspera do jogo, criou uma história de que por pouco não houve um acidente aéreo na hora em que a aeronave da Gol arremeteu e de que a Polícia Rodoviária teria alertado para o perigo que seria pegar a estrada de Florianópolis e Chapecó. Usando de sua influência o América/MG conseguiu adiar o jogo e desta forma escapou de um compromisso justamente em uma semana que teve forte desgaste, quando foi eliminado pelo Inter na Copa do Brasil.

Ou seja, nada mais adequado para o América do que uma boa folga para recuperar suas forças.

O site do clube apresenta notas em que o elenco lamenta o cancelamento do jogo e que Paulo Comelli está muito preocupado com a mudança no calendário. Deve estar muito preocupado e triste mesmo com a não realização do jogo!

Um precedente está aberto. Não foi a primeira e não será a última vez que nosso aeroporto ficará fechado devido às intempéries. Quando isso acontecer, a Chapecoense terá o mesmo tratamento? Veremos.

7 comentarios para “A força da política mineira”

  1. Silvio SZ disse:

    Tem o lado bom, sempre tem.
    Tenho certeza que nao só para o jogo contra o Ameriquinha, qdo ele for remarcado, mas tambem para o restante do campeonato, a Chape vai jogar sempre com sangue nos olhos.
    Os nossos jogadores estao vendo e sentindo como a politica influencia nos caminhos do futebol.
    Mas, seguimos em frente, a Chape vai subir, talvez o ameriquinha, nao.

  2. vanderlei disse:

    o pede chinelo quando sobe um pouquinho e assim ,se sente tipo barcelona , umildade zero , ja a chape sempre viajou de onibus e nao reclamou , deixa queto , o que se faz aqui paga aqui , tropa de bichinhas esse america , timinho pequeno querendo ser grande ,,,,,

  3. Ciro Salles disse:

    O que me preocupa é que daqui a pouco outros times não virão jogar em Chapecó por falta de teto no aeroporto, ai o Joinville, Figueirense, Avai e tantos outros não virão de avião e se recusarão a vir de ônibus , abriu-se um precedente muito perigoso, e que também dá a Chape o direito de retribuir na mesma moeda, nem que seja só pra se vigar. Abraço a todos

  4. Ciro Salles disse:

    “É muito ruim para nós. Estávamos mobilizados para esse jogo em Chapecó. Por isso nosso insistência para chegar em Chapecó. Mas também entendo as razões da CBF, que se pautou pela segurança de todos”, disse o treinador.

    Vejam só o que falou o treinador do Coelho (acima), o que eles fizeram pra chegar em Chapecó? Será que esses imbecís nunca andaram de ônibus na vida? O Paulo “Comerda” deve ter jogado só no bairro onde morava e ia a pé de um campinho pra outro, vá arrumar um lote pra carpir seu treiador de meia tijela.

  5. carlos disse:

    É, meu caro. É fácil falar que era só ir de ônibus, enfrentar uma estrada com nevoeiro, chuva, frio, ou ainda arriscar uma queda de avião quando a cabeça não é a sua.

    Este é o problema do futebol. As pessoas só pensam em dinheiro, em prejuízo ou lucro, em levar vantagem de qualquer forma.

    Se o Chape está colocando em risco a vida de seus jogadores e outros profissionais, em voos ou viagens de onibus arriscadas, é uma grande irresponsabilidade. Leio os noticiários, assisto aos programas de TVs e chego a conclusão de que só mesmo pessoas irresponsáveis colocam a vida em risco por causa do futebol. E saibam que se um dia ocorrer uma desgraça, que espera que jamais ocorra, esses que dirigentes e comentaristas serão os primeiros a tirar o deles da reta.

  6. Fabio disse:

    Palavas do jogador do America/MG: ”“Caraca! Foi complicado. Só passando o que passei para saber como foi. Foram momentos de terror, de pânico mesmo. O avião balançava muito, não se enxergava nada lá fora, era muita neblina. Quando chegou a hora de pousar, o piloto falou: ‘vou tentar descer’… Olha só o que ele disse: ‘vou tentar descer’. Na dúvida, acho que ele nem deveria ter tentado. Minha mão pingava de suor de medo”, admitiu o atacante, que acredita que a preocupação era todos que estavam no avião.

    “Acho que eu e o Fábio Júnior éramos ou mais abalados. Só que lá em cima não tem rico e nem pobre. Quando caiu, morre é todo mundo mesmo. Cheguei a pensar em me ajoelhar e orar.”

    Nem é cagão!!

  7. Ciro Salles disse:

    carlos disse:
    23/07/2013 às 18:39
    É, meu caro. É fácil falar que era só ir de ônibus, enfrentar uma estrada com nevoeiro, chuva, frio, ou ainda arriscar uma queda de avião quando a cabeça não é a sua.

    Este é o problema do futebol. As pessoas só pensam em dinheiro, em prejuízo ou lucro, em levar vantagem de qualquer forma.

    Se o Chape está colocando em risco a vida de seus jogadores e outros profissionais, em voos ou viagens de onibus arriscadas, é uma grande irresponsabilidade. Leio os noticiários, assisto aos programas de TVs e chego a conclusão de que só mesmo pessoas irresponsáveis colocam a vida em risco por causa do futebol. E saibam que se um dia ocorrer uma desgraça, que espera que jamais ocorra, esses que dirigentes e comentaristas serão os primeiros a tirar o deles da reta.

    Sr. Mais responsável do mundo, o Sr. sabe qual é a malha viária que mais mata no país? Se partir do presuposto que tem perigo andar de ônibus o América não vai mais pra lugar nenhum, Minas é onde morrem mais pessoas nas estradas, abraço e cuidado ao viajar (de avião, de carro, de balsa, de jegue, a pé) . Abraço

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