Arquivo para outubro, 2013

As opções para Guaratinguetá

quinta-feira, outubro 31st, 2013

O técnico da Chapecoense, Gilmar Dal Pozzo, realizou uma semana de intensos testes e muitas experimentações para o jogo deste sábado no interior paulista.

Na verdade ele deseja é monitorar o melhor momento dos atletas e desta forma alcançar um índice de acerto alto.

Os experimentos aconteceram em todos os setores.

Na zaga a permanência de Dão foi à primeira opção, ao lado de Rafael Lima. André Paulino também jogou no time titular, sendo este uma preferência dos torcedores e de grande parte da crônica esportiva local.

No meio de campo houve uma série de experimentos e testes. Começou com Wanderson, Paulinho Dias, Athos e Neném. Em determinado momento Neném deu lugar a Augusto.

O ataque também foi alvo de testes. Começou com Bruno Rangel e Rodrigo Gral. Para a necessidade de tornar a equipe ainda mais ofensiva, Dal Pozzo, optou por retirar Rodrigo Gral e Athos do time, colocando Potita e Caion em campo.

Fica claro que as possibilidades são variadas e na sua maioria com qualidade.

Estão certos no time: Nivaldo, Fabiano, Rafael Lima, Radar, Wanderson, Paulinho Dias e Bruno Rangel.

Soares ainda “corre por fora” na luta por um lugar no ataque.

Gilmar Dal Pozzo (foto) sabe que pelas condições do gramado as jogadas aéreas serão muito utilizadas e por isso, precisa firmar a equipe com atletas que tenham capacidade técnica para encarar um jogo com tais características.

Volta ao passado

quarta-feira, outubro 30th, 2013

O gramado da Arena Condá era um dos piores do Brasil. Era. Hoje é um dos melhores gramados da Série B e já em nível de Série A.

Começo escrevendo a coluna com este conteúdo, para destacar um fato inusitado nos treinamentos desta semana na Chapecoense. O gramado do estádio Dário Leite de Guaratinguetá (foto) é um dos piores do Brasil e todos os times que por lá passaram, reclamaram uma barbaridade.

Gilmar Dal Pozzo, detalhista e cuidadoso na preparação da Chapecoense, levou a equipe para treinar em gramados bastante irregulares, para criar uma espécie de adaptação para aquilo que a Chapecoense vai encontrar na tarde de sábado no interior paulista. Que bom que a Chapecoense desaprendeu a jogar em gramados ruins.

Por falar em gramado, a Prefeitura de Chapecó e a Chapecoense assinaram um termo para a manutenção do gramado da Arena Condá, que passa agora a ser responsabilidade da associação. A prefeitura seguirá disponibilizando dois funcionários, mas a parte que cabe a aquisição de insumos, equipamentos e contratação do engenheiro agrônomo, passam a ser custeados pela Chapecoense. Em assim sendo a Chapecoense ganha autonomia para a utilização do gramado, sem necessidade de estabelecer calendários.

É muito justo e faz parte do processo de evolução no relacionamento entre poder público e Chapecoense.

Alguns defendem a algum tempo que a Chapecoense deveria ser a mantenedora de toda a parte interna da Arena, cabendo a ela além dos custos de manutenção, toda a exploração de espaços comerciais. É um caminho inevitável.

 

A Criatividade sem limites – assista

terça-feira, outubro 29th, 2013

Juliano Luiz Fossá

Chapecoense e a ira do Hitler (CBF)

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Pra cima deles índio!!! #vamoschape Vamos subir CHAPE!!!!!

Cada um no seu cada qual

segunda-feira, outubro 28th, 2013

Alguns colegas de Florianópolis andam cobrando que a média de público na Arena Condá deveria ser maior e alguns contestam até mesmo a necessidade de uma ampliação, fato consumado, ao menos no papel.

Pois bem, em Santa Catarina a melhor média é do Joinville, maior cidade do Estado, atingindo a marca de 8.571 torcedores por jogo.

A Chapecoense aparece em sexto no geral e na segunda colocação estadual com 6.191 torcedores.

O Avaí chega à marca de 6.043 torcedores por jogo, uma posição atrás da Chapecoense.

O Figueirense aparece na 9ª colocação geral e fica na lanterna estadual com módicos 4.590.

Concordo que a média de público na Arena em Chapecó poderia e deveria ser maior, mas é preciso analisar primeiro o que acontece na sua casa, para somente depois tentar entender o que anda acontecendo na casa dos outros.

Os pacotes de TV tiram dos estádios uma fatia enorme de torcedores. O futebol se transformou em um espetáculo caro e a comodidade da TV atrai os torcedores para os bares e restaurantes.

Nossos estádios e arenas andam oferecendo pouco conforto e são precários no que se refere à alimentação e bebidas. Estacionamentos ou não existem ou são caros, e quando os carros ficam descobertos nas ruas o vandalismo acontece.

O torcedor ainda não está sendo tratado como cliente e por isso ele foge cada vez mais dos estádios e se fixa na frente da TV.

Quanto a analise de público, cada um no seu quadrado.

 

Cruz credo

sexta-feira, outubro 25th, 2013

Atlético Goianiense 0×0 Chapecoense

Foi um jogo de qualidade técnica muito baixa.

O Atlético está na zona de rebaixamento por absoluto merecimento.

Já a Chapecoense jogou um futebol muito abaixo daquilo que pode mostrar uma equipe que está quase na Série A.

O jogo foi tão sem pegada que sequer cartão amarelo foi apresentado.

Nitidamente a Chapecoense veio para não levar gol e somente muito depois tinha a missão de marcar.

O goleiro Marcio do Atlético foi um mero assistente.

Já o Atlético teve quatro grandes chances de marcar e errou todas com Anselmo, que até bola na trave colocou.

É a quarta partida seguida com empate da Chapecoense na competição e desta forma alcança a marca dos 60 pontos. Agora faltam apenas cinco.

A Chapecoense poderia mais, mas preferiu ser burocrática e sem muito brilho e força cumpriu mais um jogo e foi isso, um jogo ruim, daqueles para esquecer.

Muitos passes errados, poucas infiltrações, jogadores pareciam cansados e estranharam o tamanho do gigantesco gramado do Serra Dourada.

O ponto vale muito para a soma geral, mas eu gostaria de ter visto uma Chapecoense propositiva, com pegada, mas fui obrigado a narrar um jogo de lamentável qualidade técnica.

O fato novo do Serra Dourada

quarta-feira, outubro 23rd, 2013

Jogar no Serra Dourada é diferente. É estádio grande, com estrutura invejável e muito bem cuidada pelo Governo de Goiás. O gramado é de primeiríssima linha e a bola rola com a qualidade dos grandes estádios do mundo.

E para a Chapecoense é um local especial, pois serviu como um divisor de águas. Foi lá que Itamar Schulle “criou um fato novo” e na semana seguinte chegou Gilmar Dal Pozzo. O resto da história vocês conhecem. O Serra Dourada da sorte para a Chapecoense.

 

A conspiração favorável

quarta-feira, outubro 23rd, 2013

Tem sido assim ao longo de toda a Série B.

Ou a Chapecoense ganha e abre espaço ou empata e perde e seus adversários diretos fazem o favor de não avançar.

Foi assim na última rodada, quando a Chapecoense voltou a empatar em casa e o Paraná Clube, que poderia encurtar a vantagem para o quinto colocado, acabou por entregar um empate para o Atlético Goianiense já nos acréscimos do jogo.

É a tal da conspiração favorável, quando tudo parecer ir ao encontro do que se deseja, mesmo quando não fazemos a nossa parte.

Não existe uma explicação para tais acontecimentos, eles apenas acontecem.

A Chapecoense está tendo sorte e competência na Série B.

O grande “segredo” foi largar com tudo e derrubando adversário por adversário. Criada a chamada “gordura” a Chapecoense foi resolvendo seus impasses, um a um, com planejamento adequado. E quando não teve possibilidade ou competência para derrotar seus adversários, os oponentes mais próximos trataram de seguir o mesmo caminho e a boa distância de nove pontos em relação ao primeiro que sai da zona de classificação, vai se mantendo.

A Chapecoense vai chegar a Série A com sobra de pontos.

E não é nenhum exagero concluir que se a Chapecoense tivesse derrubado mais adversário aqui em Chapecó, o que estaríamos discutindo agora seria a possibilidade de sermos campeões. A campanha é exuberante.

Faltou efetividade

terça-feira, outubro 22nd, 2013

Chapecoense 1×1 Figueirense.

Não gostei da Chapecoense no jogo de ontem frente ao Figueirense.

Deu mostras de que poderia até mesmo golear, saiu na frente aos 26 minutos e amontoou chances, desperdiçando todas, mesmo o gol de Rodrigo Gral.

O time esteve desarrumado, jogando demasiadamente pelas alas e sem controle de meio de campo.

Levou o gol de empate em balão de goleiro e isso não pode acontecer, faltou atenção.

Quando o empate aconteceu a Chapecoense se perdeu em campo e correu sérios riscos de perder o jogo.

Na hora de definir, duas bolas chamaram a atenção. Uma com Athos que quis fazer um golaço e errou feio. A outra com Caion que errou um gol incrível e deixou de se consagrar.

É preciso refletir sobre estes três empates em casa. Contra Ceará e Sport até deu para engolir, mas este empate frente ao Figueirense deixou margem para críticas.

Gilmar Dal Pozzo teve uma noite desastrada. Apostar em Caion é pedir para se ferrar. Na parte tática o time esteve enrolado a maior parte do tempo.

Foi uma jornada ruim, sem brilho e que teve na falta de objetividade o seu grande pecado.

A Chapecoense sai agora para dois jogos sendo o primeiro contra o Atlético Goianiense e depois contra outro desesperado, o Guaratinguetá.

Poderia ter decidido em casa, mas acaba tendo a possibilidade de definir fora. A campanha segue espetacular, mas protelar pode ficar perigoso.

Clássico carregado de importância

segunda-feira, outubro 21st, 2013

Uma vitória do Figueirense na noite desta terça-feira aqui em Chapecó o recoloca na briga pela G4, já uma derrota o afasta e dificulta em muito sua missão de voltar para a Série A.

Ou seja, é mais ou menos o jogo do ano para o Figueirense. Para a Chapecoense não tem a mesma carga de importância, mas ficar protelando acesso é muito perigoso e pode criar uma ansiedade forte no elenco.

Uma vitória da Chapecoense a deixa ainda mais próxima do acesso e retira mais um da briga.

A diferença de pontos entre Chapecoense e Figueirense é de 13 pontos. Os rendimentos apontam 14% a mais de aproveitamento para a vice-líder.

O Figueirense chega mordido pela derrota em casa para o Joinville. A Chapecoense joga carregando dois empates em casa e na sequencia. Resta saber de que forma tudo isso será aproveitado pelos técnicos para o jogo importantes desta noite.

Jogo para não comparar elencos, para deixar números de lado, para esquecer o acesso ou G4. É jogo para jogar com alma e encará-lo como um clássico regional.

Que saibam valorizar o encontro de duas equipes de um mesmo Estado.

De grão em grão

domingo, outubro 20th, 2013

Chapecoense 0×0 Sport Recife

Os visitantes resistiram bem as fortes investidas do ataque da Chapecoense e saíram daqui com um empate sem gols, que no final das contas não é ruim para nenhum lado, mas que é melhor no momento para o Sport, pelo simples fato de ter jogado fora da Ilha do Retiro.

Na comparação dos dois jogos entre Chapecoense e Sport a vantagem é toda do Verdão, pois foram seis pontos disputados e quatro estão na contra da Chapecoense, O comparativo é importante, pois é feito entre dois postulantes a Série A de 2014.

A Chapecoense teve dois jogos muito duros em casa, contra Ceará a Sport, conseguindo apenas dois empates, mas a tabela segue mantendo a Chapecoense na 2ª colocação e com boa distância para o 5º colocado, que é fato mais relevante.

Na terça-feira será a vez de receber o Figueirense em jogo atrasado. Neste jogo empate não é bom negócio não.

Dois empates seguidos em casa já são suficientes. Chapecoense x Figueirense carrega o fator estadual e uma boa rivalidade.

Hoje seriam necessários dois empates e duas vitórias para a Chapecoense alcançar o grande objetivo. Uma vitória frente ao Figueirense representa encurtar o caminho e alijar do processo mais um cocorrente.

O tal de sentimento de “final de Copa do Mundo” precisa voltar, pois não o senti presente nos dois empates recentes.