Volta ao passado

O gramado da Arena Condá era um dos piores do Brasil. Era. Hoje é um dos melhores gramados da Série B e já em nível de Série A.

Começo escrevendo a coluna com este conteúdo, para destacar um fato inusitado nos treinamentos desta semana na Chapecoense. O gramado do estádio Dário Leite de Guaratinguetá (foto) é um dos piores do Brasil e todos os times que por lá passaram, reclamaram uma barbaridade.

Gilmar Dal Pozzo, detalhista e cuidadoso na preparação da Chapecoense, levou a equipe para treinar em gramados bastante irregulares, para criar uma espécie de adaptação para aquilo que a Chapecoense vai encontrar na tarde de sábado no interior paulista. Que bom que a Chapecoense desaprendeu a jogar em gramados ruins.

Por falar em gramado, a Prefeitura de Chapecó e a Chapecoense assinaram um termo para a manutenção do gramado da Arena Condá, que passa agora a ser responsabilidade da associação. A prefeitura seguirá disponibilizando dois funcionários, mas a parte que cabe a aquisição de insumos, equipamentos e contratação do engenheiro agrônomo, passam a ser custeados pela Chapecoense. Em assim sendo a Chapecoense ganha autonomia para a utilização do gramado, sem necessidade de estabelecer calendários.

É muito justo e faz parte do processo de evolução no relacionamento entre poder público e Chapecoense.

Alguns defendem a algum tempo que a Chapecoense deveria ser a mantenedora de toda a parte interna da Arena, cabendo a ela além dos custos de manutenção, toda a exploração de espaços comerciais. É um caminho inevitável.

 

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