Um fisco mundial

A repercussão experimentada após os atos de selvageria registrados em Joinville foi algo de alcance mundial.

Mexeu até mesmo com a Presidenta Dilma Rousseff, que se viu obrigada a emitir uma nota via redes sociais.

Importante dizer que o evento foi realizado em SC, mas que o mando de campo era do Atlético Paranaense e o adversário veio do Rio de Janeiro, o rebaixado Vasco da Gama.

Importante também salientar que houve um desencontro grave de informações entre Ministério Público e a Polícia Militar, que acabou afastando o policiamento da parte interna da Arena Joinville e com isso a segurança ficou aos cuidados de uma empresa particular, que nitidamente não conseguiu cumprir a missão de controlar o bando de vagabundos que já havia marcado a “guerra” via redes sociais.

A estratégia utilizada foi posicionar três ou quatro seguranças e uma corda, para conter qualquer eventualidade. Foram engolidos pela força do destempero de torcedores alucinados e prontos para matar.

Uma sucessão de erros inadmissível em um jogo de alto risco. Não poderia terminar de outra forma.

Menos mal que não houve mortos. Feridos graves sim, mas a tragédia não se consumou como desenhada não se sabe por qual motivo.

O Brasil está na vitrine do mundo. O Brasil mostrou suas vísceras e escancarou toda a ordem descontrole que vivemos em nossos órgãos governamentais.

Antes de pensar nos turistas que virão para a Copa do Mundo, precisamos pensar em nós mesmos, que pagamos impostos e nos vemos cara a cara com a morte em um estádio de futebol, expostos a própria sorte pela incompetência de quem deveria nos defender.

Estamos no mato e com cachorro, só que a cachorrada corre atrás de nós.

 

FOTO – globoesporte.com

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