Arquivo para janeiro, 2014

Criticando os críticos

sexta-feira, janeiro 31st, 2014

O vice-presidente de futebol da Chapecoense, João Carlos Maringá, voltou a criticar a imprensa e disse que estamos exagerando e que a Chapecoense está sempre a uma derrota da crise.

Entendo a posição do dirigente, pois ninguém gosta de ser criticado. O relacionamento entre imprensa e direção da Chapecoense é de respeito, mas está longe de ser de admiração por parte dos dirigentes.

É a tal da história da pedra e da vidraça.

A mesma imprensa que está criticando agora elogiou e muito a Chapecoense nos momentos de conquista, enalteceu o trabalho sério e competente desta mesma diretoria, foi parceira nas campanhas de captação de sócios e na chamada para que os torcedores apoiem o time no estádio.

É uma estrada de mão dupla. A imprensa fatura com a Chapecoense que tem na imprensa uma forte divulgadora das suas ações e desta forma colabora para o fortalecimento da associação.

Para o vice de futebol da Chapecoense o que vale agora são as críticas. As injustiças cometidas pela imprensa. Os elogios, as matérias especiais, a transformação de atletas em ídolos, tudo isso foi esquecido.

Um dia antes da publicação de uma entrevista concedida ao colega Rodrigo Goulart, João Carlos Maringá disse em uma reunião informal na sala de imprensa, que o desejo era aparar arestas e melhorar o relacionamento com a imprensa. No dia seguinte bateu na imprensa.

Sigo admirando o trabalho da atual diretoria da Chapecoense, apesar da reciproca não ser a mesma.

Complicado

quinta-feira, janeiro 30th, 2014

Chapecoense 2×2 Marcílio Dias

 

A Chapecoense está desarrumada, nervosa, sem ritmo de jogo e com um técnico sem convicção.

O empate frente ao Marcílio Dias escancarou os defeitos deste inicio de temporada.

O Marcílio saiu na frente, a Chapecoense somente empatou na segunda etapa devido a um gol contra de Baggio, o mesmo que havia marcado o gol que inaugurou o placar. Novamente o Marcílio Dias ficou em vantagem, para somente depois a Chapecoense buscar o empate. Ou seja, sempre esteve atrás do adversário, correndo para reverter o prejuízo.

A primeira etapa da Chapecoense foi uma vergonha.

Na segunda etapa houve uma melhora considerável, mas não suficiente para vencer o jogo.

O técnico Gilmar Dal Pozzo foi um personagem destacado no jogo. Errou na escalação, substituiu na primeira etapa para tentar reverter, mexeu na equipe de forma equivocada, retirando quem estava jogando bem para as entradas de dois atletas que nada produziram.

Parece que Gilmar está perdido no comando, sem convicção, vivendo ainda das soluções do ano passado e parece ter esquecido que seu elenco mudou e que ele tem outros nomes a disposição e que as respostas não estão sendo encontradas.

A Chapecoense ainda não arrancou na competição, está apenas patinando.

Algo precisa ser feito com urgência.

 

Encarar o Marinheiro

terça-feira, janeiro 28th, 2014

Nesta quarta-feira é noite para a Chapecoense reencontrar seu torcedor e fazê-lo feliz, com futebol convincente, de qualidade e acima de tudo com aquela química que aconteceu na temporada passada.

O jogo de estreia não foi bom, mas já passou. As cobranças foram feitas, as críticas ouvidas e espero assimiladas com maturidade.

O time deve mudar e se tornar mais equilibrado. E ele vai se soltar com o transcorrer dos jogos.

Inicio de temporada é assim mesmo e não será a fórmula maluca deste ano no Campeonato Catarinense que vai acelerar qualquer tipo de processo. Acelera na verdade a angústia de todos os envolvidos.

Contra o Marcílio Dias, hoje à noite na Arena, teremos um encontro de contrastes. A Chapecoense com seu elenco mais jovem, mais qualificado, inserida em um calendário de ponta, contra um Marcílio Dias com um elenco bem mais carregado na idade dos atletas e voltando a elite do estadual. Sabe o que isso quer dizer? Muito!

A Chapecoense além de favorita tem a obrigação de vencer para se posicionar na luta por um lugar no quadrangular.

Não se admite outro resultado que não seja o de vitória.

Pressão desde o inicio da temporada e será assim até o final dela.

Uma boa vitória hoje a noite acalma a casa. Uma derrota vai causar um desgaste enorme antes de um jogo contra o Joinville lá.

Futebol é como uma questão de múltipla escolha. A Chapecoense que trate de acertar o X da questão.

Foi dado o recado

segunda-feira, janeiro 27th, 2014

A derrota para o Juventus, na largada do Campeonato Catarinense, serviu de termômetro para a temporada.

A crônica esportiva e a maioria dos torcedores se manifestaram negativamente em relação à fraca atuação da Chapecoense no jogo de sábado, quando perdeu por 2×0 para o limitado, mas lutador Juventus de Jaraguá.

E não adianta reclamar que vai ser assim mesmo!

O nível de exigência subiu e com ele o tom das cobranças.

Importante respeitar todas as análises, mas não significa que é preciso concordar com elas. Assim como Gilmar Dal Pozzo discorda da imprensa e de quem o critica, a recíproca é verdadeira.

Contra o Marcílio Dias a postura terá de ser bem outra.

Não levo sequer em consideração que o jogo é na Arena em Chapecó. A postura necessariamente terá de mudar mesmo que o jogo fosse realizado na Groenlândia.

O Campeonato Catarinense tem apenas um turno para a classificação, ou seja, não terá a chatice atribuída por Gilmar Dal Pozzo em relação à fórmula do ano passado, então, que ele faça seu time jogar com cara de time de Série A.

Muitos dizem que é cedo para cobrar. Cedo? Já olharam a fórmula? É um turno só minha gente! Não existe tempo para recuperação.

A Chapecoense é clube de Série A, mas a pegada da Série B, a aplicação do Campeonato Catarinense, a origem de tudo, o DNA da Chapecoense não podem desaparecer.

Cuidado para não cair na armadilha do Campeonato Catarinense.

O Marcílio Dias jogará em Chapecó com a faca nos dentes e o Macuglia vai querer mostrar serviço além da conta.

Estreia decepcionante

domingo, janeiro 26th, 2014

Juventus 2×0 Chapecoense

As últimas temporadas foram marcadas por resultados negativos da Chapecoense, jogando em Jaraguá do Sul, contra o Juventus.

Não foi diferente na noite de sábado.

Um Juventus montado com uma folha inferior a R$ 100 mil mensais, com alguns jogadores oriundos do futebol amador, mas com uma aplicação que fez a diferença.

Já a Chapecoense se mostrou lenta, mal colocada em campo, dominou apenas 25 minutos dos 98 jogados e perdeu o jogo com duas falhas da zaga, sempre tão segura e elogiada, mas que na estreia foi mal.

No ataque baixa produção e quando as chances apareceram, foram desperdiçadas.

Todos esperavam muito mais da Chapecoense. A derrota por ser boa se analisada com a clareza necessária, mas não como fez o técnico Gilmar Dal Pozzo que disse na coletiva que gostou do time. Que o time jogou bem. Imagino o que seja jogar mal então!

Dois atletas merecem uma reprimenda. O primeiro é Pirão, que jogou pouco e poderia ter sido expulso em duas oportunidades, por agressão a um adversário. Fabinho Gaúcho fez a mesma coisa e poderia ter sido excluído do jogo. Só não foram expulsos devido à incompetência de Célio Amorim.

Na quarta-feira a Chapecoense receberá o Marcilio Dias com a necessidade extrema de vencer, pois o regulamento não dará chance de recuperação aos incompetentes.

Uma derrota vai criar ambiente de crise e muitas contestações. Uma vitória convincente acalmará os ânimos e colocará muita coisa no lugar.

Estão abandonando o jeito simples

domingo, janeiro 26th, 2014

A Chapecoense está abandonando seu jeito simples, que sempre marcou sua atuação no cenário do futebol.

Um monte de regras, adotadas por grandes e arrogantes clubes, estão sendo utilizadas pela Chapecoense, como se isso fosse garantia de sucesso, uma espécie de poção mágica, capaz de transformar uma equipe que chega a Série A em um Barcelona que ganhou a fama de extraterrestre.

Regras são importantes para organizar relações, mas quando elas servem apenas a um lado, acabam se transformando em uma ferramenta ditatorial, que exclui grande parcela do processo.

Chegar a Séria A não obriga necessariamente a adoção de medidas que limitam a fala de atletas, por exemplo, que limitam o contato com o técnico como se ele fosse mais importante do que realmente é. Nada disso!

A Chapecoense perdeu seu jeito simples de ser e adota medidas que outros criaram como se fosse um animalzinho adestrado, que apenas imita e não tem capacidade de criação.

A humildade de alguns já escapou pelo ralo faz tempo.

O presidente Sandro Pallaoro está ciente da situação e promete algumas providências.

Começa mais uma temporada

sexta-feira, janeiro 24th, 2014

Neste final de semana a Chapecoense inicia a temporada mais importante da sua história.

Ano de Série A de Campeonato Brasileiro, de verbas polpudas e de um planejamento estratégico que se apresenta com a necessidade de ser diferenciado.

A Chapecoense chega a sua temporada mais importante ainda carregando necessidades que já deveriam ter desaparecido da lista de demandas e outras naturais que chegaram com o crescimento.

A prioridade das prioridades é montar a mais competitiva das equipes, para que a grande meta, que é a manutenção na elite nacional, seja confirmada. Um rebaixamento seria desastroso.

A outra grande prioridade é a construção do CT da Água Amarela. As obras iniciaram a acabaram paralisadas devido a problemas no repasse de verbas por parte do Governo do Estado. Problemas causados por um desentendimento no que se refere ao contrato de comodato entre entidade e proprietários.

A necessidade de superação mais uma vez se apresenta.

A Chapecoense chega a Série A ainda com uma estrutura muito carente. Melhorou muito em relação a anos anteriores, mas ainda está longe de ser uma estrutura de elite.

As histórias pitorescas devem ser deixadas no passado e não mais produzidas para engrossar o almanaque das já existentes.

Os desafios, a partir do jogo deste sábado frente ao Juventus em Jaraguá do Sul, serão gigantescos.

Boa sorte e muita competência.

Os patrocinadores

quarta-feira, janeiro 22nd, 2014

 

 

 

 

Na estreia da Chapecoense, sábado, frente ao Juventus em Jaraguá do Sul, pelo Campeonato Catarinense, apenas duas marcas devem estampar a camiseta. Caixa e Aurora.

Quem andou informando que a Caixa não estaria na camiseta no Campeonato Catarinense, errou feio. O que, aliás, não é nenhuma novidade, pois tem gente que sonha ou inventa noticia e manda ver!

Os contratos com a Bauer Cargas e a Desbravador Sistemas estão em andamento e devem ser confirmados em breve. Havendo tempo hábil, as marcas até poderão entrar em campo já no sábado, mas não é a tendência.

O contrato com a Água Schin está nas mãos da Brasil Kirin, em São Paulo e está sendo acompanhada pela empresa representante em Chapecó. A situação ainda está longe de um acerto e pelos valores de hoje, fiquei sabendo que não haverá um sim.

Havia a possibilidade de uma marca de amortecedores, investir na Chapecoense. Ela patrocinava a Ponte Preta. A empresa procurou a Chapecoense e fez uma oferta, que ficou aquém dos patrocínios locais. A Chapecoense não aceitou e fechou negociação.

Outra pendência está relacionada à TIM, operadora de celulares, que patrocinaria todos os times da Série A, com sua marca nos números das camisetas. As negociações estão paradas, pois a operadora pode ser comprada por outro grupo.

Um resumo da situação que envolve os patrocinadores da Chapecoense.

Conselho Deliberativo se reúne

terça-feira, janeiro 21st, 2014

Na noite desta quarta-feira o Conselho Deliberativo da Chapecoense estará reunido no primeiro encontro do ano.

Uma das pautas será o aumento na contribuição dos conselheiros, que hoje pagam mensalmente R$ 120,00. Um acréscimo é certo.

Mudanças estatutárias estarão na pauta, mas nada que possa impactar as questões administrativas e sim são recomendações jurídicas para adequar o documento as novas necessidades.

Perguntei ao presidente Sandro Pallaoro, se a possibilidade de remuneração de cargos ligados ao departamento de futebol estaria na pauta. Ele disse que não e foi além. Disse Sandro, que uma eventual remuneração não teria a necessidade de passar pelo Conselho Deliberativo, mas que a ideia foi abandona para esta temporada e que algo neste sentido poderá ser discutido apenas para a temporada de 2015. Ele não me disse, mas nitidamente houve manifestações em contrário.

Acredito ser justo que os integrantes do departamento de futebol sejam remunerados e até mesmo o presidente receba no mínimo uma ajuda de custo para sua manutenção no cargo. Caso não deseje receber, que o presidente empossado declare que abre mão do benefício.

O assunto precisa ser debatido com maior profundidade.

 

CT da Água Amarela

terça-feira, janeiro 21st, 2014

Um dos projetos da Chapecoense para o final da temporada passada e que era estratégico para a temporada 2014 e que foi tema de cobrança pública por parte do técnico Gilmar Dal Pozzo, o centro de treinamentos, se transformou no maior problema do momento para a atual diretoria.  

O imbróglio está na área jurídica. Uma verba de R$ 1 milhão, sendo que R$ 200 mil já foram repassados, estavam acordados com o Governo do Estado de SC.

O problema é que existe um contrato de comodato entre Chapecoense e a família Baldissera, proprietária da área, que não se torna suficiente na área jurídica, para explicar que o investimento será realizado pela Chapecoense em uma área de terra que não é sua. Quem sabe se o repasse fosse realizado para o Grêmio Esportivo Baldissera, a segurança jurídica possibilitasse o repasse da verba.

Pelo que entendi o repasse do restante da verba não será realizado e o que já foi repassado deve ser devolvido.

O problema maior é que a obra já iniciou e muitos investimentos já foram realizados.

O presidente da Chapecoense garante que a obra vai até o final, com ou sem dinheiro do Governo do Estado.

A Chapecoense tem hoje fontes bem mais generosas de arrecadação, que possibilitam a realização da obra que é hoje uma prioridade.

O melhor, na forma como está se apresentando o problema, é renunciar a verba destinada e evitar problemas maiores para o futuro, mas a Chapecoense pretende contratar advogados especializados para atender a demanda.