Arquivo para fevereiro, 2014

O funil vai apertando

sexta-feira, fevereiro 14th, 2014

A rodada do final de semana marca para sábado o encontro entre Joinville e Atlético de Ibirama e para domingo, Metropolitano x Brusque, Marcílio Dias x Juventus, Figueirense x Avaí e Criciúma x Chapecoense.

A tabela está desequilibrada, pois quatro equipes estão com um jogo a mais, caso da Chapecoense.

O Joinville luta para se manter no G4 e o atrevido Atlético quer entrar na zona de classificação. O Metropolitano joga em casa o jogo mais importante do ano contra a boa equipe do Brusque que chega animada pela vitória em cima do Avaí em plena Ressacada. Jogo que promete fortes emoções. Marcílio Dias e Juventus é briga na parte debaixo da tabela e vale para os dois, quem vencer segue, se houver empate morrem abraçados. O clássico entre Figueirense e Avaí já tem seu peso por ser um clássico, mas o diferença entre as equipes é muito grande no momento. O grupo avaiano está despedaçado e sem receber salários há quatro meses. Mandaram o coitado do técnico embora. O Figueirense só perde para ele mesmo.

E o jogo entre Criciúma e Chapecoense é um que vai definir uma situação no G4. O Criciúma leva vantagem por jogar em casa, mas a exemplo da Chapecoense, não é uma equipe pronta e ainda está em busca da mesma receita da Chapecoense que é o equilíbrio.

As cobranças em Criciúma são muito fortes. Uma derrota em casa pode sim acarretar trocas na comissão técnica.

O jogo promete muita movimentação no bonito estádio Heriberto Hulse.Uma vitória deixa a Chapecoense a um passo do quadrangular final.

Foi de arrepiar o pelo

quarta-feira, fevereiro 12th, 2014

Chapecoense 3×2 Atlético de Ibirama

Parecia que uma goleada seria construída. Um primeiro tempo de boa atuação até os 30 minutos, mostrava que a Chapecoense estava bem encaixada. No final da primeira etapa o Atlético fez seu primeiro gol e voltou para o jogo.

Na segunda etapa o placar perigoso de 2×1 se manteve além dos 30 minutos, até que o Atlético empatou e com um belo gol.

A partir daí foi na força e no sufoco. Teve gol anulado, teve gol perdido e teve o gol de Fabiano, com personalidade, que determinou a vitória que coloca a Chapecoense na busca por uma vaga no quadrangular.

A Chapecoense está melhorando, mas ainda está instável.

É preciso ter mais cuidado no miolo da zaga, é preciso proteger melhor a cabeça de área, ou seja, posicionar melhor o time em campo. Mas a melhora está acontecendo, não ainda com a consistência devida desejada.

O Atlético de Ibirama mostrou qualidades do meio pra frente e muita fragilidade defensiva.

A Chapecoense está na briga e agora vai encarar fora de casa o Criciúma e o Avaí, dois jogos duros, principalmente o primeiro, de briga direta. O segundo será preciso esperar para ver em que condições estará para o confronto.

Vitória de superação e de melhoras, mas ainda com algumas reticências pontuais.

Noite para caçar abutres

terça-feira, fevereiro 11th, 2014

No futebol catarinense ou mesmo no cenário nacional, por termos um índio como mascote e símbolo, as alusões à caça de outras mascotes, bichos, é um exercício natural da crônica.

Na noite de quarta-feira o índio terá de caçar abutres.

Quanto à crítica passa do limite o ninho de abutres aumenta sua densidade demográfica de forma assustadora. O poder de procriação é espetacular.

É uma espécie de cadeia alimentar. Mesmo o abutre sendo um prato indigesto, o índio terá de ser seu predador. O abutre não será transformado em uma iguaria exótica, ele apenas deve ser aniquilado para que não devore a confiança, a autoestima, a paciência, a vontade de trabalhar e para que a sobra disso não se transforme em lixo, este sim, o prato principal dos abutres.

O abutre é atraído pelo cheiro podre da derrota, que para ele é perfume francês. Ele adora um ambiente ruim, de discórdia, de estresse, de negatividade para que o saudável se transforme em algo putrefato e desta forma ele comece a montar seu prato.

O ápice é uma desclassificação. O sublime é um rebaixamento. Perder uma decisão para ele é muito bom, mas se puder ficar de fora do quadrangular e jogar um hexagonal da morte é uma espécie de manjar das aves de rapina.

Uma flechada entre os olhos será fatal. Com boa pontaria a caça terá sucesso.

O Atlético de Ibirama também caça seus abutres, mas pelas bandas da Arena Condá a ninhada anda muito grande.

Respeito ao Ibirama, mas hoje à noite os abutres da Arena precisam ser dizimados. E o antídoto é derrotar os visitantes. Cuidado para o Ibirama não se transforma em Ibama.

Caça aos abutres de todas as ordens, com microfone, com canetinha ou de camiseta verde e branca.

Criticar tudo bem, mas com base.

Ficar agourando? Cai fora!

Na base do sofrimento

domingo, fevereiro 9th, 2014

Chapecoense 2×0 Metropolitano

Foi um jogo surpreendente sob vários aspectos.

Primeiro tivemos um Metropolitano que poupou cinco jogadores e mesmo assim jogou um belo futebol, que durante grande parte do jogo neutralizou a Chapecoense e foi muito superior, mas que pecou nas finalizações e encontrou o goleiro Nivaldo em grande tarde.

A Chapecoense não fez um bom primeiro tempo e voltou para a segunda etapa ainda pior.

E o futebol que sabe reservar suas surpresas, foi caprichoso e deixou para o final os dois gols da vitória.

O torcedor vaiou muito a Chapecoense, gritou olé em favor do Metropolitano e depois voltou a vibrar e a acarinhar seus atletas. Futebol é assim.

Valeu pelo resultado e muito. Uma derrota ou mesmo um empate transformaria a semana em um inferno e a Chapecoense está precisando muito de paz para seguir trabalhando e melhorando em relação a ela mesma.

Os problemas de meio de campo seguem graves. Muitos passes errados estão desmontando a produção da Chapecoense. O time esteve inseguro e nitidamente ansioso.

Com a chegada da primeira vitória a Chapecoense poderá reencontrar o equilíbrio, tão importante para que esta fase de transição seja superada o mais rápido possível.

O tamanho da vitória não se mede apenas pelo placar. Ela precisa ser medida pela importância de aproximação do G4 e para que se recomponha o ambiente saudável entre todas as partes.

Todas as chances

quinta-feira, fevereiro 6th, 2014

Mesmo com uma campanha ruim a Chapecoense ainda tem chances de chegar ao quadrangular final do Campeonato Catarinense.

Precisa fazer o que ainda não fez que é ganhar.

Está complicado? Muito, mas ainda existe chance matemática para chegar lá.

Não é momento de pedir apoio ou compreensão. O momento é de convencer torcida e a imprensa de que uma mudança verdadeira está em curso, não apenas da boca pra fora.

O time está se esforçando, mas não sendo suficiente para superar os adversários. Quando isso acontece é preciso mudar peças e o jeito de jogar.

O desenho tático da Chapecoense é previsível e não privilegia a verticalidade, não encurta caminho, joga muito lateralmente e facilita a ação defensiva do adversário. Sem falar nos cruzamentos que são de uma falta de qualidade irritante.

A saída de jogadores como Athos, Bruno Rangel, Paulinho Dias, Augusto e Diego Felipe ainda não teve reposição.

É metade de um time vencedor na temporada passada.

As saídas se deram por ofertas tentadoras do mercado que a Chapecoense não pode cobrir, sendo que apenas Athos foi mandado embora. Todos os que chegaram na carga de reforços, não deram a mesma resposta e são jogadores diferentes e não deram a mesma dinâmica ao jogo da Chapecoense.

Matematicamente a Chapecoense pode chegar, mas terá de fazer jogos espetaculares daqui pra frente.

Com a palavra a diretoria

quinta-feira, fevereiro 6th, 2014

Chapecoense 0×0 Figueirense

A Chapecoense tem capitão que afirma comandar um time de homens.

O assessor de imprensa diz que não deve satisfação para ninguém.

O vice-presidente de futebol diz que a imprensa está exagerando nas críticas.

O técnico tem chiliques nas entrevistas coletivas e ataca a imprensa e não responde as perguntas que são dirigidas ao iminente técnico que atingiu o olimpo do futebol antes de seus ídolos. Foi dito por ele mesmo.

Um jogo de baixa qualidade técnica e sem a entrega que se deseja. Promessas sobram. Falta qualidade.

O departamento de futebol da Chapecoense precisa realizar uma analise verdadeira e sem mascarar os defeitos e principalmente assumir erros e não colocar na imprensa as culpas que não são nossas.

A Chapecoense é uma decepção completa.

Time que não está jogando e que está mais atencioso com as palavras externas do que a procurar soluções internas.

Na noite de ontem a Chapecoense jogou seu melhor jogo, mas segue sem soluções ofensivas e segue se enganando que tem um time de qualidade.

Time para rebaixar no Campeonato Catarinense e para ser humilhado na Série A.

Gilmar Dal Pozzo dorme abraçado na lanterna, junto com sua petulância.

Acorda Gringo!

A primeira decisão do ano

terça-feira, fevereiro 4th, 2014

A temporada de 2014 começou faz pouco, mas amanhã à noite a Chapecoense encara sua primeira decisão na temporada.

Contra o Figueirense a Chapecoense joga a possibilidade de entrar no quadrangular decisivo do Campeonato Catarinense ou encaminhar uma vaga para o hexagonal da morte. Um jogo que carrega muita responsabilidade e pode mexer no contexto do projeto de toda a temporada.

A boa noticia é a volta de Thiago Luiz. É um jogador acima da média no elenco e mesmo sem todo o ritmo de jogo, deve começar como titular, para dar ao meio de campo e ao ataque a rapidez que a eficiência que ainda não apareceram nos dois setores.

Já pelo lado do Figueirense a grande atração será Marcos Assunção (foto). Pela primeira vez na temporada ele começará como titular. Dono de uma bola parada que é um torpedo, seja pela pontaria ou pelos estragos que faz, certamente deixará a Chapecoense sempre em alerta para evitar as faltas na frente da área. O Figueirense vai fazer de tudo para cavá-las.

O grande desafio da Chapecoense e fazer seu meio de campo jogar e com isso abastecer o ataque com qualidade.

A defesa, com a formação dos sonhos de Gilmar Dal Pozzo, não preocupa.

Jogo para colocar a casa em ordem ou para detonar de uma vez o início da temporada.

Acredito em uma apresentação diferenciada da Chapecoense. O clássico motiva.

A trave salvou

domingo, fevereiro 2nd, 2014

Joinville 0×0 Chapecoense

O Joinville mereceu a vitória, mas teve um azar danado no jogo de ontem contra a Chapecoense. A trave traiu o Joinville quatro vezes. Houve ainda um pênalti sonegado pelo árbitro Paulo Henrique de Godoy Bezerra, que deveria ter beneficiado o time da casa.

De resto a Chapecoense tratou de se defender e não criou nada ofensivamente, foi um imenso zero no ataque.

Depois do jogo houve comemoração por parte da zaga que não levou gol. Não levou, mas a bola foi na trave quatro vezes e um pênalti não foi marcado. Não tem nada para comemorar.

Novamente as peças em campo estão distantes, dificultando os passes que saem errados em profusão gigantesca, nada se cria no meio de campo, os apoios pelas alas são deficientes e o ataque fica lá na frente correndo de um lado para o outro, sem nada criar.

A Chapecoense está jogando pouco.

O ponto valeu. Olhando apenas o marcador o resultado pode ser comemorado, mas o contexto geral merece reflexões mais atenciosas.

É preciso contratar com urgência.

A Chapecoense é previsível e esta falta de criatividade está facilitando a vida dos adversários.

As traves foram as maiores aliadas da Chapecoense.

O resultado foi bom, mas não tem nada a comemorar.