Arquivo para março, 2014

Preocupação desnecessária

segunda-feira, março 31st, 2014

Alguns utilizaram como parâmetro o jogo de domingo, em que a Chapecoense derrotou por 1×0 o Atlético de Ibirama, para imaginar o que pode acontecer na Série A.

Isso não tem cabimento! O time da Chapecoense que jogou e ganhou no domingo passado, não é sequer um misto para a Série A, é time reserva mesmo.

Dos que atuaram na tarde de domingo vejo como titulares o goleiro Danilo, o zagueiro Rafael Lima e o volante Wanderson. O zagueiro André Paulino não vive grande fase. O ala Edinei ainda precisa mostrar mais. E os demais são apenas reservas e podem inclusive, alguns deles, compor uma eventual lista de dispensados.

Esqueça o jogo de domingo, o resultado, a forma de jogar, a falta de vontade, a arbitragem ridícula, a cena do Anderson Paixão, esqueça tudo. Esqueça, porque foi o pior jogo do ano e não deverá ser superado.

A diretoria da Chapecoense e a comissão técnica não são idiotas para acreditar que uma formação como a de domingo possa fazer frente a algum dos rivais da Série A.

O departamento médico está lotado, os novos contratados estão chegando, o ânimo será outro já a partir da semana que vem e a vida vai se renovar, uma espécie de primavera verde em pleno outono.

O jogo de domingo teve qualidade duvidosa até para a Série D.

A Chapecoense para a Série A será outra. A pasmaceira do inicio da temporada está com os dias contados.

O ano vai começar de verdade com pré-estreia dia 08 de abril em Rio Branco no Acre e com a primeira grande apresentação dia 19 de abril, em Chapecó, no Dia do Índio, na reformulada Arena com o time de verdade da Chapecoense para 2014.

Eles querem a taça

quinta-feira, março 27th, 2014

Na entrevista coletiva após o empate em 1×1 entre Marcílio Dias e Chapecoense, o técnico Gilmar Dal Pozzo, disse que foi o empate do título.

Titulo este que representa a Taça SC e uma vaga para a Copa do Brasil de 2015. A taça pode ter pouco valor na galeria, mas no momento representa uma afirmação para o elenco e uma resposta às críticas, no melhor estilo, dentro de campo. Este é o sentimento. O que vale mesmo é a vaga para a Copa do Brasil sem nenhuma dependência de ranking ou outras fórmulas. Foi a primeira vez que Dal Pozzo tocou no assunto, deixando clara uma meta.

Internamente alguns assuntos estão sendo tratados de forma bem pontual. O mais recente esteve relacionado a Gilmar Dal Pozzo e Rodrigo Gral, já que houve um desgaste entre eles. Rodrigo chegou a cogitar um rompimento de contrato, mas houve um acerto e Rodrigo segue grupo, dizendo que “está de volta ao convívio da família”. Que assim seja.

Outra declaração que chamou a atenção na coletiva de Dal Pozzo está relacionada aos trabalhos específicos para alguns atletas que apresentam desgaste e que devem ser poupados dos próximos jogos do hexagonal. Caso de Fabiano (foto), que sentiu no jogo de Itajaí que será preparado agora para encarar a Série A.

Dentro do planejamento, sem ameaça de rebaixamento a Chapecoense trata de se organizar para a grande competição de sua história.

Dal Pozzo x Departamento Médico

terça-feira, março 25th, 2014

Novamente o Departamento Médico da Chapecoense está lotado e as dificuldades para montar a equipe aumentam e deixam o técnico Gilmar Dal Pozzo (FOTO) com possibilidades limitadas para escalar.

Nada mais nada menos do que sete jogadores em condição de titularidade estão fora do jogo contra o Marcílio Dias, nesta quarta-feira, são eles: Tiago Saletti, Fabinho Gaúcho, Neném, Tiago Luiz, Fabinho Alves, Régis e Bruno Colaço. É muita coisa!

Contra o Marcílio Dias Dal Pozzo terá a sua disposição 19 atletas e retornos como Alemão, Bergson, Neílson e Rodrigo Gral.

Na avaliação do técnico da Chapecoense os problemas de lesão estão relacionados à pressão psicológica, pois a Chapecoense subiu de patamar e vencer sempre é uma obrigação e os atletas que chegaram muitos deles vinham de atividades menos intensas, alguns completamente parados e com isso, a necessidade de um ritmo forte para reverter uma situação incômoda, colaborou para a forte movimentação no Departamento Médico.

Em outra fala, Dal Pozzo disse que a falta de cuidados no extracampo também conduzem a lesões ou a demora na recuperação. Interessante.

Jogo de líderes de uma competição intermediária, mas que não diminui o ímpeto, pois uma vitória representa um passo importante para uma vaga na Copa do Brasil que nesta temporada pagará para a Chapecoense R$ 280 mil para cada uma das duas primeiras fases.

E na Chapecoense, já que sete estão fora, boa chance para outros sete se agarrarem a chance e desta forma garantir vaga para a Série A.

Vitória para encaminhar

segunda-feira, março 24th, 2014

Chapecoense 2×0 Brusque

Com dois gols de Fabiano a Chapecoense chegou a sua terceira vitória consecutiva no hexagonal e encaminha a possibilidade de levantar a Taça SC e conquistar uma vaga para a Copa do Brasil de 2015.

Ao final do jogo o técnico do Brusque disse que sua equipe havia sido superior em campo e que milagres foram realizados pelo goleiro Danilo da Chapecoense. Exagero de técnico que perdeu o jogo. O Brusque não foi mal, mas não soube concluir, já a Chapecoense teve nos pés de Fabiano a qualidade necessária para definir o jogo, em duas jogadas pessoais, uma com bola rolando e outra de falta.

Faltou ao jogo a eletricidade de outros encontros, faltou maior pegada em muitos momentos, o jogo foi daqueles burocráticos, mas o resultado foi de muita importância e um jogo em que a Chapecoense não sofreu gols.

O técnico Gilmar Dal Pozzo recuou em demasia a equipe no inicio da segunda etapa e chamou o Brusque. O jogo ficou perigoso. A Chapecoense se fechava e o Brusque avançava, mas não fez gol e com isso pagou pelo pecado da falta de qualidade nas conclusões.

O segundo e definitivo gol teve a mão do técnico. Uma falta, com cobrança ou de Régis ou de Fabiano, com o primeiro passando pela bola e deixando para Fabiano bater por baixo e fechando o placar. Jogada de treino e com ordem direta do chefe.

Vitória merecida e que encaminha o jogo de quarta-feira contra o Marcílio Dias em Itajaí como uma decisão antecipada. Tendência de um jogo de muita movimentação.

 

Os mesmos interesses

sexta-feira, março 21st, 2014

Quando uma cidade tem apenas um time de futebol e ele está inserido em um seleto grupo como a Série A, caso da Chapecoense e de Chapecó, os interesses são comuns para todos que vivem o dia a dia do clube, sejam profissionais ou colaboradores.

O que muda é a visão, a forma de observar os momentos.

Quando as vitórias se acumulam é fácil, tudo está certo e a vida é uma beleza.

Quando a fase é de poucas vitórias, de rendimento baixo, de posicionamento ruim na tabela de classificação, de desclassificação, tudo fica mais pesado e os setores envolvidos enxergam com olhares muito distintos as mesmas situações.

Entram em cena a pedra e a vidraça. Quem analisa é pedra, quem é analisado é vidraça e quando tudo fica muito pesado, atrás da vidraça existem aqueles que recolhem as pedras e devolvem para quem as atirou. Começa aí uma batalha perigosa. Na guerra existem apenas vencidos. Ninguém ganha.

O mais complicado de todo o processo é saber entender o que o outro diz e assimilar a crítica. Se ela é maldosa, apesar de chatear, te afasta dela, não responde que ela perde a força. Se for uma injúria grave, a justiça está aí para reparar erros e administrar conflitos.

Uma mesma nação ficar brigando internamente é guerra civil, sangrenta, injustificável, mas enquanto todos não baixarem as armas, a rebelião seguirá e cada vez mais ganhará força e como em todas as guerras muitos morrerão, outros ficarão com sequelas, outros estarão em pé, arranhados, mas impávidos, mas como sempre não existirão vencedores, mesmo alguns se autoproclamando como tais. Podemos guerrear ou debater como adultos. A escolha é nossa.

Uma vitória mais do que importante

quinta-feira, março 20th, 2014

Brusque 1×2 Chapecoense

Em um jogo de superação a Chapecoense ganhou de virada do Brusque e desta forma determinou a primeira derrota do time do Berço da Fiação na sua casa, nesta competição.

Uma vitória muito mais importante do que pelos três pontos conquistados, mas muito pela cara do time em campo, com pegada, com vontade, superando um gramado pesado devido a chuva, passando por cima das dificuldades técnicas e vencendo de virada.

A parte técnica não pode ser analisada pelo simples fato de o gramado molhado ter aniquilado este quesito, que tenho certeza, com gramado seco, teriam muitos aspectos positivos.

Individualmente quem se destacou foi Régis da Chapecoense. Joga fácil e sabe jogar em gramado pesado. Tem uma capacidade de drible impressionante.

Na primeira etapa, que foi de vitória parcial do Brusque, uma bola apenas que desviou em Wanderson e entrou. Nada mais. Já na segunda etapa a superioridade foi da Chapecoense e desta forma a vitória foi mais do que justa pelo volume de jogo e pela qualidade das definições. Foi 2×1 e poderia ter sido mais, mas ficou de muito bom tamanho pelo momento, que marca uma forte recuperação da Chapecoense.

Noite de céu ou inferno

terça-feira, março 18th, 2014

A Chapecoense joga na quarta-feira em Brusque, no Augusto Bauer. O Brusque não perdeu em casa na temporada, Jogou seis vezes, empatou três e venceu outras três.

O Brusque é líder, chegou a ser a sensação da competição, mas pecou na reta final da primeira fase.

O jogo representa o fechamento do turno do hexagonal, não encaminha ainda vaga para a Copa do Brasil ou rebaixamento, mas ou reforça crises ou cria um novo e positivo momento.

Para a Chapecoense uma vitória representa a possibilidade de assumir a liderança, engatar duas vitórias seguidas e estabelecer um novo momento na temporada.

Para o Brusque uma vitória representa se isolar na liderança e um acréscimo enorme de confiança e um salto rumo a uma vaga de Copa do Brasil que sempre é muito bem vinda.

Jogo complicado para os dois times. Pode ser este o jogo mais difícil para a Chapecoense, fora de casa, na temporada.

As possibilidades de escolhas para Gilmar Dal Pozzo começam a melhorar, com algumas liberações no DM.

Porém, uma derrota, pode derrubar a Chapecoense para a zona de rebaixamento, o que seria um estresse enorme na já conturbada fase. Haja paciência para suportar mais um momento de discussões e troca de farpas.

O primeiro tempo da Chapecoense contra o Marcílio Dias foi interessante, se esta Chapecoense entrar em campo contra o Brusque a possibilidade de vitória é grande, caso contrário é bom tomar uma cartela de Omeprazol, pois o resto de semana será pesado.

Uma vitória para acalmar

domingo, março 16th, 2014

Chapecoense 2×1 Marcílio Dias

É preciso segmentar o comentário.

Primeiro tempo: Foi o tempo do jogo em que tudo de positivo aconteceu. Os três gols, as melhores jogadas, os menores erros de arbitragem e um jogo mais franco e aberto. A Chapecoense foi mais time, foi superior o tempo todo e desta forma mereceu vitória e até mesmo um placar mais dilatado.

Segundo tempo: Tecnicamente muito inferior à etapa inicial. Houve queda de rendimento dos dois lados, o jogo ficou feio e muito truncado. Os erros grotescos de arbitragem se acumularam e o jogo caiu vertiginosamente de qualidade.

Mesmo assim a Chapecoense seguiu sendo melhor e poderia ter ampliado o placar e vencido com muita tranquilidade. A qualidade do jogo deixou muito a desejar.

Arbitragem: Ronan Marques da Rosa foi lamentável no apito. Errou lances fáceis. Foi mais exato para o Marcílio Dias do que para a Chapecoense. Poderia ter comprometido seu trabalho ainda mais, caso um resultado negativo fosse registrado contra a Chapecoense. Ele excluiu Gilmar Dal Pozzo do jogo. Foi à primeira expulsão da vida esportiva do técnico da Chapecoense, incluindo sua fase como atleta.

O resultado: Este 2×1 foi um bálsamo para a Chapecoense. Melhorou muito o posicionamento da tabela. Acalma os próximos dias e encaminha um jogo contra o Brusque, quem sabe, sem tanto peso.

Em nome da vergonha na cara

sexta-feira, março 14th, 2014

A Chapecoense perdeu duas vezes nesta temporada para o Juventus de Jaraguá do Sul.

Ontem, Marcelo do Ó, pediu demissão do cargo de gerente de futebol do Juventus, alegando falta de estrutura. Ele disse ao site futebolsc.com: – “O mínimo que um time de futebol deve ter é alimentação, hospedagem e material de trabalho. A nossa hospedagem é horrível, a alimentação não é a ideal para um atleta de alto nível e a nossa estrutura também não é ideal. Então, não temos nem o básico. Por isso falo que atualmente o Juventus é um clube amador disputando a Primeira Divisão do Campeonato Catarinense”, avaliou o ex-gerente. Marcelo é irmão do técnico Milton do Ó que por enquanto fica no comando da equipe.

Pois aí está. Foi para este time que a Chapecoense perdeu duas vezes. Não é o suficiente para colocar na cabeça do técnico Gilmar Dal Pozzo que o trabalho do futebol até aqui é uma vergonha?

Quando a imprensa falava que o Juventus era uma equipe amadora visitando o futebol profissional, fomos taxados de precipitados e desrespeitosos.

Neste domingo, contra o Marcílio Dias, não existe desculpa capaz de explicar um resultado ruim se o time não jogar futebol. Pode até perder, mas jogando bola e não se escondendo. O Marcílio Dias é muito melhor do que o Juventus e do que o Atlético de Ibirama.

Quem pede apoio agora é o torcedor e não mais o time. O torcedor quer apoio pelo ingresso pago e pela mensalidade recolhida. Quem precisa de carinho é o torcedor.

O time precisa é criar vergonha na cara e jogar, fazendo valer os ótimos salários que estão em dia.

Chegou a hora de tomar uma atitude

quinta-feira, março 13th, 2014

Atlético de Ibirama 1×0 Chapecoense.

 

Na transmissão da Rádio Chapecó AM 1330, chegamos à conclusão de que em alguns momentos foi constrangedor ver a Chapecoense jogar.

Mais uma derrota para uma equipe de muitas limitações e que não vencia a seis jogos.

Foram três gols perdidos por absoluta falta de qualidade de um ataque inoperante, formado por jogadores incompetentes.

O técnico da Chapecoense, Gilmar Dal Pozzo, está completamente perdido e não assimila suas falhas e está batendo de frente com o departamento de futebol, pois ao final do jogo, ele foi cobrado pelas contratações erradas e simplesmente jogou toda a responsabilidade nos outros, não assumiu nada!

A Chapecoense está abraçada na zona de rebaixamento e mesmo assim Gilmar Dal Pozzo segue pensando jogo a jogo e nitidamente não está surtindo nenhum efeito.

A Chapecoense está abatida, Dentro de campo está sem gás, sem brilho, sem a vontade necessária para reverter uma situação muito complicada.

De 10 rodadas a Chapecoense já passou por três e está namorando a zona de rebaixamento. O tempo vai passando o campeonato vai indo embora e a tragédia bate na porta.

Ou muda imediatamente ou vamos repetir 2010.

Está na hora do soco na mesa.