Arquivo para abril, 2014

O primeiro de muitos

quarta-feira, abril 30th, 2014

A Chapecoense recebe neste domingo o Corinthians, campeão do mundo, do técnico Mano Menezes que já treinou a seleção brasileira e que têm no seu elenco ótimos atletas.

Um jogo que está sendo tratado como um evento e assim deve ser encarado mesmo.

Os responsáveis diretos e indiretos pelo evento, tratam com muito zelo a sua organização. Segurança é tema de primeira hora. Que bom!

Dentro de campo não é preciso querer dimensionar o tamanho do jogo. Para o Corinthians é mais um jogo de Série A, mas que carrega o ineditismo de ser aqui.

Para a Chapecoense é o primeiro grande jogo na elite, com todo o respeito aos outros dois já enfrentados, mas o Corinthians é gigantesco.

Os meus desejos são de vitória da Chapecoense e de que este seja apenas o primeiro de muitos e todos eles sempre na Série A.

Ser torcedor do Corinthians representa quase uma religião e para muitos chega a ser um estilo de vida. Teremos na Arena Condá mais de três mil deles, que certamente se multiplicarão na hora dos cantos e dos gritos.

O que era sonho e para alguns apenas um devaneio, se transformou em realidade. Chapecoense na Série A e recebendo gigantes do futebol brasileiro.

O evento de domingo não é festa é jogo oficial. O Corinthians vem a Chapecó em busca de pontos e não com cachê pago. É realidade.

 

Derrota na Ilha

domingo, abril 27th, 2014

 

Sport 2×1 Chapecoense.

Foi um bom jogo de futebol, com três gols, uma derrota que não foi merecida, pois acredito que um empate seria o mais correto.

Os problemas da Chapecoense foram as duas falhas. Uma individual do goleiro Danilo e outra coletiva da zaga.

O meia Régis foi o melhor do jogo. Atuou de forma muito convincente, demonstrando ser ele uma grande referência técnica.

Houve entrega da Chapecoense e coragem por parte da comissão técnica para mexer no time. Perder para o Sport na Ilha do Retiro por placar mínimo não é nenhum demérito. Ruim mesmo seria ser goleado.

A Chapecoense tem ainda cinco jogadores para estrear e outros a recuperar completamente e por isso vão melhorar bastante, mas mesmo assim é preciso contratar um atacante e mais um meia de ligação.

Foi um jogo em que Gilmar Dal Pozzo se mostrou muito corajoso, fez substituições para colocar o time pra frente e não teve medo de levar mais um gol e teve sim confiança em buscar um bom resultado.

Foi um jogo de boa atuação em que o time perdeu.

A Chapecoense está evoluindo sim, mas precisa ganhar com urgência.

Esse é o jeito do torcedor

quinta-feira, abril 24th, 2014

O torcedor da Chapecoense possui DNA, tem uma característica toda sua.

A destacar a cobrança que realiza quando a equipe não joga bem, mesmo colhendo resultados que podem ser considerados positivos, estando bem na tabela de classificação, mas se não jogar com qualidade e efetividade, as cobranças são fortes.

Foi assim na Série B. A Chapecoense sempre esteve no G4, nunca levou susto no que se refere ao acesso, mas quando houve aquela sequencia de empates, as cobranças foram muito fortes, chegando ao ponto de criar um desgaste entre alguns atletas e a comissão técnica com o torcedor. Sobrou até para a imprensa.

No Campeonato Catarinense do ano passado, quando a Chapecoense já estava garantida na decisão por ter vencido o primeiro turno e realizou um segundo turno terrível, houve uma saraivada de críticas que deixou o Gilmar Dal Pozzo muito contrariado.

Esse DNA, carregado de cobranças é muito positivo.

O torcedor da Chapecoense gosta de time que joga pra frente, bonito, que tenha ambição e desta forma cobra por espetáculos de qualidade e não gosta de assistir a exibições deprimentes como foi o jogo entre Chapecoense e Coritiba, quando os visitantes propuseram o antijogo e a Chapecoense aceitou. Deu 0×0, quando na verdade merecia ter sido -1X-1.

O técnico Gilmar Dal Pozzo pode até não concordar com as cobranças por futebol bonito, alegando que o que vale mesmo é resultado, acesso e coisa e tal. Ele tem razão em muitos aspectos, mas que as cobranças o fazem refletir e agir, não resta a menor dúvida.

 

Cine Trash

quarta-feira, abril 23rd, 2014

Na noite de ontem (terça-feira), liguei a TV, digitei o 39 e esperei para ver o que o SporTV ofereceria como atração.

O jogo “ao vivo” era da Série B entre Avaí e Bragantino, mas logo o sinal foi cortado para SC e inseriram o VT de Chapecoense 0×0 Coritiba. Nossa Senhora!

Sem a ansiedade da estreia na Série A, já sabendo o resultado, sem nenhum tipo de pressão e sem absolutamente ninguém ao lado para opinar, assisti do início ao fim e fiquei horrorizado.

A qualidade técnica do jogo foi pior do que na Série D.

Foi um verdadeiro festival de faltas, passes errados e chutões. Não por acaso foi escolhido como o pior jogo da rodada.

A marcação imposta pelo Coritiba foi forte e atrapalhou a Chapecoense, mas a falta de criatividade na criação e os arremates foram uma vergonha.

Em pouco mais de 90 minutos de jogo nada de bom aconteceu. Tudo ficou por conta da estreia e nada mais de positivo pode ser extraído de um jogo de futebol de quarta divisão.

Celso Roth é o Mago do Não Futebol. Uma retranca daquelas do interior do RS nos anos 60, mas sem nenhuma possibilidade de criação ofensiva. Só balão e bico na bola.

A Chapecoense também não fez muita coisa para salvar a noite. O zagueiro Rafael Lima deu uma centena de lançamentos longos em direção ao ataque e nenhum resultou em algo.

Pareceu uma farra do boi, mas contra a bola. Um jogo horroroso, que deve ter doído no bolso de quem pagou o ingresso. Foi de chorar, mas fiquei na frente da TV sem dó nem piedade de mim mesmo. Autoflagelação pura!

 

Resultado justo

segunda-feira, abril 21st, 2014

O empate em 0×0 entre Chapecoense e Coritiba foi justo e na parte técnica deixou bastante a desejar.

A primeira etapa foi bastante movimentada, já o segundo tempo ficou devendo em todos os quesitos.

A proposta de jogo do Coritiba foi marcar e evitar que se jogasse futebol. Foi inclusive dito pelo técnico Celso Roth, que bem ao seu estilo, propôs a sua equipe que jogassem um esporte parecido com o futebol.

O resultado não foi ruim levando-se em conta a tabela da primeira rodada. Entre os catarinenses a Chapecoense foi a que construiu o melhor placar.

Jogadores de destaque na Chapecoense e que são referências técnicas não conseguiram atuar. O mais prejudicado foi Régis, quem foi muito bem marcado, chagando ao exagero de ter três adversários em cima dele quando tentava construir uma jogada.

É preciso também considerar o nervosismo da estreia. Uma largada de Série A mexe com muitos sentimentos, mas a Chapecoense soube se comportar bem e desta forma já descarregou um peso enorme de seus ombros.

Gostei muito da atuação do goleiro Danilo. Ele não foi exatamente exigido ao máximo, mas quando foi chamado para o jogo teve destacada participação. Cometeu apenas um erro.

O que mais sobressaiu no jogo foi à capacidade de retranca de Celso Roth. Ele é um retranqueiro nato, que deixa o futebol com pouco brilho.

Debaixo dos paus

terça-feira, abril 15th, 2014

Um bom time começa por um bom goleiro!

Frase mais do que manjada no futebol, mas sempre verdadeira.

Então, a Chapecoense começa muito bem a Série A de 2014.

O veterano Nivaldo é ídolo eterno na Chapecoense. Goleiro de todos os acessos. Goleiro de muitas conquistas. Está há oito anos na Chapecoense e representa a personificação da Chapecoense quebrada, para fechar as portas, que virou o jogo e que hoje está na Série A. Passaram por suas defesas as mudanças que a Chapecoense viveu em menos de uma década.

O jovem Danilo foi contratato em um momento em que a Chapecoense apresentava instabilidade e a condição física de Nivaldo mostrava estar no limite. O veterano goleiro passou por uma crise, Danilo entrou e foi bem, quem sabe não o suficiente para dar a segurança para a direção de futebol de que ele estava realmente pronto para a Série A.

Chegou Lauro, goleiro de muita experiência e qualidade. Com envergadura de goleiro de Série A. Passou por suas fases ruins também, mas já mostrou que pode fazer a diferença. Não chega exatamente na condição de titular indiscutível, mas o caminho natural é esse.

Em um campeonato com 38 rodadas, em que o nível de exigência é muito elevado, ter bons goleiros é obrigação e a Chapecoense está sim muito bem servida. A concorrência é salutar. Para um técnico que foi goleiro, ter três bons exemplares da “raça” é uma benção.

 

Dignidade e covardia

domingo, abril 13th, 2014

A parte da dignidade cabe a Chapecoense, que jogou com seriedade o hexagonal, foi o melhor time, levou a Taça SC e uma vaga para a Copa do Brasil de 2015.

O Avaí desvalorizou a competição ao escalar uma equipe reserva e ao sofrer uma goleada de 4×1 demonstrou pouco caso até mesmo com a história da instituição.

O regulamento do Campeonato Catarinense e as péssimas arbitragens tornaram a fórmula injusta e desnivelada.

A covardia fica por conta do ato lamentável que culminou com agressão física ao presidente da Federação Catarinense de Futebol, Delfim Pádua Peixoto Filho (foto).

Quando saia do Estádio Hercílio Luz em Itajaí, foi covardemente agredido, quando já estava dentro do carro. O agressor foi detido. Nada justifica uma agressão física.

A imagem em destaque, de um senhor com a face ferida pela intolerância de um torcedor descontrolado, tem o peso de uma crônica anunciada.

Você ser contra uma situação, contra quem comanda ou em relação a uma postura ou mesmo proposta política implantada em determinada organização é uma situação, já partir para a agressão física é algo que não se justifica.

O hexagonal fechou bem para a Chapecoense, mas teve o lamentável registro de Itajaí. Retrato fiel dos altos e baixos de um campeonato lamentável em vários aspectos, quando poucos festejam e muitos reclamam.

 

A realidade dos fatos

sexta-feira, abril 11th, 2014

Por não ter realizado uma primeira fase com a regularidade planejada, a Chapecoense acabou ficando fora do quadrangular.

Resta agora o último ato antes de apagar as luzes do Campeonato Catarinense de 2014, o pior das últimas temporadas, seja pela qualidade técnica em campo, pelo desastre que foi a arbitragem, pelo regulamento ridículo e pelo desempenho da Chapecoense, que foi enfadonho, por todos os enfrentamentos e acusações, muitas delas levianas, que surgiram entre diretoria/elenco e a imprensa local.

Os meses de janeiro, fevereiro e março foram duros no relacionamento profissional e pessoal. Mas passou.

A intenção da diretoria era outra, o planejamento apontava outra direção, mas o planejado ruiu e uma nova rota foi traçada e novos investimentos aconteceram e outros ainda serão realizados.

A Chapecoense do Campeonato Catarinense fecha seu ciclo na tarde de sábado frente ao Avaí no último jogo do hexagonal.

A Chapecoense planejada para a Série A ainda está sendo montada e tem pouco tempo para unir as peças e fazer o time render o mais rápido possível.

O que foi observado faz parte do passado.

O que teremos pela frente é uma grande novidade e como todas elas, chega carregada de expectativas e com um imenso ponto de interrogação.

Vai com Deus Catarinão 2014. Bem vinda Série A, sua lindona!

É decisão

Para a Chapecoense o jogo  frente ao Avaí tem clima de decisão e já está sendo encarado desta forma faz algum tempo.

Gostei da postura adotada pelo departamento de futebol, pela comissão técnica e pelo elenco, que sempre declarou ser importante conquistar a vaga para a Copa do Brasil, sem desanimar como o Avaí.

Não se trata de premio de consolação, mas sim uma autoimposição do elenco para fechar a temporada com dignidade, longe do título, mas muito mais longe ainda do rebaixamento.

A aproximação com a Série A determinou uma nova postura em vários atletas. O rendimento aumentou, alguns nomes se firmaram e outros apenas afirmaram não ter a capacidade de enfrentar uma Série A.

A decisão de hoje frente ao Avaí traz uma vaga para a Copa do Brasil, a Taça SC e uma promoção de ingressos atraente, além de ser o último jogo antes da estreia na Série A.

Os fechamentos de ciclos são sempre muito marcantes. Que este período passe a chave nos momentos ruins e que represente o inicio real do maior momento na história da Chapecoense. Na retórica e na prática.

Na imprensa do Acre

quarta-feira, abril 9th, 2014

O dia seguinte à derrota do Rio Branco para a Chapecoense e sua consequente eliminação na Copa do Brasil, por ter sofrido 2×0, teve intensa repercussão na imprensa do Acre.

A maior reclamação ficou por conta das falhas defensivas e a forma como o Rio Branco atuou, mais encaixado na primeira etapa e desandando no segundo tempo, quando a Chapecoense dominou completamente o adversário.

O respeito pela Chapecoense foi grande antes, durante e depois do jogo. A imprensa do Acre sempre destacou sua condição de integrante da Série A do Campeonato Brasileiro.

As maiores críticas em relação à derrota do Rio Branco estão relacionadas a mais uma desclassificação em casa, pois perdeu também e pelo mesmo placar para o Inter na edição anterior da Copa do Brasil.

As realidades de investimentos são muito diferentes.

O Rio Branco se mantém com recursos muito reduzidos e sua realidade está mesmo voltada ao Campeonato Estadual. Uma inserção nacional está distante. Pode até lutar em uma Série D, mas a C já começa a pesar.

A Chapecoense que não tem nada a ver com isso tratou de fazer a sua parte e evitar um segundo jogo, que apenas causaria desgastes e não acrescentaria nada de positivo.

A imprensa de Rio Branco no Acre foi unanime em elogiar a Chapecoense pela vitória e não reclamou se      quer da arbitragem, fraca, mas que não teve nenhum efeito no resultado do jogo.

Assunto encerrado

quarta-feira, abril 9th, 2014

Rio Branco 0×2 Chapecoense

Pela primeira vez em quatro participações a Chapecoense venceu fora de casa na Copa do Brasil e de quebra fez valer a vantagem de poder vencer por dois gols ou mais e evitar o segundo jogo.

A Chapecoense sobrou e poderia até mesmo ter goleado o Rio Branco. Venceu bem e ganha moral e tempo para se preparar para a sequência do calendário, que tem uma vaga de Copa do Brasil valendo no sábado frente ao Avaí e uma estreia de Série A dia 19 de abril contra o Coritiba.

O time do Rio Branco é fraco, mas a vitória precisa ser valorizada pela importância e pela aplicação do elenco que sempre buscou a vitória.

A eliminação do jogo em casa é importante para evitar desgaste e acima de tudo abrir espaço no calendário para preparar o time para os enormes desafios que vem por aí e para entrosar os novos contratados.

A Chapecoense jogou com uma equipe mista, mais uma vez e desta vez foi mais eficiente do que contra o Juventus.

A impressão que me passaram no jogo pelo Catarinense foi a de que estava se preservando. E a impressão se transformou em convicção após este jogo aqui no Acre.

Vitória afirmativa de um grupo que está em crescimento.