Arquivo para abril, 2014

Apenas um jogo chato

domingo, abril 6th, 2014

Juventus 1×1 Chapecoense

Foi um jogo bastante fraco na parte técnica.

O gramado do estádio João Marcatto é o pior de SC e ajuda a estragar o jogo, além deixa aquele aspecto de desleixo.

O time do Juventus é apenas voluntarioso, já que tecnicamente deixa muito a desejar. A Chapecoense jogou com um time misto, quase reserva, se levarmos em consideração aquilo que é projetado para a Série A.

Tudo isso junto e misturado, formou um mingau sem gosto e sem consistência.

O Juventus saiu na frente, aproveitando-se de uma falha na zaga e de um primeiro combate não executado pelo zagueiro Rafael Lima, que está abaixo da sua capacidade.

O empate veio em jogada confusa que foi finalizada por Roni, que é esforçado, lhe falta qualidade, mas tem resolvido algumas situações. A primeira finalização da segunda etapa foi executada pela Chapecoense apenas aos 25 minutos, para que se tenha uma ideia do volume de jogo.

Nitidamente os jogadores da Chapecoense estavam com a cabeça no jogo de Rio Branco no Acre, amanhã, terça-feira. As divididas não aconteceram. Muitas vezes a bola era tocada para fazer o tempo passar. Havia um nítido interesse menor do que em jogos com outra carga de importância. Normal.

O que ficou foi um empate, com jogo fraco, com cerca de 300 torcedores no estádio e uma melancolia de final de festa chata. Falta apenas um jogo para o encerramento deste terrível Campeonato Catarinense. Será contra o Avaí, em uma espécie de decisão que vale a Taça SC e uma vaga para a Copa do Brasil. Grande oportunidade para fazer valer o início de temporada e deixar uma pequena lembrança positiva.

O último encontro

sexta-feira, abril 4th, 2014

Os encontros da Chapecoense com o Moleque Travesso de Jaraguá do Sul não tem siso muito agraveis nesta temporada, aliás, tem sido assim nos últimos anos.

Este sábado reserva novo encontro, no estádio João Marcatto (foto), entre Juventus e Chapecoense.

A situação na tabela, na comparação, é bem diferente.  A Chapecoense divide liderança com 16 pontos, enquanto o Juventus está na zona de rebaixamento com apenas sete pontos conquistados, mas a dois pontos de escapar da degola, sendo este jogo a grande possibilidade de ainda pensar em Série A de Campeonato Catarinense na próxima temporada.

Esta penúltima rodada do hexagonal vai estar bem animada. Além de Juventus x Chapecoense, teremos em Ibirama o jogo contra o Brusque e o Avaí recebendo o Marcílio Dias em jogo bem interessante.

A expectativa é de que o jogo entre Chapecoense e Avaí, aqui na Arena, no próximo sábado, possa valer a Taça SC e uma vaga para a Copa do Brasil de 2015. Um ânimo no final do hexagonal que trouxe tanto debate negativo e tanto desgaste.

O Marcílio Dias luta pela vaga a Série D, sem depender de outras circunstâncias, jogando bola, como fez desde o início.

Se este campeonato tivesse sido jogado com pontos corridos, poderíamos ter uma realidade bem diferente nesta reta final, mas não, preferiram parir um monstro.

Cada um faz a sua

terça-feira, abril 1st, 2014

No futebol, quando o momento enseja cobranças, leva a críticas e quando a esperança dá lugar à incerteza, sempre aparece alguém para soltar a frase: – É hora de união, vamos dar as mãos e promover uma grande corrente em prol do projeto! Caso clássico do momento vivido pela Chapecoense.

Esse tipo de manifestação é uma baboseira sem tamanho.

Na verdade é também uma forma de bajular lideranças, de se mostrar bonzinho e de querer ser líder quando na verdade não é nada.

No caso da Chapecoense todos os setores estão desejando o mesmo final, ou seja, a Chapecoense bem colocada e se mantendo na Série A de 2015. Ninguém deseja o mal para a Chapecoense. O que precisa é cada um fazer a sua parte e entender que a parte de cada um é diferente e intrínseca a atividade, com suas peculiaridades.

No motor que move o futebol profissional, cada setor tem sua importância e representa uma engrenagem, se uma falhar o motor pode até andar menos, mas dificilmente pifa.

O coração de todo o negócio está dentro de campo. Lá estão os melhores salários, lá estão os astros, lá estão os ídolos, que num piscar de olhos se transformam em bandidos, mas é o preço que se paga pela exposição.

Quando o futebol é jogado com naturalidade e competência, fica mais fácil para todos os outros setores. É dentro de campo, na produção pública do produto final que as coisas se resolvem.

Esse negócio de “vamos dar as mãos e promover uma grande união” é coisa de político fracassado. O negócio é cada um fazer a sua e bem feito que tudo vai dar certo.