Arquivo para junho, 2014

Capitão Wanderson

quarta-feira, junho 25th, 2014

Discreto dentro de campo, mas dono de uma regularidade impressionante, Wanderson é um dos principais nomes da Chapecoense já faz algum tempo.

Jogador de combate e de boa saída de bola, sempre jogou para o time e recentemente foi autor de duas grandes jogadas na área da comunicação.

Foram duas entrevistas. Em uma delas disse para todo o mundo ouvir que o grupo tinha problemas, que havia um foco de falta de comprometimento dentro do vestiário e que era preciso mudar.

Na outra entrevista cobrou a diretoria para efetivar Celso Rodrigues como treinador ou contratar um novo profissional com a maior rapidez possível, pois as indefinições estavam atrapalhando a preparação do elenco.

Exato e correto dentro e fora de campo. Nunca se ouviu falar de qualquer ato de indisciplina por parte de Wanderson. Sempre se mostrou voltado para o coletivo. Tem nome forte dentro do vestiário. Protege apenas colegas que merecem apoio e jamais se mostrou apoiador de malandros, muito antes o contrário, pois se voltou contra eles.

Pois aí está o perfil para um bom capitão para a Chapecoense nesta nova fase em que as coisas estão sendo solucionadas ou as apostas remetem para talentos internos.

Gosto do futebol do Wanderson, da sua postura profissional e de suas declarações equilibradas e verdadeiras.

A visita de Fernando Carvalho

domingo, junho 22nd, 2014

O ex-presidente do Internacional, Fernando Carvalho ( na foto com meu amigo Ailor no Galpão Grill), desembarcou no sábado em Chapecó. Já começou acertando quando foi ao Galpão Grill. Mostra que sabe muito!

Sua missão era a de resolver o problema envolvendo o jogador Régis, representado por seu escritório.

O caso remete a um rompimento de contrato e a iniciativa foi do jogador, que não se reapresentou no retorno ao trabalho e que aguarda um desfecho para se apresentar ao Sport do Recife.

O que ficou decidido na reunião deverá ser anunciado nesta semana à imprensa, por parte da diretoria.

O desencontro de informações na Chapecoense é grande e impressiona. O presidente disse que a multa para liberar Régis seria de R$ 1,5 milhão. Já o departamento jurídico chegou a incrível soma de R 20 milhões!

Fico com a palavra do presidente Sandro Pallaoro, por me parecer adequada a situação e por acreditar que o  presidente não abriria um valor se ele não fosse verdadeiro. Na verdade seria uma situação no papel e outra no acerto verbal. Não é melhor definir logo no papel o que vale?

Quanto aos R$ 20 milhões para liberar Régis, imagino quanto estaria valendo o passe do Messi!

A ditadura da unanimidade

segunda-feira, junho 16th, 2014

Ou é 100% ou nada. Assim funciona o Departamento de Futebol da Chapecoense. Para a contratação de um novo técnico, o nome terá de ser aprovado 100%, caso contrário não serve. Ninguém cede, nenhuma fresta se abre e assim nenhum nome é confirmado.

O primeiro problema é ter 100% de aprovação dentro da diretoria e o segundo é o aprovado aceitar o convite, pois oito já disseram não. Oito!

Quando se divide a responsabilidade na hora de decisão a possibilidade de errar é menor. Quando mais opiniões são ouvidas, as ponderações ampliam horizontes, mas tudo tem limite.

A diretoria erra ao não criar a possibilidade de um debate mais ampliado. Um diz que não quer e ele tem o mesmo peso dos outros tantos que opinaram? Maioria não existe?

Imagine uma empresa funcionando com um ritmo assim!

Imagine o Congresso nacional funcionando na base dos 100%!

E que tipo de garantia uma unanimidade de aprovação pode oferecer ao time? Nenhuma.

Dos nomes que tiveram aprovação total apenas Gilson Kleina me causou boa impressão, os demais são técnicos medianos para baixo. Dos nãos aprovados, Argel Fucks e PC Gusmão, eu concordo que eles não têm o perfil para o momento.

Enquanto isso, Celso Rodrigues, segue como interino.

A direção de futebol da Chapecoense não conseguiu abrir o mercado de treinadores e mostrou limitações preocupantes.

Hora do recomeço

domingo, junho 15th, 2014

 

A temporada de 2014 da Chapecoense, dentro de campo, necessita ainda de um diferencial, de uma faísca de emoção para mudar a postura dos torcedores e de todos que acompanham seus movimentos.

O Campeonato Catarinense foi ruim, apenas uma quinta colocação entre 10 limitadas equipes.

O Campeonato Brasileiro da Série A começou abaixo do esperado e com dificuldades maiores daqueles projetadas.

A inevitável queda do técnico aconteceu e com ela um fato novo, uma reação importante. A esperança era de que hoje o recomeço fosse marcado com novo técnico e que mais quatro contratações e algumas liberações. Uma mudança na foto. Não está sendo exatamente assim.

A Chapecoense necessita de reação e ela dependerá muito deste período de preparação que será realizado até a retomada após a Copa do Mundo.

E a esperada reação deverá obrigatoriamente acontecer dentro de campo, por parte dos atletas, sem a necessidade de muitas declarações de autoelogio como gostam alguns e com muito trabalho e dedicação.

A sequência de jogos, entre Série A e Copa do Brasil logo na retomada é para separar as crianças dos adultos. É barra pesada mesmo. Algo como aquele jogo famoso, oito ou 80, sem muita conversa.

A indefinição sobre o técnico, a falta de convicção em algumas decisões, as opiniões contraditórias dentro da diretoria, tudo isso me preocupa.

A hora é de unir a Chapecoense dentro campo e no vestiário, mas também de afinar o discurso da diretoria que anda difuso e distante. O material humano é bom, mas é preciso unir.

- Está marcada para segunda-feira, entre 09:30 e 10 horas, na sala de imprensa da Arena Condá, uma entrevista coletiva para marcar o retorno aos trabalhos na Chapecoense.

O evento tem sim um simbolismo importante, pois é a largada para o período mais importante do ano.

 

- Devem falar dirigentes da Chapecoense e um atleta e ser definido.

A direção deve deliberar sobre a contratação do novo técnico e de reforços. O atleta deve falar em nome do grupo e fazer a parte institucional do negócio.

 

- Não haverá apresentação do novo técnico e de novos jogadores. Dois estão contratados, se apresentam ao departamento de futebol hoje, realizam exames médicos e devem ser apresentados na terça-feira.

Uma escolha complicada

sexta-feira, junho 13th, 2014

A definição do novo técnico da Chapecoense está demorada e demonstrando que muitas vozes estão sendo ouvidas para que uma decisão aconteça. Quem sabe vozes em demasia estejam opinando, mas enfim.

O estilo de gestão da Chapecoense é diferenciado em relação a todos os demais. Um colegiado analisa as situações e desta forma buscam uma unidade de pensamento. Ruim não é, mas demora muito e gera especulações.

O que ouvi em relação a PC Gusmão é uma rejeição em relação ao seu nome disparada pelo vice-presidente Jandir Bordignon. Tal negativa teria sido o motivo para seu nome não ter sido anunciado ainda.

Como certeza, tenho apenas que Argel Fucks não será o técnico da Chapecoense.

E assim a coisa vai andando. Na segunda-feira recomeçam os trabalhos e com ele o noticiário vai ganhar uma nova dinâmica, já com definições importantes para um mês inteiro de trabalho e de muita preparação para os grandes desafios da temporada.

Em relação ao nome do técnico, um fator que deve ser levado em consideração é de que não existe um nome que realmente motive. As escolhas são muito mais pessoais do que propriamente técnicas.

 

Quem eu quero não me quer

terça-feira, junho 10th, 2014

A Chapecoense entra na metade da última semana que antecede a reapresentação dos atletas para a sequência da temporada, sem técnico confirmado, até o fechamento desta edição.

O último a negar convite foi Marquinhos Santos do Bahia.

A direção de futebol da Chapecoense recebeu muitas respostas negativas e isso não é nada bom.

A Chapecoense está na Série A, mas profissionais apenas médios no mercado tem receio em encarar a missão de comandar uma equipe que não tem repassado confiabilidade ao mercado.

O nome de Argel Fucks está novamente em evidência. O problema é que o presidente Sandro Pallaoro e o vice-presidente de futebol, João Carlos Maringá, não avalizam a sua contratação.

Se for contratado, chega com forte rejeição dos torcedores e com os dois dos maiores nomes da Chapecoense contra a sua contratação! É certo que ai dar errado.

Está complicado. Os três nomes que comandam o departamento de futebol não estão conseguindo contratar um profissional e tem em suas mãos mais de R$ 100 mil por mês para oferecer, fora as mordomias.

Ou estão exigentes demais ou estão sem poder de persuasão. Ou quem sabe as duas coisas juntas.

O processo está demorado e desgastante, inclusive para a imagem da Chapecoense.

Demitido e magoado

sexta-feira, junho 6th, 2014

http://www.redesul.am.br/Noticias/Esporte/05/06/2014/Gilmar-Dal-Pozzo-fala-de-sua-experiencia-como-tecnico-da-Chapecoense-e-o-futuro/148049/

 

O técnico Gilmar Dal Pozzo ainda causa polêmica, mesmo depois de sua demissão na Chapecoense.

A entrevista coletiva de sua despedida já havia sido uma demonstração de arrogância extraordinária.

Na quinta-feira ele concedeu uma entrevista a uma emissora de rádio de Veranópolis, cidade que reside e foi muito deselegante.

Criticou as estruturas da Chapecoense, disse que a entidade não está preparada para a Série A e disse que o time da cidade que reside tem mais estrutura do que a Chapecoense.

Que a Chapecoense peca na sua estrutura nós sabemos, assim como é de conhecimento de quem acompanha o futebol, inclusive de Gilmar Dal Pozzo, que a Chapecoense está construindo seu CT na Água Amarela.

Esquece Gilmar Dal Pozzo que a Chapecoense teve e tem estrutura de caixa para pagar seu salário, que era de R$ 95 mil mensais, sempre em dia e dando a ele a sua família toda a estrutura para se sentir em casa. Será que o time da cidade dele pagaria um salário deste tamanho?

É preciso lembrar Gilmar Dal Pozzo que quem deu a ele a possibilidade de crescer na profissão foi a Chapecoense e que juntos construíram uma história bonita. Quando Dal Pozzo fala, deixa transparecer que foi ele quem fez tudo, se não fosse ele a Chapecoense era um time qualquer.

A entrevista encerra de vez o ciclo de Gilmar Dal Pozzo na Chapecoense e da forma mais deselegante possível, com uma profunda falta de humildade e com um desprezo revoltante com a entidade que lhe abriu as portas e que lhe pagou e muito bem pelo serviço prestado.

A verdadeira face apareceu.

A pausa polêmica

terça-feira, junho 3rd, 2014

A Chapecoense deu folga de 15 dias para a maioria dos atletas. Outras equipes utilizaram a mesma estratégia. A parada para a Copa do Mundo é de demorados 45 dias, ou seja, uma parada de duas semanas será apenas benéfica.

Equipes como a Chapecoense, que estão pressionadas na tabela, mesmo o Verdão tendo saído da zona de rebaixamento, acabam sendo vistas com olhos de desconfiança por parte dos torcedores e até mesmo da crônica esportiva, que acredita que um “castigo” seria mais merecido do que uma folga. Respeito, mas não compartilho a opinião.

Os campeonatos se emendaram, a Chapecoense está jogando a Série A e a Copa do Brasil e a sequência de jogos após a Copa do Mundo será pesada, portanto, uma pausa fará bem para a cabeça dos atletas e servirá para sair do ambiente de pressão e principalmente das decisões que a diretoria da Chapecoense necessita tomar.

Já está provado que jogador que não se cuida faz as suas estripulias em férias ou até mesmo em regime de concentração.

Depois serão 30 dias inteiros para uma preparação mais do que suficiente visando a Série A que já vai de misturar com o Ceará e a Copa do Brasil.

A parada é salutar e deve ser comemorada e não criticada.

O que me preocupa mesmo é quem serão os contratados e quem será o técnico. A definição da metodologia de trabalho faz toda a diferença.

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segunda-feira, junho 2nd, 2014

Conversei agora com o presidente da Chapecoense, Sandro Pallaoro, sobre dois assuntos. Primeiro: Argel Fucks não está contratado, não será anunciado hoje como técnico e não é o nome preferencial dele. Disse ainda estar apavorado com o lobby em cima do nome de Argel e que entre ele e Celso Rodrigues, fica com Celsão.
Segundo – Diego Felipe que está no Bahia vai seguir no Bahia, não existe nada entre ele e a Chapecoense. Palavras do Presidente Sandro Pallaoro.