Arquivo para setembro, 2014

É preciso ter força de vontade e de verdade

terça-feira, setembro 30th, 2014

O time da Chapecoense necessita ter a postura que teve no jogo contra o São Paulo e contra o Corinthians para ter chances de bater o Palmeiras no Pacaembu.

O Palmeiras é menos time do que os outros dois citados, mas o Palmeiras jogará uma final, um jogo de desespero, que pode lhe proporcionar a saída da zona de rebaixamento, o que psicologicamente significa muito.

Se a Chapecoense jogar como jogou contra o Criciúma será presa fácil, mesmo com o Palmeiras sem muitos nomes.

As oscilações de atuação da Chapecoense são um problema que marca a atuação do elenco desde o início da temporada.

Será preciso marcar no campo do adversário, se expondo um pouco, mas criando e atacando para evitar o jogo atrás da linha de meio de campo.

O Palmeiras jogará tudo e mais um pouco neste jogo.

Uma derrota para a Chapecoense em casa pode ocasionar novas mudanças e certamente os torcedores se revoltarão contra a diretoria, a comissão técnica e o elenco e o barril de pólvora pode explodir e ocasionar danos. Vai ser uma guerra e se a Chapecoense entrar mole em campo e acreditando ser apenas mais um jogo, vai ser atropelada.

As frases de Jorginho

domingo, setembro 28th, 2014

Na entrevista coletiva após o empate contra o Criciúma o técnico da Chapecoense proferiu frases e construiu teses bem interessantes.

“Nosso time é limitado e nós tivemos bem abaixo. Alguns atletas muito mal. Eu também errei, acho que poderia ter colocado o Wanderson no intervalo. Errei. No segundo tempo, não conseguimos marcar na frente e erramos”.

Nesta resposta ele assumiu sua parte de culpa, mas também dividiu com o vestiário as incompetências. Mais uma vez foi correto.

“Nós sentimos. Tinha um cara (Dal Pozzo, ex-técnico da Chapecoense e atualmente no Criciúma) do outro lado que é gente boa, ficou com eles quase dois anos. Não é fácil. Mas tinha que defender o pão ali. O que me deixou chateado, é que antes oito ou nove estavam carregando três ou quatro. Neste jogo foi o contrário”.

Neste momento ele deixa margem para entender que alguns atletas não se empenharam tanto, pois a amizade de alguns com Dal Pozzo pesou. E foi claro ao dizer que apenas três ou quatro jogaram bola. Uma pedrada na porta do vestiário.

Antes apenas a imprensa falava e escrevia. Agora o próprio técnico fala as verdades. Quem sabe alguns possam acordar a tempo de salvar o projeto.

Jorginho, o sincero. Tem personalidade.

Oportunidade desperdiçada

domingo, setembro 28th, 2014

Chapecoense 1×1 Criciúma

O empate em casa no final da tarde de sábado com o Criciúma foi um resultado ruim e que marcou mais uma oportunidade desperdiçada para poder respirar um pouco na Série A. Parece que a Chapecoense quer fazer a sua gente sofre até o final.

O primeiro tempo foi de total superioridade da Chapecoense, com um lindo gol de Leandro logo cedo e com uma montanha de oportunidades desperdiçadas que poderiam ter decidido o jogo.

Na segunda etapa a Chapecoense caiu vertiginosamente de produção, sofreu o empate e por pouco não saiu derrotada.

Houve uma inversão em relação aos outros jogos, quando a Chapecoense realizou primeiras etapas ruins e se recuperava no segundo tempo.

As expulsões de Bruno Silva e Zé Carlos mudaram o jogo.

A realidade é que o time é limitado mesmo. Se a maioria não der todo o gás o tempo todo, a produção cai muito.

Um fator levantado pelo técnico Jorginho me chamou a atenção. Ele disse que desde o estadual a Chapecoense não se comporta de forma adequada em clássicos. É verdade.

As entrevistas do técnico Jorginho são sempre esclarecedoras, mas especialmente a deste final de jogo contra o Criciúma deixaram claras algumas situações.

No próximo tópico vou destacá-las. O que serve de alento nesta temporada é que mesmo a Chapecoense tendo um elenco limitado à possibilidade de manutenção existe, pois o nível dos times nesta Série A é baixíssimo.

Foto: Assessoria de Imprensa Chapecoense. 

Uma estrada de duas mãos

sexta-feira, setembro 26th, 2014

Na tarde de sábado haverá um reencontro.

A Arena Condá receberá a visita de Gilmar Dal Pozzo, mais importante técnico da história recente da Chapecoense. Sob seu comando a Chapecoense subiu da Série C para a Série B. Foi ele o comandante de uma magnífica Série B que culminou com o acesso a Série A.

O que veio depois não teve o mesmo brilho.

Muitos acreditam que a Chapecoense deverá eternamente a Gilmar Dal Pozzo congratulações e homenagens pelos acessos. Não vejo desta forma. Seu nome está gravado para sempre na história da Chapecoense, não resta dúvida, mas fica por aí.

O profissional Gilmar Dal Pozzo também deve muito para a Chapecoense. Foi à entidade que lhe contratou e lhe possibilitou comandar uma equipe em certames nacionais. Foi a Chapecoense que lhe ofereceu um contrato que jamais havia assinado na sua carreira, com salário significativo. Foi a Chapecoense que abriu as portas do cenário nacional para Gilmar Dal Pozzo. Como bom profissional e homem correto e inteligente que é, soube aproveitar a oportunidade e desta forma abriu mercados.

É uma estrada de duas mãos. A Chapecoense abriu as portas e Gilmar Dal Pozzo realizou um grande trabalho.

A vida segue e a Chapecoense vive sem Gilmar e ele vive sem a Chapecoense.

Foi uma história bonita e que merece reconhecimento.

Na tarde de sábado, quando entrar em campo defendendo as cores do Criciúma, Gilmar Dal Pozzo merece uma sonora e carinhosa salva de palmas.

Quando a bola rolar, cada um que cuide de seus interesses.

Do jeito que a gente quer

quarta-feira, setembro 24th, 2014

Chapecoense 3×0 Atlético-PR

 

A Chapecoense foi impositiva desde o início do jogo contra o Atlético-PR e marcou logo cedo, aos nove minutos e mesmo iniciando de forma titubeante, soube se recompor e tomou conta do jogo e aplicou um sonoro 3×0 em um adversário que merece respeito.

Foi uma vitória que enche nossos corações de alegria e de esperança, abre uma leve vantagem na fuga da zona de rebaixamento e cria um novo momento dentro da competição.

O time está jogando diferente, com uma dinâmica mais eficiente e de forma mais vertical e com isso as peças se aproximaram e o time ganhou em qualidade dentro de campo.

A grande virtude de Jorginho está sendo a sua capacidade de extrair de atletas algo a mais que esteve escondido com os outros dois técnicos desta mesma temporada.

Uma vitória que encaminha o jogo de sábado contra o Criciúma com um astral positivo e com a Chapecoense ganhando confiança. Precisa continuar jogando com a mesma pegada e vontade. Jogando assim, ganha do Criciúma e a conversa fica bem diferente na Série A.

Uma noite agradável sob todos os aspectos.

É a hora dos 100%

terça-feira, setembro 23rd, 2014

Dois jogos, um na quarta-feira e outro no sábado. Contra Atlético-PR e Criciúma, dois adversários diretos na luta contra o rebaixamento.

Os jogos serão realizados em Chapecó, o que deixa para a Chapecoense uma vantagem que precisa ser aproveitada.

Tudo isso de nada valerá se a Chapecoense não jogar futebol. Precisará repetir a aplicação do jogo contra o Corinthians, mas sem a incompetência na hora de definir.

Não será possível admitir que novamente o time sofra um gol logo cedo e desta forma precise se desgastar correndo atrás do marcador.

Concentração desde o início e efetividade na frente. Não precisa jogar bonito, não precisa enfeitar, precisa apenas acertar aquele equipamento enorme feito de ferro e que tem uma rede pendurada nele. Quando a bola cair, lá dentro, o objetivo estará alcançado.

Impressionante a dificuldade que a Chapecoense tem em marcar um gol. Impressiona também como tem sofrido gols nos minutos iniciais. A combinação citada representa rebaixamento.

Primeiro será preciso ganhar as duas em casa. Não existe outra possibilidade que possa ser considerada positiva.

O momento é de esquecer a tabela e os jogos paralelos que até ajudaram a Chapecoense, mesmo com os adversários estando perigosamente colados na parte baixa.

O elenco da Chapecoense consegue ser melhor do que ele mesmo. Duas decisões. Ou ganha ou vamos pedir ao cara da foto o paraquedas emprestado.

Quem não chuta não ganha

domingo, setembro 21st, 2014

Grêmio 1×0 Chapecoense

Foi um jogo de uma conclusão, a do gol de Dudu e do Grêmio e nada mais. Jogo fraco no que se refere às conclusões a gol. As duas equipes foram muito incompetentes.

Novamente a Chapecoense levou um gol muito cedo e este fator precisa ser analisado, pois novamente uma desatenção e uma jogada que foi estudada e não foi neutralizada, acabou definindo o jogo.

Nitidamente o desgaste físico também cobrou a sua conta. Os dois últimos jogos foram contra grandes times e fisicamente a Chapecoense sofreu bastante.

Depois do jogo diretores enalteceram a aplicação do time e disseram que perder para o Grêmio por apenas 1×0 deve ser analisado como algo positivo. Como assim? Comemorar derrota? Chega desse papo furado de valorizar derrotas e tentar explicar que perder de pouco para time grande é um feito.

A Chapecoense está muito próxima do rebaixamento e até mesmo da lanterna, ou seja, precisa reagir com urgência a criar gordura para a sequência.

Outro problema que parece não ter solução é a meia cancha da Chapecoense. Um deserto de criação ocasionando um festival de ligações diretas que não produzem nada.

Ataque que não conclui a gol não marca nunca. A Chapecoense poderia jogar uma semana interia contra o Grêmio que não marcaria gol.

Nova postura

sexta-feira, setembro 19th, 2014

Gostei muito de uma entrevista concedida ao repórter Tadeu Costa, antes do jogo contra o Corinthians, quando o preparador físico da Chapecoense disse que a Chapecoense precisaria atuar com personalidade e jogar para ganhar e não apenas ficar aguardando o surgimento da bola do jogo.

O que ele disse foi uma espécie de voz do vestiário, uma nova linha de pensamento da comissão técnica, que finalmente abandonou o excesso de humildade e adotou uma postura de competição.

Chega de dizer que jogar contra grandes fora de casa é a mesma coisa que perder.

Chega de dizer que a parte de cima da tabela não faz parte do campeonato da Chapecoense. Eu mesmo utilizei muito a expressão, mas abandonei, em nome de um novo momento, no qual a Chapecoense precisa buscar pontos fora de casa e contra os grandes sim.

Um time somente se torna imbatível se do outro lado houver um comportamento de subserviência, um amontoado de gente com medo e olhando os adversários como ídolos e não como concorrentes.

Saber dos seus limites, mas mesmo assim mostrar qualidades e alguma ousadia, só faz bem.

Contra o Grêmio, na bonita Arena deles, não pode ser diferente, pode até perder, mas lutando, brigando, jogando de verdade e não esperando por uma bola como fazem os técnicos medrosos e seus times covardes.

 

Quase deu

quinta-feira, setembro 18th, 2014

Corinthians 1×1 Chapecoense

A Chapecoense conquistou um ponto importante aqui em São Paulo, mas poderia ter sido transformado em três, não fosse o gol incrível perdido por Fabinho Alves. E foi incrível mesmo, daqueles imperdíveis.

A Chapecoense levou um gol muito cedo, logo à nove minutos e depois acabou equilibrando forças.

Na segunda etapa logo cedo o gol conta de Ferrugem do Corinthians e a igualdade no placar. O segundo tempo foi mais da Chapecoense.

O técnico Jorginho se mostra bom de intervalo, pois pela segunda vez ele mudou a postura do time e o fez jogar mais na etapa final e conquistou um ponto muito importante na luta pela permanência na elite.

A Chapecoense está evoluindo, mas ainda precisa buscar soluções na meia cancha e ataque. Outro problema a ser resolvido é a ansiedade da equipe, a bola queima no pé e a Chapecoense não retém a bola e fica com a posse de bola muito comprometida.

Vou esperar um pouco mais para avaliar o Jorginho de forma mais ampla, mas a imagem que ele está deixando é de que a escolha foi boa e que ele tem capacidade para tirar mais deste time e dando uma cara para a Chapecoense. É cedo ainda, mas o caminho parece promissor.

Mais do mesmo

terça-feira, setembro 16th, 2014

Com a lesão, mais uma, de Thiago Luiz, a volta de Fabinho Alves é o caminho natural. Resta saber se ele suportará a carga de jogos até a volta d colega, pois os dois têm sofrido sucessivas lesões ao longo da temporada.

Justamente no momento de recuperação técnica de Thiago Luiz uma nova lesão surgiu. Foi utilizado em um jogo inteiro e mais até 29 minutos da segunda etapa no jogo seguinte e à musculatura cobrou a conta. Lesão de grau dois e cerca de 20 dias parado.

A entrada de Fabinho Alves não me causa nenhuma expectativa. Tem demonstrado um futebol de pouca objetividade, muita firula e nada mais, mas é o que tem para o momento o técnico Jorginho, na sua concepção.

Os dois próximos jogos serão de grande visibilidade. Para um atleta, uma atuação diferenciada em um jogo contra Corinthians ou Grêmio, pode representar algo interessante no futuro, portanto, que tratem de aproveitar as oportunidades e não cometam a mesma besteira que cometeram frente ao Santos quando jogaram acreditando ter as mesmas qualidades, quando a verdade era e é outra.

Humildade com eficiência, para surpreender dois gigantes do nosso futebol.