Arquivo para novembro, 2014

Apoio sempre

terça-feira, novembro 11th, 2014

A Chapecoense precisa de apoio.

O momento é delicado, o limite foi alcançado justamente em uma fase aguda da Série A e o jogo de domingo contra o Vitória representará muito, qualquer que seja o resultado.

O apoio não passa por juras de amor aos jogadores. Não passa por mensagens de apoio, que julgo uma iniciativa simpática, mas que vale mais para quem promove do que para o vestiário que vai receber.

O apoio não passa pela bajulação aos dirigentes ou mesmo pelo resgate do que eles fizeram no passado.

O apoio real e verdadeiro é torcedor na Arena, gritando e lutando com o time do inicio ao fim, como nunca antes foi feito, pois se subir para a Série A foi importante, permanecer nela é muito mais significativo, em todos os aspectos.

As chances estão chegando ao fim. As gorduras foram todas queimadas. As crenças e teses se esgotaram, agora é na base da raça e da superação e elas terão de emanar das arquibancadas. O jogo precisa ser contaminado positivamente por uma torrente de viração positiva, capaz de arrancar do peito dos jogadores da Chapecoense algo que ainda não apareceu e deixar o Vitória atônito frente a tanta empolgação.

Este é o jogo! O Vitória é o mais importante adversário do ano. Se os jogadores da Chapecoense não estão fazendo a sua parte, chegou a hora da torcida empurrar, na marra, no grito e no abafa. Sem violência, por favor!

Time sem motivação

domingo, novembro 9th, 2014

Figueirense 1×0 Chapecoense

A Chapecoense enfrentou com o que tem de melhor um Figueirense desfalcado e com meninos da base no meio de campo. Mais um jogo, agora são cinco, sem vitória na Série A e mesmo assim a Chapecoense não entra na zona de rebaixamento.

O Figueirense teve uma bola e fez o gol. A Chapecoense teve uma incrível bola com Ricardo Conceição e errou bisonhamente.

Na casamata do Figueirense Argel Fucks, vibrante, transpirando e mandando para o campo fortes vibrações.

Na casamata da Chapecoense Jorginho, tímido, sem vibração e mudando mal e com um time desarrumado.

O Figueirense fez a sua parte, venceu e deu um passo importante pata fugir do rebaixamento.

A Chapecoense marcou passo e agora fez do jogo contra o Vitória algo como uma cartada decisiva, aquela que vale cerca de R$ 40 milhões. E agora?

A Chapecoense joga sem vibração, sem pegada, marca de longe, está sem articulação de meio de campo e com erros de conclusão impressionantes.

Chegou a hora extrema de decidir se a Chapecoense realmente deseja a Série A em 2015.

Jogando da mesma forma a Chapecoense será inapelavelmente rebaixada.

Apoio das arquibancadas é importante, mas sozinho não resolve, agora é preciso jogar mais e melhor, com empolgação e acima de tudo vergonha na cara.

O limite foi atingido.

 

O novo jogo do ano

sexta-feira, novembro 7th, 2014

É assim mesmo. Quando a luta se estabelece e se justifica pela fuga de um rebaixamento e quando o jogo reúne duas equipes na mesma condição, batizar o encontro como o jogo do ano é algo obrigatório.

Pois este Figueirense x Chapecoense no Orlando Scarpelli (foto) está carregado de importância por tudo que já foi feito e principalmente pelos pecados cometidos na caminhada, que poderia ser menos penosa, não fossem derrotas evitáveis que aconteceram como aquela em que a Chapecoense perdeu em casa, justamente para o Figueirense.

E é justamente esta vitória que determina o Figueirense uma posição a frente da Chapecoense. Os mesmos pontos, mas uma vitória a mais.

As dificuldades impostas ás duas equipes são grandes nesta reta final de competição. Maiores ainda para o Figueirense que luta contra suspensões e lesões que obrigam o técnico Argel Fucks improvisar e a promover estreias de jovens atletas.

A Chapecoense carrega quatro resultados sem vitória em sequencia e uma atuação desastrada no Maracanã que provocou uma torrente de cobranças muito grande.

Dentro de suas possibilidades, lidando com seus problemas ocasionais e suas limitações, as duas equipes terão de extrair de seus elencos, algo que possibilite superação, pois jogando apenas o que estão jogando, serão muito iguais e previsíveis.

O momento exige doação extra. Apenas ser profissional não resolverá.

 

Juntando as peças

quinta-feira, novembro 6th, 2014

O técnico da Chapecoense, Jorginho, junta as peças e monta sua equipe para o grande jogo de domingo contra o Figueirense no Scarpelli.

A tendência é a busca da simplificação e de colocar as peças disponíveis cada uma no seu lugar, sem improvisações.

O ala Rodrigo Biro está fora do jogo por lesão e Jussandro vai no seu lugar. No ataque existe a possibilidade de Bruno Rangel começar, pois Leandro luta contra um resfriado e pode desfalcar. No meio de campo, com a ausência de Camilo, Júnior Timbó deve ser a opção.

Quem deve perder a titularidade é Fabinho Alves e em seu lugar assume a vaga que lhe cabe de fato e de direito, Tiago Luiz.

Desta forma o técnico Jorginho monta a equipe como muitos imaginavam deveria ter sido montada para jogar no Maracanã, exceto pela falta de Leandro.

Na ala esquerda Jussandro foi muito bem contra o Inter e inexplicavelmente não jogou mais.

Sem Camilo o normal seria escalar o outro meia atacante disponível, Júnior Timbó, que o próprio técnico mandou buscar as pressas.

A saída de Fabinho Alves era imperiosa, pois seu futebol nunca apareceu. Tiago Luiz joga no seu lugar com as pernas amarradas.

No papel é uma equipe mais bem montada e equilibrada e que não deve dar os espaços que foram ofertados na segunda etapa do Maracanã.

Presidente puxando a fila

quarta-feira, novembro 5th, 2014

Na entrevista coletiva de hoje, quarta-feira, o presidente da Chapecoense, Sandro Pallaoro (foto), puxou a frente e falou em mobilização, cobranças e apoio nesta reta final de competição. Muito positivo.

Em um grupo grande, às vezes, tem muito índio querendo ser cacique, portanto, quando o chefe fala o peso é outro.

O presidente disse: “Conversamos com o grupo e cobramos que esse é o momento de todos nós darmos o algo mais. Esse jogo contra o Figueirense é fundamental”.

Pois aí está a palavra oficial do presidente da Chapecoense. Está coberto de razão. O momento é de deixar dores de lado, de esquecer birras e rusgas internas e tentar fazer de uma vez por todas deste vestiário uma união, o que aconteceu poucas vezes nesta temporada.

Não será uma missão fácil, mas a Chapecoense está em situação privilegiada em relação aos demais concorrentes na fuga do rebaixamento.

De agora até o final, a presença da diretoria será de fundamental importância. Eles nuca foram ausentes, mas o momento exige uma aproximação ainda maior.

Este jogo contra o Figueirense é um divisor de águas, para os dois lados.

A Chapecoense precisa focar este jogo, para somente depois pensar nos compromissos em casa, contra Vitória e Botafogo, sem esquecer que pelo caminho ainda terá o Fluminense, Cruzeiro e Goiás.

O cacique está na área, à indiada que se espiche!

 

FOTO – Assessoria de Imprensa Chapecoense-Cleberson Silva. 

Jorginho lado A e lado B

terça-feira, novembro 4th, 2014

Desde que chegou a Chapecoense o técnico Jorginho (foto) montou o time com uma forma diferente de jogar, como eu ainda não tinha visto nas últimas nove temporadas.

Uma equipe com forte poder ofensivo, com transição rápida de meio de campo, com verticalidade na meia cancha e se jogando ao gol adversário com muita coragem.

Aí está o lado A de Jorginho. O tome joga com alegria.

O lado B fica reservado aos erros. O time de Jorginho se defende mal, fica vulnerável na defesa, e ele insiste em peças que até as pedras do calçamento sabem que não estão produzindo bem no momento ou que sequer produziram algo na Chapecoense desde que se apresentaram, ou seja, tem uma dose de teimosia bem elevada.

Novamente pelo lado A, ele treina fundamentos e busca melhoramentos no acabamento das jogadas, se preocupa com o meio de campo e o ataque.

Olhando o lado B, ele não trabalha a defesa e as alas defensivamente e desta forma seu sistema de contenção despencou de produção. Não fosse Danilo, seria uma tragédia.

O lado A aponta uma vitória sobre o Internacional por 5×0 que vai ficar na história. Foi um massacre poucas vezes visto.

Já o lado B lembra que a derrota para o Flamengo foi por 3×0 quando poderia ter sido de 6×0.

Qual será o lado que vai sobressair ao final da temporada?

 

Fracasso anunciado

domingo, novembro 2nd, 2014

Flamengo 3×0 Chapecoense

 

E poderia ter sido 5×0, pois Danilo defendeu um pênalti e executou outra grande defesa. Falhou em um dos gols é bem verdade, mas a verdade aí está.

A Chapecoense esteve desarrumada e a tragédia era anunciada, pois jogou sem meio campo, com um monte de volantes e de atacantes que não sabiam de comunicar.

O primeiro tempo foi bom para a Chapecoense, que esteve mais organizada, porém, foi indolente na hora de marcar, errou duas vezes e acabou deixando escapar a possibilidade de quem sabe, fechar o jogo.

No segundo tempo foi um desastre completo. Tudo fora de lugar, time preso, mostrando desgaste e principalmente, com uma melhora de posicionamento do Flamengo a Chapecoense ficou repartida ao meio. Um grupo atrás e outro na frente, sem nenhuma alma capaz de fazer uma ligação de qualidade.

Foi à vitória de um time mais equilibrado, o Flamengo, contra uma equipe que foi mal escalada e que pretensiosamente acreditou que poderia atuar no Maracanã com três atacantes.

Gostaria de saber o que aconteceu no intervalo. O time voltou sem a mesma capacidade de marcação e sem o mesmo viço.

O jogo contra o Figueirense ganhou o contorno de uma decisão daquelas de tirar o fôlego, com toda a carga de um clássico e do tamanho da importância para ambos na luta pela manutenção na Série A.

Foi uma atuação horrível da Chapecoense.

E eu que acreditava que poderíamos surpreender. Bocó!