Calendário

Mais tempo de férias e com mais espaço para planejar uma pré-temporada, a tendência é de que as equipes comecem os regionais com mais desenvoltura do que em anos passados.

Mais do merecidas as férias de um mês inteiro aos jogadores e integrantes de comissões técnicas.

Eu que cobri de ponta a ponta a temporada, sei que se chega a final do ano esgotado de tantas viagens. Imagine quem joga quem realmente se desgasta nos gramados.

A Chapecoense parece ter contratado um grupo bastante homogêneo no que se refere às condições físicas dos atletas. Os rendimentos em campo, apesar do pouco tempo de trabalho, mereceram elogios. Parece ser um grupo que se preserva. O zagueiro Rafael Lima, por exemplo, adquiriu um equipamento para manutenção de sua forma física ao longo das férias. Profissionalismo.

Está muito nítida a postura do departamento de futebol da Chapecoense em ser muito criterioso nas contratações e evitar a administração de atletas sem comprometimento.

Alguns defendem que os times precisam de bons jogadores, que eles precisam resolver em campo e fora dele o que eles fazem não interessa, como se o rendimento não fosse afetado. Chegam a dizer que não querem eles para genro e sim para jogar bola. Fala isso quem não precisa administrar os estouros com polícia, vizinhos e donos de casas noturnas. Sem falar na indignação dos atletas de verdade que acabam pagando a conta.

A pré-temporada da Chapecoense é diferenciada, feita em casa e sem desgastes.

Ousadias e retrações

Os elencos que formam a elite do futebol catarinense reservam espaço para muitas analises.

O Inter de Lages é a grande sensação. Contratou Marcelinho Paraíba e agora o goleiro Fernando Henrique. É a grande incógnita da competição. Se der certo será avassalador. Se der errado, será o grande mico do ano. Arriscado. O Inter subiu com o Guarani da Palhoça, que está investindo modestamente. Difícil se manter.

O Metropolitano repete o noticiário de todos os anos. Sempre as mesmas metas que jamais são alcançadas. O projeto necessita de um empurrão.

Em Ibirama nenhuma grande novidade. Elenco modesto e sempre a esperança de que pode surpreender. Pouco animador.

O Marcílio Dias montou um elenco bem interessante. Muitos veteranos, Guilherme Macuglia para controlar a rapaziada. Tem as melhores possibilidades para ser o sexto elemento.

Dos cinco grandes quem se retraiu foi o Criciúma. Quem mais se mexeu foi a Chapecoense. O Avaí está com o pé em cima. O Joinville investe sem grandes impactos. O Figueirense ainda está enrolado nas questões administrativas. O campeonato será interessante, resta saber se a qualidade estará presente.

 

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