Arquivo para março, 2015

E segue a saga

domingo, março 29th, 2015

Chapecoense 1×1 Figueirense

A esperada e necessária vitória da Chapecoense sobre o Figueirense não veio, mais uma vez. Faltou qualidade no acabamento das jogadas e o gol sofrido foi por falta de atenção e foi ele que fez a diferença, pois se já é difícil vencer o Figueirense, começar o jogo perdendo é quase uma missão impossível.

Não faltou luta é preciso reconhecer.

A arbitragem foi nefasta para o jogo e para a Chapecoense, com uma atuação preguiçosa de Héber Roberto Lopes e suas auxiliares, particularmente a Nadine Bastos, que deixou de ser competente ao denunciar uma falta de Cereceda, que mereceu ter sido expulso, por colocar mão na bola acintosamente. Afora toda a amarração promovida pela arbitragem que se mostrou cansada e acima de tudo arrogante.

E para finalizar a obra, a entrevista coletiva de Argel Fucks, foi um desastre total. Sua postura deixou a desejar quando falou do presidente da Chapecoense, de um dirigente do Criciúma, de uma postagem mal intencionada de facebook, ou seja, lhe faltou elegância e ética profissional.

A Chapecoense já requisitou a gravação para que as medidas cabíveis na área jurídica sejam adotadas.

Ficou complicado classificar para a final, mas não impossível.

O jogo é contra o Figueirense e não contra o Argel

sexta-feira, março 27th, 2015

Tenho lido e ouvido muitas manifestações sobre o jogo de domingo entre Chapecoense e Figueirense, sempre colocando Argel Fucks em primeiro plano.

A Chapecoense jogará contra o bom time do Figueirense e não contra o Argel Fucks. Não é queda de braço é futebol.

O técnico do Figueirense tem seu estilo, seu jeito de comandar, em algumas vezes passa do ponto nas entrevistas, mas ele apenas é o técnico do Figueirense, ele não é a entidade, o clube, o adversário da Chapecoense.

A Chapecoense jogará contra os 11 escalados por Argel e eventualmente mais três que ele vier a utilizar. A Chapecoense terá de lutar dentro de campo contra um time de muita força física e de muita vibração e que não por acaso ganhou os últimos jogos.

Ficar trocando farpas fora de campo é entrar no jogo do Argel Fucks. Guardem todas as energias para dentro de campo. A Chapecoense precisa ser melhor do que o Figueirense desta vez, o que não aconteceu ainda na temporada.

Esqueçam tudo, foco apenas no jogo e depois dele, apenas o futebol deve ser analisado, sem nenhuma carga de rancor ou o que quer que seja.

O adversário da Chapecoense domingo é o Figueirense e não o Argel Fucks, caso contrário a Chapecoense será sua maior adversária.

 

Chamou a derrota

quarta-feira, março 25th, 2015

Figueirense 2×1 Chapecoense

 

Uma noite medonha da Chapecoense em Florianópolis.

Na primeira etapa até parecia que a vitória iria acontecer, mas veio à segunda etapa e a decisão medrosa e errada de Vinicius Eutópio em colocar a Chapecoense totalmente na defensiva. Levou a virada merecidamente e pode colocar a derrota na conta do técnico.

A Chapecoense tem uma postura de jogar atacando. Está no DNA do time e retirar dele esta característica e o mesmo que amarrar os jogadores. O técnico da Chapecoense errou muito no jogo.

O Figueirense foi vibrante, mais forte fisicamente e se atirou. Ganhou o jogo na força do campo e na força das arquibancadas.

A Chapecoense reclamou uma barbaridade da arbitragem.

Algumas reclamações procedem, outras não. Creio que foi uma analise torta a do técnico Vinicius Eutrópio na sua coletiva, quando carregou em demasia na arbitragem a culpa pela derrota. Ele denunciou que o trio foi condicionado pelo Figueirense. Complicado.

O que me preocupa é que eu não ouvi nenhuma declaração, por pate da direção e da comissão técnica assumindo erros. A Chapecoense chamou o Figueirense e não foi vibrante em campo.

Domingo as duas equipes voltam a se encontrar e se a Chapecoense jogar como jogou em Florianópolis será derrotada em casa e a crise se instala. Jogo de forte pressão.

 

Postura de decisão

segunda-feira, março 23rd, 2015

Os dois jogos entre Chapecoense e Figueirense serão decisivos para determinar o primeiro finalista do ano e para encaminhar o estádio da grande decisão, portanto, quem apresentar uma postura mais competitiva e encarar estes dois jogos como realmente eles devem ser, terá vantagem nos confrontos.

O técnico do Figueirense, Argel Fucks, sabe incendiar um vestiário. Ele é teatral e com um discurso forte consegue motivar seus comandados.

Já o técnico da Chapecoense, Vinícius Eutrópio, é mais equilibrado e leva seu jeito mineiro para o vestiário. Já conquistou o Campeonato Catarinense, justamente com o Figueirense.

Motivações pessoais, por mais que elas possam ser negadas por parte dos dois técnicos, existem e em grande escala. De um lado a mágoa de Argel por ter sido preterido pela Chapecoense e sua briga pessoal com o presidente Sandro Pallaoro, que já rendeu muito bate-boca.

Do outro lado o reservado Vinicius Eutrópio carrega a mágoa de ter sido ejetado do cargo de técnico do Figueirense, mesmo após a conquista estadual e os acessos e tem uma conversa de que Vinicius teria um dinheiro para receber do seu antigo clube.

Independente de mágoas e desacertos pessoais, a decisão de tudo será dentro de campo. A melhorar estratégia de jogo ganha, mas um combustível de vestiário faz o time jogar com mais vontade. Os dois mais importantes jogos da temporada, até aqui, para Chapecoense e Figueirense estão marcados. Um na quarta-feira e outro no domingo.

Poderia ter sido de goleada

domingo, março 22nd, 2015

Chapecoense 1×0 Metropolitano

A Chapecoense exagerou como poucas vezes na arte de perder gols. Se todas as oportunidades criadas tivessem sido convertidas em gol a Chapecoense poderia ter aplicado a maior goleada da competição, mas foi apenas 1×0. Os três pontos estão na conta e a Chapecoense começa agora a sua preparação para os dois jogos importantes frente ao Figueirense.

O Metropolitano jogou desfalcado, mas não perdeu sua característica de toque de bola, de bola de pé em pé, o que às vezes torna o jogo enfadonho, pois apenas cria um falso domínio.

A Chapecoense segue apresentando os mesmos problemas, no acabamento das jogadas e nas bolas paradas, mas neste jogo particularmente os erros de conclusões e os gols perdidos chamaram a atenção.

Gostei muito da atuação de Apodi. O escolhi como o melhor em campo. Jogador agudo, participativo e muito solidário. Está a cada dia melhor. O gol da Chapecoense teve uma roubada de bola e uma assistência primorosa, mais uma vez, de William Bárbio que serviu Roger para um gol espetacular, mas mesmo assim foi vaiado em alguns momentos, inexplicavelmente.

A vitória, do jeito que aconteceu e pelo placar mínimo, deixa margem para reclamações. Tivesse ela sido construída com a confirmação de todas as criações, muitos estariam estabelecendo a Chapecoense como um time exuberante. Nem tanto o céu, nem tanto a terra. Vamos com calma.

Missão cumprida

quinta-feira, março 19th, 2015

Interporto 2×5 Chapecoense

 

No jogo da simpática e acolhedora cidade de Porto Nacional – TO a Chapecoense fez o que era esperado e ganhou com larga vantagem do Interporto. Um encontro de duas equipes que estão em patamares muito distintos.

Eliminou o jogo da volta, ganha uma semana sem jogo para se preparar melhor e evitar desgastes de um jogo.

Demorou para a Chapecoense abrir o marcador, foi apenas aos 26 da primeira etapa com um gol de bicicleta de Hyoran, mas que abriu o placar e a porteira.

Quem jogou muito na primeira etapa foi Richarlyson, atuando forte e com muitas assistências. Foi elogiado.

É muita diferença entre as equipes. Orçamentos, qualidade dos elencos, realidades de investimentos, ou seja, tudo de tudo. Não existe como comparar.

Agora é encarar a realidade dura do Campeonato Catarinense, remontar a equipe, deixar de lado as experiências e improvisações e partir para a competição mais importante do momento e cravar a vaga para a decisão.

Copa do Brasil agora, somente quando o Sport do Recife resolver a sua parada.

O que era esperado aconteceu. Vitória com goleada.

Cobranças

segunda-feira, março 16th, 2015

O empate em 0×0 entre Joinville e Chapecoense desencadeou uma série de cobranças por parte da crônica esportiva e torcedores.

O resultado no contexto do campeonato foi bom, mas a forma como ele foi concebido deixou o torcedor preocupado e reforçou a tese de alguns colegas da crônica que vem apontando queda de rendimento.

O vice-presidente de futebol da Chapecoense, Mauro Stumpf, em sua entrevista após o final do jogo, jogou ainda mais combustível na discussão. O que, aliás, foi muito bom!

O próprio técnico, Vinicius Eutrópio, reconheceu que a apresentação foi ruim e destacou os erros de passes como o grande responsável pela apresentação sem qualidade.

Na verdade, Vinicius cometeu um equivoco ao escalar um meio de campo com muitos marcadores e nenhum articulador. Ele tentou mais uma vez dar a Richarlyson a condição de condutor das jogadas e mais uma vez fracassou.

A viagem para Tocantins poderá servir de ambiente ideal para boas conversas e para a tomada de algumas decisões, como a de reformular ideias e até quem sabe antecipar contratações.

Os números da Chapecoense seguem muito bons. Já são 12 jogos realizados e apenas uma derrota contabilizada. Não perdeu fora de casa. A derrota foi aqui e justamente para o Figueirense.

Na comparação geral, nos pontos corridos, a Chapecoense soma 25 pontos contra 26 do Figueirense.

A Chapecoense pode mais.

Jogo horroroso

domingo, março 15th, 2015

Joinville 0×0 Chapecoense

O placar não poderia ter sido outro. O zero também é a nota para o jogo e para a atuação da maioria dos jogadores.

O time do Joinville, completo, já é limitado, mas com as ausências de ontem se transformou em um time muito fraco, sem as cores da tradição do Joinville.

A Chapecoense foi burocrática e realizou seu pior jogo no Campeonato Catarinense. Sem ambição de vencer, errando passes no meio de campo em profusão, levando contra-ataques pelo posicionamento incorreto e sem força para fechar o jogo.

Algumas imagens traduzem o jogo. Uma bola aos 44 da segunda etapa, com Roger de frente para o gol e ele simplesmente não foi para a jogada, atrasou.

Na reposição, o goleiro Oliveira do Joinville retardava o recomeço de jogo, pois estava satisfeito com o empate.

O final da obra foi um jogo de péssima qualidade técnica e com dois grandes do futebol de SC realizando um jogo de péssima qualidade, sem nada a contribuir para os grandes jogos já realizados por ambos.

O ponto fora de casa para a Chapecoense é bom, já para o Joinville mais uma para o torcedor amargar.

O melhor do jogo foi o apito final.

Novamente o JEC

sábado, março 14th, 2015

A Chapecoense vai encarar novamente o Joinville no Norte do Estado, no domingo às 16 horas, certamente com casa cheia.

A Chapecoense estará mais completa do que no jogo anterior e o Joinville sem as presenças de Tiago Luiz e Guti, que receberam o terceiro cartão amarelo no jogo contra o Figueirense.

Com todo respeito que o Joinville merece, por ser um dos pares de Série A e por ser muito forte na sua Arena, mas a Chapecoense chega muito mais qualificada para o jogo. Resta saber se será impositiva e se vai propor o ritmo do jogo.

O Joinville precisa vencer, caso contrário compromete sua campanha e com certeza o vestiário será sacudido por alguma mudança, pois Hemerson Maria está na linha de tiro.

Bom para a Chapecoense que poderá jogar bem ao seu estilo, com intensa troca de passes, infiltrações fortes pelas laterais e velocidade na conexão com o ataque.

Jogo para a Chapecoense arriscar mais do que está arriscando, pois uma vitória representará um passo gigantesco rumo à decisão.

Camilo está fora da relação para este jogo devido a um dor muscular na panturrilha, sentida no treino de sexta-feira. Relacionados para o jogo contra o JEC: Nivaldo, João Paulo, Apodi, Pedro, Rafel Lima, Neto, Vilson, Dener, Elicarlos, Wanderson, Gil, Richarlyson, William Bárbio, Maranhão, Jajá, Neném, Ananias, Hyoran, Bruno Rangel e Roger.

 

Foto: Cleberson Silva/Assessoria de Imprensa Chapecoense. 

 

 

 

Postura de torcedor

quinta-feira, março 12th, 2015

A Chapecoense ganha jogos. Perdeu apenas um jogo em 11 até aqui disputados. Está na ponta da tabela. Praticamente todos os jogadores foram utilizados em um esquema de rodizio, seja para teste ou para suprir a ausência de algum lesionado. O momento ótimo.

Tem me preocupado a postura de parte significativa de torcedores da Chapecoense que frequentam a Arena Condá.

A frequência das vaias direcionadas para alguns jogadores da Chapecoense e como aconteceu ao final da primeira etapa do jogo contra o Inter de Lages é lamentável.

Não é postura de torcedor de verdade vaiar a qualquer passe errado. Não é correto que a cada jogada mal sucedida um murmúrio de descontentamento seja ouvido.

Não é postura de torcedor que se diz apaixonado, fazer mais barulho para vaiar do que para incentivar.

Mesmo com toda a campanha construída até aqui, mesmo sendo líder ou estando na segunda colocação na tabela, mesmo tendo Copa do Brasil pela frente e uma Série A em maio, mesmo assim, tem uma parcela que não está contente, acreditado que falta muito para chegar ao patamar que possa agradar aos mais exigentes.

Sinceramente, boa parte dos nossos torcedores precisa aprender a torcer. Dentro de campo a Chapecoense necessita de apoio incondicional. Se jogar mal, se perder, se não desempenhar como o desejado, que as vaias ecoem após o jogo e não a todo o momento.

Está na hora de mudar. Caso contrário os adversários começarão a se sentir a vontade na Arena Condá.