Arquivo para junho, 2015

Correr riscos

quinta-feira, junho 18th, 2015

A Chapecoense precisa mudar seu jeito de jogar fora de casa. As poucas vitórias do ano foram no Campeonato Catarinense e na Copa do Brasil. Na Série A nada.

Não faltou vontade para a Chapecoense é importante dizer, mas faltou ousadia.

E a dose de ousadia que defendo ela deve se apresentar desde o inicio como se fosse um elemento surpresa e não apenas depois do jogo estar com o placar adverso.

Na verdade a Chapecoense está precisando de uma nova organização tática, do meio de campo para o ataque.

A necessidade de troca no time com a impossibilidade de Ananias jogar devido ao seu vinculo com o Cruzeiro e a entrada de Camilo (foto) no time, pode gerar uma nova dinâmica e desta forma fazer com que o time jogue diferente.

Uma possível entrada de Cleber Santana na meia cancha e a saída quem sabe de Wagner, pode criar um ambiente positivo para Bruno Silva jogar mais adiantado e com liberdade de criação e chegando mais perto da área para concluir, já que ele tem bom arremate.

Se o time seguir jogando na espera do adversário, para tentar criar algo nos contra-ataques as possibilidades diminuem.

Perder fora de casa para um Cruzeiro não é o fim do mundo e nenhuma vergonha. Ganhar no Mineirão é um feito. Faz toda a diferença.

Depois do trevo

quarta-feira, junho 17th, 2015

A Chapecoense jogou na temporada 19 vezes pelo Campeonato Catarinense, outros três jogos na Copa do Brasil e mais sete encontros na Série A. Foram 29 compromissos na temporada.

Fora de casa a Chapecoense obteve apenas cinco vitórias.

Venceu pelo Campeonato Catarinense o Guarani por 3×1 dia 03 de fevereiro, O Avaí por 1×0 no dia 12 de fevereiro, derrotou o Marcílio Dias pelo placar de 2×0 em 25 de fevereiro e ganhou do Metropolitano por 3×1 dia 04 de abril. Foram duas vitórias contra rebaixados, contra o Avaí que lutou para não cair e contra um Metropolitano sem forças.

Na Copa do Brasil a vitória foi de 5×2 sobre o frágil Interporto em Tocantins.

Na Série A nenhuma vitória foi conquistada fora de casa em três compromissos e houve também uma derrota na Copa do Brasil para o Sport que rendeu a desclassificação na segunda fase.

O rendimento fora de casa é muito tímido. A Chapecoense necessita encontrar uma forma de jogar que lhe possibilite maior imposição nos jogos longe de Chapecó, caso contrário à temporada será mais difícil do que estamos imaginando.

A Chapecoense não venceu nenhum adversário com um pouco mais de expressão fora da Arena Condá.

Os números não mentem.

Avaliação

segunda-feira, junho 15th, 2015

Com a 7ª rodada finalizada a Chapecoense e todas as equipes da Série A necessitam passar por uma avaliação, mesmo porque o mercado começa a fase das trocas, dos negócios internos.

Na Chapecoense está muito claro que a necessidade maior está no meio de campo e no ataque.

A diretoria está se movimentando para suprir necessidades, como a contratação de Cléber Santana (foto). Se irá dar certo, não se sabe, mas seu histórico permite pensar que ele pode sim sem uma solução.

Para o ataque o nome de Leandro Pereira volta a ser cogitado, ao passo que perdeu espaço no Palmeiras e ele teria vontade de voltar. Bom nome, mas que carrega o estigma do retorno, que poucas vezes deu certo na Chapecoense.

A Chapecoense vai para o mercado também para repassar jogadores. Alguns definitivamente não estão mais nos planos e apenas estão onerando a folha de pagamento.

Tudo normal, dentro da realidade da Chapecoense e com as necessidades naturais de um time como limitações de investimento.

Chegou a hora da verdade. A Chapecoense está a dois pontos da zona de rebaixamento e a quatro do G4, precisa escolher agora para que lado ai pender.

 

Foto: Fernando Ribeiro/www.criciumaec.com.br

Uma bola

domingo, junho 14th, 2015

Chapecoense 0×1 São Paulo.

 

Uma jogada, uma bola, um arremate muito bem executado, um erro terrível de arbitragem, após uma bola ser dominada com a mão e um jogador limitado ter acertado um chute na veia, determinou a vitória do visitante.

O São Paulo fez cera, amarrou o jogo e ao seu final, comemorou efusivamente seu triunfo.

A Chapecoense teve mais posse de bola, foi mais time, propôs o jogo, mas foi ineficiente no acabamento das jogadas. Em uma vez apenas levou perigo e meta de Rogério Ceni.

Não foi um resultado justo, porém, de justiça não se faz o futebol e uma bola define o jogo.

A arbitragem que veio de Goiás foi uma temeridade. Foi decisiva, aliás, quando errou bisonhamente em uma jogada irregular. Foi uma arbitragem arrogante, ao aplicar cartões dentro do critério estabelecido pelos ladrões da CBF, que sequer tem moral para olhar na cara de seus filhos.

A Chapecoense perdeu para Corinthians e São Paulo de forma muito semelhante. Em Araraquara foi um com desvio, achado e em Chapecó algo improvável e com origem fora da regra, com domínio na mão.

Inauguramos a fase de derrotas injustas e com gol espirita ou interferência da arbitragem.

Faz parte, mas irrita!

 

Tabela desmembrada

sexta-feira, junho 12th, 2015

A CBF desmembrou mais cinco datas e marcou os jogos até a 15ª rodada.

A Chapecoense jogará mais duas vezes às 11 da manhã, uma em casa e outra fora. Bom ou ruim será sempre jogo isolado e que ganha toda a atenção.

Na rodada 11 a Chapecoense jogará em casa contra o Vasco às 18:30 de um sábado, dia 04 de julho.

No meio de semana, uma quarta-feira, a Chapecoense receberá o Grêmio, às 19:30. Data e horário ruins para um jogo de grade apelo.

Em um domingo dia 11 de julho a Chapecoense jogará na Ressacada contra o Avaí, às 18:30.

Na sequência dois jogos em domingos às 11 da manhã.

O primeiro fora de casa contra o Atlético-PR, na moderna Arena, dia 19 de julho.

E depois em casa, dia 26 de julho, contra o Fluminense.

Estatística

quinta-feira, junho 11th, 2015

A Chapecoense é a equipe que mais erra passes na Série A.

Em seis rodadas realizadas a Chapecoense errou 223 passes, uma média de 37,1 por partida.

Olhando apenas este lado da informação o torcedor se arrepia e o cronista esportivo esbraveja.

Vamos analisar a noticia completa.

Os passes errados que somam 223 e que colocam a Chapecoense na ponta da lista das equipes que mais erra mascaram os 1294 passes certos realizados nos mesmos seis jogos.

Fica evidente que é preciso melhorar, mas uma noticia pela metade pode criar uma impressão errada.

É preciso buscar nas estatísticas a informação completa para que ela tenha validade. Por exemplo, os 223 passes errados representam 17,23% do total de passes executados até aqui pela Chapecoense em seis jogos. Um índice que chama a atenção, mas que não é nenhuma desgraça.

Reitero que concordo que é preciso melhorar, mas uma manchete que determina “Chapecoense tem o maior número de passes errados do Brasileirão”, cria uma imagem negativa em um universo que não demostra exatamente isso.

Tolerância zero

terça-feira, junho 9th, 2015

O ser humano anda muito intolerante. Os dias corridos, a pressão a que somos expostos, certamente colaboram, mas para tudo tem limite.

O caso relacionado entre o técnico da Chapecoense, Vinicius Eutrópio, e uma parcela significativa de torcedores, parece estar atrelada a esta falta de paciência.

Com aproveitamento de 50% e com o time na 9ª colocação, ele mesmo assim não angaria simpatia e confiança de muitos.

Observei que quando a Chapecoense ganha o jogo, todos enxergam com o mesmo olhar. O problema está quando a Chapecoense perde. Na derrota as analises são muito diferentes.

E quando perde Vinicius Eutrópio não admite a derrota e produz analises equivocadas, repletas de números e resgatando toda a campanha e não apenas o jogo, como deseja a imprensa e os torcedores. A irritação toma conta!

Seria mais interessante se Eutrópio modificasse sua analise quando um revés acontecer, pois desta forma humanizaria suas respostas, deixando de lado a frieza dos números e a técnica dos palestrantes, que muitas vezes não diz nada.

Se você admite o erro, começa a acertar.

Que tal professor?

Orientação

segunda-feira, junho 8th, 2015

O goleiro Danilo da Chapecoense precisa receber uma orientação de seus comandantes.

Ele é um goleiro acima da média, mas apesar da idade, precisa de alguns ajustes para ser ainda melhor.

Um dos seus fundamentos, que já melhorou, mas que ainda não está no ponto, são as saídas de bola, as interceptações de cruzamentos e bolas alçadas na área.

No gol sofrido no jogo contra o Flamengo, sua saída equivocada, proporcionou um passe. Ele ainda atropelou o Apodí na mesma jogada, se atrapalhou e não conseguiu voltar a tempo de executar a defesa.

Uma boa conversa, uma orientação profissional, será extremamente benéfica ao atleta que tem muito mais para ser elogiado do que criticado.

Ele precisa lembrar também que foi em uma bola parecida com a do Maracanã que ele se lesionou sozinho na Ressacada.

Não existe atleta perfeito e mesmo sendo experiente e tendo virtudes espetaculares, como reflexos apurados e reposição de bola muito boa, nada impede que ele possa receber mais uma orientação.

A Chapecoense está muito bem servida de goleiro, seja por sua atuação em campo ou por sua postura profissional e correta fora dele.

Calma Apodí

segunda-feira, junho 8th, 2015

O ala da Chapecoense, Apodí, é um pequeno trator. Parece um Tobata, largamente utilizado nas pequenas propriedades rurais. Pequeno, mas valente!

Chuta bem de fora da área. Já fez gol assim. Atua com muita velocidade, tem boa chegada à linha de fundo e não tem medo de divididas. Pois aí está o ponto a ser analisado.

Em Recife, pela Copa do Brasil, Apodí cometeu um pênalti, ao tentar cortar a bola dentro da área com uma tesoura no adversário. Desmanchou a jogada. Pegou a bola e o jogador. O resultado foi o pênalti marcado e convertido. Foi estabanado na bola e com excesso de força. Imprudência pura!

Contra o Flamengo houve outro lance, também dentro da área, em que ele se projetou sobre o adversário e cometeu pênalti. O árbitro estava mal colocado e não marcou nada. Fosse o contrário estaríamos reclamando até agora e defenestrando a arbitragem brasileira.

Outro que precisa ser orientado é Apodí. Precisa aprender a cercar e a ser menos afoito e imprudente nas suas investidas de marcação.

Em casa tudo, mas fora, nada

sábado, junho 6th, 2015

Flamengo 1×0 Chapecoense

Jogo muito ruim, para começar a conversa.

O gol aconteceu aos 20 minutos da segunda etapa, após a expuslsão de Vilson, que foi obrigado a realizar uma manobra irregular.

A pressão que já era enorme, aumentou e apenas cinco minutos foram necessários para que o único gol fosse marcado. O cara que fez a diferença foi Gabriel, com um gol bem executado, mas com forte participação do goleiro Danilo da Chapecoense, que em sua saída equivocada, deu um verdadeiro passe para o adversário.

A Chapecoense esteve desarrumada em campo, sem poder de marcação, nenhuma criação de meio de campo e com isso o poder ofensivo simplesmente não existiu.

O que mais chamou a atenção foi a falta de posse de bola da Chapecoense, que não conseguia reter o jogo e errou muitos, mas muitos passes.

A vitória foi merecida e foi a primeira do Flamengo na Série A de 2015. Foi muito comemorada e eles esperam ser o começo de uma nova fase. Tenho muitas dúvidas em relação a isso, pois o Flamengo modelo 2015 é muito fraco.

Segue a sina, com aproveitamento total em casa e zerado fora da Arena.