Arquivo para julho, 2015

A hora da mudança

segunda-feira, julho 20th, 2015

Não creio ser necessária uma mudança radical no futebol da Chapecoense, mas algo precisa ser feito com rapidez para dar uma nova dinâmica ao time.

O ataque segue sendo o setor que mais deixa a desejar. Um foi negociado, outro entra e não resolve e aquele que parecia ter voltado, sente dores e fica fora de um jogo.

A defesa da Chapecoense não tem mais a mesma consistência. Antes um referencial de qualidade, me parece envelhecida. Dois jogos e dois gols de escanteios, com bolas plenamente defensáveis e com muitos treinos realizados para evitar triunfos dos adversários.

O meio de campo ganhou em qualidade com a chegada de Cleber Santana, mas quando ele cai o time perde muito o ritmo e isso não é nada bom.

Nas alas o Dener segue sendo ele mesmo. Na direita o Apodi, não sei se a pedido do técnico, está atuando em uma faixa de gramado diferente e sua produção ofensiva caiu.

No gol as reposições de bola de Danilo não são mais as mesmas. Daí você pergunta: Então está tudo errado? Não.

A Chapecoense, se fosse um carro de corridas, precisaria passar por uma regulagem, uma troca de pneus e dar uma turbinada no motor. As peças estão em casa e são possíveis de serem utilizadas com mais qualidade. Se houver no mercado um atacante de área capaz de resolver os problemas, seria uma prioridade, mas eles são raros e caros.

O momento exige mobilização interna. A iniciativa deve partir de Mauro Stumpf (foto), vice de futebol.

 

Cadê o troféu que estava aqui?

quinta-feira, julho 16th, 2015

Hoje, o futebol catarinense foi sacudido pela notícia do roubo do troféu do Campeonato Catarinense 2015.

Ele simplesmente desapareceu da loja do Joinville, a Toca do Coelho, durante a madrugada.

A Polícia Civil realizou perícia no local. Foi constatado que apenas o troféu sumiu e nada mais.

Cerca de 70 câmeras de vigilância estão instaladas na Arena Joinville ou no entorno dela. Nenhuma captou imagens suspeitas. A que fica na frente da loja estava desligada.

O fato repercutiu em todo o Brasil, como não poderia ser diferente.

O presidente da Federação Catarinense de Futebol, Delfim Pádua Peixoto Filho, já disse que vai mandar fazer outro e ponto final.

Tudo está sendo tratado com uma simplicidade desconcertante. Nenhum fiasco parece abalar nossas autoridades esportivas. É campeonato que termina no tapetão. A decisão foi de um órgão sediado no Rio de Janeiro que realizou o julgamento em Belo Horizonte. A decisão de quem deveria ser proclamado campeão foi do  STJD, cabendo apenas a Federação Catarinense de Futebol, acatar comodamente o que outros decidiram. E para colocar mais comédia na situação, roubaram o troféu e ninguém sabe quem foi, quanto mais o seu paradeiro.

A dignidade do nosso futebol foi pisoteada sem dó nem pena. O nível de irresponsabilidade atingiu níveis estratosféricos. Nosso Estado tem quatro times na Série A e um na Série B. Como pode pagarmos um King Kong deste tamanho?

Edmilson não é mais da Chapecoense

quarta-feira, julho 15th, 2015

O atacante Edmilson não é mais jogador da Chapecoense. Seu contrato foi rescindido na tarde de hoje e o atleta foi liberado para voltar para o futebol japonês no Cerezo Osaka.

Edmilson foi contratado devido ao belo campeonato paulista que realizou, mas aqui na Chapecoense não foi feliz.

Segundo a direção de futebol da Chapecoense o contrato foi desfeito sem multa de nenhuma das partes. Com a liberação a Chapecoense deve poupar uns R$ 350 mil até o final do ano. Foi um final de história sem mágoas e com muito respeito dos dois lados. Cada um segue seu caminho.

Edmilson teria admitido a péssima fase e se dizia insatisfeito em não poder colaborar com o time.

Teria dito que jamais tinha passado por uma fase tão complicada. Os dirigentes da Chapecoense enalteceram a seriedade do atleta que sempre foi muito correto e profissional. Boa sorte para ele.

Rendimento fora

segunda-feira, julho 13th, 2015

É preciso saber o porquê de tanta diferença entre as atuações em casa e fora. Alguns já sabemos.

Um fato que não pode ser negado é de que a Chapecoense pode até repetir escalação, mas não joga da mesma forma, fora de Chapecó.

Em Florianópolis eu vi um Bruno Silva (foto) esbarrando em Cleber Santana e o meio de campo perdendo a dinâmica.

O assédio sobre Camilo está atrapalhando o atleta. Nitidamente ele caiu de rendimento.

O goleiro Danilo está soltando bolas em demasia. Ele tem mais qualidade para mostrar.

E fora de casa a Chapecoense chuta pouco ao gol.

São ajustes que terão de ser feitos. Bom saber que ao final do jogo na Ressacada houve da maioria o reconhecimento de que faltou mais empenho na primeira etapa e que o Avaí surpreendeu sim, com um futebol de velocidade e de muita criação.

A campanha segue sendo boa, mas ainda não empolga, pois se torna irregular, ao passo que ganha de um Grêmio embalado e perde para um Avaí em queda livre.

Falta uma sequência mais longeva de vitórias para embalar de vez.

O trabalho é bom na relação com o investimento, mas pode melhorar e muito.

Derrota na Ressacada

segunda-feira, julho 13th, 2015

Avai 2×1 Chapecoense.

 

Mais uma derrota fora de casa, quando a Chapecoense poderia ter vencido o jogo, pois tem mais time, mas realizou uma primeira etapa muito ruim.

O time entrou sonolento em campo e com pouco mais de 20 minutos já perdia por 2×0. Poderia ter sofrido o terceiro ao final da primeira etapa, que não entrou por milagre.

Veio a segunda etapa e com ela o gol logo aos dois minutos e a Chapecoense voltando para o jogo e amassando o Avaí. Foi meia linha, mas sem efetividade ofensiva suficiente para buscar o empate, quanto mais a vitória.

Tive uma impressão de que a Chapecoense entrou em campo não somente desatenta, mas também com certo ar de superioridade, o famoso salto alto, que sempre pune.

Quando voltou para a segunda etapa teve outra postura e foi superior e esta deveria ter tido esta postura desde o início do jogo.

Vale um registro em relação a arbitragem. Novamente Héber Roberto Lopes foi um árbitro irritante e incompetente. Amarrou o jogo. Apareceu desnecessariamente e para encerrar a sua obra, marcou um pênalti de forma equivocada contra a Chapecoense, ou seja, foi uma escala errada, como esperado.

A Chapecoense perdeu o jogo devido ao primeiro tempo fraquíssimo que produziu.

Encontro com o Leão

sexta-feira, julho 10th, 2015

No domingo a Chapecoense jogará contra o Avaí, na Ressacada e com as duas equipes em condições diferentes na competição.

O Avaí está muito pressionado pelos recentes resultados ruins e com a proximidade da zona de rebaixamento.

A Chapecoense vem embalada após uma vitória muito consistente sobre o Grêmio e se aproximando do G4.

Espero ver uma Chapecoense jogando como jogou contra o Grêmio, sem medo, atrevida e muito organizada, até mesmo porque a escalação será repetida.

Fora de casa a Chapecoense ainda não apresentou um mesmo padrão de jogo, mas me parece que agora a situação muda.

Já o Avaí não tem escolha, precisa jogar para vencer e terá de se apresentar para o jogo. Gilson Kleina disse que seu time está passando por uma tempestade e que é preciso ter calma. Terá também desfalques para o jogo.

A Chapecoense está mais bem encaixada do que o Avaí, não resta dúvida, mas por ser um clássico regional em certame nacional, não existe favoritismo, mesmo levando em consideração os resultados recentes.

Jogo para a Chapecoense mostrar que encontrou um padrão de jogo adequado para as suas possibilidades e para mostrar que pode jogar em casa e fora da mesma forma, competitiva e organizada.

Bruno Rangel

quinta-feira, julho 9th, 2015

A temporada de 2013 na Série B jamais será esquecida por Bruno Rangel e por todos aqueles que acompanharam a brilhante campanha da Chapecoense na temporada que culminou com o acesso.

Depois disso Bruno Rangel não foi mais o mesmo, aliás, ficou e ainda está muito distante daquela realidade, mas parece estar voltando a sua melhor forma.

Contra o Grêmio ele foi preciso no gol. Posicionamento adequado e um cabeceio que pareceu um chute. Gol de quem conhece.

A imagem que ele me passou em outros jogos foi a de um jogador desanimado e sem a motivação daqueles que desejam realmente fazer a diferença.

Veio a concorrência e com ela o estabelecimento de novas necessidades, pois com três atacantes de área, ou se faz algo de especial, ou fica sentado no banco até o final do contrato.

Começou com Roger que naufragou, houve nova tentativa com Bruno Rangel que não deu resposta, chegou a vez de Edmilson que passa por uma crise técnica aliada a falta de sorte que é um negócio muito sério e novamente Rangel se apresenta para ser a solução. O gol contra o Grêmio o coloca em um patamar bem acima dos concorrentes. Agora é preciso trabalhar pela continuidade e não ser apenas um jogo de exceção.

O ambiente não andava dos melhores para Bruno Rangel na Chapecoense. Se uma proposta fosse feita e que carregasse bons números a diretoria não iria hesitar em liberá-lo, mas no futebol uma verdade não dura 24 horas, hoje ele está valorizado internamente.

A vez de Tiago Luís

segunda-feira, julho 6th, 2015

Agora devidamente apresentado de forma oficial, Tiago Luís, é a bola da vez da Chapecoense.

Os torcedores desejam com urgência a sua entrada no time para que ele possa emprestar rapidez a conexão com os atacantes e quem sabe, ser o bom garçom que foi na sua recente passagem por aqui.

Futebol ele tem e de sobra para jogar aqui. Parece que está mais focado na carreira e está tendo apoio forte fora de campo para ser um profissional mais completo e responsável.

Tudo conduz para um bom retorno de Tiago Luís. Ele tem a característica do atleta que a Chapecoense está necessitando, rápido no ataque, com bom passe e que sabe chutar. O problema na sua passagem anterior foram as constantes lesões e a defasagem na preparação física em comparação com o restante do elenco.

Com comportamento adequado fora de campo ele deverá ganhar em todos os aspectos e pode sim ser muito útil.

Será um grande desafio. Hoje, antes de jogar, recebe apoio dos torcedores, mas será preciso apenas uma atuação ruim para cair em desgraça.

Tomara tenha aprendido a lição que as escolhas precisam ser mais seletivas na carreira. Ficar forçando a barra pra aumentar valor e tempo de contrato pode ser um tiro no pé. Foi o que aconteceu com Tiago Luís no ano passado. A Chapecoense não entrou na ciranda de seu procurador e ele quase fica sim clube de Série A. Está de volta a casa que gosta. Com juízo na cabeça pode ser uma grande contratação. Bem vindo de volta! O guri é gente boa.

 

Bela apresentação

domingo, julho 5th, 2015

Chapecoense 1×0 Vasco

 

Com todo o respeito que o Vasco merece, a Chapecoense, no primeiro encontro entre ambos, foi muito superior, mas foi tão superior que chegou a ser constrangedor. Em alguns momentos a posse de  bola da Chapecoense foi superior aos 80%.

A primeira etapa foi de total superioridade, mas quando veio a etapa final, com duas expulsões por parte do Vasco, a situação ficou ainda mais a feição de um time que jogava e outro que se defendia.

Parecia o Vasco uma presa fácil, mas não era, pois, a sua atuação defensiva funcionava e a Chapecoense não conseguia furar um bloqueio forte.

Aconteceu o gol de bicicleta de Neto. Uma obra maravilhosa do futebol. Um coelho tirado da cartola. Um premiar de uma atuação muito superior.

Importante dizer que o Vasco sempre foi leal, soube se portar como uma equipe de futebol, que teve dois atletas expulsos devido a limitações técnicas, mas jamais por deslealdade.

Uma vitória construída pela Chapecoense com méritos da comissão técnica, bem comandada no jogo por Vinícius Eutrópio, e por uma equipe que soube se comportar como um time de Série A.

A Chapecoense foi avassaladora frente ao Vasco. O placar de 1×0 ficou pequeno frente a tamanha superioridade.

Os trapalhões

quarta-feira, julho 1st, 2015

Palmeiras 2×0 Chapecoense.

 

Perder para o Palmeiras, sem ser de goleada, jamais é uma vergonha ou algo fora do contexto, mas a derrota precisa ser analisada em seus detalhes.

As escolhas de Vinicius Eutrópio foram as piores possíveis. Começo por Edmilson, o atacante que mais erra gols no Brasil, é um negócio sobrenatural, sem condições de ser analisado. O que não pode mais é a manutenção deste jogador no elenco. Está sem confiança e com deficiência técnica que está comprometendo a Chapecoense.

A entrada de William Barbio foi uma melancolia. Ele está desanimado, sem brilho e com uma falta de vontade irritante. Não pega nem time reserva do jeito que está.

A opção por Neném foi outra sem explicação nenhuma. Um jogador que está envelhecido e sem condições de ser o cara para arrumar o time.

Outro que entrou e nada fez foi o Hyoran. Fraco fisicamente, sem nada para contribuir, ou seja, entra e nada faz.

No meio de campo o Wagner foi outro que deixou muito a desejar. Errou muito e comprometeu.

A lesão de Gil foi um desastre. A Chapecoense perdeu a meia cancha e a ligação de qualidade. A Chapecoense depende em demasia deste atleta, o que é uma preocupação.

O técnico Vinicius Eutrópio foi o Didi dos Trapalhões, o chefe da troupe. Errou tudo que podia errar, mas fazendo uma piada de péssimo gosto.