Arquivo para agosto, 2015

Jogo para balançar a tabela

sexta-feira, agosto 14th, 2015

O encontro de domingo entre Chapecoense e Atlético-MG pode mexer na tabela da Série a de forma muito contundente.

Uma vitória da Chapecoense a coloca em situação muito boa no fechamento do turno e muito mais próxima ainda de virar a chave e pensar em algo maior dentro da competição, ao passo que vai abrir um novo momento na competição e poderá oferecer alterações muito interessantes na composição do G4.

Uma vitória do Atlético-MG lhe deixará no mínimo em segundo lugar e com a moral recuperada após a derrota em casa para o Grêmio, que jogou muito naquele jogo.

Não será jogo fácil para os dois. Na Chapecoense a motivação é natural por enfrentar um dos melhores, senão o melhor time brasileiro do momento. Para os atleticanos a missão é quase uma obrigação, pois tenho certeza que lá na planilha da comissão técnica este jogo aparece como sendo um daqueles que o Galo venceria.

Projeções a parte, as duas equipes precisam vencer, para dar respostas aos seus torcedores e para permanecerem em posições privilegiadas na tabela.

Contra os grandes e em casa a Chapecoense normalmente tem bons desempenhos. Que seja assim também contra este belo time do Atlético-MG.

A boa nova na Chapecoense é que no meio de campo teremos as presenças de Gil e de Cleber Santana, juntos e ao mesmo tempo desde o início, devido à suspensão de Bruno Silva.

Jogo de afirmação para a Chapecoense. Jogo para deixar claro para os que ainda duvidam, que a Chapecoense estará na elite em 2016.

Jogo de quarta divisão

quarta-feira, agosto 12th, 2015

Goiás 0×0 Chapecoense

 

Acreditava que não teríamos um jogo pior do que aquele medonho Vasco 0×0 Joinville, mas teve e foi o de ontem.

Tanto Goiás como Chapecoense produziram um jogo horroroso, vergonhoso, de nenhuma técnica e de mais bolas atrasadas do que de futebol pra frente.

Poucas oportunidades de gol, mas sendo elas na sua maioria para os donos da casa.

Na segunda etapa a Chapecoense não chutou uma bola sequer ao gol.

O Goiás é muito mais fraco do que eu pensava. Não vai escapar do rebaixamento de maneira nenhuma.

A Chapecoense, fora de casa, segue sendo um time retraído na maioria dos jogos e principalmente contra os pequenos ela também se diminui e desta forma o futebol fica muito fraco.

O ponto conquistado fora de casa foi bom e importante e vai fazer a diferença lá no final, mas o jogo foi uma obra terrível, que não justifica salários e que irrita os torcedores, a crônica esportiva e deixa a diretoria cheia de explicações para dar.

O Goiás eu já sabia que não tem futebol, que merece mesmo é ser rebaixado, seja pela falta de qualidade ou pela desorganização interna. O presidente ameaça renunciar.

Esperava mais da Chapecoense, que tem time para jogar muito mais, mas novamente foi decepcionante.

O técnico Vinicius Eutrópio disse que o time ainda estava abalado pelo empate contra o Figueirense. Respeito, mas não aceito a desculpa pela péssima atuação.

O melhor momento? O apito final.

Não perde a pose

quarta-feira, agosto 12th, 2015

Direto de Goiânia-GO

 

O Goiás não perde a pose, apesar de estar em situação de calamidade na Série A.

Financeiramente a situação é muito ruim e os reflexos em campo são facilmente notados.

Hoje à noite, às 21 horas no campo gigantesco do Serra Dourada, Goiás e Chapecoense se enfrentam em jogo de grande importância para os goianos.

Olhando agora a pouco os noticiários esportivos aqui em Goiânia, notei uma forte tendência por parte dos cronistas e até mesmo aquilo que está sendo dito pelo Goiás, que o jogo para vencer é o de hoje à noite, pois a Chapecoense é time de pouca expressão, apesar da posição na tabela.

O Goiás parece aquela família que um dia foi rica, perdeu tudo, mas não perde a pose. Não tem dinheiro na carteira, mas a bolsa é francesa. A meia está furada, mas o sapato é de cromo alemão.

A Chapecoense que trate de mostrar que tem mais ou menos expressão no momento.

Herói e vilão

segunda-feira, agosto 10th, 2015

O técnico da Chapecoense, Vinicius Eutrópio, estava a um passo de se consagrar com uma vitória marcante em cima do Figueirense do Argel Fucks. Quase ao final do jogo, tudo mudou e ele voltou a ser motivo de desagrado para os torcedores, que não conseguem, em sua maioria, confiar no seu trabalho e mesmo vislumbrar qualidades no profissional.

Os relacionamentos humanos já são complicados e quando ele carrega a paixão pelo futebol, fica ainda mais difícil.

O trabalho de Vinicius Eutrópio é bom. Os números da equipe são acima da média e do projetado, mas falta tempero, falta volúpia, falta afirmação nos momentos marcantes, como foi no domingo.

Torcedor gosta de empolgação e gosta de técnico que faz barulho.

Após o empate muitos compararam Argel Fucks com Vinicius Eutrópio e elegeram o técnico do time do Estreito como sendo mais competente. Os números não dizem isso no momento.

E vai ser assim até o final do ano. Eutrópio vai deixar a Chapecoense na Série A e bem colocada, mas não cairá nas graças de parcela significativa dos torcedores e da crônica esportiva.

Copa Sul Minas

segunda-feira, agosto 10th, 2015

Estão querendo de todas as formas ressuscitar um monstrengo, só que agora, dois do Rio de Janeiro estão sendo puxados a reboque.

Nada mais é do que um evento de TV, um novo produto para vender a arrecadar dinheiro. Até aí nada de errado, mas as próprias federações estão trabalhando contra seu principal produto, a sua existência, que são os campeonatos estaduais.

Aqui em Santa Catarina temos quatro times na Série A. Todos desejam uma vaga, mas somente dois cabem no projeto. Quem vai?

Reuniões se sucedem, mas nada é definido.

O presidente da Federação Catarinense de Futebol, Delfin Pádua Peixoto Filho (foto), trabalha com afinco para que o novo velho certame se transforme em realidade.

Nada é feito com base concreta. Nada mira o futuro ou o fortalecimento do futebol brasileiro, tudo converge apenas para aumento de arrecadação e contratos de TV.

Volto a frisar que não existe nada de errado em firmar bons contratos com a TV, mesmo porque é ela que sustenta grande parte do nosso futebol, mas as coisas não podem ser feitas a toque de caixa, com pressa e apenas olhando os cifrões.

A Copa Sul Minas já foi tentada, assim como a Rio São Paulo. Não deu certo, não foi ao encontro do gosto popular. Os grandes times já se encontram na Série A ou na Série B.

Vem ai mais um fiasco do nosso futebol.

 

Decepção no final

domingo, agosto 9th, 2015

Chapecoense 2×2 Figueirense

 

E a Chapecoense não conseguiu mais uma vez vencer o Figueirense. Com o jogo na mão, com 2×0 no placar e aos 37 minutos do segundo tempo levou o gol de desconto e aos 44 da etapa final o gol de empate dos visitantes.

Jogo duro, pesado e de muita marcação, como era esperado.

O grande erro do técnico Vinicius Eutrópio foi ao chegar aos 2×0, recuar o time demasiadamente e chamou pro jogo seus adversários.

O empate tem gosto muito amargo e terá de ser alvo de cobranças mais enérgicas, pois não se admite perda de pontos da forma como aconteceu.

A Chapecoense não soube também matar o tempo de jogo, não reteve a bola e mais uma vez não propôs a falta de jogo, ou mesmo a sua inexistência, quando tinha a vantagem, com todas as malandragens que o futebol oferece. Como não o fez, deixou o empate acontecer.

O técnico da Chapecoense parece ter um bloqueio psicológico quando joga contra o Figueirense, seu ex-clube e de onde foi mandado embora em uma situação até hoje não muito bem explicada.

Quem cresce novamente é Argel Fucks. Com todas as suas bravatas ele sai mais uma vez com bom resultado de Chapecó e deixa o tabu inteiro.

Foi irritante ao final.

Podemos melhorar

quinta-feira, agosto 6th, 2015

Levantamento dos públicos nos estádios e arenas brasileiras na Série A 2015 aponta a Chapecoense com a 17ª média, à frente apenas de Figueirense, Ponte Preta e Goiás.

A média está menor do que a do ano passado. A Chapecoense registra uma média de 7.614 torcedores por jogo, com 39% de ocupação da Arena Condá, tendo arrecadado R$ 1.140.755,00, com média de R$ 18,00 por ticket, sendo o ingresso médio mais barato do Brasil.

A média pode e precisa aumentar e vai com certeza fechar a temporada com números melhores. Dos considerados grandes jogos, aqueles que lotam a casa, apenas um foi realizado, contra o Grêmio. Pela frente ainda a Chapecoense receberá Flamengo, Corinthians e Internacional. Todos os jogos de casa cheia.

O jogo de domingo contra o Figueirense fará a média subir. Tem ainda o Atlético-MG logo aí.

Sempre lembrando que a Chapecoense está na cidade de menor população da Série A, o que sempre deve ser levado em consideração.

Acesse o link e confira a matéria:

http://globoesporte.globo.com/blogs/especial-blog/numerologos/post/palmeiras-tem-maior-media-de-publico-pagante-no-brasileirao-fla-e-o-segundo.html

Gestão empresarial

quarta-feira, agosto 5th, 2015

A Chapecoense, desde a implantação desta nova fase, que começou em 2005, sempre calcou sua administração em bases sólidas e com direcionamento empresarial.

Nomes importantes do empresariado local aderiram ao projeto e com suas visões de empresários bem sucedidos, determinaram que a Chapecoense deveria ser administrada com os mesmos princípios que regem suas empresas.

O sucesso está comprovado pela ascensão no cenário nacional e acabou se transformando em exemplo que já está sendo seguido por outros clubes.

Termos distantes do futebol, como fluxo de caixa, planejamento financeiro, superávit e outros tantos, sempre estiveram presentes e seguem no vocabulário dos atuais administradores.

A Chapecoense fecha a temporada com dinheiro em caixa, algo impossível na maioria dos times de futebol do Brasil e de boa parte do mundo.

Está provado que é possível fazer futebol com controle financeiro, desde que se tenham dirigentes sérios e comprometidos com o projeto, sem nenhuma outra intenção que não seja a de fazer crescer a entidade.

Homens, empresários, com nomes a zelar, tocam a Chapecoense com transparência e com uma competência que retrata bem o que é a cidade de Chapecó, empreendedora, arrojada, forte nas crises, uma cidade que olha para frente.

No futebol temos o mesmo DNA. Uma cidade com pouco mais de 200 mil habitantes, rivalizando com Capitais e outras grandes cidades, sem nenhum sentimento de inferioridade e ainda ensinando como se faz.

Devemos nos orgulhar da nossa Chapecoense, não apenas como time, mas muito pela entidade forte em que se transformou. Parabéns a todos que tocam com esmero este projeto.

O gigante corre atrás

O São Paulo FC, um gigante do futebol mundial, vive sua grande crise financeira. Administrações irresponsáveis e temerárias aniquilaram as finanças do outrora time mais rico do nosso futebol. A água bateu na barba.

Pois o ilustre são paulino Abílio Diniz, presidente do conselho de administração da BRF, o empresário que fez do Grupo Pão de Açúcar o maior do ramo varejista do Brasil e que integra o conselho consultivo do São Paulo, tratou de colocar mão a obra. Contratou um CEO e juntou profissionais para montar o plano de gestão que pretende e certamente conseguirá tirar o São Paulo da bancarrota.

A receita que o São Paulo Corre atrás e a mesma que a Chapecoense já utiliza há quase uma década.

Não importa o tamanho do orçamento. O importante é respeitar limites e jamais gastar mais do que se arrecada e evitar sempre investir sem garantias reais.

Quem diria que o São Paulo poderia quebrar? Pois chegou bem perto.

Uma questão de honra

terça-feira, agosto 4th, 2015

Avalio uma vitória sobre o Figueirense, no domingo, como a mais importe até aqui na competição.

Não quero cometer o pecado do exagero ou mesmo super valorizar o encontro, mas uma vitória sobre o Figueirense terá efeitos importantes na tabela e no ambiente interno.

Na tabela será uma vitória ao final de um turno, sobre um adversário direto, que tem os mesmo objetivos e que tem sido indigesto nos últimos encontros. Vencer agora pode representar não precisar vencer ao final da competição, quando alguns estarão desesperados.

Na questão emocional, uma vitória da Chapecoense representará um reforço importante, pois as recentes derrotas para o Figueirense, notadamente estão incomodando. Por ser jogo em casa e contra adversário de mesmo tamanho, acaba por se transformar em obrigação.

Nada de ódios ou sentimentos de vingança. Nada de rancores pessoais. O adversário da Chapecoense é o Figueirense e ninguém mais. Nomear alguém como alvo da vitória é valorizar em demasia quem não merece tal destaque.

O Figueirense tem bom time, bem postado, forte fisicamente e com metas bem definidas. Não terá seus dois melhores, Marquinhos e Clayton, que estão suspensos, mas mesmo assim vem forte.

Jogo marcante e que demanda vitória, obrigatoriamente.

Pode ser a mais importante vitória do ano.

De bombacha rasgada

segunda-feira, agosto 3rd, 2015

Para começar, sou gaúcho, nascido em julho de 1968, na pequena Ibirubá. Nunca fui ligado às manifestações culturais do meu Estado, usei bombacha duas vezes, quem sabe, mas sempre tive apreço pela história, que é belíssima.

Jamais gostei das bravatas de bater no peito e gritar “eu sou gaúcho!”. Sempre achei exagerado.

Pois é justamente o excesso de orgulho que está aniquilando o Rio Grande do Sul, na política e no futebol.

O vice-presidente de futebol do Inter, Carlos Pellegrini, disse: “Me preocupa saber que o Internacional jogou o mesmo futebol da Chapecoense”.

O dirigente está errado. O Inter está jogando menos do que a Chapecoense. A tabela mostra. Foi “gaúchíssimo” na sua declaração. Faltou-lhe humildade para reconhecer a verdade dos números. Para jogar como a Chapecoense o Inter necessita melhor um pouco mais.

Colegas de imprensa de Porto Alegre, alguns, não todos, não aceitam o fato de o Inter não vencer a “fraca” Chapecoense. Tentam encontrar explicações para as mazelas das equipes de Porto Alegre, começando a olhar pelo outro lado do campo.

Na política o Rio Grande do Sul está enterrado em sua mais profunda crise. O Estado está quebrado, falido, não paga salários O governador se esconde no Paraná e o ex-governador, que ajudou a quebrar as contas, coloca a culpa em um grande grupo de comunicação. Um covarde e o outro boquirroto. Pobre Rio Grande do Sul.

O gaúcho gosta muito de assumir suas bravuras, seus feitos heróicos, sua história contada a ferro e fogo, mas tem enorme dificuldade em assumir seus erros. O futebol e a política estão em crise no RS, por absoluta falta de humildade.

Sirvam tuas façanhas de modelo a toda a terra, mas aprenda, gaúcho, a reconhecer tuas fraquezas.