Arquivo para setembro, 2015

Coletiva

segunda-feira, setembro 14th, 2015

Na tarde de hoje a diretoria da Chapecoense realizou uma entrevista coletiva para falar sobre a demissão de Eutrópio, o encaminhamento para o novo contratado, que naquele momento ainda não havia sido anunciado.

Como já foi antecipado, Celso Rodrigues não será interino.

O presidente Sandro Pallaoro se mostrou indignado com o comportamento de parcela de torcedores que após a derrota para o Flamengo, ameaçaram jogadores e dirigentes, criando um clima muito ruim do lado de fora da Arena.

O presidente se mostrou muito irritado com algumas notas da imprensa que dariam conta de que os atletas estariam pleiteando R$ 4 milhões como prêmio para o não rebaixamento. Ele classificou de criminosas as especulações que teriam apenas a intenção de desestabilizar a Chapecoense. O alvo principal foi Roberto Alves do Grupo RBS.

Sobre comportamento de atletas fora de campo, disse não ter recebido nada e que se alguém tiver alguma prova de comportamento inadequado que mostre para ele.

E sobre possíveis dispensas de atletas, disse que vai aguardar a avaliação do novo técnico, mas que se for preciso, mandará gente embora.

No mundo da lua

segunda-feira, setembro 14th, 2015

O grande defeito de Vinícius Eutrópio, na sua passagem pela Chapecoense, talvez tenha sido a sua incapacidade de ouvir a imprensa, de ouvir os torcedores, de não se aproximar verdadeiramente deles e não reconhecer erros nas suas escolhas e equívocos de seu projeto de futebol.

Teve acertos também, pois deixa a Chapecoense com uma pontuação que jamais lhe possibilitou a entrada no Z4, mas a aproximação já foi suficiente para a sua demissão.

Nosso dia a dia tem forte influência das redes sociais, hoje, cada torcedor se transforma em comentarista e tem, uns mais e outros menor, poder de formar a opinião de seu grupo de seguidores.

O ex-técnico da Chapecoense jamais ouviu, ou pelo menos deu crédito, aos reclames externos e preferiu se fechar em uma bolha, na qual tudo lhe parecia muito bem. O time jogava mal e ele não admitia. O time perdia e ele dizia que jogou bem. Os resultados fora de casa, desde o início da temporada foram pífios, mas ele jamais aceitou a realidade.

O final da história não poderia ter sido outro. A demissão foi apenas o reflexo dos seis jogos sem vencer.

Os técnicos gostam de falar em projeto. Pois o projeto da Chapecoense é manter-se na Série A para 2016, portanto, Eutrópio colocou em risco o maior de todos os projetos e por isso foi demitido.

Internamente Eutrópio foi engolido pelo vestiário, que lhe acenou com apoio e que disse que jogaria por ele. Mentiram, pois se a atuação contra o Flamengo não estava contaminada pela insatisfação, a situação é muito mais grave do que se possa imaginar.

Vinicius Eutrópio demitido

segunda-feira, setembro 14th, 2015

O que era esperado e desejado por muitos, aconteceu.

O técnico Vinicius Eutrópio foi demitido.

Hoje às 16 horas está marcada uma coletiva para falar sobre a demissão e quem sabe já anunciar o novo técnico da Chapecoense.

Especulações: Guto Ferreira, Marquinhos Santos e Celso Roth.

Foi um baile

domingo, setembro 13th, 2015

Chapecoense 1×3 Flamengo.

Uma tarde lamentável da Chapecoense, que perdeu totalmente a sua cara, a sua identidade e não sabe mais para que lado corre.

O Flamengo fez o que bem entendeu. Foram dois gols na etapa inicial, na volta sofreu um gol e logo em seguida foi lá e determinou a vitória para não deixar margem.

O time da Chapecoense é preguiçoso, incompetente na maioria dos fundamentos, entrega a bola com a maior facilidade e deixa para todos nós duas impressões. Uma é a de que querem derrubar o técnico e a outra é que querem mais dinheiro para manter a Chapecoense na Série A.

O desempenho da Chapecoense no returno da competição é ridículo e merece cobranças severas de toda a diretoria, pois não é mais possível ficar defendendo o técnico que não consegue fazer seu time jogar e muitos tarimbados jogadores que nitidamente estão fazendo corpo mole.

Aqui em Chapecó ninguém é bobo para ficar caindo em conversa de técnico e de boleiro velho que quer mesmo é encher o bolso de dinheiro.

Está na hora de uma atitude forte e definitiva na temporada. Se a caminhada seguir no mesmo sentido o rebaixamento é algo certo.

A diretoria está sendo envolvida por um grupo que não está correspondendo e que não está fazendo jus ao investimento grande e aos pagamentos em dia.

Ou muda ou muda, assim está à vida da Chapecoense. O limite foi alcançado, pois depois disso apenas o porão da casa.

Intensidade e qualidade

sexta-feira, setembro 11th, 2015

A receita para a Chapecoense enfrentar e obter sucesso frente ao Flamengo passa por um futebol intenso, ligado o tempo todo, se colocando no lugar de time pequeno que enfrenta time grande e em boa fase e pelo despertar de qualidade de jogadores que já atuaram em alto nível e que hoje estão devendo um futebol mais competitivo.

O primeiro passo é fazer o meio de campo jogar, distribuir com qualidade e verticalizar o jogo.

Em casa, o ala Apodí vira a chave e volta a ser jogador de futebol, pois fora de casa é apenas um fantasma.

Na ala esquerda a marcação forte de Dener será de grande valia.

Gostaria de ver o Tiago Luis jogando como sabe, atrevido, chutando, provocando situações e não apenas um corredor esporádico e sem nenhuma função como ele foi lá em Joinville.

Nossa dupla de zagueiros sabe atuar, mas precisa ficar atenta o tempo todo e não descuidar jamais, pois um cochilo é suficiente. Contra o Corinthians foi assim.

No gol, quando Danilo atua com simplicidade ele é muito eficiente, ele não pode é ser transformar em malabarista. Cuidado com as bolas de fora da área.

Ao atacante Bruno Rangel cabe fazer aquilo que já fez 53 vezes com a camisa da Chapecoense. Desta vez não será dado o direito ao erro.

O que me preocupa mesmo é a produção do meio de campo, que está devendo mais futebol, pois qualidades eles tem, está faltando mais empenho, rapidez e minimizar os erros de passes.

Jogar futebol a morrer, esta é a missão da Chapecoense frente ao Flamengo. Se jogar achando que é do mesmo tamanho, vai levar uma chinelada!

Dois em um

quinta-feira, setembro 10th, 2015

Joinville 0×0 Chapecoense

 

O primeiro tempo de jogo foi bom, movimentado, com boas opções de lado a lado e com a grande chance desperdiçada pelo Bruno Rangel em gol perdido daqueles que a gente custa a acreditar.

Mas a primeira etapa teve uma movimentação interessante, entrega e criação de boas jogadas.

E veio a segunda etapa e com ele um show de horrores poucas vezes visto.

Foi o festival do balão, com jogadores sempre se livrando da bola, a bola queimando nos pés dos jogadores e nada mais do que fazer o tempo passar e esperar o apito final.

O resultado para a Chapecoense foi bom, mas poderia ter sido muito melhor, se não fosse o gol perdido no primeiro tempo pelo Bruno Rangel e na segunda etapa pelo Camilo, que teve uma atuação terrível na noite de ontem.

A Chapecoense fecha a rodada na 12ª posição, mas com apenas três pontos da zona de rebaixamento.

No domingo jogará em Chapecó o Flamengo, que com a vitória de ontem por 2×0 sobre o Cruzeiro ingressou no G4 e chega embalado pela nova fase.

Eu sinceramente saí de Joinville triste pelo resultado, pois ele deveria ter sido de vitória, mas com dois gols perdidos, ainda bem que não entrou em campo o tal de “quem não faz leva”.

 

O hoje e o ontem

quarta-feira, setembro 9th, 2015

Ontem, a Chapecoense encarar uma viagem de ônibus até Joinville era algo normal e necessário

Hoje, viajar até lá, pela estrada, levando uma delegação de 33 pessoas, para atuar em alto nível, no campeonato de futebol mais competitivo e nivelado do planeta, tendo aeroporto na cidade e tendo as despesas de viagem pagas na sua maioria, é no mínimo uma burrice.

A logística feita pela Chapecoense foi à possível e a oferecida pela agência de viagens da CBF, não foi a Chapecoense que escolheu fechar o aeroporto de Chapecó e depois o de Joinville. Se existe um culpado é São Pedro e sua maquina do tempo.

Quando o time cai de rendimento sempre vem alguém para dizer que o time precisa mesmo é viajar de ônibus, que é muita mordomia, que isso e aquilo. Coitados.

A Chapecoense é time de Série A. Não é mais apenas um time estadual, é nacional e agora internacional!

Então, deixem de lado as idéias retrogradas e vamos olhar para frente, entender a nova e exuberante fase da Chapecoense e torcer para que ela vença o Joinville hoje e o Flamengo no domingo e que a boa fase e o bom posicionamento de tabela voltem e não falemos mais em demissão de técnico e rebaixamento.

O mundo girou, a Chapecoense e Chapecó evoluíram e não existe mais aquele tempo em que era preciso fazer uma expedição para jogar futebol, saindo de Chapecó.

O nosso aeroporto é um dos mais movimentados do Brasil, portando, eis a porta de entrada e saída.

O nosso time é de alto nível e desta forma precisa se deslocar com rapidez e conforto.

Bem menos

quarta-feira, setembro 9th, 2015

Ouvi e li expressões exageradas em relação aos contratempos enfrentados pela Chapecoense para chegar a Joinville. Parecia que a Chapecoense tinha saído para uma guerra e que encontrou pela frente os mais inexpugnáveis obstáculos e que teve de enfrentar toda a sorte de provações para chegar ao destino do jogo. Se o tal contratempo foi tão grande assim, o que teria sido aquela viagem para Lucas do Rio Verde?

O que eram então as viagens antigamente quando as estradas em sua maioria eram de chão batido e chegar a Florianópolis era uma verdadeira aventura?

Foi sim um deslocamento todo torto, mas nem de longe é algo que possa ser comparado com as dificuldades enfrentadas em outras épocas, quando as aventuras faziam parte da rotina.

O jogo foi remarcado e as regras foram respeitadas, nada mais do que isso.

Quem saiu perdendo mesmo foi o Joinville que terá de jogar às 11 da manhã de domingo.

Muita conversa e pouco futebol

segunda-feira, setembro 7th, 2015

ATENÇÃO: Presidente Sandro Pallaoro acaba de afirmar que Vinícius Eutrópio não será demitido. Pediu menos conversa e mais trabalho da comissão técnica.

 

 

A Chapecoense está assim no returno da Série A, conversado bastante e jogando pouco.

Uma queda de produção preocupante e que precisa ser freada imediatamente, pois se por desgraça vier a cair na zona do rebaixamento, para sair de lá, será muito complicado.

No jogo contra a Ponte Preta, que era a prioridade da temporada nacional, aquele jogo em que o técnico armou seu time para vencer, que poupou jogadores na rodada anterior e que tinha como meta apenas vencer, acabou ficando em um empate sem gols. A Chapecoense teve uma teimosa bola na trave, mas o goleiro Danilo foi o nome do jogo, ou seja, dizer que a Ponte Preta jogou fechada não me parece totalmente correto, veio marcando forte, mas fez o goleiro da Chapecoense trabalhar e bastante.

A Chapecoense está sem força, jogando muito para os lados, errando muitos passes e sem pegada, sem vontade, parecendo um time que quer trocar de técnico, exatamente, trocar de técnico.

Sinceramente, não acredito mais nas teses de Vinícius Eutrópio. Ele segue sem admitir que seu time não está jogando. Isso é andar no escuro a beira do abismo. Alguém da direção de futebol precisa tirar dele essa venda que o está deixando sem visão para a realidade.

Na entrevista coletiva Eutrópío disse que a Chapecoense tem apenas Bruno Rangel como “matador” e que não tem o cara que escore a bola para ele. Estamos em setembro e agora ele me sai com essa.

Disse que a Chapecoense parou de treinar devido aos jogos seguidos e que esse é um dos motivos para ter sofrido seis gols em dois jogos. Na realidade a Chapecoense treina pouco com um ou dois jogos na semana.

Mais uma entrevista repleta de desculpas e analises em base de sites de estatísticas, sempre colocando a culpa em fatores externos ou em outras pessoas e jamais assumindo erros.

Está na hora de um fato novo acontecer.

Eu era um dos últimos defensores do trabalho de Eutrópio na Chapecoense. Via nele competência e bons números. Perdeu o controle da situação e ruma para a demissão. Resta saber apenas quando será.

Com desprazer escrevo que não acredito mais no seu trabalho.

Não faça como o avestruz

sexta-feira, setembro 4th, 2015

O jogo de domingo contra a Ponte Preta não é exatamente uma decisão, pois ele não é limite de campeonato, não decide queda, não decide vaga, não decide título, não decide nada, mas tem uma importância muito grande na caminhada da Chapecoense, que está a três jogos sem somar pontos e que está na sua fase mais aguda na relação com a tabela e principalmente com os torcedores.

Relatos dão conta que a relação entre o trabalho do técnico Vinícius Eutrópio e alguns integrantes da diretoria e colaboradores mais próximos não é mais tão tranquila como antes.

As cobranças externas apenas aumentam e negar o fato é querer brincar de avestruz. E Eutrópio tem feito questão de enfiar a cabeça em um buraco, se esquivando da realidade e negligenciando analises da imprensa e dos torcedores, com base em seu currículo profissional, ou seja, se coloca no posto de doutor da causa e no patamar de leigos, todos os demais.

A grande importância do jogo de domingo, junto com os três pontos necessários para criar uma situação mais segura, está relacionada a moral do próprio elenco.

Uma derrota pode aniquilar a confiança de muitos e certamente colocará o cargo do técnico em situação de risco e a crise estará instalada.

Vencer se tornou uma obrigação por força do planejamento do próprio técnico, que resolveu eleger este jogo como sendo o que a Chapecoense precisa ganhar.

Se vencer ele estufa o peito e enaltece suas convicções que estavam corretas. Se perder ou mesmo empatar, que se prepare para a maior saraivada de críticas e reclamações dos últimos anos na Arena Condá, inclusive internamente, pois não acha ele, Eutrópio, que é um intocável.