Arquivo para outubro, 2015

Uma seqüência arrepiante

terça-feira, outubro 13th, 2015

A Chapecoense começa na quinta-feira uma seqüência de jogos de muita importância. Todos os três serão fora de casa, para depois recompor as tabelas com três enfrentamentos na Arena Condá.

Na quinta-feira será contra o Vasco da Gama no Maracanã. Enfrentamento direto na corrida contra o rebaixamento. Para o Vasco uma final de Copa do Mundo, para a Chapecoense um jogo importante e que creio, deve se apresentar de forma a propor o jogo e jogar toda a responsabilidade nas costas do desesperado mandante.

No domingo será a vez de encarar o bom time do Grêmio na Arena em Porto Alegre, com os mandantes sonhando com a conquista maior, mas com o grande desafio de se manter no G4. Jogo muito complicado, mas que da mesma forma precisa ter uma Chapecoense engajada em busca de vencer e não de ter medo de ser derrotada. Será preciso propor o jogo e na medida do possível atacar com qualidade. Empate é bom resultado.

Na quinta-feira da próxima semana, no já histórico 21 de outubro, será a vez de jogar contra o River Plate no Monumental de Nuñez, na belíssima Buenos Aires, contra o time que ganhou tudo no nosso continente e que será o nosso representante no Mundial de Clubes FIFA, no Japão, ao final do ano.

Algo que exigirá da Chapecoense um empenho gigantesco, mas que certamente motiva o elenco para jogos grandes, importantes, em estádios monumentais, verdadeiros templos do futebol.

Desafios inimagináveis há poucos anos, mas que hoje representam a realidade da Chapecoense.

Força, fé e muita competência. O momento exige.

E na volta

Quando encerrar os três jogos fora, a Chapecoense volta pra casa para receber dois jogos pela Série A e a volta contra o River Plate que deverá ter uma casa lotada no jogo histórico.

Começa a caminhada contra o Avaí, novo jogo direto contra o rebaixamento, em um domingo, 25 de outubro. Não existe outro resultado que não seja a vitória. A Chapecoense terá a necessidade máxima de vitória e os visitantes vêm como franco atiradores. Srá a final de Copa do Mundo para a Chapecoense.

No meio da semana, 28 de outubro, o jogo mais espetacular dos últimos tempos, o River Plate, o campeão de tudo, o gigante continental, pisando o gramado da Arena em Chapecó. Um espetáculo para poucos.

Quando chegar o domingo 01 de novembro, será a vez de encarar o sempre complicado Atlético Paranaense. A matemática aponta que os paranaenses ainda têm condições de chegar ao G4, mas também indica que eles não se livraram do rebaixamento. Parada dura, contra time de expressão na Série A.

Afinal de contas não existe mais moleza na vida da Chapecoense. Ainda bem!

Uma seqüência de tirar o fôlego.

Sol e chuva: Chape treina em dois períodos

quinta-feira, outubro 8th, 2015

O clima foi totalmente diferente entre um período e outro nos treinamentos do Verdão, nesta quinta-feira (8). Pela manhã, no CT da Água Amarela, apesar de algumas nuvens, foi o sol que predominou no treino na Chapecoense. Durante quase duas horas, Guto Ferreira comandou os trabalhos com o grupo.

“É um tempo muito importante para corrigirmos algumas situações e voltarmos fortes para a reta final do Campeonato Brasileiro e na Sul-Americana”, disse Camilo.

No período da tarde, a chuva foi intensa em Chapecó, inclusive na Arena Condá, local do treinamento da Chape. Na expectativa de uma trégua, a primeira parte do aquecimento foi realizada na zona mista. Como a chuva não cessou, o aprimoramento técnico e tático foi de baixo de muita água.

A Chapecoense treinará novamente nesta sexta (9), no CT, no período da tarde.

 

TEXTO E FOTO – ASSESSORIA DE IMPRENSA CHAPECOENSE. 

 

Saco sem fundo

quinta-feira, outubro 8th, 2015

Uma matéria do globoesporte.com realizou um levantamento sobre a arrecadação do Flamengo somente com os parceiros da sua camiseta.

Por ano são mais de R$ 90 milhões. Tem ainda a cota de TV que passa longe dos R$ 100 milhões e outras tantas arrecadações que somadas passam dos R$ 350 milhões por ano. E mesmo assim não é o suficiente.

Se hoje fosse feito um fechamento de caixa no Flamengo a conta a pagar seria muito grande.

Imaginem os senhores e senhoras, quanto já foi roubado dos cofres do clube mais popular do Brasil.

Uma ameaça aparece no horizonte do Flamengo. Os patrocinadores da camiseta, todos, apontam dificuldades para a renovação dos contratos no termos que estão estabelecidos hoje.

Não resta a menor dúvida de que estar com sua marca estampada no manto rubro-negro é um outdoor espetacular, mas os valores são realmente grandes.

O Flamengo tem como patrimônio sua sede na Gávea, aos pés do Cristo Redentor, uma área grande, onde estão os gabinetes da diretoria, ginásio, piscinas, quadras esportivas e sala de troféus, que não são poucos, mas perante o que o Flamengo representa como marca é pouca coisa.

O que mais vale no Flamengo é mesmo seu nome e sua grande massa de torcedores, uma vitrine gigantesca para todo o País.

Imagine se houvesse seriedade na condução do clube o tamanho que ele teria. Seria fácil maior que o Barcelona.

Sem milagres

Hoje a Chapecoense tem como orçamento cerca de R$ 40 milhões por ano.

Disputa a Série A do campeonato Brasileiro, muitas vezes em pé de igualdade com clubes que tem muito, mas muito mais dinheiro.

Com os R$ 40 milhões por ano que a Chapecoense tem todos os grandes clubes do Brasil não teriam dinheiro para pagar a conta da luz. Por quê?  Simplesmente porque são desorganizados e pagam valores para jogadores e técnicos sem limites e investem de forma errada, queimando dinheiro.

Tudo é muito obscuro.

Aqui na Chapecoense, optou-se pela transparência, abrindo contas, mostrando o que acontece e chamando a comunidade a participar e a fiscalização é algo normal.

Houve agora a mudança no estatuto, tornando mais moderna a administração e criando empecilhos legais para que aventureiros passem bem longe da entidade.

É possível sim fazer futebol com bem menos dinheiro do que gastam os grandes. Convenhamos que R$ 40 milhões é muito dinheiro, mas no mundo da bola ele precisa ser tratado com parcimônia, caso contrário vira pó.

O que queremos?

terça-feira, outubro 6th, 2015

No ápice da crise de futebol da Chapecoense, dos desentendimentos com os torcedores, das reclamações nas redes sociais e das críticas da imprensa, muitos se fizeram a pergunta: O que queremos?

Queremos um a Chapecoense forte, bem organizada, com time jogando futebol competitivo, sabendo das limitações de investimento, mas representando bem a cidade e sua eufórica torcida.

As reclamações, as cobranças, fazem parte do processo e são sim catalisadores de ações de diretoria que possam culminar na solução dos problemas.

Se a reclamação não existir, se a cobrança não for realizada, a virada não acontece, pois o que de ruim está acontecendo, atinge uma parcela muito pequena de pessoas e não faz a menor diferença se um time de futebol existe ou não. Aqui, quando a Chapecoense vai bem, a cidade de veste de verde e branco, mas quando vai mal o assunto é tema de debate constante. A cidade se importa com a Chapecoense e a associação vive dela e de suas forças e divulga a cidade espetacularmente.

Vamos lembrar as histórias de Santo André e de São Caetano, que viveram momentos marcantes nas suas trajetórias, mas que hoje não tem mais o mesmo peso, pois são agremiações que não recebem a devida valorização de suas comunidades.

Se desejarmos uma Chapecoense grande e forte, devemos todos ter atitudes no mesmo patamar, seja nas cobranças, nos elogios, mas principalmente no apoio.

Arbitragem e tecnologia

segunda-feira, outubro 5th, 2015

Arbitragem do jogo Chapecoense 5×1 Palmeiras abriu uma discussão forte em torno da utilização da tecnologia no trabalho dos árbitros de futebol e a participação externa no mesmo.

Dois lances importantes marcaram o jogo. A expulsão e depois a volta do jogador do Palmeiras e o gol anulado e depois validado. Importante dizer que as duas decisões foram equivocadas em primeira instância e depois de revistas se mostraram acertadas.

O problema é quando o árbitro titubeia frente a uma multidão. Depois tentaram explicar que foi uma falha no rádio de comunicação do trio e todas as desculpas pertinentes a uma falha coletiva.

Os velhotes da FIFA não querem saber de falar em tecnologia. Decretaram que o negócio é mesmo no olho e no apito.

Vivemos em um mundo altamente tecnológico, vários esportes já estão se adaptando, mas o futebol segue teimando em ficar no atraso.

Outro ponto que entra no debate é a ética envolvendo os atletas. Eles mentem descaradamente. Uma entrada na bola vira uma cambalhota espetacular e a simulação de uma fratura exposta. Uma falta que não houve é contestada, um impedimento que não existe provoca um festival de levantamento de braços.

O jogador de futebol brasileiro precisa evoluir neste quesito. Tem muita teatralidade nos campos do Brasil.

De resto, não há como negar que episódios como os registrados aqui em Chapecó emprestam um charme ao esporte, mas o que vale mesmo é o justo e a tecnologia ajudará e muito.

Goleada para ficar na história

domingo, outubro 4th, 2015

Chapecoense 5×1 Palmeiras

 

Todo ano tem uma goleada em cima de time grande. A vítima da vez foi o Palmeiras.

Foi um verdadeiro massacre da Chapecoense para cima de um time muito bom que está na semifinal da Copa do Brasil e quem tem um técnico extraordinário que é Marcelo Oliveira.

O placar explica tudo. A Chapecoense foi incisiva desde o começo do jogo, montada com um esquema ofensivo, mas sem deixar desprotegido seu meio de campo, Guto Ferreira foi ousado, corajoso e deu certo, deu muito certo, aliás.

Um dos destaques da Chapecoense, eu o escolhi como o melhor em campo, foi William Bárbio. Antes da chegada de Guto Ferreira, ela não servia nem mesmo para carregar as malas, estava encostado, desvalorizado, e agora é um dos principais nomes do time. O técnico é responsável direto na nova fase do jogador. Recebeu confiança e apoio e devolve com futebol de qualidade e velocidade.

Foram 16.484 torcedores presentes, fazendo deste o maior público do ano. As campanhas do marketing deram certo, valor de ingresso mais barato, uma campanha de apoio ao time e o resultado está aí, time fora do rebaixamento e com 10 dias para trabalhar e melhorar.

Está muito claro que a Chapecoense não tem time para ser rebaixada. Falta muito ainda na tabela, mas a retomada anima, deixa margem para bons planos e principalmente resgata a moral do elenco e a relação entre eles e os torcedores que andava abalada.

Uma vitória para lavar a alma, sair da zona de rebaixamento e para olhar para o futuro com olhos brilhantes.

Deu tudo muito certo.

A glória e a realidade

domingo, outubro 4th, 2015

 

Passada a apoteótica classificação da Chapecoense na Copa Sul-Americana, as atenções se voltam para o Campeonato Brasileiro e a necessidade urgente de saída da zona de rebaixamento.

A classificação é importante no momento, pois resgatou a confiança do time e deixou claro que o elenco tem qualidades que andavam escondidas e que fizeram o time, além de entrar na zona de rebaixamento, perder sua identidade, confiança e se criou um ambiente hostil entre jogadores, dirigentes e torcedores.

As reuniões da semana passada surtiram efeito e a Chapecoense tratou de assuntou pontuais de uma forma muito eficiente.

Com os jogadores, arestas foram aparadas e o que estava pendente foi resolvido.

Com as torcidas organizadas houve uma aproximação, alguns acordos e elas deram um espetáculo, juntas, na noite de quinta-feira.

O importante agora é vencer o Palmeiras. Será preciso manter a pegada dos jogos da Sul-Americana, fórmula infalível de jogar, com raça e determinação, para se impor em casa e para equilibrar forças com um elenco de maior qualificação técnica.

Nos jogos mais recentes, quando a Chapecoense sofria um gol, desmoronava. Foi assim conta o Sport, quando teve um começo de jogo promissor, mas foi levar o gol para a casa cair.

Quando sofreu o gol do Libertad, pensei no pior, mas houve reação imediata e isso é importante ser assimilado.

Se todos jogarem juntos, como foi na quinta-feira, dentro e fora do gramado, não tenho dúvida sobre a vitória da Chapecoense.

Com gol no último minuto, sub-17 da Chape é campeã catarinense

domingo, outubro 4th, 2015

Emoção, superação e lágrimas. O roteiro da final do Campeonato Catarinense Sub-17 entre Chapecoense e Avaí mostrou porque o futebol mexe com tantas pessoas mundo afora.

A tarde do dia 03 de Outubro de 2015, entra para a história da Associação Chapecoense de Futebol. Mas como tudo na Chapecoense foi conquistado com muito sacrifício, nas categorias de base não poderia ser diferente.

Cerca de duas mil pessoas compareceram na Arena Condá apoiar os guerreiros comandados por Agnaldo Pereira. Logo aos três minutos do primeiro tempo, penalti para o Avaí. O jogador da equipe da capital desperdiçou a cobrança.

Na segunda etapa, a equipe do Avaí abriu o marcador aos 20 minutos. A Chape necessitava de um empate para ser campeã, mesmo não atuando bem, a equipe não desistia e lutava pelo gol do titulo.

No apagar das luzes, a Chape em seu último suspiro, se lançou para o ataque. Aos 44 minutos, bola lançada na área, Nedved domina e de perna esquerda bate forte, a bola desvia no zagueiro avaiano e entra no fundo do gol. Festa, alegria e emoção. O verdão na insistência empatou a partida e levantou um título inédito para o clube.

Associação Chapecoense de Futebol – Campeã Catarinense Sub-17.

 

TEXTO E FOTO ASSESSORIA DE IMPRENSA CHAPECOENSE. 

Para ficar na história

sexta-feira, outubro 2nd, 2015

Chapecoense 1×1 Libertad

Pênaltis: Chapecoense 5×3 Libertad

 

Com isso a Chapecoense vai para as quartas de final da Copa Sul-Americana.

O próximo adversário será o River Plate, o representante do nosso continente no Mundial de Clubes, atual campeão da Libertadores, da Sul-Americana e da Recopa, ou seja, de tudo.

O jogo de ontem teve a vibração diferente. Os torcedores se comportaram maravilhosamente e houve, finalmente, uma simbiose, uma sinergia diferente entre arquibancadas e campo de jogo.

A reclamar a expulsão de Wanderson, que injustamente foi excluído do jogo. Erro lamentável da arbitragem.

O jogo não foi nada fácil. A Chapecoense saiu perdendo logo cedo em uma saída equivocada do goleiro Danilo, mas teve resposta imediata e voltou ao jogo sem dar chance para que o adversário tomasse conta do campo.

E foi nos pênaltis que tudo foi decidido. A Chapecoense teve 100% de aproveitamento para não deixar dúvidas.

Uma noite especial, histórica, para ficar gravado e para dar um ânimo substancial para o importante jogo de domingo frente ao Palmeiras.

Parece que uma nova atitude se estabeleceu.